Europa deverá cumprir com metas SAF traçadas, mas precisará de “apoio político e investimento sustentado”, diz SKYNRG
Ao que indica um relatório da SkyNRG, as companhias aéreas e os fornecedores europeus deverão cumprir com os níveis traçados pelo ReFuel EU relativamente ao SAF, em 2025 e 2030. Para o futuro, contudo, será necessário um reforço do apoio político e investimento financeiro.

Victor Jorge
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O mais recente relatório “SAF Market Outlook”, da SkyNRG, mostra que as companhias aéreas e os fornecedores europeus deverão cumprir os níveis introduzidos pelo ReFuel EU, que exigirá que 2% do combustível de aviação utilizado na Europa seja SAF (Combustível de Aviação Sustentável) a partir de 2025, até 6% em 2030.
No entanto, será necessário “um apoio político e um investimento financeiro sustentados” para ajudar as companhias aéreas europeias a atingir os seus objetivos em matéria de SAF, que, em muitos casos, ultrapassam o mandato da UE.
Embora as previsões indiquem que a Europa está bem posicionada no que respeita ao fornecimento de SAF até 2025, continua a haver uma série de desafios para manter esta dinâmica e garantir que a produção de SAF continue a acelerar. “É o caso, em particular, do e-SAF, em que muitos projetos estão ainda em fase de estudo de viabilidade e precisam de sair dos planos e tornar-se realidade o mais rapidamente possível”, aponta o relatório da SkyNRG.
Laurent Donceel, diretor-geral Adjunto da A4E, salientou, na altura do lançamento do relatório da SkyNRG, alguns dos desafios que o setor europeu do SAF enfrenta, apontando “o custo de produção e o custo de abastecimento, o acesso às energias renováveis, o acesso ao SAF em toda a UE e a garantia da sustentabilidade das matérias-primas utilizadas na produção de SAF na Europa”.
Donceel acrescentou que “é positivo constatar que haverá SAF suficiente para satisfazer os requisitos do ReFuel EU até 2030. Mas muitas companhias aéreas europeias não se ficam por aqui. Querem fazer mais, pelo que é importante que a Europa conceba uma política industrial para o SAF que aborde os custos de produção, acelere o abastecimento e, em última análise, faça baixar o custo do SAF na Europa. Os combustíveis sintéticos na aviação, que farão parte do mandato ReFuel da UE, exigirão uma atenção especial nos próximos meses. Os e-SAF exigirão uma grande quantidade de energia limpa e de hidrogénio para a sua produção e, no entanto, até agora não conseguiram captar a atenção suficiente dos mercados financeiros e dos decisores políticos”.
O diretor-geral Adjunto da A4E concluiu ainda que “transformar uma indústria SAF nascente numa indústria que fornecerá a maior parte do combustível para as companhias aéreas é uma tarefa monumental. Para as companhias aéreas, é necessário trabalhar com os aeroportos para ajudar a desenvolver o mercado das SAF; o financiamento tem de fluir para o setor e a indústria da energia tem de levar a sério a transição para o abandono dos combustíveis fósseis”.