Atividade turística melhora em 2021 mas continua pela metade dos níveis pré-pandemia
Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que, em 2021, houve uma recuperação da atividade turística, muito por culpa dos residentes, ainda que os resultados continuem cerca de 50% abaixo de 2019.

Inês de Matos
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No ano passado, os estabelecimentos de alojamento turístico contabilizaram 14,5 milhões de hóspedes e 37,5 milhões de dormidas, números que representam aumentos de 39,4% e 45,2% face a igual período do ano passado mas que, face a 2019, o último ano antes da pandemia, continuam a traduzir uma quebra que chega quase a metade, segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE), que foram divulgados esta segunda-feira, 31 de janeiro.
Os dados divulgados pelo INE indicam que, face ao acumulado de janeiro a dezembro de 2019, o total de hóspedes e dormidas continuam a apresentar quebras expressivas, que chegaram aos 46,4% e 46,6%, respetivamente, com destaque para os não residentes, que apresentaram uma descida de 62,0%, enquanto nos residentes a quebra foi de 10,9%.
Os dados do INE mostram ainda que, no ano passado, registaram-se “decréscimos nas dormidas em todas as regiões”, numa comparação com 2019, o que se ficou a dever essencialmente à descida das dormidas dos não residentes, ainda que as dormidas dos residentes tenham apresentado um crescimento de relevo na Madeira e Algarve, que apresentaram subidas de 19,2% e 5,1%, respetivamente.
“Entre janeiro e dezembro de 2021, as dormidas de residentes representaram 50,2% do total,
significativamente acima da quota verificada em 2019 (30,1% do total)”, aponta o INE na estimativa rápida divulgada esta segunda-feira.
Já no que diz respeito a mercados, o Reino Unido manteve-se, no ano passado, como o principal mercado emissor para Portugal, representando 16,6% das dormidas de
não residentes, num aumento de 54,6% face ao ano anterior, seguindo-se os mercados espanhol, alemão e francês, com quotas de mercado que chegaram aos 14,3%, 11,9% e 11,8%, respetivamente.
“A totalidade dos dezassete principais mercados emissores registou aumentos em dezembro, tendo representado 85,7% das dormidas de não residentes nos estabelecimentos de alojamento turístico neste mês”, lê-se na informação divulgada pelo INE.
Os dados do INE mostram que, em 2021, os principais crescimentos registaram-se nos mercados irlandês (+202,1%), polaco (+169,5%), norte americano (+141,3%) e suíço (+102,8%), enquanto os mercados chinês (-55,6%), canadiano (-42,6%), russo (-24,2%) e brasileiro (-8,7%) se pautaram por descidas.
No mês de dezembro, foram registados 1,1 milhões de hóspedes e 2,6 milhões de dormidas, o que, em comparação com igual período de 2020, traduz subidas de 150,0% e 170,4%, respetivamente, ainda que, face a 2019, se continuem a registar descidas de 28,9% nos hóspedes e 26,7% nas dormidas.
O mercado interno contribuiu, em dezembro, com 1,1 milhões de dormidas (+92,6%), enquanto os mercados externos totalizaram 1,5 milhões (+292,5%), valores que, no entanto, também não traduzem uma recuperação face a igual mês de 2019, já que as dormidas
de residentes desceram 12,2%, enquanto as dos não residentes caíram 34,9%.
Em dezembro, as dormidas na hotelaria, que representaram 80,2% do total, apresentaram um aumento de 177,6%, ainda que, face a 2019, se continue a verificar uma descida de 28,5%, enquanto as dormidas no Alojamento Local, que representaram 15,8% do total, cresceram 151,6%, mantendo igualmente uma descida de 24,7% face ao último mês de 2019.
Já a estada média aumentou 8,1% em dezembro, passando para 2,30 noites, muito por culpa dos residentes, onde este indicador aumentou 1,1%, fixando-se nas 1,73 noites, enquanto nos não residentes houve uma descida de 9,7%, para 3,06 noites.
O INE apurou ainda que, em dezembro, 36,0% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes, valor que supera os 34,8% que estavam encerrados em novembro.