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República Dominicana, uma nova era na segurança e na promoção

O Publituris integrou a famtrip organizada pela Ávoris, através do operador turístico Jolidey, em colaboração com o Ministério de Turismo da República Dominicana (MITUR). O objetivo foi apresentar a 30 agentes de viagens e jornalistas o país como um destino seguro numa era pós-COVID.

Rute Simão
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República Dominicana, uma nova era na segurança e na promoção

O Publituris integrou a famtrip organizada pela Ávoris, através do operador turístico Jolidey, em colaboração com o Ministério de Turismo da República Dominicana (MITUR). O objetivo foi apresentar a 30 agentes de viagens e jornalistas o país como um destino seguro numa era pós-COVID.

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O Publituris integrou a famtrip organizada pela Ávoris, através do operador turístico Jolidey, em colaboração com o Ministério de Turismo da República Dominicana (MITUR). O objetivo foi apresentar a 30 agentes de viagens e jornalistas o país como um destino seguro numa era pós-COVID.


Às seis da manhã o sol rasga o céu de Punta Cana autorizando o nascer de um novo dia. A primeira inspiração ao acordar é brindada por um bafo morno que preenche os pulmões que expandem a custo. Ainda é cedo e as pequenas gotículas de suor começam já a desenhar padrões na pele quente. O ar denso desperta um olfato firme pautado pelo aroma ácido das algas que cobrem a água salgada do mar. A chuva tépida cai de rompante e sem aviso num ritual assíduo e imprevisível que se pode repetir ao longo do dia e que, regra geral, não se espraia além do quarto de hora.
No areal junto ao mar, as toalhas de praia dão lugar, a esta hora, a máquinas e homens de pele queimada que recolhem o manto verde de sargaço alojado na frente marítima, de forma a devolver à água a transparência que lhe é exigida num esforço diário de não defraudar as expetativas dos turistas que aqui regressam, e que tanta falta fizeram no último ano. Este é um dos maiores problemas da época e uma ameaça eminente ao turismo do país.

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Os meses infindáveis em que a pandemia da COVID-19 encerrou as portas do destino, travou luas-de-mel, viagens em família e férias românticas a dois, parecem estar a terminar. Para trás, está a recordação de uma República Dominicana que recebeu, em 2019, 6,5 milhões de turistas não-residentes, cerca de metade só em Punta Cana – o que se traduziu numa quebra de -62,7% em 2020. Em julho de 2020, os aeroportos reabriram e as unidades hoteleiras retomaram a operação a um passo lento que se traduz em ocupações que estão, atualmente, entre os 40% e os 60%. Nem todos os hotéis se encontram já a funcionar e muitos mantêm apenas parte da capacidade em operação. Mas os bons ventos que se têm sentido fazem prever que nos próximos meses a praça hoteleira esteja a operar em pleno.

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Os olhos estão já postos no futuro e o otimismo é a engrenagem que move um povo que precisa do turismo para comer. Em 2019, o país das Caraíbas somou receitas turísticas no valor de 7.468,1 milhões de dólares (6.159,22 de euros), de acordo com o Banco Central da República Dominicana (BCRD). O turismo representa 17% do PIB nacional tendo um impacto, de forma indireta, na economia local de 22%, adiantam os dados da Associação Nacional de Hotéis e Turismo (Asonahores).

Para já, está reunido um punhado de ingredientes que imprime no Governo e nos agentes económicos locais a confiança numa rápida e bem-sucedida retoma. As várias medidas de segurança adotadas no âmbito da pandemia, o despertar dos principais mercados e uma nova estratégia implementada pelo Ministério de Turismo da República Dominicana (MITUR), que visa a promoção do país como um destino que extravasa além do ‘sol e mar’, fazem antever o sucesso dos meses vindouros.

Principais mercados de Punta Cana em 2019:

1- EUA 37.25%​

2- Canadá 17.56%​

3- França 4.98%​

4- Argentina 4.98%​

5- Reino Unido 4.32%

Da segurança nos resorts à nova realidade fora-de-portas
Punta Cana é conhecida como a jóia da República Dominicana, absorvendo metade dos turistas que escolhem o país para turismo. Os dias tranquilos nas águas quentes e as noites agitadas de cocktails e música são a simbiose perfeita para os que lá chegam.

Devido à pandemia, algumas regras do jogo mudaram refreando o ambiente típico vivido outrora. As discotecas continuam de portas fechadas e os espetáculos permanecem suspensos, à espera de melhores dias.

Mas não é sinónimo de falta de animação. Se, nas ruas o temperamento é sóbrio e o recolher obrigatório impera às 17h00, dentro dos hotéis e resorts encontra-se maneira de esculpir a diversão essencial ao menu de férias.
No Hotel Barceló Bávaro Palace, que acolheu a famtrip nos primeiros dias, a festa faz-se pelas esplanadas, bares de jogos, casino e restaurantes. A música alta ecoa pelos corredores numa dança que combina com o tilintar dos copos e com os vários sotaques trocados. Punta Cana continua a ser casa de praia e festa e as máscaras são acessório secundário para muitos turistas que se sentem seguros dentro das paredes do hotel.

A 200 quilómetros mora a capital da República Dominicana. A cidade histórica de Santo Domingo tem estado na mira das atenções devido ao aumento do número de casos de COVID-19, superior à média nacional.

Em dia de feriado, e a uma hora do recolher obrigatório, a Plaza Duarte alberga centenas de locais e turistas, que ocupam bancos de jardim e mesas de esplanada. O cenário parece pré-pandémico a avaliar pelo aglomerado de pessoas que aproveitam os últimos minutos de liberdade do dia envoltos em despreocupação, quadro que é visto com alguma racionalidade por parte do governo. “Os casos [de COVID-19] que estão a aumentar em Santo Domingo dizem respeito à população residente, não estão relacionados com a franja do turismo. Somos um povo muito alegre e divertido e isso faz com que as pessoas, às vezes, baixem um pouco a guarda. Mais de 30% da população nacional já tem a segunda dose da vacina administrada. Estamos a fazer uma retoma segura e com medidas para que tenhamos 80% dos dominicanos vacinados em breve”, explica uma fonte ligada ao MITUR.

A vacinação da população dominicana tem sido um dos desafios do governo que tem reunido esforços para conseguir aumentar a adesão ao processo. Um dos maiores entraves prende-se com as crenças religiosas e teorias da conspiração que proliferam em redes sociais afetas aos efeitos adversos da vacinas e que pautam o pensamento de muitos residentes. Ao contrário de outros países, aqui não escasseiam vacinas mas sim a vontade de ser vacinado.

Medidas para um destino seguro

Apesar destes desafios que dizem respeito à população do país, naquela que é chamada a bolha turística, que se concentra nos principais destinos de férias, o cenário é seguro, diz o governo. Desde logo, porque todos os trabalhadores da hotelaria e turismo foram já totalmente vacinados bem como as respetivas famílias que vivem no mesmo agregado. Esta foi uma medida implementada pelo Governo de Luis Abinader, que levou a cabo um plano de vacinação para os 40 mil trabalhadores atualmente ativos desta indústria como mote para a retoma rápida do turismo no país.

O sucesso da campanha de vacinação justificou a dispensa da apresentação de testes PCR aos turistas que chegam ao país, à exceção de viajantes provenientes de destinos como Brasil, África do Sul e Índia. Contudo, nos aeroportos são realizados testes rápidos aleatórios de despiste à COVID-19 aos passageiros que aterram em solo dominicano.
O segundo grande trunfo do governo local é a oferta de um seguro de saúde a todos os turistas que entrem no país por via aérea e que fiquem hospedados num hotel. O chamado ‘Plano de Assistência Turismo Seguro’ está em vigor até ao próximo dia 31 de julho, sendo que já foi prorrogado cinco vezes desde a sua implementação, em setembro de 2020. No total, a medida custou ao Governo 1,4 milhões de dólares (1,2 milhões de euros).

O seguro inclui a cobertura de emergências médicas, incluindo COVID-19, fornecimento de medicamentos, hospitalização, transporte médico de emergência, despesas com internamento, mudança de voo por motivos médicos, extensão da estadia e assistência jurídica. “As medidas de combate à COVID-19 vão sendo ajustadas, conforme vão mudando as necessidades. Somos dos poucos países que mantém um seguro de saúde gratuito para os turistas há mais de seis meses. Com todos os protocolos que temos implementado, com todos os funcionários vacinados, temos a garantia de que não há necessidade de fazer mais do que estamos a fazer. Os casos de COVID-19 que temos não são alarmantes mas é bom manter o controlo porque dependemos do turismo e temos de preservá-lo por todas as vias”, atesta um porta-voz do MITUR.

A República Dominicana tem

70 grupos hoteleiros no país

100 companhias aéreas com acordos

500 cidades do mundo de onde chegam os turistas aos aeroportos

Oferta Hoteleira
As praias de areia fina e água morna cristalina são um dos principais atrativos para os turistas que escolhem Punta Cana com o intuito de desfrutar de uns dias de descanso num cenário onírico. Mas a experiência na região não se esgota nesta premissa. O alojamento assume uma importância determinante no resultado final da viagem.

Esta tónica ganha ainda mais relevo na atual conjuntura. Devido às restrições impostas pelo governo por causa da pandemia, o recolher obrigatório é obrigatório às 17h00, como referido, e é também proibido o consumo de bebidas alcoólicas na via pública. Com mais tempo para usufruir do resort, uma escolha acertada é sinónimo de melhor qualidade de F&B – podem ser consumidas bebidas até às 23h00 nos hotéis – bem como mais opções de entretenimento.

Outro dos aspetos a ter em consideração é o facto de Punta Cana estar em época de sargaço. As águas salgadas do azul celeste postal assumem agora uma roupagem entre o verde e o castanho o que acaba por ser, amiúde, mote de desilusão de muitos turistas que por ali param. É por isto, também, que a escolha de um hotel com qualidade vai fazer toda a diferença. As unidades são responsáveis pela limpeza das respetivas praias e há uma distinção musculada entre os vários hotéis. Numas unidades os esforços resultam em praias mais limpas e nadáveis enquanto noutras o menor cuidado por parte do hotel leva a que o sargaço se acumule impedido a utilização do mar.

Com uma oferta de 46 mil quartos espalhados pelos 123 hotéis e resorts regulados, Punta Cana é o palco do ‘all inclusive’. A praça hoteleira está bem desenvolvida e há opções para todos os segmentos e carteiras. Dos hotéis de luxo aos resorts familiares, dos ‘adult only’ às unidades perfeitas para grupos, não escasseiam propostas.
Do portefólio da Jolidey em Punta Cana, constam 23 marcas que representam mais de 60 hotéis, ou seja, metade da oferta da região. Nesta famtrip houve a possibilidade de conhecer uma dezena de insígnias que se dividem consoante o propósito e a categoria.

Um destaque imediato é dirigido ao Complexo Royal Beach, localizado na praia da Bávaro. Sob a alçada do grupo AM Resorts, a oferta é bidimensional. De um lado, o Secrets Royal Beach Punta Cana, um refúgio sublime só para adultos. E, do outro, um pequeno paraíso para famílias e grupos, o Dreams Royal Beach Punta Cana. Há uma distinção imediata e evidente entre este complexo e a restante oferta de Punta Cana. Não só pela beleza e elegância de todos os espaços – as suites do Secrets com piscina privada são um ‘must see’- mas pelo cuidado transversal a todos os pormenores. A hotelaria rima, em qualquer parte do mundo, com serviço e com detalhe e é nestes dois mantras que a AM Resorts se posiciona à frente, de forma indiscutível. A atenção do staff está num nível superior à média dos demais hotéis. O nível de serviço e a simpatia dos funcionários é bastante volátil e pode divergir abruptamente entre hotéis. As propostas de F&B, seja em comidas ou bebidas e cocktails, é, também, surpreendente e diferenciadora.

Outro apontamento é feito ao Hotel Meliá Caribe Beach Resort (famílias) e ao Hotel Meliá Punta Cana Beach Resort (adultos). O complexo foi recentemente renovado e sobressai pela decoração contemporânea e minimalista, elegante e moderna. O ‘healthy’ é o conceito anfitrião das unidades e revela-se nas opções alimentares servidas bem como nas atividades. Nos quartos há tapetes de yoga disponíveis e os duches têm uma bomba de ‘vitamina C’ incorporada. Apesar não termos experienciado nem o serviço nem o F&B, o conceito e a apresentação merecem elogios.
Na lista de boas opções, numa oferta padrão enquadrada nas expetativas, estão também os complexos dos grupos RIU e Barceló, que apesar de maiores e mais movimentados, apresentam boas propostas de atividades, espaços comuns, F&B, alojamento e praias. São escolhas seguras dentro do universo ‘all inclusive’ que não desiludem o público deste tipo de resorts.

Por outro lado, o Hotel Impressive é um exemplo de que em Punta Cana a classificação nem sempre se coaduna com a oferta. As infraestruturas do hotel, embora não estejam enquadradas num cinco estrelas, não carecem de grandes reparos, situando-se dentro do razoável. Os quartos são espaçosos e a decoração é sóbria. Contudo, o serviço medíocre e desprimoroso, transversal do staff à oferta gastronómica, pode vetar a experiência idílica no destino.

O luxo urbano e discreto em Santo Domingo
Com a praia a alguns quilómetros de distância, na cidade de Santo Domingo voltamos a ser surpreendidos pela oferta hoteleira. A capital do país exige, naturalmente, um conceito distinto do dos resorts e é exatamente isso que encontrámos no ‘El Embajador, a Royal Hideaway Hotel’, que pertence ao grupo Barceló. A unidade, sóbria e discreta por fora, revela uma oferta de padrão elevado por dentro. Este é um hotel corporate de luxo capaz de agradar aos diversos mercados internacionais deste segmento. Contudo, a restante oferta de facilidades, como a piscina, spa, gastronomia e os bonitos espaços exteriores permitem que a unidade seduza outro tipo de cliente. Seja para lazer ou eventos como casamentos, o El Embajador acompanha, com mérito, qualquer propósito sendo uma escolha acertada se a viagem à República Dominicana incluir um desvio até à capital

Da beleza das águas límpidas à floresta selvagem

A lista de afazeres em Punta Cana pode ir além da praia e do resort e há várias atividades ao dispor que se enquadram nos mais diversos propósitos. A excursão à Isla Saona é uma excelente aposta, principalmente nesta época de sargaço que o destino enfrenta. Esta pode ser das poucas oportunidades para mergulhar num mar límpido e turquesa. O passeio catamarã dura um dia e inclui uma paragem no meio das piscinas naturais para beber um cocktail e observar as estrelas do mar. É importante verificar os preços e condições uma vez que, devido à pandemia e ao recolher obrigatório, o passeio acaba por ser mais curto do que o habitual.

Para os mais destemidos, o La Hacienda Park, no Parque Empresarial de Bávaro, sugere um dia de atividades radicais como slide, passeios de buggies na lama, um pequeno safari e passeio a cavalo. O preço de 99 dólares (83 euros) inclui o dia com todas as atividades e almoço.

O amanhã tem mais além de sol e mar
A adaptação dos pólos turísticos da República Dominicana à nova realidade pós-pandemia foi bem concretizada, na opinião do Governo e dos vários players. O turista tem dado sinais de se sentir seguro o que se repercute no aumento da procura e na concretização de novas rotas aéreas por parte das várias companhias mundiais que operam no destino.

Os protocolos implementados são equivalentes aos de tantos outros destinos do mundo o que ajuda a transmitir familiaridade e conforto a quem já está ambientado às novas normas. Mas, mais do que uma mudança nas rotinas de segurança e higiene, esta é uma nova era na forma como se faz turismo e como se promove o destino no futuro. Na opinião do MITUR, é hora de estender a oferta, captar novas rotas e chegar a diferentes mercados. “Vamos fazer uma maior aposta promoção e na diversificação turística. A República Dominicana aproveitou a pandemia para se relançar como um destino que é mais do que sol e mar. As pessoas já não querem chegar a um destino e ter só sol e praia. As pessoas querem ir a um lugar e fazer turismo de natureza, ‘mindfulness’, ‘slow food’, ‘slow travel’. O turista mudou com a pandemia. Temos de nos adaptar a todas as necessidades do turista”, assegura fonte ligada ao gabinete do ministro do Turismo David Collado, que acredita que o turista é, a partir de agora, o centro das atenções na estratégia de promoção.

“Os destinos têm de se adaptar. Antes partíamos do destino para a oferta turística e para as excursões e, só no fim, o turista. Agora a promoção começa no turista, e do turista e das suas necessidades é que é desenhada oferta hoteleira, as excursões, etc. O turista é o centro e nunca foi. É um bom narcisismo turístico”, adianta.

O governo desenhou uma aposta noutras vertentes da oferta como o turismo religioso, cultural, de aventura, gastonómico e enoturismo. Regiões como San Cristóbal, Peravia, Ocoa, Azua, Monseñor Nouel, Santiago, Monte Plata ou Hato Mayor, entre outros, fazem parte do leque de apostas que o MITUR quer vender.
Em oposição à praia, ‘a magia do campo dominicano’ é o mote que tem amparado uma nova estratégia de comunicação do país, que quer dar a conhecer um lado rural, numa aposta com a gastronomia de fundo, onde seduzem os queijos, o café, o cacau, a cana de açúcar e o vinho.

Como ir

A Ávoris tem voos  no novo avião da Iberojet, o A330-900neo com partida de Lisboa às segundas-feiras pelas 15h40. A operação de Madrid acontece às teças, quintas, sábados e domingos e, em breve, deverá iniciar a ligação a partir do Porto às terças-feiras, pelas 15h30.

*A jornalista viajou a convite da Ávoris e do MITUR.

Sobre o autorRute Simão

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Procura por alojamento na Páscoa em Portugal cresce 22,1% com tarifa média diária a subir 13,7%

A SiteMinder revela que as reservas de hotéis em Portugal para as férias da Páscoa de 2025 aumentaram 22,1% face ao mesmo período do ano passado, enquanto a tarifa média diária sobe 13,7%, passando de 208,64€ em 2024 para 237,23€ este ano, o que coloca o nosso país na liderança europeia neste indicador.

Os dados desta plataforma mundial de distribuição e receitas hoteleira, que comparam reservas nos mesmos estabelecimentos 30 dias antes da Páscoa de 2024 e 2025, revelam não apenas um aumento na procura, mas também uma maior antecedência na organização das viagens e uma crescente presença de turistas internacionais no país.

 

Os resultados da SiteMinder, atualizados a 18 de março, mostram que, durante o período de cinco noites deste feriado, as reservas por propriedade aumentaram significativamente. Além disso, a tarifa média diária (ADR) subiu 13,7%, passando de 208,64€ em 2024 para 237,23€ em 2025.

A Europa também regista um aumento significativo na tarifa média diária, mas Portugal e Espanha estão entre os líderes, com um aumento de 13,7% e quase 8%, respetivamente, em relação a este indicador. A tendência, segundo a SiteMinder, é acompanhada por outros países europeus, como Itália (+6,23%), Alemanha (+5,81%) e França (+5,61%).

Por outro lado, verifica-se que apesar da redução na duração das estadias, o tempo médio de antecedência das reservas aumentou 10,8% em relação ao ano passado, passando de 94,5 para 104,75 dias. No entanto, a duração média das estadias caiu 7,64%, passando de 2,88 para 2,66 noites.

A proporção de turistas internacionais em Portugal também cresceu significativamente. Em 2024, 72,59% das reservas eram de viajantes estrangeiros, e segundo os dados mais recentes de 2025, essa percentagem subiu para 83,07%, reforçando o posicionamento do país como um destino atrativo para o mercado global.

A plataforma analisou as reservas para o feriado do Dia do Trabalhador (1 de maio), que mostram sinais positivos para Portugal, com um aumento de 4,19% nas reservas em relação a 2024. A ADR também subiu 4,32%, passando de 229,08€ para 238,99€, acompanhada por um crescimento de 7,42% no tempo de antecedência das reservas, agora em 127,6 dias.

Apesar destes indicadores positivos para Portugal, tanto na Páscoa como no Dia do Trabalhador, James Bishop, vice-presidente de Ecossistema e Parcerias Estratégicas da SiteMinder alerta que “os hoteleiros devem manter-se atentos à tendência de reservas de última hora, especialmente por parte do mercado doméstico, que pode ainda influenciar os resultados finais”.

 

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Publituris estabelece parceria com a HOSCO para dinamizar emprego no setor do turismo e hotelaria

O jornal Publituris e a revista Publituris Hotelaria estabeleceram uma parceria com a plataforma internacional de emprego HOSCO para promover o emprego no setor do turismo.

Publituris

O jornal Publituris e a revista Publituris Hotelaria estabeleceram uma parceria com a HOSCO, plataforma digital que atualmente conecta centenas de milhares de profissionais com milhares de empresas líderes do setor do turismo e hotelaria em todo o mundo.

Nas homepages do Publituris e da Publituris Hotelaria passará a estar presente um botão/link a partir do qual os profissionais poderão encontrar as melhores ofertas de emprego, em Portugal e no mundo, em áreas tão diversas como revenue management, finanças e contabilidade, manutenção, guest relations, Food&Beverage, front office, housekeeping, eventos, sales & marketing, entre outros.

Com mais de 1,5 milhões de profissionais como membros, o jornal Publituris passa, assim, a disponibilizar uma ferramenta relevantes para quem procura e oferece emprego.

Olivier Bracard, CEO da HOSCO, empresa fundada em 2011, com sede em Genebra e escritórios em Barcelona e Dubai, salienta o “dinamismo do portal de emprego e a sua abrangência mundial, com milhares de ofertas disponíveis”.

Olivier Bracard, CEO da HOSCO

Com atualização constante e regular, a plataforma inclui filtros para pesquisas de emprego com base na data de publicação, permitindo visualizar vagas das últimas 24 horas, 3 dias, 7 dias, 15 dias e 30 dias, refletindo um fluxo contínuo de novas oportunidades.

Para além das ofertas de emprego, estágios e programas de formação, a Hosco está empenhada no desenvolvimento profissional de quem já exerce ou pretende exercer uma carreira nos setores do turismo e hotelaria.

Além das ofertas de emprego, a HOSCO disponibiliza ainda um conjunto de mais de 200 cursos de formação online na área da hotelaria e mais de 2.000 micro-aulas, permitindo aos profissionais aprimorarem as suas competências e conhecimentos.

Olivier Bracard refere que a plataforma conta com “uma comunidade global de mais de 1,5 milhões de membros e parcerias com mais de 400 escolas de hotelaria. Esta vasta rede, aliada a ofertas de emprego personalizadas e recursos de desenvolvimento profissional, torna a HOSCO uma referência única e valiosa no setor da hotelaria”.

De referir ainda que a plataforma adiciona entre 3.000 e 4.000 novas vagas de emprego em todo o mundo a cada semana, agilizando o processo de recrutamento e garantindo uma comunicação eficiente entre candidatos e gestores de contratação.

Com os recursos humanos a constituírem um dos maiores desafios no setor do turismo e hotelaria, “este é o contributo que o jornal Publituris e a revista Publituris Hotelaria passam a disponibilizar ao mercado português e aos profissionais que pretendem procurar emprego ou valorizar as respetivas carreiras nesta indústria tão importante para a economia portuguesa”, refere Victor Jorge, diretor editorial de ambas as publicações pertencentes à Workmedia, grupo que detém ainda as publicações profissionais Meios&Publicidade, Construir e Hipersuper.

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Os 3 dias do RoadShow das Viagens do Publituris

Foram três dias de networking com 45 expositores e mais de 450 agentes de viagem a participaram no RoadShow das Viagens do Publituris nas cidades do Porto, Coimbra e Lisboa. (Re)Veja as imagens.

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A 10.ª edição do RoadShow das Viagens do Publituris reuniu, nas cidades do Porto, Coimbra e Lisboa, mais de 450 agentes de viagem que ficaram a conhecer as novidades que os 45 expositores mostraram em três dias de networking.

No primeiro dia, no Porto Palácio Hotel by The Editory, marcaram presença 179 agentes, resultando em mais de 4.400 interações com os expositores.

Já em Coimbra, no Vila Galé Coimbra, foram 108 os agentes de viagem que realizaram perto de 2.400 interações.

No último dia, em Lisboa, no Tazte Secret Spot, 170 agentes realizaram mais de 4.000 interações.

Marcaram presença na 10.ª edição do RoadShow das Viagens do Publituris as empresas/entidades:

AçorSonho Hotéis
Air Canada
APG Portugal
Avis
Barceló Hotel Group
Be Live Hotels
Bedsonline
Casa de Campo Resort Villas
Civitatis
Consolidador
Europcar
Hotel Continental Angola
Ilha Verde
In Sure Broker
Madeira
Mawdy
MSC Cruzeiros Portugal
Mundomar Cruzeiros
RailClick
Regent Seven Seas Cruises
Republica Dominicana
Royal Air Maroc
SATA Air Azores
Saudi Arabia Tourism Authority
Sixt
Soltrópico
TAAG – Linhas Aéreas de Angola
TAP Air Portugal
The Editory Hotels
Tivoli Estela Golf & Lodges Porto
Transavia
Turismo Alentejo e Ribatejo
Turismo da Gran Canaria
Turismo da Polónia
Turismo de Formentera
Turismo do Centro de Portugal
Turismo do Porto e Norte de Portugal
Turismo Marrocos
Um Mundo de Cruzeiros
United Airlines
Unlock Boutique Hotels
Viajar Tours
Vila Galé
Visit Benidorm – Tourism Board
Wotels

O evento conta com o apoio de: Visit Portugal, Turismo do Centro de Portugal, Turismo do Porto e Norte de Portugal, APAVT, The Editory Hotels, Vila Galé, Tazte, GR8 events, Iberobus e YVU.

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Mais hóspedes, com menos dormidas, mas proveitos a subir em fevereiro

Embora o mês de fevereiro mostre um ligeiro abrandamento no número de hóspedes e uma descida nas dormidas, os proveitos continuam a subir. No acumulado do ano, os números do turismo em Portugal continuam a crescer em todos os parâmetros.

Victor Jorge

No mês de fevereiro de 2025, o setor do alojamento turístico registou 1,8 milhões de hóspedes e 4,2 milhões de dormidas, correspondendo a variações de 0,6% e -2,5%, respetivamente (+8,2% e +6,3% em janeiro, pela mesma ordem).

As dormidas de residentes totalizaram 1,375 milhões, tendo diminuído 0,8% face às 1,387 milhões de igual mês de 2024 (+11% em janeiro), enquanto os mercados externos apresentaram um decréscimo de 3,3% (+3,9% em janeiro), alcançando 2,795 milhões de dormidas, contra as 2,892 milhões de fevereiro do ano passado.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), “estes resultados foram influenciados pela estrutura móvel do calendário, ou seja, por um lado, pelo efeito do período de férias associado ao Carnaval, que este ano ocorreu em março, enquanto no ano anterior se concentrou em fevereiro”. Por outro lado, refere o INE, “o mês de fevereiro deste ano teve menos dia que o ano anterior, uma vez que 2024 foi um ano bissexto”.

Em termos de dormidas, os dados do INE indicam uma liderança de Lisboa, com 1,170 milhões, correspondendo a uma ligeira descida de 5,6% face a fevereiro de 2024, sendo a única região a ultrapassar a fasquia do milhão.

Em segundo lugar, aparece o Algarve, com 776 mil dormidas, o que perfaz um decréscimo de 5,1% face a fevereiro do ano passado, surgindo o Norte em terceiro lugar, com 756 mil dormidas, uma subida de 0,9% face ao mês homólogo de 2024.

A maior subida nas dormidas, no mês de fevereiro, foi conseguida pela Península de Setúbal (+7,8%), enquanto nas descidas, a região do Oeste e vale do Tejo apresenta um decréscimo de 7,1%.

Subida dos residentes compensam descida dos não residentes
No que diz respeito aos hóspedes, contabilizados que foram 1,773 milhões de pessoas, os residentes somaram 817 mil, correspondendo a uma subida de 2,2% face a fevereiro de 2024, enquanto os não residentes totalizaram 957 mil, uma descida de 0,8% relativamente a igual período do ano passado.

Também aqui, a liderança pertence a Lisboa com 533 mil hóspedes numa descida de 1,6% relativamente a fevereiro de 2024, com a região Norte a ocupar a segunda posição com 427 mil hóspedes (+2,5%) e em terceiro lugar o Algarve com, 211 mil hóspedes (+0,9%).

Destaque para a subida a duplo dígito dos Açores (+11,3%), totalizando 49 mil hóspedes, enquanto a maior descida pertenceu à região do Oeste e vale do Tejo (-3,3%).

Dos mais de 957 mil hóspedes não residentes, Espanha liderou com 125 mil, aparecendo o Reino Unido (115 mil) e França (79 mil) em segundo e terceiro lugares, respetivamente.

Já nas dormidas, os 10 principais mercados emissores, em fevereiro, representaram 72,1% do total de dormidas de não residentes neste mês, com o mercado britânico a manter a liderança (16,4% do total das dormidas de não residentes em fevereiro), com 458 mil, apesar do decréscimo de 7,5% face ao mês homólogo.

As dormidas do mercado alemão, o segundo principal mercado emissor em fevereiro (11,2% do total), diminuíram 5,1% para 313 mil. Seguiu-se o mercado espanhol, na 3.ª posição (quota de 8,3%), com um decréscimo de 8,4% para 231 mil.

No grupo dos 10 principais mercados emissores em fevereiro, o mercado polaco foi o único a registar crescimento (+23,2%), atingindo os 119 mil. Nos decréscimos, destacou-se a variação registada do mercado brasileiro (-18,9%) para 130 mil.

Dormidas dos não residentes estagnam no primeiro bimestre
No acumulado do ano (janeiro-fevereiro), os dados divulgados pelo INE mostram uma subida de 4,1% no número de hóspedes, totalizando 3,378 milhões. Os residentes em Portugal somaram 1,564 milhões, numa evolução de 5,7%, enquanto os não residentes totalizaram 1,814 milhões, uma subida de 2,7% face aos dois primeiros meses de 2024.

Lisboa liderou no número de hóspedes, com 1,040 milhões (+3% face ao primeiro bimestre de 2024), seguindo-se o Norte com 812 mil (+4,7%) e o Algarve (375 mil, +3,3%). A região que mais cresceu no número de hóspedes neste primeiro bimestre de 2025 foram os Açores (+13,6%), não se registando qualquer descida nas regiões turísticas nacionais.

Nos hóspedes não residentes, Espanha foi quem registou maior número, com 228 mil, seguindo-se o Reino Unido (quase 200 mil) e EUA (152 mil).

Analisadas as dormidas nestes primeiros dois meses de 2025, o mercado nacional registou 7,840 milhões numa subida de 1,4% face ao período homólogo de 2024. Neste parâmetro, os residentes em Portugal somaram 2,642 milhões de dormidas, numa subida de 4,5% face aos primeiros dois meses de 2025. Já as dormidas de não residentes registaram uma descida de 0,1% para 5,198 milhões.

A região da Grande Lisboa aparece novamente a liderar neste campo, com 2,246 milhões de dormidas, embora registe uma descida de 0,3%. O Norte é a segunda região com mais dormidas, com 1,429 milhões, numa subida de 3,5% face a igual período do ano passado. Em terceiro lugar aparece o Algarve, com 1,347 milhões de dormidas, correspondendo a uma descida de 2,5% relativamente a janeiro-fevereiro de 2024.

A maior subida doi registada pela Península de Setúbal, com um incremento de 10,4%, para 164 mil dormidas, enquanto no capítulo das descidas, o Algarve reparte esta posição (-2,5%) com a região do Oeste e Vale do Tejo.

Por mercados emissores, das quase 5,2 milhões de dormidas, quase 810 mil foram de britânicos, surgindo a Alemanha em segundo lugar (580 mil) e Espanha na terceira posição (431 mil).

Mais proveitos
Apesar do decréscimo nas dormidas, os proveitos aumentaram em fevereiro, +4% nos proveitos totais e +3,4% nos relativos a aposento (+13,9% e +14,3% em janeiro, pela mesma ordem), atingindo 287,7 e 208,8 milhões de euros, respetivamente.

A Grande Lisboa foi a região que mais contribuiu para a globalidade dos proveitos (34,5% dos proveitos totais – 99,4 milhões de euros – e 36% dos proveitos de aposento – 75 milhões de euros), seguida da Madeira (17,1% – 49 milhões de euros – e 16,7% – 35 milhões de euros, respetivamente) e do Norte (16,4% – 47 milhões de euros – e 16,5% – 34 milhões de euros, pela mesma ordem).

Os aumentos de proveitos mais expressivos ocorreram na Madeira (+16,7% nos proveitos totais e +20,7% nos de aposento) e na Península de Setúbal (+12,2% e +15,4%, pela mesma ordem). Os maiores decréscimos registaram-se no Oeste e Vale do Tejo (-3,1% e -0,7%, respetivamente) e no Alentejo (-2,4% em ambos).

Já no acumulado dos primeiros dois meses de 2025, os proveitos totais somaram quase 550 milhões de euros, numa subida de 8,5% face a igual período de 2024, enquanto os proveitos de aposentos totalizaram 398 milhões de euros, correspondendo a uma subida de 8,3%.

Lisboa aparece em primeiro lugar com mais de 191 milhões de euros em proveitos totais (+5,1%), seguindo-se a Madeira com 99 milhões de euros (+22,9%) e o Norte com 90 milhões de euros (+8,2%).

No que diz respeito aos proveitos de aposentos, a liderança também pertence a Lisboa com 145 milhões de euros (+4,5%), seguindo-se a Madeira com 69 milhões de euros (+24,6%) e o Norte com 65 milhões de euros (+6,9%).

Estada média continuou a decrescer em fevereiro
Em fevereiro, a estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico (2,35 noites) continuou a diminuir (-3,1%, após -1,8% em janeiro). Os valores mais elevados deste indicador continuaram a observar-se na Madeira (4,73 noites) e no Algarve (3,68 noites), tendo as estadias mais curtas ocorrido no Centro (1,58 noites) e no Oeste e Vale do Tejo (1,64 noites).

Em fevereiro, a estada média dos residentes (1,68 noites) diminuiu 3,0% e a dos não residentes (2,92 noites) decresceu 2,6%.

A Madeira registou as estadas médias mais prolongadas, quer dos não residentes (5,33 noites) quer dos residentes (2,88 noites).

No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 39,6 euros em fevereiro, registando um aumento de 4,5% (+10,4% em janeiro). O rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 87,9 euros (+4,9%, após +7,2% em janeiro).

O valor de RevPAR mais elevado foi registado na Madeira (71,5 euros), seguindo-se a Grande Lisboa (64,7 euros). Os maiores crescimentos ocorreram na Madeira (+22,4%) e na Península de Setúbal (+18,0%), enquanto no Alentejo se registou o maior decréscimo (-5,7%).

A Grande Lisboa destacou-se com o valor mais elevado de ADR (110,2 euros), seguida da Madeira (100,1 euros), tendo esta última apresentado o maior crescimento neste indicador (+18,6%).

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Aeroportos da Madeira aumentam ligações depois de ultrapassar os 5 milhões de passageiros em 2024

Os Aeroportos da Madeira contarão com 14 novas operações. A 8 de junho será inaugurada a ligação direta com a United Airlines.  

Publituris

Os Aeroportos da Madeira – Funchal e Porto Santo – receberam mais de 5 milhões de passageiros em 2024, indicando a ANA – Aeroportos de Portugal um aumento de 4,6% face a 2023 e +50% relativamente a 2019.

Em comunicado, a ANA refere que os aeroportos da Madeira e Porto Santo “também consolidaram a sua operação ao longo do ano com um crescimento de 8% na atual temporada de inverno, garantindo um fluxo contínuo de tráfego para além da época alta”.

Com a inauguração a 8 de junho da nova rota Nova Iorque (Newark) – Madeira, a United Airlines passa a ser a única companhia americana a operar nos cinco aeroportos ANA, agora com as novas rotas para Faro e Madeira que iniciam no Verão de 2025.

Entre os novos destinos diretos contam-se voos para Nantes e Londres (Luton) com a easyJet (14 rotas diretas à Madeira da companhia aérea); Edimburgo (Escócia) com a Ryanair, marcando o regresso do segundo avião baseado na Madeira); Shannon (República da Irlanda) com a Ryanair; Milão ((Malpensa) com a Ryanair; o regresso de Bruxelas com a Brussels Airlines; Londres (Luton) com a Jet2.com; Nuremberga (Alemanha) com a Condor (operada pela Marabu); e Bournemouth (UK) com a Jet2.com.

Além disso, as rotas inauguradas durante o inverno de 2024, estendem-se para o verão de 2025 e incluem Reiquiavique com a Play; Amesterdão com a easyJet; Colónia com a Eurowings, e Estocolmo com a SAS.

Para suportar o crescimento sustentado do tráfego e garantir elevados padrões operacionais, a ANA diz estar a implementar um “programa robusto de investimentos em infraestrutura e tecnologia, abrangendo todos os aeroportos sob a sua gestão”.

Assim, estão a ser realizadas “significativas melhorias” no terminal, algumas já concluídas, como a criação de um novo lounge e do canal de fast lane na área de segurança, novas lojas e novos espaços que melhoram a experiência do passageiro nos aeroportos da Madeira.

Já no campo da sustentabilidade, a ANA está a implementar um conjunto de iniciativas “inovadoras” que vão desde a instalação de tecnologia biométrica nas portas de acesso e embarque, à instalação de centrais fotovoltaicas na Madeira e em Porto Santo e ao aproveitamento dos ventos com Micro Eólicas no perímetro aeroportuário.

Já no Aeroporto do Porto Santo, a ANA destaca o “grande investimento que será efetuado”, com o desenvolvimento de um novo terminal que permitirá duplicar a capacidade operacional, num investimento superior a 50 milhões de euros.

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Turespaña prevê 11,1 milhões de assentos no mês de abril

A Turespaña estima um incremento de 7% no número de assentos para o mês de abril. Já a AENA avança com 320 milhões de passageiros nos aeroportos espanhóis em 2025.

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A Turespaña estima em 11,1 milhões o número total de lugares previstos em voos internacionais para Espanha no mês de abril de 2025. Em comparação com o mesmo mês do ano 2024, quando foram oferecidos 10,4 milhões, o aumento anual é de 7,3%.

Comparando as previsões com os dados registados na mesma data de 2024, os aumentos mais significativos no mês de abril verificam-se no Reino Unido (+7,6%), Alemanha (+7,2%) e Itália (+7%), enquanto o crescimento mais moderado é o de França (+2%).

Entre os países nórdicos, a Noruega regista o maior crescimento de lugares disponíveis, com um aumento de 8,3%, seguindo-se a Finlândia (+4,2%) e a Suécia (+0,8%).

Pelo contrário, a Dinamarca reduz o número de lugares previstos para abril, com uma ligeira descida de 1%.

Destacam-se ainda a Irlanda, a Polónia e a Turquia, com uma projeção de crescimento superior a 15% cada.

Já os Estados Unidos recuperam dinamismo em abril (+1,4%). Entre os países ibero-americanos, a Colômbia e o México registam os maiores volumes de capacidade programada, com um aumento significativo de 13,5% no primeiro caso, e uma redução de 4% no segundo para o quarto mês do ano.

Para o ano 2025, a AENA estima que o crescimento do número de passageiros nos aeroportos em Espanha será de 3,4%, atingindo aproximadamente 320 milhões de passageiros.

Recorde-se que, em 2024, o tráfego de passageiros nos aeroportos espanhóis geridos pela AENA alcançou os 309,3 milhões, representando um crescimento de 9,2% face a 2023 e um recorde pelo segundo ano consecutivo.

Para a próxima temporada de verão, que começou a 30 de março e se prolongará até 25 de outubro, as companhias aéreas programaram em Espanha 246,8 milhões de lugares entre partidas e chegadas. Isto representa um aumento de 1,5% face aos lugares programados para a mesma temporada de 2024 e de 6,5% em comparação com o tráfego efetivamente operado no final da última temporada.

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Local by Clube Viajar reflete proximidade e conhecimento profundo do destino Portugal

Na sequência do recente rebranding do departamento de incoming da Clube Viajar, que passou a designar-se Local DMC by Clube Viajar, o Publituris falou com a diretora Comercial, Mariana Morais, que nos deu conta dos motivos desta nova identidade. “Este projeto surge como uma evolução estratégica para criar uma marca mais alinhada com o que fazemos e com a forma como queremos posicionar-nos no mercado internacional”, revelou. Um nome e uma identidade visual que “refletem melhor a nossa missão de conectar os nossos clientes às pessoas e cultura de Portugal”.

A nova identidade do departamento de incoming da Clube Viajar, um grupo com mais de 30 anos de experiência no setor das viagens, reflete três pilares fundamentais, conforme avança Mariana Morais, diretora Comercial da Local by Clube Viajar. A proximidade, pois “criamos experiências à medida, desenhadas com base em conhecimento profundo e na relação de proximidade com clientes e parceiros”; a autenticidade, porque, “mais do que uma DMC, somos especialistas locais que proporcionam um verdadeiro mergulho na cultura portuguesa”; e a expertise e personalização, já que “cada programa é pensado ao detalhe, garantindo experiências únicas e inesquecíveis”.

“Já há algum tempo existia o desejo de fazer um freshen’up à marca, incluindo a sua componente visual, de forma a refletir melhor a nossa evolução, alinhar a nossa identidade com aquilo que somos e o nosso compromisso com a excelência”, expõe Mariana Morais.

Conforme explica a responsável, a Local é uma DMC 100% dedicada à gestão de eventos, incentivos e experiências Mariana Morais, diretora Comercial da Local by Clube Viajar exclusivas de luxo em Portugal, avançando que “o nosso trabalho vai além da organização logística – desenhamos programas que destacam os produtos locais, os costumes e a essência de cada região, criando ligações genuínas entre os viajantes e o destino”. Neste sentido, o rebranding da marca surge “como um passo natural na consolidação da nossa presença no mercado internacional”, sublinha Mariana Morais, realçando que, com o crescimento do setor MICE & Luxury Travel em Portugal, “sentimos a necessidade de reforçar a nossa identidade com um nome que representa melhor a nossa proposta de valor”.

Mesma equipa e mesmo nível de serviço de excelência
Por outro lado, este rebranding “mantém a mesma equipa, o mesmo nível de serviço de excelência e a mesma dedicação aos nossos clientes, agora sob uma marca que reflete ainda mais a nossa essência e compromisso com experiências autênticas e diferenciadoras em Portugal”, assegura. A Local DMC foca-se sobretudo no segmento corporate / incentivos, mas segundo a sua diretora Comercial, “tem vindo a crescer o número de pedidos no segmento de luxury leisure, organizando eventos de incentivo e reuniões para empresas internacionais assim como itinerários de experiências únicas em Portugal”, cujos mercados prioritários chegam da Alemanha, Benelux, Estados Unidos, Áustria, Espanha e os mercados emergentes da América Latina.

Assim, a Local, oferece serviços completos de gestão de eventos em todo Portugal, incluindo as ilhas. Quer esteja a organizar reuniões corporativas, programas de incentivos ou experiências de lazer exclusivas, cada programa “é meticulosamente elaborado para atingir os seus objetivos, combinando a cultura portuguesa com a nossa experiência local em cada detalhe”, acentua a marca na sua página oficial, para evidenciar que desde o design de itinerários personalizados até à gestão da execução no local, “tratamos de todos os aspetos com precisão e cuidado”.

Parte do Clube Viajar Travel Group, fundado em 1995, e afiliada à Lufthansa City Centre desde 2020, que amplia a sua visibilidade global e a conecta a mercados estratégicos, a marca desenvolve uma estratégia de promoção que inclui, feiras internacionais e networking, como IMEX Frankfurt, IBTM Barcelona, ou ILTM, entre outras, bem como parcerias estratégicas com agências e empresas de eventos internacionais e organização de famtrips no destino, além de manter uma presença digital ativa nas redes sociais, que lhe permite reforçar o seu posicionamento no setor.

Visibilidade global
Efetivamente, ser membro da Lufthansa City Centre (LCC) dá à Local DMC “vantagem competitiva”, permitindo-lhe “o acesso a uma rede global de mais de 500 agências especializadas, maior credibilidade e confiança no mercado internacional, e possibilidade de participar em ações de formação e eventos exclusivos”, observou. Refira-se que, fundada em 1991, a LCC sustenta que os seus parceiros DMC são verdadeiros especialistas em destinos dos países e regiões que representam e estão bem enraizados localmente, conhecendo todos os segredos e preciosidades escondidas para tornar a jornada do seu cliente uma experiência única na vida. Todas as agências de viagens do Lufthansa City Center têm um selo de aprovação da sede da LCC, sediada em Frankfurt, Alemanha. Este selo garante que as empresas tenham a expertise, o know-how e a infraestrutura para fornecer serviços recetivo nos países e regiões que representam.

Portugal bem posicionado no segmento MICE
Sendo o MICE o principal core business da Local DMC, Mariana Morais confirma que “tem vindo a crescer em Portugal, consolidando o país como um dos destinos mais procurados para eventos corporativos de alto nível”. No entanto, destacou que “a escassez de staff qualificado torna cada vez mais desafiante garantir um serviço premium e exemplar”, daí que “o papel de um DMC no terreno é mais essencial do que nunca, assegurando a qualidade e a excelência na execução de cada evento”.

E os clientes agradecem, referindo-se, de uma forma geral, três aspetos principais no seu feedback: “A diversidade e exclusividade das experiências oferecidas; A qualidade dos serviços e parceiros locais; O acompanhamento próximo e personalizado da nossa equipa”, esclareceu a responsável.

A Local DMC também não descora a questão da sustentabilidade, que considera “um compromisso central”, refletido em dois eixos principais, que passam, designadamente, por “sustentabilidade nas experiências que criamos, e dentro da própria empresa”, ressalvou Mariana Morais.

Por um lado, disse, “trabalhamos com parceiros e fornecedores sustentáveis, garantindo que os nossos programas apoiam a economia local e reduzem o impacto ambiental, promovemos atividades ecológicas e culturais, como tours de barco elétrico no Douro, workshops com produtores locais e experiências gastronómicas baseadas em produtos biológicos e sazonais, bem como o turismo responsável, incentivando os clientes a respeitar as tradições, apoiar negócios locais e reduzir o desperdício”, sublinhou.

Quanto à sustentabilidade dentro da própria empresa, a diretora Comercial enfatizou “políticas internas de reciclagem e redução de consumo de papel e plástico, uso de tecnologias digitais para diminuir o impacto ambiental na gestão dos programas, e ações de caráter social e comunitário, colaborando com instituições locais para apoiar causas sociais e promover um turismo mais inclusivo”, para concluir que, Portugal tem um potencial imenso para o turismo sustentável, e “queremos garantir que cada viagem que organizamos respeita e valoriza o meio ambiente e a cultura local”.

Sobre o autorCarolina Morgado

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Uganda: A Pérola de África quer desenvolver turismo e convida empresas portuguesas a investir no país

Conhecido como a “Pérola de África” pela sua diversidade, o Uganda veio à Europa dar a conhecer uma oferta turística única e atrair investimento estrangeiro que ajude a desenvolver um setor que tem um vasto potencial e que é visto como estratégico para o crescimento económico do país. Em contrapartida, há vários benefícios fiscais e um mar de oportunidades.

Inês de Matos

O setor do turismo é um dos quatro considerados estratégicos para o desenvolvimento económico do Uganda, que lançou recentemente a Uganda’s Vision 2040, uma estratégia que pretende “transformar” o país em 15 anos, tornando o Uganda “num país próspero”, segundo Bagiire Vincent Waiswa, secretário permanente do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Uganda.

A nova estratégia de desenvolvimento económico do Uganda foi o tema central do 1.º Fórum Económico Uganda-França, que decorreu em Paris, França, num evento promovido pela Embaixada do Uganda em França e que, além das empresas francesas, procurou atrair também investimento português e espanhol.

“Estamos a fazer esforços para que as empresas francesas, espanholas e portuguesas invistam no Uganda”, resumiu o responsável, que apresentou os principais objetivos da nova estratégia de desenvolvimento económico do país.

Turismo; Agricultura; Mineração, incluindo petróleo e gás; assim como Ciência, Tecnologia e Inovação são as áreas previstas na nova estratégia do Uganda e nas quais o país pretende atrair investimento estrangeiro, oferecendo em contrapartida um mar de oportunidades e diversos benefícios fiscais e não fiscais. “Isenção de impostos, garantias de proteção ao investimento, facilidade de repatriação de interesses e uma zona económica especial para apoiar o crescimento dos negócios” são, segundo Doreen Ruth Amule, embaixadora do Uganda para França, Espanha e Portugal, alguns dos atrativos que o Uganda tem para oferecer às empresas estrangeiras que queiram investir no país. Logo na sessão de abertura do evento, a embaixadora lembrou que, “ao longo dos anos, o Uganda posicionou-se como um destino para o investimento estratégico em África”, o que se deve à sua “economia estável, vastos recursos naturais e uma força de trabalho abundante e dinâmica”.

Por isso, o país “oferece muitas oportunidades”, com destaque para o turismo, uma vez que, acrescentou Doreen Ruth Amule, o Uganda é considerado “a Pérola de África” e é “capaz de oferecer uma experiência turística inesquecível”. “O Uganda oferece uma experiência turística inesquecível para os turistas franceses, espanhóis e portugueses que procuram aventura, natureza e cultura. E o Governo do Uganda continua a apostar no desenvolvimento do turismo, através do aumento das infraestruturas, do trabalho de conservação e de parcerias estratégicas”, explicou a embaixadora.

Uganda tem tudo o que existe em África
A oferta turística do Uganda esteve em destaque logo de seguida, num painel dedicado às oportunidades que o país oferece no setor do turismo e que contou com a participação de Lilly Ajarova, diretora do Uganda Tourism Board, que começou por lembrar que a marca do país é “Explore Uganda, the Pearl of Africa”, justamente pela “diversidade que o Uganda oferece”. “Somos conhecidos como a Pérola de África porque o Uganda tem tudo o que o continente africano tem para oferecer. Podemos não ter uma oferta muito vasta, mas temos um pouco de tudo o que os países africanos têm para oferecer”, resumiu a responsável.

O Uganda é, segundo Lilly Ajarova, “um dos 10 principais países no mundo com fauna e flora mais diversas”. E isso começa logo nos primatas, já que o país conta com 12 espécies distintas de primatas. Os mais conhecidos, acrescentou a responsável, são os gorilas de montanha, mas o país também tem chimpanzés e outros destes animais, numa oferta que “não se consegue encontrar em nenhum outro local do mundo”. “Existem cerca de mil gorilas no mundo que ainda vivem no seu habitat natural, e o Uganda tem 54% desses animais. Há apenas três países no mundo onde existem gorilas de montanha, que são o Uganda, Ruanda e a República Democrática do Congo”, referiu ainda a responsável, confessando que os gorilas são um dos principais cartões de visita do Uganda.

Além dos primatas, o Uganda tem também “1.080 espécies de aves e isso representa 50% das espécies de aves que existem no continente africano e 11% das espécies de aves do mundo” e “uma das culturas mais diversas do mundo”, assim como uma paisagem “que varia desde as montanhas, aos rios, à savana, às florestas impenetráveis” e que inclui, por exemplo, “as montanhas mais altas de África, o segundo lago mais profundo do continente ou a nascente do rio mais longo do mundo, o Nilo”.

O clima e a hospitalidade do povo, referiu ainda a responsável, ajudam a tornar o Uganda num país único. “É por isso que somos conhecidos pela Pérola de África, pela diversidade que o Uganda oferece”, concluiu Lilly Ajarova.

Um mar de oportunidades no turismo
Apesar da oferta diversa, o Uganda está ainda a dar os primeiros passos no desenvolvimento da sua oferta turística e, por isso, existem diversas oportunidades que podem ser exploradas pelas empresas portuguesas que estejam dispostas a investir no país.

“Temos muitas iniciativas para acelerar o desenvolvimento do turismo”, referiu Ramathan Ggoobi, secretário do Tesouro do Ministério das Finanças do Uganda, que veio a Paris dar a conhecer a estratégia Uganda’s Vision 2040, “um programa ambicioso para fazer crescer a economia nos próximos 15 anos”.

Depois de falar sobre as condições de investimento nos restantes setores, o responsável afirmou que o turismo é um dos setores estratégicos para o Uganda, uma vez que pode ajudar ao crescimento na economia, em cerca de 50 mil milhões de dólares até 2040”. Por isso, além de não haver qualquer “restrição no movimento de capital” e da isenção de impostos, há ainda terrenos gratuitos por uma década para quem investir no país, assim uma das mais elevadas taxas de retorno do investimento do mundo, na ordem dos 14%.

No setor do turismo, o país procura investimento principalmente na área da hotelaria, com vista à abertura de “hotéis de luxo de classe mundial nos locais de interesse turístico”. “Queremos receber o máximo de pessoas possível e, para isso, temos de construir hotéis de luxo de classe mundial.

Na zona sudoeste do Uganda, temos chimpanzés, mas não temos hotéis de luxo. Por isso, nesta zona, o investimento na hotelaria é muito importante para nós e quem investir, vai ganhar muito dinheiro”, exemplificou o responsável, garantindo que “o Uganda é um dos melhores destinos do mundo para o investimento estrangeiro e tem um dos maiores retornos”.

À hotelaria, Doreen Ruth Amule acrescentou a área da formação turística como outra oportunidade para universidades e instituições de ensino francesas, espanholas e portuguesas investirem no país. “70% da população do Uganda são jovens, o que também mostra que há um elevado potencial para investir na formação, incluindo na hotelaria e em diferentes campos do setor do turismo”, afirmou a embaixadora do Uganda, garantindo que “os ugandeses são fáceis de formar”.

Outra oportunidade trazida para o debate por Doreen Ruth Amule foi ainda o turismo náutico, uma vez que o Uganda conta com “muitos corpos de água, mas que ainda não têm um investimento consolidado, nomeadamente em passeios de barco e outras atividades aquáticas”. “Quem investir nesta área também vai ser bem-sucedido, tal como na área da hotelaria”, acrescentou, defendendo, tal como Ramathan Ggoobi, que “não há nada a temer sobre o investimento no Uganda”.

Uganda quer estar mais próximo da Europa
Apesar do país ainda ser relativamente desconhecido na Europa, Lilly Ajarova considera que o Uganda tem tudo para agradar aos turistas do Velho Continente, como provam as estatísticas ascendentes do mercado francês. “Em 2022, França foi o nono mercado estrangeiro para o Uganda. No ano seguinte, França subiu para a oitava posição, e, no ano passado, voltou a subir para a sétima posição. Esta estatística é clara e mostra que há interesse do mercado francês pelo Uganda”, defendeu a responsável.

No entanto, a diretora do Turismo do Uganda também considera que “são precisas mais infraestruturas para atender estes turistas, como hotéis ou restaurantes e outros itens que são importantes desenvolver”, motivo pelo qual o país incluiu o turismo na nova estratégia de desenvolvimento económico e tem vindo a apostar na promoção no mercado europeu.

“Estamos a recorrer a várias estratégias para promover o Uganda, e uma delas é estarmos presentes nos media internacionais. Já convidámos alguns jornalistas da Europa para visitar o Uganda e também temos estado a participar nas feiras internacionais de turismo, ainda em janeiro estivemos na FITUR, em Espanha”, revelou Lilly Ajarova.

Segundo a responsável, o Uganda está ainda a realizar “campanhas digitais” e a promover-se através dos filmes que passam nas companhias aéreas. Outra das estratégias, acrescentou a diretora do Turismo do Uganda, é ainda a promoção da oferta de MICE do país, uma vez que, em janeiro de 2023, o Governo do Uganda lançou “um novo centro de convenções, que tem capacidade para receber quatro mil pessoas sentadas” e que é “o maior centro de convenção do leste de África”. “

Temos infraestrutura, temos feito formação das empresas que organizam estes eventos, que é outra área-chave, e temos também unidades de alojamento para os participantes nas conferências”, explicou Lilly Ajarova, lembrando que esta aposta permitiu já que o Uganda subisse da 12.ª para a sexta posição do ranking da ICCA em África. “Temos feito promoção desta oferta e temos recebido algumas conferências internacionais, por isso, continuamos a promover esta oferta junto dos media especializados”, concluiu a responsável.

Recorde-se que a estratégia Uganda’s Vision 2040 prevê um forte crescimento país e estima que, até 2040, a economia do Uganda cresça de 49,5 mil milhões de dólares para 500 mil milhões de dólares.

*O Publituris viajou para França a convite da embaixada do Uganda em Paris
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Destinos

ForwardKeys coloca mais de 150 mil americanos a viajarem para Lisboa em julho e agosto

Lisboa surge entre os 10 destinos para onde os americanos mais viajarão nos meses de julho e agosto deste ano. Mas também o Porto e Faro aparecem entre os destinos que mais crescem.

Victor Jorge

De acordo com uma recente análise da ForwardKeys, a cidade de Lisboa receberá 153.000 turistas americanos em julho e agosto deste ano, representando uma quota de 3,1% das viagens totais a realizar pelos viajantes dos EUA, estimadas em 4.960.000, para os 27 Estados-Membros da Europa, incluindo o Reino Unido.

Não aparecendo no Top 10, a cidade do Porto, no entanto, é destacada devido ao crescimento de 9% face a 2024 (uma subida de três posições), enquanto Faro também registará uma forte subida, calculada numa melhoria de 15 posições.

A liderar este ranking da ForwardKeys aparece a cidade de Londres, estimando-se que receba 826 mil turistas americanos nos meses de julho e agosto (quota de 16,6%), sendo que os 2.º e 3.º lugares pertencem a Paris (405 mil turistas americanos e uma quota de 8,2%) e Roma (376 mil turistas e uma quota de 7,6%), respetivamente.

A cidade de Londres, contudo, deverá registar uma descida de 2% na receção de turistas americanos, face a igual período de 2024, com uma das maiores descidas a pertencer à Islândia (-12%), apesar do programa de stopover que ganhou popularidade junto dos viajantes americanos.

Entre as maiores subidas está a Helsínquia (+16%) que atrai mais turistas americanos este verão, possivelmente devido ao aumento da concorrência e à melhoria das ligações de longo curso, com a capacidade de voos diretos entre os EUA e Helsínquia a ter aumentado 59%.

“Com os turistas americanos a representarem a segunda maior despesa em turismo internacional a nível global — 158,7 mil milhões de dólares em 2023, segundo a Statista — ficando atrás apenas dos viajantes chineses, “compreender as suas intenções de viagem e as tendências emergentes é de enorme importância económica para destinos em todo o mundo. Prever essas tendências com precisão permite que os destinos otimizem as suas estratégias de marketing, infraestruturas e alocação de recursos, de modo a capitalizar oportunidades e mitigar possíveis descidas”, conclui a ForwardKeys.

Sobre o autorVictor Jorge

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Prémios

Nova edição: Portugal Trade Awards, Travel Experts, Embratur, VisitPortugal Conference e BTL

A nova edição do Publituris faz capa com os Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2025, que decorreram a 12 de março. Além dos prémios, há muito mais para ler nesta edição que fica marcada pela última edição da BTL – Better Tourism Lisbon Travel Market.

Publituris

A nova edição do Publituris faz capa com os Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2025, que decorreram a 12 de março.  Conheça os 15 vencedores desta edição, que elegeu também Jorge Rebelo de Almeida, presidente do Grupo Vila Galé, como “Personalidade do Ano” 2024.

Mas, além dos prémios, há muito mais para ler nesta edição, que fica marcada pela última edição da BTL – Better Tourism Lisbon Travel Market. Na secção Distribuição, o destaque vai para a Capital Travel & Tours, DMC que atua nas Maldivas, e que veio à feira de turismo portuguesa dar a conhecer a sua oferta e estreitar laços com os clientes nacionais que já detém.

Também em Distribuição, publicamos ainda um artigo sobre a Travel Experts, que chegou a Portugal em janeiro de 2025 e que oferece soluções para agentes de viagens independentes, destacando-se pelas ferramentas, ampla rede de parceiros e pelo compromisso com a excelência no serviço, com suporte completo em português.

Em Destinos, contamos como foi a VisitPortugal Conference, que teve lugar no dia anterior à abertura da BTL e que deu protagonismo às delegações internacionais do Turismo de Portugal, assim como à Inteligência Artificial (IA).

Também na secção Destinos, publicamos ainda um artigo sobre a estratégia que está a permitir aos Açores terem turismo ao longo de todo o ano e em todas as ilhas, contribuindo para o “momento de ouro” que, segundo Berta Cabral, secretária Regional de Turismo, Mobilidade e Infraestruturas dos Açores, a região está a viver.

A entrevista ao presidente da Embratur – Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo, Marcelo Freixo, fecha a secção Destinos. Ao Publituris, o responsável, que regressou a Lisboa para participar na BTL, explicou que o Brasil vive um momento histórico depois de atingir um novo recorde de turistas internacionais, numa tendência que abrange também o mercado português e que Marcelo Freixo espera que se mantenha. Para isso, são precisas mais ligações aéreas, sendo possível que, em breve, haja novidades relativas à TAP.

Nesta edição, publicamos também uma foto-reportagem da BTL, assim como um dossier dedicado ao Turismo Religioso. Depois da 12.ª edição dos Workshops Internacionais de Turismo Religioso, que voltaram a decorrer em Fátima no início de março, ficou a certeza que este segmento turístico continua a ter um vasto potencial. E não é apenas em Fátima, já que, por todo o país, há vários eventos que marcam o calendário do turismo religioso a nível nacional.

Já as opiniões desta edição, que conta também com o Check-in, são assinadas por Francisco Jaime Quesado (economista e gestor), Silvana Pombo (diretora-geral do Cascade Wellness Resort), Ana Jacinto (secretária-geral da AHRESP), António Marto (fundador da Bolsa de Empregabilidade) e Amaro Correia (docente e autor do livro “Governação e Smart Cities”).

Leia a edição aqui.

 

 

 

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