TAP: Cavaco Silva diz que assunto é matéria do Governo mas lembra que companhia tem de ser rentável
Presidente da República não que aconteça com a TAP o que aconteceu com outras companhias e que houve grandes despedimentos, para haver rentabilidade da empresa.

Inês Pereira
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O Presidente da República disse hoje que a TAP é uma matéria que compete exclusivamente ao Governo, mas lembrou que a companhia aérea é muito importante e que tem de ser rentável.
“É matéria que compete totalmente ao Governo fazer as negociações que entende que deve fazer, tendo presente que a TAP é uma companhia muito importante para o nosso país, principalmente pelos turistas que traz para Portugal e para isso tem que ser rentável”, afirmou o chefe de Estado, à margem de uma visita que efectuou esta tarde à empresa Science4You, instalada no MARL, no concelho de Loures.
Caso contrário, acrescentou, tal como aconteceu em outros países da Europa, “a União Europeia para autorizar a injeção de fundos requer despedimentos muito elevados e o encerramento de rotas”.
“Portanto, eu espero que não aconteça com a TAP aquilo que aconteceu em Chipre, aquilo que aconteceu na Polónia, aquilo que aconteceu na Alitalia e aquilo que aconteceu noutras companhias, é isso que eu desejo”, sublinhou.
O primeiro-ministro, António Costa, disse hoje, em Bruxelas, que o Estado retomará a maioria do capital da transportadora aérea TAP mesmo sem acordo com os compradores privados.
Em conferência de imprensa, António Costa referiu que a negociação tem que continuar e espera que “haja um acordo”, mas alertou que a execução do programa do Governo avançará mesmo sem acordo.
António Costa sublinhou que “se não for com o acordo, é sem o acordo”.
“Eu acho que o resultado final vai ser esse (privados com a minoria), espero que seja feito por acordo”, afirmou o governante, garantindo que o “Estado retomará 51% do capital da TAP”.
Na quinta-feira, o empresário Humberto Pedrosa, acionista maioritário da Atlantic Gateway, reuniu-se com o Governo para o primeiro encontro oficial sobre a recuperação da posição maioritária do Estado.
Após o encontro, Humberto Pedrosa afirmou que o seu projeto “não se adapta” com uma posição de minoria.
O acordo de conclusão da venda direta de 61% do capital da TAP foi assinado no dia 12 de novembro entre a Parpública, empresa gestora das participações públicas, e o agrupamento Gateway, na presença da então secretária de Estado do Tesouro, Isabel Castelo Branco, do então secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Miguel Pinto Luz.