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Cabo Verde: Mais do que um destino, é o destino de férias dos portugueses

Quem nos leva a fazer uma viagem virtual a Cabo Verde é Sónia Regateiro, Chief Operating Officer (COO) da Solférias, que visita o destino várias vezes por ano, e com olhos de ver, não fosse Cabo Verde a rainha e senhora da programação deste operador turístico.

Carolina Morgado
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Cabo Verde: Mais do que um destino, é o destino de férias dos portugueses

Quem nos leva a fazer uma viagem virtual a Cabo Verde é Sónia Regateiro, Chief Operating Officer (COO) da Solférias, que visita o destino várias vezes por ano, e com olhos de ver, não fosse Cabo Verde a rainha e senhora da programação deste operador turístico.

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Será pelas suas gentes, pelas suas praias, pelo acolhimento do seu povo, a tal “Morabeza” inexplicável, pela sua gastronomia, pelas tradições, proximidade, pela sua música? O que é certo é que Cabo Verde passou, aos olhos dos turistas portugueses, de um destino, para o destino de férias. Mesmo nos momentos da pandemia, conforme iam abrandando as restrições à partida de Portugal, Cabo Verde foi a eleita, ao passar uma mensagem de destino seguro, seguindo à risca todas as normas impostas pela Europa.

O país, repleto de potencialidades turísticas nas suas ilhas todas diferentes, apostou no turismo como setor fundamental de desenvolvimento económico, está a enfrentar gigantes desafios com vista à retoma. Neste especial apresentamos um pequeno retrato do arquipélago da “Morabeza”.

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Apesar de ter sido destronado pelo Reino Unido, que passou a ser o principal país de proveniência de turistas em Cabo Verde, no primeiro trimestre deste ano, Portugal foi, em 2021, o primeiro mercado emissor para as ilhas, com 16,8% do total das entradas, e 17,1% da totalidade das dormidas. No período de 2022 analisado pelo INE cabo-verdiano, , os turistas da Alemanha foram os que permaneceram mais tempo no país, com uma estada média de sete noites.

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Segundo dados do INE de Cabo Verde, o setor da hotelaria no arquipélago registou mais de 141 mil hóspedes, no primeiro trimestre 2022, correspondendo a um aumento de 1.071,0% face ao mesmo período do ano de 2021.

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) referentes à “Movimentação de Hóspedes”, no período em análise, as dormidas atingiram 844.440, correspondendo a um aumento de 2.908, o que representa 2% face ao trimestre homólogo.

O principal mercado emissor de turistas passou a ser o Reino Unido com 32,7% do total das entradas, a seguir vêm Alemanha 11,6% e Países Baixos com 10,3% e França com 8,0%.

Relativamente às dormidas, o Reino Unido também permanece no primeiro lugar com 34,1% do total, seguido de Alemanha, Países Baixos e França com 13,7%, 12,1% e 5,7% respetivamente.

A ilha do Sal foi a mais procurada pelos turistas, representando 47,9% das entradas nos estabelecimentos hoteleiros. seguida da Boa Vista, com 28,5% e Santiago com 11,9%. Em relação às dormidas, a ilha do Sal representou 53,6%, Boa Vista 38,5% e Santiago, com 3,6%”, indica ainda o INE. Verifica-se também o surgimento de novos mercados, designadamente do Leste da Europa, como a Bulgária e a Roménia.

Destino-bandeira da Solférias
Tudo leva a crer que os turistas portugueses voltem em força este verão. “Desde logo que a Solférias apostou em Cabo Verde como destino turístico e, tem sido o destino-bandeira de há muitos anos para cá. Mesmo com esta fase da pandemia, houve uma grande vantagem de Cabo Verde face a outros destinos turísticos porque o país colou-se muito à imagem do que eram as restrições e os cuidados sanitários face à Europa”, revelou Sónia Regateiro.

A responsável do operador turístico evidenciou que “todos os mecanismos de segurança e proteção adotados pela Europa e por Portugal, foram seguidos à risca por Cabo Verde. Isto levou a que o destino, desde muito cedo, conseguisse transmitir alguma segurança de viagem aos portugueses. Além de ser um destino que fica a quatro horas de distância”.

Sónia Regateiro enfatiza que, face às medidas de proteção que adotaram localmente, como o uso da máscara, ou dos acrílicos, fez com que, mesmo nos tempos piores da pandemia, os passageiros chegassem ao destino e vissem que existiam regras e medidas de segurança impostas, iguais a Portugal.

Na opinião da COO do operador turístico, “este ano Cabo Verde vai bater todos os recordes, uma vez que a projeção de vendas já supera os números de 2019, quer em termos de operação charter, quer de voos regulares”.

Para demonstrar um pouco isso, ainda há poucos dias a TAP colocou dois voos extra diurnos para Cabo Verde, à sexta-feira e ao domingo, “o que vem provar que a procura existe e que é possível. Além de toda a programação charter que contamos este verão: dois voos de Lisboa e três do Porto e já estamos a voar em charter desde o início de abril, está também a haver procura pelos regulares”.

Apesar de ter sido destronado pelo Reino Unido, que passou a ser o principal país de proveniência de turistas em Cabo Verde, no primeiro trimestre deste ano, Portugal foi, em 2021, o primeiro mercado emissor para as ilhas

 

Para já a Solférias não está com uma relação efetiva de vendas com a Cabo Verde Airlines porque, “ainda existe um problema para resolver, ou seja sobre os reembolsos que estão do lado da CVA ainda não nos foi apresentado qualquer proposta. Embora a APAVT tenha estado a fazer vários esforços no sentido de assinar um acordo para que sejam possíveis esses reembolsos, até ao momento não foi efetivado e não temos nada em cima da mesa que nos demonstre a solução desse problema. Acresce que a CVA perdeu o IATA, não está presente nos GDS. Por isso, para já, a Solférias não está a operar com a Cabo Verde Airlines”.

 

Segundo a COO da Solférias, “estamos sim com a TAP, que sempre foi o nosso parceiro prioritário não só para Cabo Verde, mas para outras rotas, e a relação tem evoluído muito bem com esta nova gestão da TAP, que tem estado muito próxima do trade e dos operadores turísticos”.

Além dos voos regulares da TAP, a Solférias, recorde-se, continua a apostar nas operações charter em parceria com a Abreu e a Soltrópico, de Lisboa com a SATA, e do Porto com a Privilege.

Cabo Verde está ótimo e recomenda-se!
Até ao momento o operador turístico tem centrado em operações do Sal, porque a Boa Vista “não recuperou para o mercado em Portugal embora já esteja muito bem em relação a outros mercados como é o Reino Unido.

Isto porque, segundo Sónia Regateiro, os hotéis estão longe da cidade -Sal Rei, estão ainda alguns fechados, como por exemplo o Decameron. O Iberostar já abriu e foi alvo de remodelações. O RIU Karamboa está fechado para obras, há a alternativa do RIU Palace e o RUI Touareg, este, “um hotel não muito propício ao mercado português porque não permite fazer praia confortavelmente, é mais para um mercado que procura piscina”

No entanto, a TAP retomou a operação para a ilha da Boa Vista aos sábados e “nós estamos a operar com base nesses voos regulares, mas não se justifica ainda mais do que isso”, disse.

O Sal, sim, segundo a responsável, tem turistas, e portugueses. “Se calhar os cabo-verdianos na ilha do Sal já estavam muito cansados dos turistas, mas este regresso veio trazer outra vez o bem receber, a morabeza que carateriza o país, e sentiram que o turismo faz falta ao desenvolvimento do país e para as pessoas terem melhores condições de vida”.

Nesta nossa visita, feita de longe, Sónia Regateiro guia-nos pela vila de Santa Maria, que diz “está extraordinária, muitos restaurantes abertos, muito investimento estrangeiro, toda a rua pedonal da vila já está concluída, desde o Hotel Morabeza até quase ao fim da vida, com muita luz, muito arrumada e com uma dinâmica muito agradável”.

Confirma que a hotelaria no Sal no geral é muito boa e estão sempre a aparecer novas apostas a este nível. Houve a abertura do RIU Palace Santa Maria, dos últimos a abrir. Entretanto continua a haver novos projetos. De uma forma geral “os hotéis têm uma qualidade muito aceitável”.

A nossa visita virtual continua com esta conhecedora do destino, uma vez que não pudemos ver in loco. Mas acreditamos. “A ilha do Sal tem muita oferta. Para além do que é a praia, tem muito que fazer: a vida noturna, os restaurantes agradáveis, os desportos náuticos. Os próprios DMC, como é o caso da Morabitur, têm estado a inovar muito nos passeios e nos tours a oferecer aos clientes”.

E conta mais, para aguçar o apetite dos turistas. “Agora existe, por exemplo, um passeio muito engraçado em Santa Maria, que é fazer uma rota com tapas e provas de produtos locais, existe também o novo produto que é o Zipline. Há sempre coisas novas a surgir e sempre mais coisas para fazer além do sol e praia”.

Estamos a sentir todos na pele o problema da guerra, a questão dos aumentos do fuel e do câmbio do dólar, até porque tudo o que é contratação da aviação é feita em dólar, o que tem tido um grande impacto nas viagens”, Sónia Regateiro (Solférias)

Os passeios tradicionais mantêm-se: o meio-dia de volta à ilha, ou full day tour. A Buracona, por exemplo, tem uma nova estrutura: um restaurante, um pequeno museu, passadiços em madeira que permite fácil acesso às piscinas naturais e ao “olho azul”. As Salinas de Pedra de Lume estão todas recuperadas, com instalação de um bar, café-restaurante, com possibilidades de fazer massagens de sal e, tomar duche. “São passeios que continuam e quem vai pela primeira vez ao Sal não deixa de fazer a volta à ilha”, destaca a responsável.

Fácil chegar para logo começar a desfrutar
É fácil chegar à ilha do Sal? Os passageiros encontram grandes constrangimentos no aeroporto? Não. Garantiu a COO do operador turístico Solférias. “O aeroporto do Sal neste momento está muito bom porque foram feitos vários investimentos, designadamente em máquinas automáticas que permitem a leitura do passaporte digitalmente, que se o passageiro já tiver tratada a taxa de entrada, passa automaticamente, o que evita muito as filas à chegada nas cabines do SEF. O que ainda pode causar algum atraso é a verificação dos certificados de vacinação, que é uma das obrigatoriedades de entrada no país. Depois das imagens que temos visto do aeroporto de Lisboa, o do Sal é um aeroporto excelente”, confirma.

“Mesmo para os passageiros que não consigam tratar previamente da Taxa de Segurança Aeroportuária (TSA), existe um guichet próprio onde a pessoa se pode dirigir, paga e dá a sua entrada. Um aeroporto de muito fácil acesso. Para vacinados o país não exige testes, basta o certificado de vacinação completa até 272 dias, ou de recuperação” destacou Sónia Regateiro.

Mas, atenção. Cabo Verde não se resume à ilha do Sal. Existe uma oferta muito para além do sol e praia. “Neste momento não está fácil operar os circuitos porque as ligações inter-ilhas, efetuadas pela Bestfly, programa os voos mensalmente, ou seja, se nós quisermos marcar um circuito ou um combinado para daqui a três meses, não sabemos que voos é que vai haver. Por isso estamos a ter muitas dificuldades em voltar a ter estes produtos pelo estrangulamento e dificuldade que é operar os voos domésticos neste momento”, explicou.

É preciso não esquecer que a TAP também voa para a Cidade da Praia e para S. Vicente. Para Santiago a procura é mais o étnico e o mercado corporate, não existe muito o lazer. Santiago era feito em combinado com a Boa Vista ou o Sal porque o turista que vai a Cabo Verde quer sempre fazer também alguma praia, lembra a responsável.

Em relação a S. Vicente “está a começar a ter alguma procura. No entanto, é difícil de vender no mercado português porque o português está mais habituado e procura muito os resorts all inclusive, e a ilha não tem, além do que a hotelaria é muito escassa ainda e com poucos quartos.

Mais caro? Sim!
Mas não foi só Cabo Verde que ficou mais caro aos bolsos dos portugueses. Segundo Sónia Regateiro, “estamos a sentir todos na pele o problema da guerra, a questão dos aumentos do fuel e do câmbio do dólar, até porque tudo o que é contratação da aviação é feita em dólar, o que tem tido um grande impacto nas viagens”.

Refere ainda que “todos os meses e todas as semanas somos surpreendidos com aumentos do fuel por parte das companhias aéreas, que são cada vez mais pesados. Se até junho andávamos com uma média de aumentos do fuel na ordem dos 42 euros, já recebemos por parte das companhias aéreas que em julho esse valor será superior e nem sabemos como é que será o agosto”.

Assim conclui a nossa “guia turística” pelo mercado cabo-verdiano. “Se for pela questão do fuel, Cabo Verde passou a ser um destino mais caro, mas em termos de qualidade-preço, acho que é um destino que está dentro dos parâmetros aceitáveis”.

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Descobrir o Algarve através de 18 experiências de Turismo Industrial

Associando-se à agenda nacional “À Descoberta do Turismo Industrial”, o Turismo do Algarve oferece 18 atividades inseridas neste programa.

O Turismo do Algarve, enquanto membro do Grupo Dinamizador da Rede Portuguesa do Turismo Industrial desde 2020, associa-se à 4.ª edição da agenda nacional “À Descoberta do Turismo Industrial”, que de 5 a 19 de abril de 2025 oferece 150 experiências de norte a sul do país e nos Açores.

Na região do Algarve estão programadas 18 atividades com a colaboração de 13 parceiros regionais, com atividades exclusivas em locais de indústria viva e património industrial.

Entre as experiências disponíveis no Algarve destacam-se visitas guiadas a fábricas de cortiça e de transformação de azeitonas, a espaços museológicos que contam e interpretam a história da indústria conserveira na região, tours por adegas e lagares com provas de vinhos e azeites premiados, percursos em salinas tradicionais com observação da biodiversidade local e aventuras subterrâneas na mina de sal-gema de Loulé. Incluem-se ainda workshops criativos, desafios fotográficos e momentos gastronómicos únicos que reforçam a autenticidade e diversidade do património económico e cultural algarvio.

Esta iniciativa visa reforçar a coesão territorial, promover a diversificação da oferta turística ao longo de todo o ano e destacar o Algarve como um destino que valoriza as suas tradições produtivas e industriais, contribuindo também para a sustentabilidade económica local.

“O Algarve possui uma riqueza extraordinária no seu património industrial, com forte potencial para se afirmar através de experiências turísticas diferenciadoras. Estamos empenhados em continuar a capacitar e promover os nossos parceiros, consolidando uma oferta turística diversificada e sustentável”, refere André Gomes, presidente do Turismo do Algarve.

Com um total de 230 recursos a nível nacional na Rede Portuguesa do Turismo Industrial, distribuídos por áreas como agroalimentar, cortiça, vinho, cerâmica, entre outras, o Algarve destaca-se pela qualidade e singularidade das suas propostas.

A agenda completa está disponível em português, inglês e espanhol, constituindo um convite aberto à descoberta e valorização das tradições e inovação tecnológica da região.

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ISCE reúne 34 parceiros na “Global Tourism TechEDU Conference 2025”

O Departamento de Turismo do ISCE – Instituto Superior de Lisboa e Vale do Tejo reúne 34 parceiros internacionais de 18 países de 5 continentes para a organização conjunta da 1.ª edição da Global Tourism TechEDU Conference 2025.

O Departamento de Turismo do ISCE – Instituto Superior de Lisboa e Vale do Tejo reuniu 34 instituições de ensino superior e centros de investigação internacionais, de 18 países distribuídos pelos cinco continentes, que lecionam e investigam a grande área do turismo, para a organização conjunta da conferência internacional Global Tourism TechEDU Conference 2025, sob o mote “Advanced Technologies in Tourism Education”. Esta conferência internacional visa apresentar e discutir as melhores práticas de ensino do turismo com o uso das tecnologias mais avançadas e aplicadas em todo o mundo, em que cada um dos parceiros apresentará os seus exemplos reais da aplicação de tecnologias avançadas no ensino do turismo.

Este evento global, coorganizado em parceria por um dos maiores consórcios mundiais de Turismo, coordenado pelo Departamento de Turismo do ISCE, terá lugar a 8 e 9 de abril de 2025, transmitido integralmente online e com acesso totalmente gratuito

Presentes estarão as seguintes instituições:

Conheça aqui as instituições parceiras: Escola de Hotelaria e Turismo da Universidade Agostinho Neto (Angola); The University of Newcastle (Austrália); Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Parnaiba Delta Federal University – UFDPar, Federal University of Pernambuco (Universidade Federal de Pernambuco – UFPE), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) (Brasil); Universidade do Mindelo (Cabo Verde); Panevropská univerzita, Fakulta Vysoká škola obchodní (Pan-European Univerzity, Faculty of Business) 8Chéquia); Universidad Pedagógica Nacional de Colombia (Colômbia); Universidad de Guayaquil, Facultad de Administración, Carrera de Licenciatura en Turismo (Equador);Universidade de Santiago de Compostela, Facultad de Ciencias Empresariales y Turismo, Universidad de Vigo (Espanha); Department of Hospitality, Hotel Management, & Tourism at Texas A&M University, USA (EUA); Dr Babasaheb Ambedkar Marathwada University (Índia); University of Northampton (Reino Unido); Ritsumeikan Asia Pacific University (Japão); Vytautas Magnus University (Lituânia); Universidad Santander (México); UnISCED (Moçambique); Jagiellonian University, Institute of Entrepreneurship, Faculty of Management and Social Communication, Institute of Spatial Management and Socio-Economic Geography, University of Szczecin (Polónia); CIDEHUS, Universidade de Évora, CiTUR – Centre for Tourism Research, Development and Innovation, Estoril Higher Institute for Tourism and Hotel Studies, ISCE Douro – Instituto Superior de Ciências Educativas do Douro, ISCE – Instituto Superior de Lisboa e Vale do Tejo, ISEC Lisboa – Instituto Superior de Educação e Ciências, ISLA – Instituto Politécnico de Gestão e Tecnologia /ISLA – Polytechnic Institute of Management and Technology, Instituto Politécnico de Beja, Instituto Politécnico da Guarda, Instituto Politécnico de Tomar, Portucalense University, Universidade Católica Portuguesa, Centro Regional da Braga. Faculdade da Filosofia e Ciências Sociais (FFCH) (Portugal); Department of Geography, Tourism (Sérvia).

Mais informações em https://tourismconf.com

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AVK adquire Pixel Light e consolida liderança no setor audiovisual

Numa operação estratégica que marca um passo decisivo na consolidação da sua liderança no setor audiovisual em Portugal, a AVK adquiriu a Pixel Light.

A AVK comprou a Pixel Light numa operação estratégica que vai marcar o futuro dos audiovisuais, integrando-se na estratégia de crescimento sustentado da AVK, alargando a sua presença nos principais segmentos de mercado e reforçando a sua capacidade de resposta a todas as necessidades técnicas do setor.

A operação insere-se numa lógica de complementaridade e sinergia entre duas empresas de referência, permitindo à AVK diversificar a sua atividade em segmentos nos quais até agora tinha uma presença menos expressiva como, por exemplo nos espetáculos musicais, no entretenimento e na televisão.

Com esta integração, o grupo AVK-ONE, que integra também a Euroservice, a Global Setup e a AVK, passa a reunir mais de 300 profissionais altamente qualificados, alguns deles com mais de 35 anos de experiência no mercado, e dispõe de equipamentos distribuídos por mais de 60.000 m² de instalações em Lisboa, Porto, Algarve e Galiza.

“A aquisição da Pixel Light representa não apenas o reforço da nossa capacidade operacional, mas também um passo estratégico no sentido de garantir uma oferta mais abrangente, mais inovadora e de maior qualidade aos nossos clientes”, afirma Inês Aguiar, administradora da AVK. “Estamos agora ainda melhor posicionados para responder aos desafios do mercado, com soluções técnicas adaptadas a cada evento, independentemente da sua dimensão ou complexidade.”

A integração da Pixel Light trará ganhos significativos em eficiência, através da partilha de recursos técnicos e humanos, e permitirá mitigar os efeitos da sazonalidade, dada a complementaridade das dinâmicas de negócio das duas empresas. As sinergias que vão ser geradas possibilitarão ainda ganhos operacionais que se traduzirão numa melhoria direta na qualidade e competitividade dos serviços.

Do lado da Pixel Light, o administrador da empresa, Tiago Correia, refere que “a entrada no grupo AVK representa uma oportunidade única para expandirmos a nossa visão criativa com uma base tecnológica ainda mais robusta. Partilhamos valores como a inovação, a excelência e o foco no cliente, e estamos entusiasmados por contribuir para uma oferta integrada, mais forte e mais completa no panorama audiovisual”.

As duas empresas, em 2024, tiveram um volume de faturação superior a 30 milhões de euros e realizaram mais de 5.000 eventos. A ampliação da oferta técnica e o reforço do investimento – que deverá duplicar face a 2024 – irão traduzir-se em soluções mais completas, inovadoras e adaptadas às exigências de um setor em constante evolução.

As operações das empresas manter-se-ão autónomas num primeiro momento, salientando Inês Aguiar que “a criação de um grupo com esta dimensão e capacidade terá, inevitavelmente, um impacto positivo no setor audiovisual em Portugal”, concluindo que acrescenta esta movimentação de mercado “criará um ambiente de maior exigência e competitividade, o que, em última análise, beneficiará toda a indústria e os nossos clientes.”

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ARPTA com nova liderança

José Manuel Santos lidera nova direção da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo. Tomada de posse decorre a 7 de abril.

A Assembleia Geral Eleitoral da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo (ARPTA) culminou com a eleição dos novos órgãos sociais para o triénio 2025-2028. A sufrágio apresentou-se uma lista única, encabeçada por José Manuel Santos, atual presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, que assume agora também a liderança da ARPTA.

A nova direção reflete uma ampla representatividade do tecido turístico regional, reunindo associações setoriais, grupos hoteleiros, operadores turísticos e projetos de enoturismo e sustentabilidade, num esforço conjunto para reforçar a coesão e a competitividade do destino Alentejo.

A cerimónia de tomada de posse está marcada para o próximo 7 de abril, pelas 15h00, na Herdade da Malhadinha Nova, em Albernoa, Beja.

“A promoção turística do Alentejo precisa de uma resposta mais ambiciosa e agregadora, à altura dos desafios e oportunidades que temos pela frente. Queremos liderar o futuro com uma estratégia mais integrada, mais internacional e com forte ligação ao território e às empresas que o constroem diariamente”, refere José Manuel Santos, presidente eleito da Direção da ARPTA

O novo ciclo de governação da ARPTA parte de uma visão clara: reforçar a promoção externa do Alentejo, aumentar o peso do turismo internacional, garantir maior eficácia na gestão dos recursos e alinhar-se com uma estratégia de desenvolvimento sustentável para toda a região, incluindo o Ribatejo. A convergência operacional entre a Entidade Regional de Turismo e a ARPTA será um dos pilares para garantir maior coesão, inovação e capacidade de resposta.

O manifesto apresentado propõe uma Agência mais autónoma financeiramente, mais próxima dos associados, mais funcional na promoção externa e mais digital e inovadora. Estão também previstas ações concretas como a criação de clubes de produto, reforço da equipa técnica, novos instrumentos de marketing digital e campanhas de promoção em mercados estratégicos, como o Brasil, EUA e Espanha, bem como a aposta na captação de eventos internacionais e produções audiovisuais.

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Iberia reforça ligações a Roma, Paris e Viena

Os três destinos terão os maiores aumentos em toda a rede de curta e média distância da Iberia.

A Iberia revelou o seu horário de voos para a próxima temporada de inverno, incluindo as rotas de curta e média distância.

Para tália, onde a Iberia oferece voos diretos para dez destinos (Roma, Milão, Veneza, Florença, Bolonha, Nápoles, Turim, Catânia, Olbia e Palermo), sendo sete deles durante todo o ano, por ocasião do Jubileu em Roma em 2025, a Iberia aumentará as suas frequências no inverno para 44 semanais, adicionando duas a mais em relação à oferta do ano passado. Isto representa um total de 380.000 lugares durante a temporada de inverno.

França continua a ser, mais um ano, o mercado para o qual a Iberia oferece o maior número de voos na sua rede. No total, são mais de 180 voos semanais entre Espanha e França. A Iberia disponibiliza voos diretos para Paris, Bordéus, Estrasburgo, Lyon, Marselha, Nantes, Nice e Toulouse.

Paris terá até 11 voos diários neste inverno, com a Iberia a oferecer até 52 frequências semanais para o Aeroporto de Orly, duas a mais do que no ano passado, e até 21 frequências semanais para o Aeroporto Charles de Gaulle.

Este inverno, a Áustria será o terceiro mercado europeu com maior crescimento, com voos para Viena e Innsbruck. A rota entre Madrid e Viena atingirá 23 frequências semanais, duas a mais do que em 2024, com 180.000 lugares disponíveis durante a temporada. Além disso, pelo segundo ano consecutivo, a companhia oferecerá voos diretos para Innsbruck, começando a 21 de dezembro de 2025 e prolongando-se até 5 de abril de 2026, com duas frequências semanais operadas por aviões A320neo, com capacidade para 186 passageiros.

Além disso, a neve e as Auroras Boreais continuarão a ser um dos principais atrativos da temporada de inverno. A Iberia voará diretamente e sem escalas pelo terceiro ano consecutivo para Rovaniemi, a capital da Lapónia. Os voos começarão a 3 de dezembro de 2025 e durarão até 28 de fevereiro de 2026, sendo operados por aeronaves A320neo.

Já os voos para Tromsø, cidade escandinava onde é possível admirar as Auroras Boreais, explorar os fiordes noruegueses ou andar de trenó, entre outras atividades, também regressam neste inverno. Os voos terão início a 3 de dezembro de 2025 e prolongar-se-ão até 1 de março de 2026, com duas frequências semanais.

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Os 3 dias do RoadShow das Viagens do Publituris

Foram três dias de networking com 45 expositores e mais de 450 agentes de viagem a participaram no RoadShow das Viagens do Publituris nas cidades do Porto, Coimbra e Lisboa. (Re)Veja as imagens.

A 10.ª edição do RoadShow das Viagens do Publituris reuniu, nas cidades do Porto, Coimbra e Lisboa, mais de 450 agentes de viagem que ficaram a conhecer as novidades que os 45 expositores mostraram em três dias de networking.

No primeiro dia, no Porto Palácio Hotel by The Editory, marcaram presença 179 agentes, resultando em mais de 4.400 interações com os expositores.

Já em Coimbra, no Vila Galé Coimbra, foram 108 os agentes de viagem que realizaram perto de 2.400 interações.

No último dia, em Lisboa, no Tazte Secret Spot, 170 agentes realizaram mais de 4.000 interações.

Marcaram presença na 10.ª edição do RoadShow das Viagens do Publituris as empresas/entidades:

AçorSonho Hotéis
Air Canada
APG Portugal
Avis
Barceló Hotel Group
Be Live Hotels
Bedsonline
Casa de Campo Resort Villas
Civitatis
Consolidador
Europcar
Hotel Continental Angola
Ilha Verde
In Sure Broker
Madeira
Mawdy
MSC Cruzeiros Portugal
Mundomar Cruzeiros
RailClick
Regent Seven Seas Cruises
Republica Dominicana
Royal Air Maroc
SATA Air Azores
Saudi Arabia Tourism Authority
Sixt
Soltrópico
TAAG – Linhas Aéreas de Angola
TAP Air Portugal
The Editory Hotels
Tivoli Estela Golf & Lodges Porto
Transavia
Turismo Alentejo e Ribatejo
Turismo da Gran Canaria
Turismo da Polónia
Turismo de Formentera
Turismo do Centro de Portugal
Turismo do Porto e Norte de Portugal
Turismo Marrocos
Um Mundo de Cruzeiros
United Airlines
Unlock Boutique Hotels
Viajar Tours
Vila Galé
Visit Benidorm – Tourism Board
Wotels

O evento conta com o apoio de: Visit Portugal, Turismo do Centro de Portugal, Turismo do Porto e Norte de Portugal, APAVT, The Editory Hotels, Vila Galé, Tazte, GR8 events, Iberobus e YVU.

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Indústria do turismo dos EUA preocupada com queda nas viagens domésticas e internacionais

O anúncio de diversas medidas por parte da administração dos EUA, liderada por Donald Trump, parece estar a ter impacto nas viagens dos americanos, com as U.S. Travel Association a mostrar-se preocupada com a situação.

A U.S. Travel Association afirmou, recentemente, que a indústria do turismo está a enfrentar tendências preocupantes tanto nas viagens domésticas como nas viagens internacionais para os EUA, atribuindo a situação a vários fatores, incluindo o dólar forte e a atual mensagem transmitida pelos EUA.

As declarações surgem depois de a empresa de dados de aviação OAG ter relatado que as reservas antecipadas entre os EUA e o Canadá – o principal mercado emissor de turismo internacional para os EUA – caíram mais de 70% para a temporada de verão.

No mês passado, a Tourism Economics (TE) reviu a sua previsão para as viagens internacionais aos EUA, prevendo agora uma queda de 5,1% em 2025, em contraste com a projeção inicial de um crescimento de 8,8%.

A Tourism Economics citou o aumento das tensões comerciais globais, alertando que “à medida que as políticas comerciais globais continuam em mudança, os intervenientes da indústria devem reconhecer a ligação crítica entre a política económica e a procura por viagens”. Assim, a análise da Tourism Economics alertam para consequências de “alto risco” para o setor de viagens dos EUA, com amplas implicações económicas para além do turismo. “A colaboração dentro da indústria será essencial para mitigar os impactos negativos”, conclui a TE.

Os dados indicam, igualmente, que os gastos com viagens internacionais para os EUA, em 2025, poderão cair 12,3%, resultando numa perda anual de 22 mil milhões de dólares.

A U.S. Travel Association não mencionou as tarifas ou políticas comerciais entre os potenciais fatores que estão a reduzir as viagens, atribuindo a queda a “uma variedade de fatores, incluindo um dólar forte, longos tempos de espera para vistos, preocupações com restrições de viagem, dúvidas sobre a hospitalidade dos EUA, o abrandamento da economia americana e recentes preocupações com segurança.”

A associação esclareceu que as questões de segurança referem-se “ao sentimento manifestado nos últimos meses por alguns viajantes que expressaram preocupações com a segurança.”

“Estes desafios são reais e exigem ações decisivas”, declarou a U.S. Travel Association, indicando estar a “a trabalhar ativamente com a Casa Branca e o Congresso para promover políticas que impulsionem a expansão económica e mantenham os EUA competitivos a nível global”.

Só em 2024, as viagens injetaram 1,3 biliões de dólares na economia americana e sustentaram 15 milhões de empregos em todo o país.

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Canadianos evitam viagens para os EUA

Conhecida que é a posição do Presidente dos EUA, Donald Trump, relativamente ao Canadá, os vizinhos canadianos estão a evitar viajar para terras de “Uncle Sam”.

O que muitos esperavam que fosse uma queda temporária nas viagens dos canadianos para os EUA parece estar a mostrar sinais de um verdadeiro boicote, à medida que a reação canadiana contra as tarifas e outras tensões políticas com os EUA se intensifica.

A empresa de dados de aviação OAG revelou, recentemente, que as reservas de passageiros nos sistemas GDS para rotas entre o Canadá e os EUA estão atualmente mais de 70% abaixo todos os meses até setembro, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Em fevereiro, o Statistics Canada, por exemplo, relatou que os canadianos fizeram 1,2 milhões de viagens de regresso de carro a partir dos EUA, uma queda de 23% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Muitos canadianos estão a optar por alternativas domésticas, com habitantes da Costa Oeste a viajar para a Costa Leste. Destinos internacionais como a Europa e o México também estão a registar uma maior procura, à medida que os viajantes canadianos se afastam dos EUA.

De referir que os canadianos são a principal fonte de visitantes internacionais para os EUA. Segundo a U.S. Travel Association, 20,4 milhões de visitas de canadianos em 2024 geraram 20,5 mil milhões de dólares em receitas. Em fevereiro, a U.S. Travel estimou que uma redução de 10% nas viagens canadianas poderia significar menos 2 milhões de visitas e uma perda de 2,1 mil milhões de dólares em receitas. Além disso, refere a associação, estas visitas geram cerca de 140.000 empregos nos EUA.

Os dados da OAG mostram ainda que 320.000 lugares foram removidos pelas companhias aéreas que operam entre o Canadá e os EUA até ao final de outubro, com os maiores cortes em julho e agosto, os meses de pico da temporada de verão, quando as companhias reduziram a capacidade em cerca de 3,5%.

O CEO da United, Scott Kirby, afirmara, em meados de março, que a companhia aérea iria reduzir a capacidade entre os EUA e o Canadá devido a uma queda significativa na procura, enquanto a Air Canada já tinha decidido, em fevereiro, reduzir “proativamente” a capacidade para a Florida, Las Vegas e Arizona em março.

No final de março, a WestJet do Canadá cortou rotas transfronteiriças do seu horário de primavera tardia e verão, bem como várias ligações entre o Canadá e os EUA. A Air Canada eliminou a rota Vancouver-Washington Dulles, enquanto a United cancelou o voo Toronto-Los Angeles.

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TAP passa a ligar Faro e Funchal

A partir de 2 de junho, o Algarve e a Madeira ficam mais perto com dois voos por semana da TAP.

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A TAP vai ligar diretamente o Algarve e a Madeira, com dois voos por semana, que têm início a 2 de junho e operam até 11 de setembro.

Às segundas-feiras, o voo entre Funchal e Faro tem partida marcada para as 20h50 e o voo entre Faro e Funchal às 23h15. Às quintas-feiras, o voo parte do Funchal às 6h10 e de Faro às 8h35.

Os voos serão operados com aeronaves E190 de 106 lugares, estando previstos um total de 30 frequências, correspondentes a uma oferta de 3.180 lugares em cada sentido de viagem.

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Mais hóspedes, com menos dormidas, mas proveitos a subir em fevereiro

Embora o mês de fevereiro mostre um ligeiro abrandamento no número de hóspedes e uma descida nas dormidas, os proveitos continuam a subir. No acumulado do ano, os números do turismo em Portugal continuam a crescer em todos os parâmetros.

Victor Jorge

No mês de fevereiro de 2025, o setor do alojamento turístico registou 1,8 milhões de hóspedes e 4,2 milhões de dormidas, correspondendo a variações de 0,6% e -2,5%, respetivamente (+8,2% e +6,3% em janeiro, pela mesma ordem).

As dormidas de residentes totalizaram 1,375 milhões, tendo diminuído 0,8% face às 1,387 milhões de igual mês de 2024 (+11% em janeiro), enquanto os mercados externos apresentaram um decréscimo de 3,3% (+3,9% em janeiro), alcançando 2,795 milhões de dormidas, contra as 2,892 milhões de fevereiro do ano passado.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), “estes resultados foram influenciados pela estrutura móvel do calendário, ou seja, por um lado, pelo efeito do período de férias associado ao Carnaval, que este ano ocorreu em março, enquanto no ano anterior se concentrou em fevereiro”. Por outro lado, refere o INE, “o mês de fevereiro deste ano teve menos dia que o ano anterior, uma vez que 2024 foi um ano bissexto”.

Em termos de dormidas, os dados do INE indicam uma liderança de Lisboa, com 1,170 milhões, correspondendo a uma ligeira descida de 5,6% face a fevereiro de 2024, sendo a única região a ultrapassar a fasquia do milhão.

Em segundo lugar, aparece o Algarve, com 776 mil dormidas, o que perfaz um decréscimo de 5,1% face a fevereiro do ano passado, surgindo o Norte em terceiro lugar, com 756 mil dormidas, uma subida de 0,9% face ao mês homólogo de 2024.

A maior subida nas dormidas, no mês de fevereiro, foi conseguida pela Península de Setúbal (+7,8%), enquanto nas descidas, a região do Oeste e vale do Tejo apresenta um decréscimo de 7,1%.

Subida dos residentes compensam descida dos não residentes
No que diz respeito aos hóspedes, contabilizados que foram 1,773 milhões de pessoas, os residentes somaram 817 mil, correspondendo a uma subida de 2,2% face a fevereiro de 2024, enquanto os não residentes totalizaram 957 mil, uma descida de 0,8% relativamente a igual período do ano passado.

Também aqui, a liderança pertence a Lisboa com 533 mil hóspedes numa descida de 1,6% relativamente a fevereiro de 2024, com a região Norte a ocupar a segunda posição com 427 mil hóspedes (+2,5%) e em terceiro lugar o Algarve com, 211 mil hóspedes (+0,9%).

Destaque para a subida a duplo dígito dos Açores (+11,3%), totalizando 49 mil hóspedes, enquanto a maior descida pertenceu à região do Oeste e vale do Tejo (-3,3%).

Dos mais de 957 mil hóspedes não residentes, Espanha liderou com 125 mil, aparecendo o Reino Unido (115 mil) e França (79 mil) em segundo e terceiro lugares, respetivamente.

Já nas dormidas, os 10 principais mercados emissores, em fevereiro, representaram 72,1% do total de dormidas de não residentes neste mês, com o mercado britânico a manter a liderança (16,4% do total das dormidas de não residentes em fevereiro), com 458 mil, apesar do decréscimo de 7,5% face ao mês homólogo.

As dormidas do mercado alemão, o segundo principal mercado emissor em fevereiro (11,2% do total), diminuíram 5,1% para 313 mil. Seguiu-se o mercado espanhol, na 3.ª posição (quota de 8,3%), com um decréscimo de 8,4% para 231 mil.

No grupo dos 10 principais mercados emissores em fevereiro, o mercado polaco foi o único a registar crescimento (+23,2%), atingindo os 119 mil. Nos decréscimos, destacou-se a variação registada do mercado brasileiro (-18,9%) para 130 mil.

Dormidas dos não residentes estagnam no primeiro bimestre
No acumulado do ano (janeiro-fevereiro), os dados divulgados pelo INE mostram uma subida de 4,1% no número de hóspedes, totalizando 3,378 milhões. Os residentes em Portugal somaram 1,564 milhões, numa evolução de 5,7%, enquanto os não residentes totalizaram 1,814 milhões, uma subida de 2,7% face aos dois primeiros meses de 2024.

Lisboa liderou no número de hóspedes, com 1,040 milhões (+3% face ao primeiro bimestre de 2024), seguindo-se o Norte com 812 mil (+4,7%) e o Algarve (375 mil, +3,3%). A região que mais cresceu no número de hóspedes neste primeiro bimestre de 2025 foram os Açores (+13,6%), não se registando qualquer descida nas regiões turísticas nacionais.

Nos hóspedes não residentes, Espanha foi quem registou maior número, com 228 mil, seguindo-se o Reino Unido (quase 200 mil) e EUA (152 mil).

Analisadas as dormidas nestes primeiros dois meses de 2025, o mercado nacional registou 7,840 milhões numa subida de 1,4% face ao período homólogo de 2024. Neste parâmetro, os residentes em Portugal somaram 2,642 milhões de dormidas, numa subida de 4,5% face aos primeiros dois meses de 2025. Já as dormidas de não residentes registaram uma descida de 0,1% para 5,198 milhões.

A região da Grande Lisboa aparece novamente a liderar neste campo, com 2,246 milhões de dormidas, embora registe uma descida de 0,3%. O Norte é a segunda região com mais dormidas, com 1,429 milhões, numa subida de 3,5% face a igual período do ano passado. Em terceiro lugar aparece o Algarve, com 1,347 milhões de dormidas, correspondendo a uma descida de 2,5% relativamente a janeiro-fevereiro de 2024.

A maior subida doi registada pela Península de Setúbal, com um incremento de 10,4%, para 164 mil dormidas, enquanto no capítulo das descidas, o Algarve reparte esta posição (-2,5%) com a região do Oeste e Vale do Tejo.

Por mercados emissores, das quase 5,2 milhões de dormidas, quase 810 mil foram de britânicos, surgindo a Alemanha em segundo lugar (580 mil) e Espanha na terceira posição (431 mil).

Mais proveitos
Apesar do decréscimo nas dormidas, os proveitos aumentaram em fevereiro, +4% nos proveitos totais e +3,4% nos relativos a aposento (+13,9% e +14,3% em janeiro, pela mesma ordem), atingindo 287,7 e 208,8 milhões de euros, respetivamente.

A Grande Lisboa foi a região que mais contribuiu para a globalidade dos proveitos (34,5% dos proveitos totais – 99,4 milhões de euros – e 36% dos proveitos de aposento – 75 milhões de euros), seguida da Madeira (17,1% – 49 milhões de euros – e 16,7% – 35 milhões de euros, respetivamente) e do Norte (16,4% – 47 milhões de euros – e 16,5% – 34 milhões de euros, pela mesma ordem).

Os aumentos de proveitos mais expressivos ocorreram na Madeira (+16,7% nos proveitos totais e +20,7% nos de aposento) e na Península de Setúbal (+12,2% e +15,4%, pela mesma ordem). Os maiores decréscimos registaram-se no Oeste e Vale do Tejo (-3,1% e -0,7%, respetivamente) e no Alentejo (-2,4% em ambos).

Já no acumulado dos primeiros dois meses de 2025, os proveitos totais somaram quase 550 milhões de euros, numa subida de 8,5% face a igual período de 2024, enquanto os proveitos de aposentos totalizaram 398 milhões de euros, correspondendo a uma subida de 8,3%.

Lisboa aparece em primeiro lugar com mais de 191 milhões de euros em proveitos totais (+5,1%), seguindo-se a Madeira com 99 milhões de euros (+22,9%) e o Norte com 90 milhões de euros (+8,2%).

No que diz respeito aos proveitos de aposentos, a liderança também pertence a Lisboa com 145 milhões de euros (+4,5%), seguindo-se a Madeira com 69 milhões de euros (+24,6%) e o Norte com 65 milhões de euros (+6,9%).

Estada média continuou a decrescer em fevereiro
Em fevereiro, a estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico (2,35 noites) continuou a diminuir (-3,1%, após -1,8% em janeiro). Os valores mais elevados deste indicador continuaram a observar-se na Madeira (4,73 noites) e no Algarve (3,68 noites), tendo as estadias mais curtas ocorrido no Centro (1,58 noites) e no Oeste e Vale do Tejo (1,64 noites).

Em fevereiro, a estada média dos residentes (1,68 noites) diminuiu 3,0% e a dos não residentes (2,92 noites) decresceu 2,6%.

A Madeira registou as estadas médias mais prolongadas, quer dos não residentes (5,33 noites) quer dos residentes (2,88 noites).

No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 39,6 euros em fevereiro, registando um aumento de 4,5% (+10,4% em janeiro). O rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 87,9 euros (+4,9%, após +7,2% em janeiro).

O valor de RevPAR mais elevado foi registado na Madeira (71,5 euros), seguindo-se a Grande Lisboa (64,7 euros). Os maiores crescimentos ocorreram na Madeira (+22,4%) e na Península de Setúbal (+18,0%), enquanto no Alentejo se registou o maior decréscimo (-5,7%).

A Grande Lisboa destacou-se com o valor mais elevado de ADR (110,2 euros), seguida da Madeira (100,1 euros), tendo esta última apresentado o maior crescimento neste indicador (+18,6%).

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