Governo dos Açores diz que privatização da Azores Airlines “pode ser uma virtude”
Presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, confirma que a Comissão Europeia exigiu a privatização de até 51% do capital da Azores Airlines para aprovar o plano de reestruturação da transportadora e as ajudas estatais.

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O presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, considera que a privatização da Azores Airlines, a companhia internacional do grupo SATA, “pode ser uma virtude” e afirmou que a abertura de 51% da companhia aérea ao capital social privado “não é um problema”.
“A região pode sempre manter os 49%. Nessa matéria, até por razões doutrinárias, o nosso entendimento é que o capital social privado não é um problema. Pode ser uma virtude”, declarou José Manuel Bolieiro, numa conferência de imprensa em que esteve acompanhado pelos secretários regionais da Mobilidade e Finanças e pelo presidente do grupo SATA, Luís Rodrigues.
Segundo a Lusa, o presidente do executivo açoriano confirmou nesta conferência de imprensa que a Comissão Europeia colocou como “exigência” a privatização até 51% do capital social da Azores Airlines para aprovar o plano de reestruturação da transportadora e as ajudas conferidas à SATA pelo Estado português.
Sobre a exigência de alienação de 51% do capital social da companhia aérea, José Manuel Bolieiro afirmou ainda que, por enquanto, está “tudo em aberto e em progresso” e que o processo vai agora ser estudado.
“Vamos estudá-lo [o processo de privatização] e vamos fazê-lo com diálogo, com concertação e na melhor defesa dos interesses da SATA, da região, dos Açores e dos açorianos”, garantiu o presidente do Governo Regional dos Açores, considerando que, nesta fase, as questões sobre a alienação são “eventualmente intempestivas”.
José Manuel Bolieiro reiterou que “em caso algum vai existir um processo de despedimento coletivo”, lembrando que tal foi definido pela administração da empresa “desde a primeira hora” da elaboração do Plano de Reestruturação.
O governante regional falou ainda sobre a “paz social” que tem existido nas negociações internas no grupo SATA para a redução de despesas e lembrou que a “SATA está proibida de envolver-se em negócios ruinosos”, assim como a “região está proibida de entrar com dinheiro dos contribuintes para pagar negócios ruinosos”.
José Manuel Bolieiro rejeitou ainda que as ligações entre os Açores a diáspora na América do Norte sejam afetadas pela proibição da companhia aérea realizar rotas deficitárias, garantindo que “o negócio é que vai fundamentar a opção das rotas”.
“Parece que estamos a tomar decisões por via administrativa. É o negócio é que vai fundamentar a opção das rotas. O negócio tem de ser rentável. E o nosso compromisso, e o conhecimento que temos, é que na ligação com a diáspora o negócio é sustentável”, garantiu.
Recorde-se que a Comissão Europeia aprovou esta terça-feira, 7 de junho, a ajuda estatal portuguesa para apoio à reestruturação da companhia aérea SATA, de 453,25 milhões de euros em empréstimos e garantias estatais, prevendo ‘remédios’ como uma reorganização da estrutura empresarial.