Faturação do Alojamento Local cai 80% no 1.º trimestre
O presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP), Eduardo Martins, foi à Assembleia da República dizer que depois de um ano quase sem faturação, no 1.º trimestre de 2021 a situação mantém-se.

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A Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP) fez as contas e apresentou-as à Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação. “Nós estamos a falar de quebras no primeiro trimestre que andam em torno dos 80% e em alguns casos até superior a 90%, ou seja, nos centros urbanos por exemplo”, disse o presidente da associação, Eduardo Miranda, na Assembleia da República.
O presidente da ALEP, que falava sobre a aplicação das medidas de resposta à pandemia de COVID-19 e do processo de recuperação económica e social, admitiu que as novas medidas trouxeram um “balão de oxigénio”, mas “a terceira vaga [da pandemia] tem sido bastante grave [para o setor], talvez até pior para a maior parte dos empresários”, depois de um ano quase sem faturação.
“Ao contrário do que se pensa, no alojamento local, a maior parte dos operadores não tem alternativas, ou seja, 71% são feitos em casas de férias – em zonas de veraneio, montanha e rurais -, não há sequer possibilidade de utilização para outro efeito. E mesmo em Lisboa e no Porto mais de metade não pode migrar – mesmo que quisesse – para o arrendamento”, indicou, citado pela Lusa.
Segundo Eduardo Miranda, muitos dos arrendatários têm situações de longo prazo, o que não acontece com o alojamento local, que se dedica ao turismo.
“O alojamento local tem flexibilidade em reabrir, por isso, poder ter aqui um papel fundamental, nesta primeira fase da retoma para dar resposta, para quando houver pouca procura e assim garantir o posicionamento de Portugal no turismo”, afirmou, lembrando que o setor representa, atualmente, 40% das dormidas no país.
Já quanto às medidas de apoio definidas pelo Governo, Eduardo Miranda considerou que “houve um avanço” e que tem havido muita colaboração com a Secretaria de Estado do Turismo, adiantando que as medidas vão permitir a sobrevivência dos operadores no próximo trimestre.
“Estas medidas que foram lançadas vão garantir um balão do oxigénio. O APOIAR + Simples ainda não chegou, ainda não houve pagamento, mas os outros têm corrido bem, no pagamento das últimas tranches”, concluiu.