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Destinos

Operadores pedem equilíbrio às restrições do turismo nas cidades

As medidas restritivas que estão a ser impostas para conter os fluxos de turistas, principalmente nas cidades europeias, colocam constrangimentos aos operadores turísticos cujo core business são os circuitos culturais e viagens de grupo. Como é que estão a lidar com estas questões, nomeadamente das taxas turísticas, da burocracia, limitação do número de pessoas por guia, aumento constante, e quase sem aviso, do preço das entradas de grupos de turistas em monumentos e atrações turísticas, e a distância em que os autocarros, cada vez mais, são obrigados a ficar dos centros históricos de algumas cidades, foi o que o Publituris pretendeu conhecer, em conversa com diversos profissionais ligados à operação turística.

Carolina Morgado

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Operadores pedem equilíbrio às restrições do turismo nas cidades

As medidas restritivas que estão a ser impostas para conter os fluxos de turistas, principalmente nas cidades europeias, colocam constrangimentos aos operadores turísticos cujo core business são os circuitos culturais e viagens de grupo. Como é que estão a lidar com estas questões, nomeadamente das taxas turísticas, da burocracia, limitação do número de pessoas por guia, aumento constante, e quase sem aviso, do preço das entradas de grupos de turistas em monumentos e atrações turísticas, e a distância em que os autocarros, cada vez mais, são obrigados a ficar dos centros históricos de algumas cidades, foi o que o Publituris pretendeu conhecer, em conversa com diversos profissionais ligados à operação turística.

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Alguns destinos turísticos, principalmente europeus, mas não só, estão a explorar novos caminhos para combater o afluxo de visitantes. Os operadores turísticos e agências de viagens em Portugal que programam circuitos e viagens de grupo, entendem que as cidades precisam de respirar, compreendem a questão da sustentabilidade dos locais, mas pedem equilíbrio, até porque o custo deste tipo de férias começa a ser injustificável, sendo que não penaliza apenas a empresa como o cliente.

“Sem dúvida que esse tema constitui uma preocupação para os operadores turísticos cujo core business são os circuitos culturais em grupo, como é o caso da Pinto Lopes Viagens, mas o nosso compromisso com o desenvolvimento de uma sociedade sustentável permite-nos olhar para o problema do overtourism com uma lente de negócio diferente, não puramente financeira”, considerou Rui Pinto Lopes, CEO da Pinto Lopes Viagens.

O gestor lembra que o operador turístico e agência de viagens que dirige “tem um percurso que se iniciou há 50 anos e já vivenciámos muitos desafios colocados ao setor do turismo”, enumerando que, nos últimos anos, “tivemos a pandemia, a instabilidade geopolítica mundial e a inflação. A experiência diz-nos que todos elas vieram dotar os operadores em geral, e a nossa empresa em particular, de uma resiliência e capacidade de reinvenção que também vingará neste caso”.

“É mais fácil estabelecer regras para um todo liderado por um guia, do que para um turista individual que não gasta, mas usa. Este é um ponto que carece de estudo por parte das entidades competentes”, Rui Pinto Lopes, CEO da Pinto Lopes Viagens

Rui Pinto Lopes ressalva que “o turismo e a sustentabilidade têm um papel importantíssimo no futuro. Temos de encontrar um equilíbrio entre a margem e a sustentabilidade económica, o planeta e as pessoas”, para acentuar que “estamos a dotar a empresa de políticas, cultura interna e sensibilidade para o turismo responsável”. Neste sentido, “temos vindo, na medida do possível, a adaptar circuitos a esta nova realidade, com o intuito de causar um menor impacto nos locais e nas comunidades visitadas. Estamos a fazer a nossa parte e certamente a Pinto Lopes Viagens e os seus clientes irão no futuro sentir-se orgulhosos do caminho traçado”, disse.

Das cidades europeias para o mundo
No entanto, as medidas que mencionamos e que tanto tem preocupado os profissionais do turismo, principalmente o organizador, nos destinos onde a Quadrante – Operador Turístico atua “são inexistentes”, de acordo com o seu administrador, Jorge Andrade, mas acredita que “em alguns destinos, não demorará muito até à discussão da implementação de algumas medidas que acabam por penalizar os turistas, mas nada como o que se está a observar na Europa”.

Na opinião de Jorge Andrade, “poderia ter sido interessante, antes de aplicarmos taxas e taxinhas, percebermos o que desejamos para os nossos países e para as nossas cidades”, ou seja, “criarmos um plano para darmos resposta que satisfaça quem nos visita, salvaguardando os direitos de um povo ou de determinada população, principalmente a residencial” e se tivermos isso em conta, “tenho a certeza de que na grande maioria dos casos, poderíamos evitar as taxas turísticas e salvaguardar tudo o que concerne com o bem-estar e conforto de quem nos visita, bem como dos que voluntariamente ou involuntariamente são anfitriões”.

Em relação a Portugal, o administrador da Quadrante avançou: “penso que para isso é necessário debatermos com sinceridade e sem nenhum tipo de partidarismo e radicalismo, o que na verdade desejamos para o nosso país e que futuro vamos planear”. E conclui que “era bom que deixássemos de embirrar com uma das mais importantes fontes de riqueza, o Turismo, e encontrássemos forma de a tornar mais eficiente, mas também respeitadora”.

“Analisamos meticulosamente os conteúdos do nosso portefólio de oferta e concluímos que era possível sacrificar alguns segmentos de alguns produtos, garantindo a mesma qualidade”, Ângelo Grilo, Nortravel Tour & Product Coordinator

Rui Pinto Lopes aprova os exemplos apontados e afirma que “são extremamente pertinentes e refletem bem a imagem do que está a acontecer essencialmente a nível de alguns países europeus. O seu impacto é sobretudo visível no preço do circuito cultural, que se está a tornar, cada vez mais, um produto não acessível a todos os viajantes”.

Circuitos culturais em grupo utilizam menos recursos
O CEO da Pinto Lopes Viagens atenta que ainda há um longo caminho a percorrer nesta matéria com vista ao equilíbrio entre as partes, e sublinha que será sempre bom referir que “os circuitos culturais em grupo deixam uma pegada ecológica menor, pois utilizam menos recursos (por exemplo, as deslocações são efetuadas num único veículo) e acrescem substancialmente mais valor com a sua passagem do que o turista ‘de mochila às costas’”. Por isso, “nós, operadores que atuam nesse segmento, temo-nos adaptado às exigências, com a noção de que, na visita às cidades, os turistas têm de caminhar mais, utilizar transportes ecológicos para aceder aos seus centros históricos, etc.”.

Reforça que “tudo isto faz parte de um processo de adaptação que, colocado em prática de forma paulatina e estruturada, terá maior eficácia e aceitação por parte dos viajantes”. Não obstante, “a nosso ver, as autoridades locais, nacionais e internacionais, em alguns pontos específicos, não tinham outra opção senão aplicar tais medidas mais limitativas, face à dimensão que o problema do overtourism adquiriu nos últimos anos”, frisou.

A Lusanova foi o operador turístico que despoletou esta questão, num encontro recente que Luís Lourenço e Tiago Encarnação, administrador e diretor operacional, respetivamente, tiveram com jornalistas e que o Publituris publicou no seu site. Os dois responsáveis estão de acordo que é preciso estimar os centros das cidades, mas tem de haver um pouco de equilíbrio. Tiago Encarnação considerou que “se as limitações começam a ser tão grandes, vai passar a não ser viável o circuito, e o custo começa a ser injustificável”, apontando que “no futuro é um dos maiores riscos que a Europa vai ter pelas limitações que vai impondo pela sustentabilidade das cidades”. No entanto, o diretor operacional da Lusanova lembrou que, uma vez que as cidades europeias precisam muito do turismo, acredita que vai haver um equilíbrio, “embora continuarão a haver medidas mais radicais numas e menos radicais noutras”.

“Temos de compreender que as pessoas viajam cada vez mais, os monumentos continuam a ser os mesmos e, muitas vezes, os acessos continuam a ser os mesmos”, Miguel Jesus, diretor geral da Image Tours

Contudo, o administrador do operador turístico não está tão convencido, argumentando que “com tanto turismo que as idades têm, podem-se dar ao luxo de introduzir essas limitações e exigências. Não sei é se não irão pagar amanhã por isto, mas nós procuramos sempre arranjar alternativas, que é nossa obrigação, porque não podemos parar e temos de oferecer produto ao cliente e de forma mais cómoda possível”, referiu na ocasião, sobre este tema que tem gerado muita discussão.
Habituada a enfrentar desafios ao longo destes 65 anos de vida nada demove a Lusanova, cujos responsáveis asseguraram que a empresa “vai manter o compromisso de sempre que é entregar uma programação diversificada, segura, com destinos onde somos competitivos e onde damos a segurança que é exigida à nossa marca, na melhor relação qualidade-preço”.

Em relação às taxas de cidade, o administrador da Lusanova disse que estão incluídas na programação, apesar de ser um valor elevado, mas quando aumentam de uma hora para outra “não temos justificação para dar ao cliente, que fica sempre mal impressionado e desconfiado o facto de aumentarmos o preço do pacote à última hora, quando o nosso foco é sempre o cliente”.

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Quanto às entradas em monumentos, ao contrário do que acontecia anteriormente, para alguns locais “obrigam-nos a fazer depósitos de garantia, hoje em dia não sei para onde é que não pagamos antecipadamente e caro”, destacou Luís Lourenço, para realçar que “temos o exemplo de Paris que, por causa dos Jogos Olímpicos, exigiram pagamentos com dois anos de antecedência”.

O empresário assumiu que “está cada vez mais difícil elaborar um pacote cultural, com ingressos, cada vez estamos a ter dificuldades porque não são ágeis e não nos dão deadline e, além disso, limitam o número de entradas, mas esta situação está a verificar-se também em Portugal.

São limitações que temos de arranjar engenhos de maneira a contorná-las”. A somar a isto tudo, o turismo está mais caro, as viagens estão inflacionadas, reconheceram os dois responsáveis do operador turístico, avançando que tudo o que são circuitos europeus subiu uns 5% no total do PVP face ao ano passado, tendo em conta que em 2023 o aumento já tinha sido superior.

Circuitos culturais não estão condenados
Rui Pinto Lopes não acredita que todo o circuito esteja condenado por tais limitações. A maior questão que se coloca, a seu ver “prende-se com a análise da pegada ecológica de um grupo ou de turistas individuais sem regras”, para adiantar que “é mais fácil estabelecer regras para um todo liderado por um guia, do que para um turista individual que não gasta, mas usa. Este é um ponto que carece de estudo por parte das entidades competentes”.

Conforme confirmou, a Pinto Lopes Viagens adotou desde a pandemia um número máximo de participantes por grupo (entre 25 e 35, dependendo do segmento e do tipo de viagem)”, acentuando que “o cliente deste tipo de produto não fica penalizado, pois viaja com um operador que conhece as regras em vigor e estrutura as suas viagens em função dessas mesmas regras”.

Já Ângelo Grilo, Nortravel Tour & Product Coordinator, profissional experiente no acompanhamento de grupos, realçou que “o número de rotas e frequência de voos entre cidades europeias cresceu e o resultado foi uma enorme pressão registada em todos os destinos culturais europeus, trazendo enormes desafios às cidades e seus habitantes. Transportes públicos completamente lotados por turistas que impedem os locais de ir para a escola ou donas de casa irem às compras, estão a pôr os cabelos em pé aos habitantes dos centros históricos. Depois, a pressão do Alojamento Local sobre as partes mais turísticas e interessantes das cidades provoca uma desertificação do tecido social e respetiva malha de serviços que compõem a autenticidade cultural de um povo, de um local. Em muitas cidades os turistas praticamente se cruzam apenas com outros turistas, como se todos estivessem dentro de um parque temático, rodeados de um cenário digno de um filme de Spielberg, sem a alma e carisma subjacente a um destino turístico”.

“Poderia ter sido interessante, antes de aplicarmos taxas e taxinhas, percebermos o que desejamos para os nossos países e para as nossas cidades”, Jorge de Andrade, administrador da Quadrante

Assim, não tem dúvidas de que “as autoridades terão de criar cada vez mais medidas para diminuir os fluxos turísticos”, mas como é mais difícil controlar os fluxos de viajantes individuais, “têm sido impostas medidas restritivas ao turismo organizado: limitar o número de pessoas a circular em grupo nas ruas da cidade (por exemplo em Amsterdão); obrigar ao preenchimento de pedidos online para obter permissão de paragem de autocarros em áreas especificas nas cidades (por exemplo Estrasburgo, Roma ou Paris); criação de slots para visitas dos monumentos culturais, com um máximo de número de pessoas por grupo em praticamente todos os monumentos de maior interesse cultural”.

A Nortravel, como assegurou, tem tratado estas novas medidas burocráticas e operacionais com estratégias organizacionais internas, mas acredita que “para ter sucesso é necessária uma articulação proactiva entre quem programa e gere os produtos, e quem executa no terreno. Esse ajuste de procedimentos por parte dos nossos guias-acompanhantes e motoristas de turismo tem dado resultados encorajadores”.

Não colocar a sustentabilidade em causa
Ninguém põe em causa que a sustentabilidade das cidades é fundamental. O CEO da Pinto Lopes Viagens dá como exemplo a ilha de Capri, que se está a tornar um “dormitório para turistas”, que excedem, em muito, os habitantes locais e prejudicam gravemente a disponibilidade de alojamento e a qualidade de vida destes. Por isso diz ser indiscutível e necessárias “medidas para travar esta tendência, mas igualmente necessário um equilíbrio que não asfixie o turismo e a elevada fonte de receita que este representa”.

As taxas estão incluídas nos pacotes da Pinto Lopes Viagens, mas, de momento, não é esse o fator que mais contribui para o aumento generalizado dos preços das viagens, segundo o CEO da empresa. “São sim os efeitos pós-pandemia e decorrentes dos conflitos na Europa e Médio Oriente, como a escassez de mão-de-obra, a inflação e o consequente aumento do custo médio dos serviços”, considerou.

Uma vez que a oferta da Pinto Lopes Viagens é, quase na sua totalidade, outgoing, a sua atividade não é particularmente condicionada pela situação em Portugal. No entanto, “sabemos que Portugal está a seguir o exemplo das principais cidades europeias, estabelecendo regras que impeçam a descaracterização dos seus locais e protejam a qualidade de vida dos seus habitantes, ainda que de forma mais tímida e lenta”.

A consciência ecológica do grupo Ávoris no qual a Nortravel está integrada contribuiu também, segundo Ângelo Grilo, “para alinhar a nossa empresa com o novo mundo da sustentabilidade”, pois “este é o único caminho possível, e o esforço das autoridades que regulam o setor turístico no mundo inteiro tem de ser apoiado pelo tecido empresarial do qual fazemos parte”.

Reconhece que todos estes incrementos nas várias componentes do produto são naturalmente incorporados no PVP do circuito organizado, “criando naturais dúvidas no cliente final se valerá a pena adquirir um pacote turístico’’, mas “essas variações de preços também se registam nas viagens de individuais, por isso o mercado reage da mesma forma que sempre reagiu, escolhendo a melhor relação entre o trinómio preço/qualidade/conteúdo, seja no mercado português ou internacional”.

Na Nortravel, “olhamos para estes aumentos de uma forma criativa. Analisamos meticulosamente os conteúdos do nosso portefólio de oferta e concluímos que era possível sacrificar alguns segmentos de alguns produtos, garantindo a mesma qualidade hoteleira, serviços e guias-acompanhantes.

Sem retirar interesse global aos mesmos, passamos alguns pacotes de oito dias para sete, daí resultando um travão no preço final do pacote”, esclareceu Ângelo Grilo. Além desta estratégia, “a partir de 2022 lançámos no mercado alguns pacotes de 4 dias, respeitando os paradigmas dos produtos Nortravel, e permitindo aos clientes fazer ‘’escapadinhas’’ culturais por valores substancialmente inferiores a pacotes de 7/8 dias. Estes produtos têm tido uma extraordinária aceitação no mercado e estamos a analisar a procura para ajustar a oferta, bem como criar mais produtos em destinos diferentes”, realçou.

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O profissional da Nortravel apontou que, registamos, no entanto, alguma contradição entre o desenvolvimento social e intelectual que resulta do conceito abrangente “inclusão’’ nas sociedades modernas, e a penalização ao movimento de viajantes mais frágeis, mais idosos e com menos mobilidade. Neste sentido, o operador “tem optado, nos últimos anos, por comunicar ao mercado de forma clara, que alguns percursos a pé não são aconselháveis para viajantes com dificuldades de locomoção, e esperamos sempre que o bom senso prevaleça na hora de escolher um itinerário”.

Por outro lado, “assistimos ao incremento das taxas de cidade pagas nas estadias em hotéis, no crescimento dos preços nas entradas dos monumentos, bem como nas autorizações de entrada dos autocarros nos centros das cidades, ou aumento de zonas pedonais nas cidades”. É, como disse, a lei da oferta e da procura, se um produto é apetecível “o seu preço é naturalmente inflacionado”.

Esse aumento de receitas permite entre outros: “pagar para limpar a pegada deixada por milhões de turistas como por exemplo em Veneza, onde segundo a Reuters entraram 20 milhões de turistas em 2023, melhorar a capacidade de exposição dos monumentos, oferecer melhores condições logísticas aos visitantes, regular e pagar o controlo do trânsito em determinados bairros da cidade, como por exemplo no Porto ou Lisboa”.

Uns destinos mais, outros menos
Miguel Jesus, diretor geral da Image Tours conta-nos que no caso concreto do operador turístico que lidera e tendo em conta a sua programação, baseada em destinos do Médio e do Extremo Oriente, “ainda não temos essas dificuldades nem sentimos esse tipo de problema de uma forma tão acentuada”, mas em alguns destinos “o nosso cliente é deixado cada vez mais longe do local que vai visitar, porque cada vez mais se controla as zonas de restrição, o tráfego e tenta-se afastar os turistas um pouco mais”.

E dá o exemplo do Egito “Quando eu comecei a trabalhar com o Egito, os autocarros paravam coladas às Pirâmides, e agora já não acontece, as coisas estão mais controladas, são deixadas em parques de estacionamento com alguma distância e há controlo de segurança, e de entradas bastante rigoroso. Mas digamos que a visita e o itinerário, o programa em si sofre muito poucas alterações”.

Outros destinos da Image Tours, como a Jordânia, Turquia e Índia, “esses problemas ainda não se verificam”, mas Miguel Jesus acentua a questão da subida dos preços das entradas nos monumentos e atrações turísticas, e o grande número de turistas que se concentra muitas vezes ao mesmo tempo no mesmo local, o que tem vindo a aumentar ao longo dos anos. No entanto, refere que “temos de compreender que as pessoas viajam cada vez mais, os monumentos continuam a ser os mesmos e, muitas vezes, os acessos continuam a ser os mesmos, e a visita que durava, se calhar, uma hora, passa a durar uma hora e meia e há mais controlo”.

As concentrações de turistas nos principais monumentos obrigam, obviamente, o operador turístico a fazer uma maior gestão da viagem. O diretor-geral da Image Tours dá outra vez o Egito como exemplo, onde esta situação acontece com bastante frequência. “Nas alturas de época alta ou de grandes concentrações, como são o verão e a Semana Santa, em que se viaja bastante para o Egito, nós próprios, em conjunto com o nosso staff local (temos empresa no Egito), e pela experiência e conhecimento que temos do destino, coordenamos melhor as visitas. O que fazemos é sairmos mais cedo do hotel ou do barco para seremos os primeiros grupos a chegar, ou então a uma hora em que sabemos que o movimento é menor. Isto acontece, nomeadamente, em Luxor, no Templo de Karnak, e no Vale dos Reis, locais com excesso de turistas que, acabam por não tirar partido de toda a riqueza cultural e histórica que esses locais oferecem”.

Quanto aos preços das entradas e, consequentemente das próprias viagens, alterações que, segundo Miguel Jesus, aconteceram no pós-pandemia. Neste caso lembra a inflação que se tem verificado na Turquia, mas também no Egito, que após quase dois anos sem receber turistas, aproveitaram o pós-pandemia para fazer disparar os preços, quer ao nível das visitas, quer da hotelaria. “Nós, logicamente, temos de temos que refletir todos estes valores no preço que apresentamos ao cliente. Não há forma, não há volta a dar”, salientou, para adiantar que as taxas turísticas são os clientes que também pagam. “É uma realidade dos nossos tempos que as pessoas acabam por entender. Também tem muito a ver com os valores que, por enquanto, ainda não afetem muito e as pessoas acabam por compreender”.

Todos querem mais turismo, mas ninguém quer encontrar turistas
Paulo César, responsável pelo Departamento de Grupos da LuxTours, conclui a nossa ronda de contactos com operadores e agências de viagens que organizam circuitos culturais e viagens de grupo. Embora, nos últimos tempos, não tem levado grupos a Veneza ou algumas cidades do Japão onde as recentes restrições ao turismo têm sido muito severas, Paulo César compreende que “é difícil dar a volta a isso, porque cada vez há mais turismo, cada vez há mais turistas”. O paradoxo é que “queremos mais turistas, mas depois não queremos encontrar turistas para os sítios onde vamos, é impossível”, aponta.

O responsável da LuxTours indica que, por exemplo, a ilha grega de Santorini é um sítio que há muito tempo já deviam ter colocado algumas restrições. “É uma ilha lindíssima, a maior parte das pessoas que lá vai, vem a detestar a viagem. Os próprios turistas que lá estão a fazer estadia, ficam a detestar os outros turistas que chegam, que são os dos cruzeiros. Santorini em hora de cruzeiro é um autêntico Metro em hora de ponta, ninguém desfruta de nada, é tudo ao monte”, explicou, avançando que “se calhar as taxas são uma forma de conter esse fluxo, isto fazendo eu papel de advogado do diabo. Vemos também isso em Lisboa e em que há muita gente a não achar muita graça. Há certos sítios que vamos e não encontramos um português. Está tudo completamente desfasado, não tem nada a ver com Lisboa”.

“Não deixámos de vender, os grupos estão cheios, mas não somos nós agentes de viagens que estamos a ganhar mais, os aviões, os hotéis e os serviços é que estão mais caros, a acrescentar às taxas e mais taxas que aparecem cada vez mais. A verdade é que as pessoas têm estado dispostas a pagar, têm pago e não temos razão de queixa”, Paulo César – responsável pelo Departamento de Grupos e Incentivo da LuxTours

Autocarros estacionados longe dos centros. Paulo César exemplifica Roma. “Os autocarros de turismo quase que já não circulam em Roma, tudo o resto temos de fazer a pé. Vou com um grupo agora a Roma, tenho um guia local, mas vamos fazer as deslocações em toda a cidade entre o Metro e a pé, não há outra forma de as fazer. Cria alguns problemas, claro, mas são inultrapassáveis. Enquanto havia pouca gente em Roma, era fácil, mas hoje, se os autocarros forem todos para dentro de Roma, o trânsito não mexe”, reconhece.

Taxas mais altas nos hotéis, foi outro assunto que abordámos com Paulo César: “Em Roma começam nos hotéis de 2 e 3 estrelas com o custo de 6 euros a diária, e vão por ali acima. Isto sai do bolso do cliente, mesmo que estejamos nós a pagar, o cliente já pagou antes, o que torna, sem dúvida, a viagem está mais cara”.

No entanto, muitas vezes a agência de viagens é apanhada de surpresa. “Tenho clientes que vão à Namíbia, o visto que era concedido à entrada era grátis, e a partir de 1 de junho passa a custar 30 dólares, mas quando vendi o produto, no preço da viagem não constava esse montante, e na verdade o cliente quando chegar vai ter de pagar esse valor”, enfatizou, indicando que situações destas acontecem em variadíssimos destinos.

“Subiram todas as entradas em monumentos, e se formos pedir direito de fotografia de filmar, então é mais outra taxa”. Querendo ou não, isto tudo tem impacto no preço da viagem. “Não me lembro das viagens terem atingido valores tão elevados como este ano, mas também porque há muita procura, e as previsões é que sejam ainda mais altas em 2025. Fiz um cruzeiro o ano passado em Miami, este ano fiz outro, na mesma data, exatamente no mesmo navio, da mesma companhia, custou agora mais cerca de 450 euros. É a lei da oferta e da procura”, precisou.

“Não há lugares vazios. Um suplemento de classe executiva, e temos um grupo para o próximo ano a fazer a Austrália e Nova Zelândia em janeiro, a diferença são 7 mil euros, quando antigamente seria de 3 a 4 mil euros. Quem quer compra, quem não quer vai a económica, mas é um exagero”, ressalvou Paulo César, indicando que “não deixámos de vender, os grupos estão cheios, mas não somos nós agentes de viagens que estamos a ganhar mais, os aviões, os hotéis e os serviços é que estão mais caros, a acrescentar às taxas e mais taxas que aparecem cada vez mais. A verdade é que as pessoas têm estado dispostas a pagar, têm pago e não temos razão de queixa”.

Filas e filas, horas de espera que visitar um monumento. O responsável de grupos da LuxTours diz que “as coisas são organizadas antes da partida e há sempre formas alternativas de entrar, ou seja, compramos antecipadamente e vamos para as filas de entrada prioritária que são muito mais pequenas e com hora marcada. Paga-se é mais”, concluiu.

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Turismo

Turismo de Portugal coloca, juntamente com a banca, mais 300 milhões de euros à disposição do setor

O Turismo de Portugal, em conjunto com 12 entidades bancárias, assinou um protocolo que revê e reforça a Linha de Apoio à Qualificação da Oferta Turística 2024 em 300 milhões de euros. A nova linha prevê o aumento do valor máximo a atribuir, por operação, passando de 1,5 milhões de euros para 3 milhões de euros.

Victor Jorge

O Turismo de Portugal (TdP) acaba de rever e reforçar, através da Linha de Apoio à Qualificação da Oferta Turística 2024, o apoio ao setor do turismo nacional, com mais 300 milhões de euros, tendo feito alguns ajustes, passando as empresas a dispor do dobro do valor face à linha anterior, o que equivale, no máximo, a três milhões de euros por operação, num total que não pode exceder 80% do investimento elegível.

Na apresentação desta linha de apoio, Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal, começou por assinalar os 264 projetos financiados com a linha anterior permitiu apoiar, num valor acumulado de 415 milhões de euros de investimento, tendo ainda alocado 212 milhões de euros de financiamento entre aquilo que era a intervenção do Turismo de Portugal e a intervenção das instituições de crédito.

“Esta dimensão e a necessidade de criar e reforçar esta linha vem, de facto, da constatação de que, apesar ou até por força do crescimento que o setor do turismo tem, continua a enfrentar desafios grandes que exigem, por parte das empresas, respostas grandes, nomeadamente naquilo que é a qualificação do seu produto, o posicionamento da sua oferta, aquilo que é a criação atualmente da sua marca, bem como daquilo que é a diversificação da sua proposta de valor”, assinalou Carlos Abade, admitindo que “isso exige investimento constante por parte das empresas”.

Por isso, indicou o presidente do Turismo de Portugal, “é necessário criar condições para que as empresas tenham as melhores condições para poderem investir e responder aos desafios não só da inovação, mas também desafios como a sustentabilidade. E esta questão e esta dimensão e o esforço desta linha vem precisamente neste sentido de dar condições para que as empresas possam continuar a investir, continuar a crescer”.

Constituindo uma linha de crédito, criada entre o Turismo de Portugal e 12 instituições de crédito, trata-se de um financiamento de médio e longo prazo de projetos turísticos que sobretudo qualificam a oferta, Carlos Abade referiu que esta linha faz parte de um conjunto de “instrumentos de apoio público que existem, muito focada no apoio àqueles projetos que qualificam a oferta, mas que o façam, com requisitos de sustentabilidade ambiental e sustentabilidade social”.

Afirmando que se trata de “um modelo de partilha, de liquidez e de risco” entre o Turismo de Portugal e as instituições de crédito, serão estas últimas a realizarem a validação dos projetos e das propostas de valor, tratando-se de um “mecanismo complementar e não de substituição”.

Com o financiamento a ser repartido em 40% pelo TdP e 60% pela banca, sendo que no caso das grandes empresas, a proporção passa para 30% pelo TdP e os restantes 70% pelos bancos, Carlos Abade indicou que as empresas não pagam juros na parcela referente ao Instituto Público, sendo que no caso da banca fica definido que as comissões a cobrar, independentemente da sua natureza, não podem ultrapassar, no seu conjunto, 0,5% do montante do financiamento em dívida concedido.

Nas operações elegíveis, destaque para a requalificação e reposicionamento de empreendimentos, estabelecimentos e atividades; criação de empreendimentos, estabelecimentos e atividades, desde que, cumulativamente sejam implementados nos territórios de baixa densidade, sejam adequados à procura turística atual ou potencial e acrescentem valor à região; projetos de empreendedorismo; e projetos integrados no Programa REVIVE.

Pontos importantes desta nova linha, relativamente à anterior, passam pela elegibilidade das despesas com investimento em alojamento para os trabalhadores da empresam; aumento do valor do prémio de desempenho para um máximo de 35% (PME) ou 15% (não PME) do valor do empréstimo do Turismo de Portugal; parte do valor do prémio (10%) ficar dependente da obtenção de distinção Sustainability Leader no âmbito do Programa Empresas Turismo 360º; bem como no alargamento da possibilidade de enquadramento regulamentar do auxílio do TdP (regime de minimis, apoio a PME e Auxílios com Finalidade Regional”.

Já o secretário de Estado do Turismo (SET), Pedro Machado, recordou que, em 2009, tínhamos cerca de 500 milhões de pessoas no mundo a viajar por motivação turística e que, em 2030, esse número deverá aumentar para 1,3 mil milhões. “Portugal possui três ativos qualificadores que fazem a diferença naquilo que é a nossa perspetiva competitiva: segurança, um sistema de saúde público compatível e confiável para ativos que viajem para o destino, e, finalmente, algo que não é transacionável, mas algo que faz a diferença do ponto de vista daquilo que é a projeção, a promoção e a valorização do destino que são os portugueses”.

Pedro Machado assinalou ainda o que o Governo tem feito face à necessidade de recursos humanos, “lançámos o pacote para as migrações”; no que diz respeito aos problemas de mobilidade e de atratividade internacional, “lançámos o projeto do aeroporto internacional”; no domínio da entrada dos cidadãos estrangeiros, “o Governo está neste momento a resolver o problema dos dados biométricos para que se facilite e diminua o tempo de transição, para facilitar o fluxo destes cidadãos”, fazendo ainda referência ao processo de revisão dos empreendimentos turísticos, revisão da Lei 33.

Pedro Machado assinalou também que, no que toca à qualificação da experiência turística, “ela passa pela estruturação do produto. Esta relação com as Entidades Regionais de Turismo, com as Agências de Promoção Externa, com os Municípios, com as Comunidades Intermunicipais, que hoje também sacam e assacam responsabilidades na componente da estruturação, são para nós um elemento chave”.

A terminar o SET destacou ainda que “a qualificação da oferta passa, igualmente, pelo grau de satisfação das comunidades que recebem o turismo. O turismo tem de ser, deve ser, uma atividade económica forte, desde que ela compense também as comunidades residentes que recebem turistas. A ideia de acrescentar valor, a ideia de acrescentar coesão, a ideia de nós podermos mitigar perceções públicas que comecem a surgir sobre aquilo que é hoje o impacto do turismo, também é uma missão da qualificação da nossa oferta”.

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Destinos

Turismo volta a crescer com EUA a posicionar-se como 3.º mercado

Depois de quebras no mês de abril, o setor do alojamento turístico regressou aos números positivos nas dormidas e hóspedes. Com o mercado britânico a liderar, destaque para os EUA que se posicionam como 3.º mercado emissor, ultrapassando Espanha e França.

Victor Jorge

O setor do alojamento turístico registou 3,1 milhões de hóspedes (2,6 milhões em abril) e 7,7 milhões de dormidas em maio de 2024 (6,5 milhões em abril), correspondendo a subidas de 9,4% e 7,5%, respetivamente, depois de em abril deste ano ter caído 3,7% e 4,3%, pela mesma ordem), revelam os números do Instituo Nacional de Estatística (INE).

As dormidas de residentes totalizaram 1,9 milhões, voltando a aumentar (+7,6%), após o decréscimo de 12,4% em abril, enquanto a evolução registada pelos mercados externos foi de 7,5%, depois de uma quebra de 0,9% em abril, alcançando 5,8 milhões de dormidas.

Os 10 principais mercados emissores representaram, em maio, 77,5% do total de dormidas de não residentes neste mês, destacando-se o mercado britânico (19,1% do total das dormidas de não residentes em maio), o de maior peso, com um aumento de 2,1% face ao mês homólogo, superando as 1,1 milhões de dormidas no quinto mês de 2024.

As dormidas do mercado alemão (11,8% do total), o segundo principal, cresceram 10%, fixando-se nas 680 mil, seguindo-se o mercado norte americano, na terceira posição (quota de 10,1%), com um aumento 17,3%, ultrapassando, com as 585 mil dormidas, o mercado francês (peso de 9,2%), um dos poucos, entre os principais, que decresceram (-1,8%), fixando-se nas 529 mil dormidas, em maio de 2024. No conjunto dos cinco primeiros meses do ano, é de realçar a evolução do mercado norte americano (+16,2%), que assumiu a terceira posição, ultrapassando os mercados espanhol e francês.

No grupo dos 10 principais mercados emissores, destacaram-se ainda os mercados espanhol e canadiano (quotas de 7% e 3,2%, respetivamente) pelos crescimentos mais significativos, +22,5% e +18,2%, pela mesma ordem. O mercado brasileiro (quota de 4,5%) foi o que mais decresceu (-2,1%).

No que diz respeito à performance das regiões nacionais, destaque para o facto de, em maio, todas as regiões terem registado crescimentos nas dormidas. Os aumentos mais expressivos observaram-se, segundo o INE, no Alentejo (+18%) e nos Açores (+17,6%), enquanto os crescimentos mais modestos se registaram no Algarve (+5,2%), na Madeira (+5,6%) e na Grande Lisboa (+5,7%).

As dormidas de residentes apresentaram crescimentos em todas as regiões, com exceção da Madeira (-2,7%). O Alentejo destacou-se com o maior crescimento (+18,7%), seguindo-se o Oeste e Vale do Tejo (+12,6%) e o Centro (+11,4%).

As dormidas de não residentes cresceram em todas as regiões, de forma mais expressiva nos Açores (+21,7%), na Península de Setúbal (+19%) e no Alentejo (+16,9%).

Menos positivos são os dados referentes à estada média que, em maio, ) diminuiu 1,7% (-0,7% em abril) nos estabelecimentos de alojamento turístico, fixando-se nas 2,47 noites.

Este indicador registou os maiores crescimentos nas Regiões Autónomas (+3,5% nos Açores e +1,3% na Madeira), tendo decrescido de forma mais expressiva no Oeste e Vale do Tejo (-3,6%) e no Centro (-2,7%).

Os valores mais elevados deste indicador continuaram a observar-se na Madeira (4,37 noites) e no Algarve (3,80 noites), tendo as estadias mais curtas ocorrido no Centro (1,60 noites) e no Oeste e Vale do Tejo (1,68 noites).

Em maio, a estada média dos residentes (1,81 noites) diminuiu 1,4% e a dos não residentes (2,81 noites) decresceu 1,8%, mostram os dados do INE.

A estada média dos não residentes foi mais longa do que a dos residentes em todas as regiões, tendo a Madeira continuado a registar as estadas médias mais prolongadas, quer dos residentes (2,87 noites) quer dos não residentes (4,73 noites). Para além da Madeira, as estadas médias observadas no Algarve (2,73 noites dos residentes e 4,08 noites dos não residentes) e nos Açores (2,68 noites e 3,33 noites, pela mesma ordem) também ficaram acima das estadas médias nacionais.

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Ryanair critica controlo de tráfego aéreo europeu e pede reforma urgente

A Ryanair veio a público criticar a o controlo de tráfego aéreo europeu e exigir uma reforma urgente para fazer face aos cancelamentos e atrasos nos voos.

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Ao mesmo tempo que pede desculpas aos passageiros pelos excessivos atrasos dos voos e mais de 60 cancelamentos causados pelo fraco desempenho do controlo de tráfego aéreo europeu nos dias 27 e 28 de junho, e que está a afetar todas as companhias aéreas europeias, a Ryanair critica o desempenho das autoridades europeias nesta questão, exigindo uma reforma urgente para que se melhore esta realidade.

Os serviços de controlo de tráfego aéreo, que não beneficiaram da interrupção da greve dos controladores aéreos franceses este verão, continuam a ter um desempenho insuficiente (apesar de o volume de voos estar 5% abaixo dos níveis de 2019) devido a repetidas “faltas de pessoal” e agora a uma “falha de equipamento” no seu centro de Maastricht.

Na quinta-feira, 27 de junho, exemplifica a companhia aérea lowcost, “mais de 30% dos 3.500 voos da Ryanair sofreram atrasos devido a atrasos do controlo de tráfego aéreo”. Já na manhã de 28 de junho, 25% das partidas da primeira vaga da Ryanair (150 de 600 aeronaves) sofreram atrasos devido a “falta de pessoal” e “falha de equipamento” do controlo de tráfego aéreo no centro de Maastricht, assinalando que “estes repetidos atrasos e cancelamentos de voos devidos à má gestão do controlo de tráfego aéreo são inaceitáveis”.

Neal McMahon, diretor de Operações da Ryanair, afirma, em comunicado, que “os serviços de controlo de tráfego aéreo na Europa, neste verão, estão nos seus piores níveis de sempre”.

McMahon adianta ainda que “a Ryanair e muitas outras companhias aéreas europeias estão a ver os seus horários repetidamente atrasados, voos cancelados e passageiros perturbados devido à má gestão do controlo de tráfego aéreo europeu”.

Por isso, apela a Raul Medina, diretor-geral do Eurocontrol, para que “explique por que razão os centros de controlo de tráfego aéreo da Europa estão repetidamente com falta de pessoal e alega agora ‘falhas de equipamento’ no centro de Maastricht, o que está a afetar todas as companhias aéreas europeias. É inaceitável que uma em cada quatro partidas da primeira vaga da Ryanair tenha sido atrasada devido à falta de pessoal do controlo de tráfego aéreo e a falhas de equipamento”.

“Nos últimos três anos, as taxas de controlo de tráfego aéreo na Europa aumentaram em níveis recorde, mas os níveis de pessoal e de serviço continuaram a diminuir. Apelamos à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para que tome medidas no sentido de reformar urgentemente os serviços de controlo de tráfego aéreo na Europa”. E o responsável da Ryanair conclui que, o diretor-geral do Eurocontrol, Raul Medina, deve agora “agir para prestar um serviço eficiente e eficaz aos cidadãos europeus. Estes repetidos atrasos e cancelamentos são inaceitáveis”, reiterando que “estes repetidos atrasos e cancelamentos de voos, que são profundamente lamentáveis, estão fora do controlo da Ryanair”.

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Empresários cabo-verdianos preferem fundos para voos internos em vez de internacionais

O presidente da Câmara de Comércio do Sotavento de Cabo Verde, Marcos Rodrigues, defendeu que o Estado abandone os voos internacionais e que aplique o dinheiro público para solucionar as ligações interilhas.

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Nos voos internacionais nunca houve falta de operadores, nem de ligações, enquanto nos voos entre ilhas as falhas são frequentes, referiu, em declarações à Lusa, Marcos Rodrigues, presidente da Câmara de Comércio do Sotavento de Cabo Verde.

“O Estado tem uma responsabilidade crucial: investir seriamente numa companhia doméstica para resolver os problemas de transportes e esquecer definitivamente a questão dos voos internacionais”, disse Marcos Rodrigues, que preside também ao Conselho Superior das Câmaras de Comércio e Turismo.

“Continuamos a insistir numa companhia aérea internacional, que tem um custo elevadíssimo para o erário público, quando esses valores podiam ser transferidos para uma companhia aérea doméstica robusta que iria revolucionar efetivamente o desenvolvimento de Cabo Verde”, declarou.

O setor doméstico sofre de problemas crónicos: a última concessionária, Bestfly, acumulou problemas devido à falta de aviões e acabou por abandonar o arquipélago em abril.

A TACV (Transportes Aéreos de Cabo Verde), até então dedicada a voos internacionais, entrou de emergência no mercado interno para salvar a operação entre ilhas, mas, apesar de haver uma melhoria global do serviço, mantêm-se várias queixas sobre falhas na operação.

“O transporte doméstico em Cabo Verde ainda não é rentável”, pelo que o dinheiro do Estado que está a ser aplicado em rotas internacionais deve cobrir o défice com o serviço público interno, que nenhum privado irá cobrir, apontou Marcos Rodrigues.

Um problema que não acontece no mercado internacional, acrescentou, em que há várias companhias a ligar o arquipélago ao mundo e com tendência para aumentarem (entrando este ano as companhias ‘low-cost’).

Por outro lado, Marcos Rodrigues disse acreditar que o reforço interilhas deverá gerar ainda mais competição entre operadores internacionais interessados em voar para Cabo Verde e que, a prazo, dinamizando-se o mercado interno, até a operação doméstica poderá ser atrativa para privados.

Tudo depende de uma melhor distribuição de visitantes e eventuais investidores pelas ilhas, disse.

Há muitos anos que “a TACV não apresenta resultados positivos” e “não faz sentido insistir no mercado internacional, com dois aparelhos”, financeiramente suportados com garantias do Estado, acrescentou .

Enquanto o movimento de passageiros e carga internacional tem crescido nos aeroportos do arquipélago, os mesmos números têm caído em relação ao tráfego interno, indicou, refletindo a forma como a falta de ligações internas limita o desenvolvimento do país.

“Temos exemplos de ilhas em todas as partes do mundo” em que “a maior parte delas” não tem companhias nacionais para ligações ao estrangeiro, sem que isso trave “o turismo e o seu nível de desenvolvimento”, acrescentou.

Cabo Verde tem de se questionar: “Quais são as prioridades? Estão onde temos mais problemas, nos transportes aéreos domésticos”, não nos voos internacionais, concluiu o líder da Câmara de Comércio do Sotavento.

O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, anunciou que até final do ano seria criada uma companhia 100% estatal só dedicada aos voos domésticos, com mais aviões, adaptados a cada ilha.

O Governo já anunciou também que vai indicar um novo presidente para a TACV: Pedro Barros, economista e atual presidente do Fundo Soberano de Garantia de Investimento Privado.

A situação tem motivado alertas de vários parceiros internacionais.

Esta semana, o Grupo de Apoio Orçamental (GAO, que junta Espanha, Luxemburgo, Portugal, União Europeia, Banco Africano de Desenvolvimento e Banco Mundial) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) publicaram declarações no mesmo sentido: “melhorar as ligações entre ilhas é crucial para a competitividade do país”.

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SeaWorld Orlando ganha nova montanha-russa familiar a 7 de julho

Considerado a capital das montanhas-russas de Orlando, o SeaWorld Orlando anunciou a data de inauguração da montanha-russa Penguin Trek: 7 de julho. Será uma atração familiar como nenhuma outra e está localizada na nova área Antarctica Realm, que combina imersão, aventura, experiências gastronómicas e loja temática.

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A Penguin Trek irá reinventar a experiência de montanhas-russas familiares com design inovador e percurso emocionante. A atração encantará até os mais pequenos aventureiros, com altura mínima requerida para participar de 1,07 e altura máxima permitida de 1,96m.

Com dois arremessos empolgantes, as velocidades atingem 70 km/h num percurso de mais de 90 metros de trilhos que passam por ambientes internos e externos, apresentando uma série de reviravoltas e surpresas ao longo do caminho. Mas, o verdadeiro destaque está no final da aventura: ao desembarcar, todos irão encontrar dezenas de pinguins num habitat extraordinário. Este desfecho, não apenas emociona, mas também educa, ressaltando o compromisso do SeaWorld com o cuidado e a preservação dos animais.

“A Penguin Trek oferece a combinação perfeita de aventura e educação, permitido que os visitantes se sintam imersos nas maravilhas da região da Antártica enquanto destacamos a nossa dedicação em preservar a vida selvagem. Mal podemos esperar para receber as famílias que irão aproveitar esta nova experiência divertida”, disse Jon Peterson, presidente do SeaWorld Orlando.

Antarctica Realm, área onde fica localizada a nova montanha-russa, foi completamente reimaginada e agora está ainda mais imersiva e divertida, com novos serviços e atrações.

Assim, a Penguin Trek está preparada para continuar o legado do SeaWorld Orlando de expandir os limites da inovação em montanhas-russas para toda a família.

 

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Reclamações dirigidas ao setor do turismo aumentam 30% no 1º semestre

Mais de 2.500 reclamações foram dirigidas ao setor do turismo no primeiro semestre deste ano, correspondendo a um aumento de 30% face a 2023. Cobrança indevida, problemas com reembolsos e cancelamentos, a qualidade da hospedagem/serviço e falta de apoio ao cliente constam das principais queixas. eDreams, TAP e Ryanair são as entidades mais visadas.

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Antes das férias, o Portal da Queixa, que recomenda aos consumidores a pesquisa do Índice de Satisfação das marcas para evitar problemas e reclamações, e efetuou uma análise para aferir quais os principais problemas que estão a assolar, este ano, o setor do turismo.

Segundo os dados analisados no primeiro semestre, a categoria hotéis, viagens e turismo foi alvo de 2582 reclamações, um crescimento na ordem dos 30%, em comparação com o mesmo período de 2023, onde se observaram 1997 queixas.

Os principais motivos relacionam-se com a cobrança indevida, a gerar 30.8% das queixas recebidas. Referem-se a débito de valores não autorizados e não reconhecidos pelos consumidores. Seguem-se as dificuldades com o reembolso, que acolhe 16% das ocorrências e os problemas com o cancelamento de reserva, a absorver 8%.

Na origem de 6.9% das reclamações registadas no primeiro semestre, segundo o Portal da Queixa, está a qualidade do serviço/hospedagem, onde são reportados casos de serviços que divergem dos descritos no momento da contratação do serviço. A reunir 5.8% das queixas contra o setor, o tema apoio ao cliente, com os consumidores a relatam a dificuldade em obter auxílio da entidade para a solução de problemas ou dúvidas.

Entre as subcategorias do setor analisadas na pesquisa, estão as companhias aéreas, os sites de reserva de viagens e os de reservas de alojamento, as agências de viagens e os aeroportos.

O Portal da Queixa relata que no Top 5 das entidades do setor com o maior número de reclamações, figuram três companhias aéreas (TAP, Ryanair, Easyjet); um site de reservas de viagens (eDreams) e um site de reservas de alojamento (Booking).

A ANA — Aeroportos de Portugal ocupa a sétima posição no ranking das mais reclamadas. Recorde-se que, uma análise recente do Portal da Queixa aferiu que o nível de insatisfação dos passageiros relativamente ANA está a aumentar. Este ano, a gestora dos aeroportos nacionais viu subir em 28% o número de reclamações. Longas filas de espera, má organização, falta de informações e mau atendimento são as principais ocorrências registadas no Portal da Queixa.

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Turismo de Portugal alerta para fim da validade do selo Clean&Safe

Apesar da validade do Selo Clean&Safe estar a chegar ao fim, o Turismo de Portugal vai continuar a disponibilizar no seu website “várias ferramentas de apoio, como guias e modelos de planos de ação, para melhor gestão de eventuais situações de crise”.

Inês de Matos

A validade do selo Clean&Safe, lançado em 2020, na sequência da pandemia da COVID-19, termina no final de junho de 2024, alerta o Turismo de Portugal, que faz um balanço da vigência desta ferramenta que visou distinguir as empresas de turismo que adotaram práticas de saúde pública que lhes permitiram operar em segurança.

“A validade do selo terminou quatro anos após a sua criação, em junho 2024. Nessa sequência extinguiu-se a plataforma digital Portugal Clean & Safe e a informação relevante passa a ser disponibilizada no site do Turismo de Portugal, continuando-se a contribuir para a promoção de Portugal como destino turístico seguro”, lê-se numa nota informativa publicada no website do Turismo de Portugal.

O Turismo de Portugal indica que, caso venham a existir novas “situações adversas de saúde pública, de fenómenos extremos e riscos coletivos, ou de constrangimentos internacionais”, as empresas podem encontrar no seu website “várias ferramentas de apoio, como guias e modelos de planos de ação, para melhor gestão de eventuais situações de crise”

O Turismo de Portugal recorda que o primeiro caso de COVID-19 em Portugal foi confirmado a 2 março 2020, o que “exigiu uma atuação rápida do setor do turismo para se adaptar à situação”, motivo pelo qual, em abril de 2020, o Turismo de Portugal, juntamente com vários parceiros, criou o Selo Clean & Safe para “promover a confiança em Portugal como destino turístico”.

“O Selo reconhecia os estabelecimentos e atividades que assumissem o compromisso de cumprir as recomendações emitidas pela Autoridade Turística Nacional, em articulação com as orientações da Direção-Geral da Saúde, para reduzir riscos de contaminação pela COVID-19”, acrescenta o Turismo de Portugal.

Após o lançamento do selo, o Turismo de Portugal lançou ainda, como complemento a esta ferramenta, a plataforma digital Portugal Clean & Safe que possibilitava a adesão ao Selo, disponibilizando informação sobre os aderentes, assim como “conteúdos relevantes em português e inglês”, e possibilitando ainda a avaliação da experiência pelos turistas.

No ano após o lançamento do selo Clean&Safe, o Turismo de Portugal, em parceria com a Direção-Geral da Saúde e a NOVA Medical School, atualizou os requisitos para a adesão ao selo, que se manteve, no entanto, gratuito e opcional.

“Um ano após a sua criação, numa parceria com a Direção-Geral da Saúde e a NOVA Medical School, o Turismo de Portugal atualizou os requisitos para adesão ao Selo Clean & Safe, que continuaria opcional e gratuito, mas ainda mais simples e ágil, com conteúdos informativos reforçados e disponíveis na plataforma digital Portugal Clean & Safe”, explica o Turismo de Portugal, explicando que, nessa altura, o selo passou a ser válido por mais um ano, até abril de 2022.

Segundo o Turismo de Portugal, o selo atualizado resultou da “evolução da situação pandémica e dos conhecimentos técnicos e científicos, entretanto adquiridos, adaptando-se às exigências no domínio da Saúde Pública”, sendo que, a partir de junho de 2021, as entidades aderentes ao Selo Clean & Safe passaram também a estar abrangidas pelo European Tourism COVID-19 Safety Seal.

Em 2022, o Selo Clean&Safe alargou o âmbito a outras eventuais “crises de saúde pública (outras pandemias além da COVID-19 ou ondas de calor), bem como uma nova dimensão de segurança transversal às atividades turísticas, abrangendo possíveis situações de risco decorrentes de fenómenos extremos e riscos coletivos (incêndios rurais, inundações, secas, sismos e tsunamis) e de constrangimentos internacionais (cibersegurança, refugiados e guerra)”.

“Nesse contexto contou com várias parcerias técnicas especializadas, nomeadamente, com a NEST-Centro de Inovação do Turismo, a AGIF – Agência Gestão Incêndios Rurais, a Autoridade Nacional Emergência e Proteção Civil e novamente com a NOVA Medical School. O Selo continuou opcional e gratuito, sendo válido por mais dois anos, até junho de 2024”, indica ainda o Turismo de Portugal.
Em outubro de 2022, o Selo Clean&Safe foi ainda premiado nos EEPA 2022 – European Enterprise Promotion Awards, na categoria Empreendedorismo Responsável e Inclusivo.
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Living Tours com novos roteiros e experiências do turismo de bem-estar em Portugal e Espanha

O operador turístico Living Tours volta as atenções para os territórios português e espanhol com o anúncio de novos circuitos turísticos, com destaque para retiros e experiências de turismo de bem-estar.

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A Living DMC, empresa de gestão de destinos integrada no grupo Living Tours, acaba de anunciar o lançamento de uma nova plataforma com uma oferta renovada para quem procura explorar Portugal e Espanha de uma forma personalizada. Seja em contexto corporativo ou familiar, a organização de itinerários assegura um serviço chave na mão, incluindo o transporte para transferes privados e o alojamento em hotéis de referência.

Por detrás de cada experiência encontra-se uma equipa de cerca de 200 membros especializados, liderada por Rui Terroso, CEO e fundador da Living Tours, que explica que “privilegiamos uma abordagem cuidadosa e próxima, de modo a irmos ao encontro das preferências individuais de cada cliente. Toda a nossa estratégia nesta área de negócio está assente em três pontos essenciais: propostas de experiências excecionais, a um preço acessível, com um suporte atento e permanente”.

Reconhecendo a crescente tendência de turismo de saúde e bem-estar, a empresa encontrou a oportunidade para a criação de circuitos que combinam tratamentos de saúde com experiências turísticas mais tradicionais. Ao optar por esta abordagem, os viajantes podem desfrutar de cuidados médicos de excelência – incluindo programas de terapias alternativas e retiros de yoga – e, ao mesmo tempo, explorar as atrações culturais, gastronómicas e naturais de lugares como Cúria, Vidago, Monfortinho e Pedras Salgadas.

No país vizinho, a Living DMC apresenta uma oferta de experiências e itinerários alargada, passando por cidades como Barcelona, Madrid e Valência, mas também por destinos menos habituais e igualmente apetecíveis. Destaca-se o País Basco, cuja procura tem sido crescente, com novos circuitos que exploram cidades como Bilbau, passando pelos seus pontos turísticos locais e gastronómicos, e San Sebastian, cujas paisagens naturais e praias paradisíacas fazem deste o local indicado para um refúgio à beira-mar.

O portefólio da Living DMC destaca igualmente novos itinerários de oito dias em Portugal e Espanha, com paragens em Lisboa, Sintra, Fátima, Coimbra, Aveiro, Porto, Nazaré e Óbidos, bem como Madrid, Toledo, Córdoba, Sevilha, Ronda e Granada. Durante as estadias, todos os tours e passeios são privados e incluem acomodação em hotéis de quatro estrelas.

 

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Turismo do Alentejo e do Ribatejo marcam presença na FIA Lisboa 2024

As regiões do Alentejo e do Ribatejo marcam presença, pela primeira vez, na Feira Internacional de Artesanato de Lisboa, no qual pretendem “potenciar o valor do nosso património junto do mercado nacional e internacional”, afirma José Santos, presidente da ERT.

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A Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e do Ribatejo reforça a estratégia de promoção dos dois destinos ao marcar presença, pela primeira vez, na Feira Internacional de Artesanato de Lisboa (FIA), de 29 de junho a 7 de julho, na FIL, no Parque das Nações.

Localizado no Pavilhão 2, no stand 2C09, o espaço partilhado pelo Alentejo e Ribatejo irá representar as tradições de quem se dedica ao artesanato das duas regiões. Todos os dias, os visitantes terão a oportunidade de assistir ao trabalho ao vivo dos artesãos e artesãs. Aos sábados, o Cante Alentejano irá trazer à FIL as melodias e poesias executadas por grupos corais amadores e que são consideradas Património Cultural Imaterial da Humanidade desde 2014.

Do Alentejo, estarão presentes vários ofícios, como a Olaria pedrada e os bordados de Nisa, o figurado de Estremoz, o trabalho ferro forjado da Vidigueira, as flores em papel de Campo Maior e os capotes de Évora. Do Ribatejo, o trabalho em brunho, de Santarém; as artes decorativas e pintura de Almeirim e os trabalhos em lã da Chamusca também terão lugar no stand da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e do Ribatejo. Nos nove dias, irão passar pelo espaço do Alentejo e Ribatejo o total de 36 artesãos.

“A decisão de estarmos presentes na FIA 2024 enquadra-se na estratégia de promoção das tradições e do saber das artes e ofícios do Alentejo e Ribatejo. Esta é a maior feira de artesanato da Península Ibérica e a segunda maior da Europa e que atrai mais 40 mil visitantes. É, sem dúvida, um evento da maior relevância, no qual pretendemos potenciar o valor do nosso património junto do mercado nacional e internacional”, afirma José Santos, presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo.

No último fim de semana da FIA Lisboa, nos dias 6 e 7 de julho, a Entidade irá promover um passatempo, através do qual o vencedor da frase mais criativa, por cada região, será premiado uma estadia de duas noites numa unidade hoteleira.

De referir que a 36.ª edição da FIA Lisboa conta com mais de 500 expositores confirmados, cerca de 30 países com produtos de excelência, num espaço total 30.000 m2 de exposição de artesanato nacional, internacional, uma área da gastronomia e um cartaz musical diário.

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Grupo SATA lança Satinhas como nova mascote

O Grupo SATA lançou uma nova mascote para miúdos e graúdos, o Satinhas, um jovem piloto aviador que vai passar a acompanhar as ações do grupo de aviação açoriano especialmente dirigidas a crianças e jovens.

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O Grupo SATA lançou uma nova mascote para miúdos e graúdos, o Satinhas, um jovem piloto aviador que vai passar a acompanhar as ações do grupo de aviação açoriano especialmente dirigidas a crianças e jovens.

“O “Satinhas” desembarcou pela primeira vez no Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada (São Miguel, Açores) e não passou despercebido ao olhar dos mais jovens passageiros que se cruzaram com ele. A sua aparição surpresa desencadeou uma onda de abraços e de acenos por parte dos passageiros que desembarcavam dos voos provenientes, em particular, da América do Norte”, refere o Grupo SATA, em comunicado.

O Satinhas foi, no entanto, apresentado numa ação que decorreu no Jardim Zoológico de Lisboa e que incluiu um encontro com os meninos e meninas de um Centro de Acolhimento Voluntário.

O Grupo SATA revela ainda que, no âmbito do programa “Junho, o Mês das Crianças”, as companhias aéreas já realizaram visitas de estudo ao Hangar de Manutenção e Engenharia da SATA Air Açores, proporcionaram um batismo de voo a uma turma da Escola Básica das Lajes do Pico, visitas acompanhadas ao Zoológico de Lisboa, assinalaram o Dia da Criança com a oferta de uma bolsa lúdica a bordo dos seus voos e lançaram uma campanha de oferta de 500 milhas a todos os membros do programa SATA IMAGINE Kids.

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