BTL não é apenas uma feira de turismo, mas espaço de promoção, de negócios e de conhecimento, afirmou Nuno Fazenda
O secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda, afirmou que a BTL “não é apenas uma feira de turismo, é um ponto de promoção que promove a nossa oferta turística nacional, o país e as regiões, bem como as nossas empresas, mas é também um espaço que gera negócios”.

Carolina Morgado
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No encontro com o trade, que serviu para apresentar a edição de 2024 da Bolsa de Turismo de Lisboa e premiar os que mais sobressaíram na edição deste ano, o governante agradeceu “o trabalho notável que a BTL tem feito ao longo de toda a sua história na afirmação e promoção do turismo português”, e na sua vertente de negócios recordou que foram mais de 100 compradores estrangeiros que estiveram na Feira, na última edição, de 25 mercados internacionais para gerar negócios, são mais de 60 mil participantes que estiveram o ano passado, para também gerar negócios e promover o turismo português.
Além disso, o maior evento anual do turismo português também gera conhecimento porque, segundo Nuno Fazenda, realiza muitas conferências, vários fóruns e workshops, em que as tendências do turismo são debatidas e discutidas. No entanto, não esqueceu que é também “um ponto de encontro onde todo o setor do turismo, as diferentes regiões e todos os subsetores do turismo se encontram e por isso, é sempre um momento de festa de afirmação do turismo português”, para destacar que “se o turismo se tem afirmado e crescido nos últimos anos, também se deve ao papel da BTL”.
Sobre os premiados, o secretário de Estado disse, na sua intervenção que “tivemos a oportunidade de assistir à entrega de vários prémios e distinções que ilustram a excelência do nosso turismo, uma vez que foram reconhecidas várias empresas de diferentes setores, e foram também reconhecidas personalidades e dessas também tenho de prestar a minha homenagem”, e destacou Luís Araújo que, nas suas palavras “foi um presidente do Turismo de Portugal de alto nível e o Governo está reconhecido por todo o trabalho que fez pelo setor do turismo nos últimos sete ano, com uma equipa forte e coesa, que projetou e promoveu o turismo do país”.
Avançou que hoje temos uma nova liderança no Turismo de Portugal com Carlos Abade, “uma equipa muito qualificada, competente, com provas dadas, para novamente poder continuar a projetar o turismo do país, mas trabalhando sempre, como tem sido feito, com as regiões e com as empresas, porque só em conjunto conseguiremos ser vendedores”, defendeu Nuno Fazenda.
O governante enalteceu que “o turismo tem sido um setor vencedor, resiliente e de excelência que tem crescido, tendo parado apenas nos anos da pandemia”, realçando que em 2022 “tivemos o melhor ano de sempre e já neste quadrimestre tivemos os primeiros quatro meses de sempre na história do nosso turismo”. Lembrou que estes resultados “devem-se ao setor, às empresas do turismo, aos trabalhadores, às instituições e às regiões, num esforço e resultado coletivo”.
No entanto, Nuno Fazenda sublinha que “não nos damos por satisfeitos”, isto porque “queremos continuar a crescer com sustentabilidade, com autenticidade e inclusão”. Por isso “é que queremos ter turismo em todo o território e ao longo de todo o ano, olhando e apoiando as principais regiões turísticas do país, mas puxando também pelas outras menos desenvolvidas”.
O secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços terminou a sua intervenção frisando que “é por isso mesmo que temos lançado instrumentos para apoiar as nossas empresas com 400 milhões de euros, instrumentos de diferenciação positiva para o interior e promoção turística”, concluindo que “temos uma estratégia muito bem definida para o país, temos os recursos financeiros, mas só voltaremos a ser vencedores se continuarmos a trabalhar em conjunto”.