Situação económica na restauração e alojamento agrava-se, diz a AHRESP
Em janeiro, metade das empresas da restauração registaram quebras acima dos 40% e um terço das de alojamento tiveram quebras acima dos 60%, ainda por razões associadas ao fenómeno pandémico, revela o último inquérito levado a cabo pela AHRESP.

Publituris
Descobrir o Algarve através de 18 experiências de Turismo Industrial
easyJet assinala 10.º aniversário de base no Porto com oferta de descontos
ISCE reúne 34 parceiros na “Global Tourism TechEDU Conference 2025”
AVK adquire Pixel Light e consolida liderança no setor audiovisual
Air France opera até 900 voos por dia para quase 190 destinos no verão 2025
ARPTA com nova liderança
Iberia reforça ligações a Roma, Paris e Viena
Os 3 dias do RoadShow das Viagens do Publituris
SATA lança campanha para famílias com tarifa gratuita para crianças
Indústria do turismo dos EUA preocupada com queda nas viagens domésticas e internacionais
O ano 2022 “começou pior que 2021 para as empresas da restauração, similares e do alojamento turístico”, alerta a AHRESP, que refere que, em janeiro, metade das empresas da restauração registaram quebras acima dos 40% e um terço das de alojamento tiveram quebras acima dos 60%, ainda por razões associadas ao fenómeno pandémico.
Esta é uma das conclusões do mais recente Inquérito AHRESP realizado no decorrer do mês de fevereiro, e representativo dos setores da restauração, similares e do alojamento turístico, em todo o território nacional. Segundo a Associação, as quebras na faturação resultam em muito dos efeitos diretos do pico da quinta vaga da pandemia.
De acordo com o inquérito, 78% das empresas de restauração e similares e 37% das empresas de alojamento já tinham tido trabalhadores infetados. 51% e 19%, respetivamente, tiveram mesmo de encerrar por um período nunca inferior a sete dias por esse motivo.
Em consequência deste ambiente, o inquérito revelou, de novo, um aumento das intenções de insolvência, chegando mesmo a duplicar nas empresas de restauração. Hoje, 31% das empresas de restauração e similares ponderam mesmo encerrar definitivamente. A situação é menos gravosa no alojamento, com 8% das empresas a referirem esta intenção.
Uma das preocupações sentidas nos últimos tempos tem sido a notória dificuldade de contratação de profissionais para estes setores. Das empresas de restauração que tiveram necessidade em contratar novos colaboradores, 90% tiveram fortes dificuldades em consegui-lo. As funções com maior dificuldade de contratação foram 75% para profissionais de cozinha e 72% para profissionais de mesa/balcão.
Tais dificuldades também se fizeram sentir no alojamento, apresentando o inquérito que 78% das empresas sentiram dificuldades na contratação, especialmente para as funções de limpeza, cozinha e receção.
Muito relevante ainda é o facto de 52% das empresas da restauração e 28% do alojamento referirem que tiveram de adiar investimentos por terem dificuldades em contratar recursos humanos.
A Associação espera que estes dados, registados neste último inquérito, “consigam chamar a atenção e sensibilizar o Governo para as medidas que apresentou recentemente” e que “são inevitáveis para permitir às empresas acompanhar a esperada e desejada retoma da atividade económica”.