Portugueses viajaram e gastaram mais este verão mas ainda sem atingir valores de 2019
Dados do mais recente summer report da Revolut indicam um aumento das viagens dos portugueses para o estrangeiro e dos gastos além fronteiras, mas ainda sem alcançar os níveis de 2019.

Publituris
Soltour reforça operação para a Tunísia com voos de Lisboa e do Porto
4º Encontro da Rede das Estações Náuticas de Portugal reúne 170 participantes em Odemira
GEA faz balanço positivo das suas reuniões regionais
Mercado das Viagens promove ciclo de formações
2024 regista novo recorde nas reservas no AL
Procura por alojamento na Páscoa em Portugal cresce 22,1% com tarifa média diária a subir 13,7%
Lisboa e Porto Alegre voltam a estar ligadas com voos da TAP
90% dos gestores de viagens empresariais já utilizam IA, mas “muitos continuam a enfrentar obstáculos”
ITA Airways junta-se à aliança de aviação Star Alliance
Caminhos Cruzados amplia leque de experiências enogastronómicas
Os portugueses voltaram, este verão, a viajar para fora do país e gastam mais que no ano passado, mas os indicadores continuam ainda abaixo dos valores do período pré-pandemia, indica o summer report da Revolut, a app financeira que conta com mais de 15 milhões de clientes em todo o mundo,
De acordo com o relatório da Revolut, entre 1 de junho e 31 de agosto de 2021, mais de 52 mil portugueses viajaram para o estrangeiro, o que representa “um incremento de 170% no número de utilizadores únicos face a igual período do ano anterior”, enquanto o “número de transações foi superior em 195% e os valores gastos também dispararam em mais de 200%”.
O estudo apurou também que, neste período, os portugueses “transacionaram mais de 23 milhões de euros nas suas deslocações e compras no estrangeiro, um valor que compara com cerca de sete milhões transacionados em igual período do ano passado”, sendo que, cada cliente, realizou gastos, em média, no valor de 500 euros.
Entre os países preferidos pelos portugueses, a Revolut apurou que foi a Espanha que se destacou, “com mais de 16 mil pessoas a visitar o país vizinho”, seguindo-se o Reino Unido, França e Itália.
Restaurantes, Compras, Transportes e Viagens foram as categorias em que os portugueses mais gastaram, ainda que o relatório da Revolut indique que também os gastos em saúde aumentaram, tendo duplicado face a período homólogo, o que se pode explicar pelo facto de ainda ser necessário apresentar um teste negativo à COVID-19, caso o viajante não possua o certificado de vacinação.
Já o valor gasto nas viaturas no estrangeiro disparou quase 500% em 2021 face a 2020, com mais de 1.700 clientes a depender do aluguer de um veículo para as suas deslocações fora do país, enquanto os gastos em reservas de hotéis aumentaram 470%, seguindo-se as reservas de apartamentos, cujos gastos aumentaram 300% face a igual período do ano passado.
“O impacto da vacinação na população portuguesa e o alívio das restrições para voos no espaço Europeu foi notório na divisão dos gastos de verão. Quando entre junho e agosto de 2020, 78% das transações foram domésticas e 22% foram no estrangeiro, nos mesmos meses de 2021, 56% das transações foram feitas em Portugal e 44% foram feitas no estrangeiro”, indica o relatório da Revolut.
Já a faixa etária que mais pagamentos realizou com cartões Revolut foi a dos utilizadores jovens, entre 25 e 34 anos, seguindo-se as faixas etárias dos 35 aos 44 anos e dos 45 aos 54 anos.
Ainda que os portugueses tenham voltado a viajar e que os gastos além fronteiras também tenham aumentado, os acréscimos registados continuam, no entanto, abaixo dos níveis de 2019, quando a pandemia da COVID-19 ainda não tinha começado e um maior número de portugueses optava por viajar para o estrangeiro.
“Apesar da recuperação em 2021 face a 2020, os gastos dos portugueses no estrangeiro ainda não regressaram aos níveis pré-COVID. O verão de 2021 face a igual período de 2019 ainda regista quebras de 5% no número de portugueses a viajar – então foram cerca de 55 mil pessoas. O número de transações também é, ainda, cerca de 13% inferior ao último verão sem restrições, altura em que a divisão entre gastos apresentava um rácio de 69% de pagamentos no estrangeiro e 31% em solo doméstico”, aponta o relatório.