Destinos

Especial 2017| Aberturas, aquisições e encerramentos

Em 2017, o sector turístico voltou a mostrar um forte dinamismo, com a abertura de novos negócios e a aquisição de outros, num ano que ficou ainda marcado por alguns encerramentos.

Inês de Matos
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Especial 2017| Aberturas, aquisições e encerramentos

Em 2017, o sector turístico voltou a mostrar um forte dinamismo, com a abertura de novos negócios e a aquisição de outros, num ano que ficou ainda marcado por alguns encerramentos.

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Distribuição

Em 2017, o sector turístico voltou a mostrar um forte dinamismo, com a abertura de novos negócios e a aquisição de outros, num ano que ficou ainda marcado por alguns encerramentos.

Transportes
Na área dos transportes, 2017 trouxe diversas novidades. Na aviação, o ano ficou marcado pela abertura de rotas aéreas da China e dos EUA, entre várias outras novas ligações, mas também pela insolvência de companhias aéreas.
No caso da TAP, as aberturas de rotas foram diversas, num total de 11 – Abidjan, Toronto, Estugarda, Gran Canaria, Alicante, Budapeste, Bucareste, Colónia, Lomé, London-City e Fez.
Mas, em 2017, a TAP reabriu também o seu lounge no aeroporto de Lisboa, em Julho, e voltou a ter o Estado como principal accionista, depois do Conselho de Ministros ter aprovado a minuta que formalizou a operação. Em Setembro, a companhia mudou ainda de nome, passando a TAP Air Portugal, designação que esteve já presente na ABAV’17, em São Paulo.
As novidades da aviação foram muito além da TAP. Em Lisboa, o ano ficou marcado pelo regresso da Delta Air Lines, que retomou a rota entre Lisboa e Nova Iorque a 26 de Maio, e pela operação da Beijing Capital Airlines, a primeira companhia aérea a lançar voos directos da China, com três ligações por semana, com inicio a 26 de Julho, que foi apresentada como a “rota da seda do século XXI”.
2017 trouxe novidades também nos restantes aeroportos nacionais. O Porto passou a contar com rotas para Argel, Amesterdão e Casablanca, enquanto Faro ganhou voos para Budapeste, para as cidades francesas de Nice e Lille, para Varsóvia e para Dresden, Erfurt, Muenster e Nuremberga. Destaque ainda para a operação da Scandinavian Airlines (SAS), que passou a voar entre Faro e Estocolmo, neste Inverno IATA.
Na Madeira, o ano arrancou com o anúncio de uma operação da Iberia à partida de Santiago de Compostela, em Julho e Agosto, enquanto a Jet2.com iniciou, em Abril, uma ligação desde Londres-Stansted. Destaque ainda para os voos da Eurowings desde Dusseldorf e da easyJet à partida de Genebra, que tiveram início a 1 de Novembro.
Já nos Açores, 2017 marcou o fim das ligações da easyJet entre Lisboa e Ponta Delgada, cujo último voo decorreu a 28 de Outubro.
Na aviação, o ano ficou ainda marcado pelas insolvências da Alitalia, no início de Maio, e da airberlin, em meados de Agosto, enquanto a Monarch, que tinha lançado voos para o Porto em Abril, declarou falência e o fim imediato de todos os voos, em Outubro.  A 15 de Dezembro, cessaram ainda as operações da Niki, companhia low cost que pertencia à airberlin.
A nível internacional, destaque também para o lançamento, em Março, da LEVEL, companhia aérea low cost de longo curso do International Airline Group (IAG), que começou a voar desde Barcelona, em Junho, bem como da Joon, a nova companhia do Grupo Air France/KLM, dedicada aos millennials, que lançou voos para Lisboa e Porto no início de Dezembro.
Além da aviação, 2017 trouxe novidades também nos cruzeiros. A MSC Cruzeiros inaugurou, em Junho, o MSC Meraviglia, e já no final do ano chegou o MSC Seaside, “o navio que segue o sol” e que vai operar nas Caraíbas. A Pullmantur renovou o Monarch e a Silversea investiu 34 milhões de euros na remodelação do Silver Cloud, que vai realizar expedições polares.
Falando ainda de cruzeiros, destaque também para a abertura do novo Terminal de Cruzeiros de Lisboa, inaugurado a 10 de Novembro pelo primeiro-ministro, num investimento de 77 milhões de euros, que pretende afirmar a capital no segmento dos cruzeiros.

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Destinos
No que aos destinos portugueses diz respeito, o ano ficou marcado sobretudo por inaugurações e aberturas de novos espaços de eventos, desporto, centros interpretativos, comerciais e de lazer.
Logo no segundo mês do ano, Lisboa assistiu à inauguração Pavilhão Carlos Lopes. Reaberto a 17 de Fevereiro, após uma reabilitação que manteve a sua história e o transformou num espaço multiusos, o novo Pavilhão Carlos Lopes motivou um investimento de oito milhões de euros, por parte da Associação de Turismo de Lisboa.
No mesmo dia da reabertura do Pavilhão Carlos Lopes, entrou também em funcionamento o Centro Internacional de Alto Rendimento da Marina de Vilamoura, no Algarve, dedicado à vela e, no mês seguinte, foi a vez de abrir o Casino de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, Açores. A infraestrutura era aguardada há muito e disponibiliza 51 máquinas e mais de 200 jogos.
Em Maio, Seia ganhou um novo Centro de BTT para apoio aos praticantes da modalidade, inaugurado no dia 14, poucos dias antes do novo Parque Aventura de Vila Real de Santo António, aberto a 17 de Maio.
Com o Verão à porta, abriu também a primeira praia do Grande Lago Alqueva, no Centro Náutico de Monsaraz, inaugurada a 1 de Junho, num mês que ficou ainda marcado pelo golfe, com a abertura do campo de 18 buracos do West Cliffs Resort, perto de Óbidos.
Em Castelo Branco, o bordado tradicional passou a contar com um Centro Interpretativo, espaço que foi inaugurado a 25 de Julho, pelo ministro da Cultura, e que pretende divulgar e promover esta peça artesanal. No dia seguinte, 26 de Julho, foi o Douro que ganhou um novo acesso directo, com a inauguração do Cais do Ferrão, junto à Quinta Nova, em Sabrosa.
No Dia Mundial do Turismo, o grande destaque foi para a inauguração da Experiência Pilar 7 – Centro Interpretativo da Ponte 25 de Abril, uma nova atracção para os turistas que visitam Lisboa, que motivou um investimento de 5,3 milhões de euros e que integra um miradouro panorâmico à altura do tabuleiro rodoviário e uma experiência de realidade virtual no pilar da ponte, localizado na Avenida da Índia, em Alcântara.
Já no fim do ano, a 21 de Novembro, foi a vez do Freeport Lisboa Fashion Outlet apresentar o resultado das remodelações que permitiram aumentar a área comercial do centro, que se quer afirmar como o “melhor destino de compras de moda em Lisboa”.

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 Agentes e operadores
Novidades não faltaram também no que diz respeito ao mundo das agências de viagens e operadores. As aberturas de agências foram constantes e, logo nos primeiros dias de Janeiro, a Orbita Viagens abriu o seu 20.º balcão, em Braga. Poucos dias depois, a 11 de Janeiro, o Grupo Flagworld anunciou a adquisição das agências Meliá em Coimbra, Leiria, Lisboa e Loulé.
No início de Fevereiro, foi a vez do grupo Mercado das Viagens abrir uma nova agência em Guimarães, enquanto a Bestravel abriu a sua 17.ª agência no distrito de Lisboa, a 23 de Fevereiro, localizada em Campo de Ourique. A abertura de agências continuou em Março, com a Abreu a abrir uma loja no GuimarãeShopping e a Bestravel a inaugurar outro espaço em Lisboa, concretamente nas Picoas.
Em Abril, o destaque foi para o anúncio da MTS Globe, que adquiriu parte da Desert Gate, como forma de acelerar o seu crescimento na região dos Emirados Árabes Unidos, Omã e Qatar e, a terminar o primeiro semestre, o Grupo GEA anunciou a entrada no Peru, contando com um total de 10 agências de viagens no País, enquanto a Picos de Aventura iniciou operações na ilha Terceira, Açores, depois de 14 anos de actividade apenas em São Miguel.
Já em pleno Verão, a 29 de Agosto, chegava o anúncio de que a American Express Global Business Travel, representada em Portugal pelo Grupo Travelstore, tinha adquirido a Banks Sadler, multinacional de gestão de eventos sediada em Londres, que passou a integrar a divisão de reuniões e eventos da empresa americana.
Setembro voltou a ser marcado pela abertura de novas agências, com a TopAtlântico a inaugurar uma loja no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, enquanto a Bestravel anunciava a abertura de quatro agências até ao fim do ano, na Maia, Chaves, Odivelas – Colinas do Cruzeiro e Lisboa – Bairro Azul, tal como o grupo Mercado das Viagens, que anunciou, a 17 de Outubro, a abertura de quatro agências no sul do país, passando a contar com 16 unidades. Já a EmViagem inaugurou, a 13 de Outubro, uma agência em Ponta Delgada e a Bestravel abriu, a 24, o seu primeiro centro de formação, nas instalações do master franchising, em Lisboa.

Em Novembro, o Grupo Barceló através da marca Avoris assumiu a marca Latitudes do Grupo Globalia e a distribuição dos destinos de longo curso para os quais a companhia aérea Air Europa não voa, além de ter adquirido também a Halcón Viagens em Portugal, numa operação divulgada a 20 de Novembro.

Hotelaria
Mas 2017 foi definitivamente o ano da hotelaria, marcado por sucessivas aberturas e aquisições, ainda que tenham existido alguns encerramentos.
O mês de Janeiro trouxe as aberturas do Eurostars Cascais, o nono hotel da cadeia espanhola do Grupo Hotusa em Portugal, que aproveitou a ocasião para anunciar que, ainda antes do Verão, seriam também abertos o Eurostars Cais de Santarém, de cinco estrelas, o Exe Porto Centro e o Exe Almada Porto, ambos situados na Cidade Invicta.
Fevereiro marcou a abertura do AVANI Avenida Liberdade Lisbon Hotel , naquela que foi a primeira unidade da AVANI Hotels & Resorts na Europa, bem como a aquisição da Momondo pela The Priceline Group, num negócio avaliado em 500 milhões de euros. Neste mês, deu-se ainda a passagem da gestão das Termas do Luso para o Grande Hotel do Luso, e abriu o Maria Nova Lounge Hotel, em resultado da renovação do antigo Hotel Porta Nova, em Tavira.
Em meados de Março, a Hoti Hotéis abria mais uma unidade em Lisboa, o Star inn Lisbon – Smart Choice Hotel, naquela que é a segunda unidade da marca, localizada ao lado do Hotel Tryp Aeroporto. Poucos dias depois, chegava o novo Tivoli Avenida Liberdade, que reabriu profundamente renovado, depois de um investimento de 15 milhões de euros.
Na Madeira, foi em Abril que abriu o Santa Cruz Boutique Hotel, localizado junto ao Mercado Municipal, na localidade homónima, enquanto o Grupo Onyria abriu, a 24 de Abril, o novo Onyria Palmares Beach House, na Meia-Praia, em Lagos, Algarve.
Em Maio, a Madeira voltou a abrir uma nova unidade, o Pestana Royal, resultado da reconversão do antigo Regency Palace, que passou a ostentar a categoria de cinco estrelas, enquanto no Crato abriu o Olive Residence and Suites. Fátima ganhou igualmente um novo hotel, com a inauguração, a 18 de Maio, do hotel Essence inn Marianos.
Já o hotel Le Consulat, que resulta da reconversão do edifício do antigo Consulado do Brasil em Lisboa, foi inaugurado a 25 de Maio, e foi também neste mês que o Grupo Stay Hotels adquiriu o mais antigo hotel da cidade do Porto, o Grande Hotel de Paris.
O mês de Junho voltou a ser sinónimo de aberturas. A Luna Hotels & Resorts inaugurou oficialmente, no dia 2, o Luna Hotel Turismo de Abrantes e, no dia 9, o município de Penedono abriu o Hotel Medieval. Nos Açores, reabriu o Neat Hotel Avenida, em Ponta Delgada, e o Grupo Stay Hotels deu a conhecer o Stay Hotel Porto Centro Trindade, oitava unidade do grupo e a primeira criada de raiz.
Também em Junho abriu o The Noble House Évora, a primeira unidade propriedade da Unlock Boutique Hotels, enquanto o The Lince Nordeste Azores, em Ponta Delgada, foi inaugurado no dia 30, seguido do White Exclusives Suites & Villas, em Lagoa, também em São Miguel, Açores.
Em Julho, assinalou-se a aquisição pelo Grupo Flagworld do hotel Campanile, em Setúbal, enquanto a DHM – Discovery Hotel Management abriu o Santiago Hotel Cooking & Nature, boutique hotel em Santiago do Cacém, e o Funchal viu nascer o o SBH – Sé Boutique Hotel.
O sétimo mês do ano trouxe ainda um encerramento, com a Pousada do Convento do Desagravo, em Vila Pouca da Beira, Oliveira do Hospital, a encerrar portas, enquanto, em Agosto, houve novidades na hotelaria do Porto e Algarve, com a Invicta a abrir o Eurostars Porto Centro, na rua Sampaio Bruno, bem como o Sea Porto Hotel, em Matosinhos. No Algarve, a Luna Hotels & Resorts adquiriu o Hotel Soláqua, em Albufeira, que vai passar a Luna Soláqua e o Jupiter Hotel Group abriu o Jupiter Marina Portimão.
Em Setembro chegou o novo hotel-escola do ISAG – Instituto Superior de Administração e Gestão, bem como o cinco estrelas Corpo Santo Lisbon Historical Hotel, em Lisboa. Também neste mês, o grupo hoteleiro MGM Muthu Hotels adquiriu o Hotel Raga, na Madeira, onde abriu também, a 18 de Setembro, Tiles Madeira Hotel. Também em Setembro, a Starwood Capital Group realizou um investimento estratégico de 210 milhões de euros no Yotel, com vista à aquisição de 30% do seu capital.
Em Outubro, começou a funcionar a nova escola de Hotelaria da Covilhã e,  dia 11, abriu o Iberostar Lisboa, o primeiro hotel da Iberostar Hotels & Resorts em Portugal. Neste mês foi ainda anunciada a aquisição do capital do Grupo Mantra pela AccorHotels, tendo decorrido também a abertura do Vila Galé Porto Ribeira, no Porto, assinalando-se ainda, neste mês, a abertura do WC Beautique Hotel, em Lisboa.
Novembro trouxe o encerramento do Bairro Alto Hotel, em Lisboa, que fechou no dia 1 para expansão, bem como da Herdade do Touril, na Zambujeira do Mar, cuja remodelação decorre até Abril de 2018. E foi também em Novembro que o SEH United Hoteliers Group anunciou a aquisição da Hôtels-Chalets de Tradition, grupo francês de hotéis de montanha, passando a incorporar 14 hotéis em França, Suíça e Itália.

MI
Na área de MI houve menos novidades, mas ainda assim dignas de destaque. Em Março, a Abreu PCO mudou de nome, passando a Abreu Events, e a área metropolitana do Porto ganhou um novo centro de congressos, localizado na Maia e destinado à organização e gestão de eventos particulares empresariais e institucionais.

Nota do editor: artigo publicado na edição do Publituris nr. 1357, de 15 de Dezembro

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4º Encontro da Rede das Estações Náuticas de Portugal reúne 170 participantes em Odemira

O 4ª Encontro da Rede das Estações Náuticas de Portugal, que decorre até esta sexta-feira, 4 de abril, no concelho de Odemira, e que reúne cerca de 170 participantes de todo o país, está a debater o valor das estações náuticas e o seu contributo para o desenvolvimento dos territórios.

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Para José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, trata-se de um evento “que representa a afirmação do destino neste segmento de mercado com enorme potencial de crescimento e que permite diversificar a nossa oferta turística e acrescentar valor à economia local”.

António José Correia, coordenador da Rede de Estações Náuticas de Portugal, aponta que, com esta iniciativa “pretendemos dinamizar a fileira do turismo náutico em Portugal e potenciar o seu valor”, destacando que, “este ano, estamos no Alentejo, uma região que tem vindo a afirmar-se com destino náutico e que já conta com oito estações náuticas”, a saber: Alandroal, Avis, Mértola, Monsaraz, Moura, Sines, Ponte de Sor e Odemira (esta com três polos náuticos: Vila Nova de Milfontes, Odemira e Santa Clara).

Já o presidente da Câmara Municipal de Odemira, Hélder Guerreiro, destacou este encontro como uma forma de afirmar as Estações Náuticas como aceleradores do desenvolvimento dos territórios.

Na sua intervenção, na sessão de abertura do encontro, José Santos avançou que “estamos cada vez mais empenhados em reforçar o trabalho desenvolvido no âmbito das oito estações náuticas do Alentejo”, realçando que “têm sido apresentados produtos e experiências turísticas que valorizam o turismo náutico e que contribuem para tornar a região mais competitiva e atrativa e é esse o nosso caminho”.

Entre os vários temas em debate no 4ª Encontro da Rede das Estações Náuticas de Portugal destacam-se “Rede das Estações Náuticas de Portugal – Proposta de Valor”, “Estação Náutica de Odemira – Contributo para a Concretização do Plano Estratégico e Operacional de Valorização do Rio Mira”, “Financiamento” e “Estruturação e Promoção da Oferta Turística das Estações Náuticas”. Decorrem também workshops temáticos sobre “Governança”, “Comunicação e Promoção”, “Sustentabilidade” e “Desporto Náutico para Todos”.

Organizado pela Fórum Oceano, em coordenação com a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo e o Município de Odemira, o encontro conta com o apoio institucional do Turismo de Portugal e da Docapesca.

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WTTC critica ETA no Reino Unido

Com a entrada em vigor da obrigação da Autorização Eletrónica de Viagem (ETA) para todos os visitantes europeus para entrarem no Reino Unido, o WTTC critica a medida.

Victor Jorge

A partir de 2 de abril, todos os cidadãos europeus, incluindo os portugueses, que pretendam visitar o Reino Unido devem solicitar uma Autorização Eletrónica de Viagem (ETA, sigla em inglês) antes de viajar.

A presidente e CEO do World Travel & Tourism Council, Julia Simpson, criticou esta medida, referindo que “vai completamente contra a política de crescimento do Reino Unido” e que “em vez de tornar o país um destino atrativo, cria mais um obstáculo para os turistas”.

“Os visitantes internacionais são, na prática, exportações – trazendo moeda estrangeira valiosa”, afirmou Julia Simpson, dando ainda conta que o Reino Unido “já é um dos países mais caros para visitar, com um IVA acima da média, Taxa de Passageiros Aéreos, preços inflacionados devido às contribuições para a Segurança Social das empresas e a ausência de compras isentas de impostos para clientes de alto valor. São erros que prejudicam a nossa economia”.

De acordo com os números do WTTC, o setor das viagens e turismo contribui com mais de 280 mil milhões de libras (cerca de 335 mil milhões de euros) para a economia do Reino Unido, sustentando mais de quatro milhões de empregos em todo o país. “Além disso, as nossas empresas pagam anualmente 100 mil milhões de libras ao Tesouro em receitas fiscais”, avança ainda Julia Simpson.

E a presidente e CEO do WTT aconselha o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, a “concentrar-se no crescimento da economia e na proteção dos empregos, em vez de introduzir políticas que os coloquem em risco”.

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Turismo da Tailândia associa-se a conferência sobre influência da gastronomia portuguesa na Tailândia

A conferência “Camões – Cidadão do Mundo e a Globalização dos Alimentos pela Mão dos Marinheiros Portugueses. Tailândia – A Influência Portuguesa na Cozinha Tailandesa”decorre a 8 de abril, na Biblioteca do Palácio Galveias, em Lisboa, com entrada gratuita.

Publituris

A Autoridade do Turismo da Tailândia (TAT) associou-se a uma conferência que vai debater a influência da gastronomia portuguesa na Tailândia, que vai ter lugar a 8 de abril, pelas 18h00, na Biblioteca do Palácio Galveias, no Campo Pequeno, em Lisboa.

Denominada “Camões – Cidadão do Mundo e a Globalização dos Alimentos pela Mão dos Marinheiros Portugueses. Tailândia – A Influência Portuguesa na Cozinha Tailandesa”, esta conferência está inserida na Exposição Universal da Matriz Portuguesa – Camões 500 e vai contar com entrada gratuita.

A iniciativa conta com a participação de Margarida Pereira-Müller, documentalista científica, investigadora e escritora especializada em gastronomia, que vai abordar a influência da presença portuguesa na Tailândia, com especial destaque para a culinária.

“Esta iniciativa permite não só evidenciar a passagem de Luís de Camões pelo Sudeste Asiático como também lembrar os importantes laços históricos que unem os dois países”, afirma Rosário Louro, representante da TAT em Portugal.

Segundo a responsável, “a gastronomia é um reflexo autêntico da influência portuguesa na Tailândia e um exemplo marcante dessa herança, que os tailandeses tanto valorizam”.

Durante o evento, será também oferecida uma degustação de gastronomia tailandesa, numa parceria da TAT com o restaurante Siam Square.

Recorde-se que a presença portuguesa na Tailândia, a partir do século XVI, deixou um legado que se reflete na introdução de ingredientes na cozinha tailandesa, muitos oriundos de países por onde os portugueses passaram, como a malagueta, tomate, batata, milho, alface, repolho, papaia, anona, goiaba, ananás, castanha de caju e amendoim, bem como diferentes formas de confecionar, nas quais se destacam os fios de ovos e outras sobremesas inspiradas na doçaria conventual portuguesa.

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Turismo de Portugal e regiões promovem 150 experiências de Turismo Industrial

A 4.ª edição da  agenda nacional de atividades “À Descoberta do Turismo Industrial”, que decorre entre 5 e 19 de abril, conta com 150 experiências únicas de norte a sul do país e nos Açores.

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O Turismo de Portugal e as Entidades Regionais de Turismo do Alentejo e Ribatejo, Algarve, Centro, Porto e Norte, Região de Lisboa e Direção Regional de Turismo do Açores vão promover, entre 5 a 19 de abril, a 4.ª edição da  agenda nacional de atividades “À Descoberta do Turismo Industrial”, iniciativa que vai contar com 150 experiências únicas de norte a sul do país e nos Açores.

Teatro e danças no subsolo, visitas e percurso em túneis subterrâneos, escape rooms e desafios de pintura e fotografia são, segundo um comunicado do Turismo de Portugal, algumas das experiências que estar disponíveis ao abrigo desta iniciativa, cuja agenda completa está disponível aqui.

A programação, que este ano está também disponível inglês e espanhol com vista à “promoção internacional da iniciativa”, conta também com o apoio dos parceiros do Grupo Dinamizador da Rede Portuguesa do Turismo Industrial.

“A aposta no Turismo Industrial pretende reforçar a coesão territorial do país, a diversificação da oferta dos territórios, o reforço da sua atratividade ao longo de todo o ano, bem como a valorização das atividades económicas nacionais diferenciadoras e do seu património autêntico”, explica o Turismo de Portugal.

A Rede Portuguesa de Turismo Industrial conta com cerca de 230 recursos, distribuídos pelas dimensões do património industrial e indústria viva, e nas várias áreas temáticas: agroalimentar, moda e têxtil, cerâmica e vidro, ourivesaria, extrativa, transportes, entre outras.

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Turismo de Portugal avalia estratégia media internacional

O Turismo de Portugal irá gastar até 907 mil euros com avaliação da estratégia de media a nível internacional.

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O Turismo de Portugal vai avançar com uma avaliação da eficácia do plano de comunicação com os media internacionais, podendo para isso gastar cerca de 900 mil euros, segundo uma portaria publicada em Diário da República.

Para desenvolver esta análise, o Turismo de Portugal vai “iniciar um procedimento pré-contratual de concurso público internacional para a aquisição de serviços de avaliação mediática e digital”, lê-se na portaria, contrato que terá um período de vigência de 36 meses.

O valor global não deverá exceder o montante máximo de 738.000 euros, a que acresce IVA à taxa legal em vigor, perfazendo o montante de 907.740 euros, envolvendo despesa em anos económicos diferentes, de 2025 a 2027.

Estes encargos “são suportados por verbas do Turismo de Portugal, I. P., com financiamento através de receita própria, inscritas e a inscrever no respetivo orçamento”.

A avaliação vai incidir sobre diferentes tipos de media, designadamente televisão, rádio, jornais e revistas impressos e media digitais, incluindo redes sociais e blogs, tendo em vista analisar as referências ao Destino Portugal e/ou à marca VisitPortugal.

O objetivo desta análise da performance da relação com os media é “avaliar a eficácia das ações de comunicação e de relações públicas desenvolvidas nos mercados-alvo e, desta forma, otimizar a presença e influência mediática do destino e da marca VisitPortugal nos referidos mercados”.

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Descobrir o Algarve através de 18 experiências de Turismo Industrial

Associando-se à agenda nacional “À Descoberta do Turismo Industrial”, o Turismo do Algarve oferece 18 atividades inseridas neste programa.

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O Turismo do Algarve, enquanto membro do Grupo Dinamizador da Rede Portuguesa do Turismo Industrial desde 2020, associa-se à 4.ª edição da agenda nacional “À Descoberta do Turismo Industrial”, que de 5 a 19 de abril de 2025 oferece 150 experiências de norte a sul do país e nos Açores.

Na região do Algarve estão programadas 18 atividades com a colaboração de 13 parceiros regionais, com atividades exclusivas em locais de indústria viva e património industrial.

Entre as experiências disponíveis no Algarve destacam-se visitas guiadas a fábricas de cortiça e de transformação de azeitonas, a espaços museológicos que contam e interpretam a história da indústria conserveira na região, tours por adegas e lagares com provas de vinhos e azeites premiados, percursos em salinas tradicionais com observação da biodiversidade local e aventuras subterrâneas na mina de sal-gema de Loulé. Incluem-se ainda workshops criativos, desafios fotográficos e momentos gastronómicos únicos que reforçam a autenticidade e diversidade do património económico e cultural algarvio.

Esta iniciativa visa reforçar a coesão territorial, promover a diversificação da oferta turística ao longo de todo o ano e destacar o Algarve como um destino que valoriza as suas tradições produtivas e industriais, contribuindo também para a sustentabilidade económica local.

“O Algarve possui uma riqueza extraordinária no seu património industrial, com forte potencial para se afirmar através de experiências turísticas diferenciadoras. Estamos empenhados em continuar a capacitar e promover os nossos parceiros, consolidando uma oferta turística diversificada e sustentável”, refere André Gomes, presidente do Turismo do Algarve.

Com um total de 230 recursos a nível nacional na Rede Portuguesa do Turismo Industrial, distribuídos por áreas como agroalimentar, cortiça, vinho, cerâmica, entre outras, o Algarve destaca-se pela qualidade e singularidade das suas propostas.

A agenda completa está disponível em português, inglês e espanhol, constituindo um convite aberto à descoberta e valorização das tradições e inovação tecnológica da região.

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ARPTA com nova liderança

José Manuel Santos lidera nova direção da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo. Tomada de posse decorre a 7 de abril.

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A Assembleia Geral Eleitoral da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo (ARPTA) culminou com a eleição dos novos órgãos sociais para o triénio 2025-2028. A sufrágio apresentou-se uma lista única, encabeçada por José Manuel Santos, atual presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, que assume agora também a liderança da ARPTA.

A nova direção reflete uma ampla representatividade do tecido turístico regional, reunindo associações setoriais, grupos hoteleiros, operadores turísticos e projetos de enoturismo e sustentabilidade, num esforço conjunto para reforçar a coesão e a competitividade do destino Alentejo.

A cerimónia de tomada de posse está marcada para o próximo 7 de abril, pelas 15h00, na Herdade da Malhadinha Nova, em Albernoa, Beja.

“A promoção turística do Alentejo precisa de uma resposta mais ambiciosa e agregadora, à altura dos desafios e oportunidades que temos pela frente. Queremos liderar o futuro com uma estratégia mais integrada, mais internacional e com forte ligação ao território e às empresas que o constroem diariamente”, refere José Manuel Santos, presidente eleito da Direção da ARPTA

O novo ciclo de governação da ARPTA parte de uma visão clara: reforçar a promoção externa do Alentejo, aumentar o peso do turismo internacional, garantir maior eficácia na gestão dos recursos e alinhar-se com uma estratégia de desenvolvimento sustentável para toda a região, incluindo o Ribatejo. A convergência operacional entre a Entidade Regional de Turismo e a ARPTA será um dos pilares para garantir maior coesão, inovação e capacidade de resposta.

O manifesto apresentado propõe uma Agência mais autónoma financeiramente, mais próxima dos associados, mais funcional na promoção externa e mais digital e inovadora. Estão também previstas ações concretas como a criação de clubes de produto, reforço da equipa técnica, novos instrumentos de marketing digital e campanhas de promoção em mercados estratégicos, como o Brasil, EUA e Espanha, bem como a aposta na captação de eventos internacionais e produções audiovisuais.

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Indústria do turismo dos EUA preocupada com queda nas viagens domésticas e internacionais

O anúncio de diversas medidas por parte da administração dos EUA, liderada por Donald Trump, parece estar a ter impacto nas viagens dos americanos, com as U.S. Travel Association a mostrar-se preocupada com a situação.

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A U.S. Travel Association afirmou, recentemente, que a indústria do turismo está a enfrentar tendências preocupantes tanto nas viagens domésticas como nas viagens internacionais para os EUA, atribuindo a situação a vários fatores, incluindo o dólar forte e a atual mensagem transmitida pelos EUA.

As declarações surgem depois de a empresa de dados de aviação OAG ter relatado que as reservas antecipadas entre os EUA e o Canadá – o principal mercado emissor de turismo internacional para os EUA – caíram mais de 70% para a temporada de verão.

No mês passado, a Tourism Economics (TE) reviu a sua previsão para as viagens internacionais aos EUA, prevendo agora uma queda de 5,1% em 2025, em contraste com a projeção inicial de um crescimento de 8,8%.

A Tourism Economics citou o aumento das tensões comerciais globais, alertando que “à medida que as políticas comerciais globais continuam em mudança, os intervenientes da indústria devem reconhecer a ligação crítica entre a política económica e a procura por viagens”. Assim, a análise da Tourism Economics alertam para consequências de “alto risco” para o setor de viagens dos EUA, com amplas implicações económicas para além do turismo. “A colaboração dentro da indústria será essencial para mitigar os impactos negativos”, conclui a TE.

Os dados indicam, igualmente, que os gastos com viagens internacionais para os EUA, em 2025, poderão cair 12,3%, resultando numa perda anual de 22 mil milhões de dólares.

A U.S. Travel Association não mencionou as tarifas ou políticas comerciais entre os potenciais fatores que estão a reduzir as viagens, atribuindo a queda a “uma variedade de fatores, incluindo um dólar forte, longos tempos de espera para vistos, preocupações com restrições de viagem, dúvidas sobre a hospitalidade dos EUA, o abrandamento da economia americana e recentes preocupações com segurança.”

A associação esclareceu que as questões de segurança referem-se “ao sentimento manifestado nos últimos meses por alguns viajantes que expressaram preocupações com a segurança.”

“Estes desafios são reais e exigem ações decisivas”, declarou a U.S. Travel Association, indicando estar a “a trabalhar ativamente com a Casa Branca e o Congresso para promover políticas que impulsionem a expansão económica e mantenham os EUA competitivos a nível global”.

Só em 2024, as viagens injetaram 1,3 biliões de dólares na economia americana e sustentaram 15 milhões de empregos em todo o país.

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Canadianos evitam viagens para os EUA

Conhecida que é a posição do Presidente dos EUA, Donald Trump, relativamente ao Canadá, os vizinhos canadianos estão a evitar viajar para terras de “Uncle Sam”.

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O que muitos esperavam que fosse uma queda temporária nas viagens dos canadianos para os EUA parece estar a mostrar sinais de um verdadeiro boicote, à medida que a reação canadiana contra as tarifas e outras tensões políticas com os EUA se intensifica.

A empresa de dados de aviação OAG revelou, recentemente, que as reservas de passageiros nos sistemas GDS para rotas entre o Canadá e os EUA estão atualmente mais de 70% abaixo todos os meses até setembro, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Em fevereiro, o Statistics Canada, por exemplo, relatou que os canadianos fizeram 1,2 milhões de viagens de regresso de carro a partir dos EUA, uma queda de 23% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Muitos canadianos estão a optar por alternativas domésticas, com habitantes da Costa Oeste a viajar para a Costa Leste. Destinos internacionais como a Europa e o México também estão a registar uma maior procura, à medida que os viajantes canadianos se afastam dos EUA.

De referir que os canadianos são a principal fonte de visitantes internacionais para os EUA. Segundo a U.S. Travel Association, 20,4 milhões de visitas de canadianos em 2024 geraram 20,5 mil milhões de dólares em receitas. Em fevereiro, a U.S. Travel estimou que uma redução de 10% nas viagens canadianas poderia significar menos 2 milhões de visitas e uma perda de 2,1 mil milhões de dólares em receitas. Além disso, refere a associação, estas visitas geram cerca de 140.000 empregos nos EUA.

Os dados da OAG mostram ainda que 320.000 lugares foram removidos pelas companhias aéreas que operam entre o Canadá e os EUA até ao final de outubro, com os maiores cortes em julho e agosto, os meses de pico da temporada de verão, quando as companhias reduziram a capacidade em cerca de 3,5%.

O CEO da United, Scott Kirby, afirmara, em meados de março, que a companhia aérea iria reduzir a capacidade entre os EUA e o Canadá devido a uma queda significativa na procura, enquanto a Air Canada já tinha decidido, em fevereiro, reduzir “proativamente” a capacidade para a Florida, Las Vegas e Arizona em março.

No final de março, a WestJet do Canadá cortou rotas transfronteiriças do seu horário de primavera tardia e verão, bem como várias ligações entre o Canadá e os EUA. A Air Canada eliminou a rota Vancouver-Washington Dulles, enquanto a United cancelou o voo Toronto-Los Angeles.

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Mais hóspedes, com menos dormidas, mas proveitos a subir em fevereiro

Embora o mês de fevereiro mostre um ligeiro abrandamento no número de hóspedes e uma descida nas dormidas, os proveitos continuam a subir. No acumulado do ano, os números do turismo em Portugal continuam a crescer em todos os parâmetros.

Victor Jorge

No mês de fevereiro de 2025, o setor do alojamento turístico registou 1,8 milhões de hóspedes e 4,2 milhões de dormidas, correspondendo a variações de 0,6% e -2,5%, respetivamente (+8,2% e +6,3% em janeiro, pela mesma ordem).

As dormidas de residentes totalizaram 1,375 milhões, tendo diminuído 0,8% face às 1,387 milhões de igual mês de 2024 (+11% em janeiro), enquanto os mercados externos apresentaram um decréscimo de 3,3% (+3,9% em janeiro), alcançando 2,795 milhões de dormidas, contra as 2,892 milhões de fevereiro do ano passado.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), “estes resultados foram influenciados pela estrutura móvel do calendário, ou seja, por um lado, pelo efeito do período de férias associado ao Carnaval, que este ano ocorreu em março, enquanto no ano anterior se concentrou em fevereiro”. Por outro lado, refere o INE, “o mês de fevereiro deste ano teve menos dia que o ano anterior, uma vez que 2024 foi um ano bissexto”.

Em termos de dormidas, os dados do INE indicam uma liderança de Lisboa, com 1,170 milhões, correspondendo a uma ligeira descida de 5,6% face a fevereiro de 2024, sendo a única região a ultrapassar a fasquia do milhão.

Em segundo lugar, aparece o Algarve, com 776 mil dormidas, o que perfaz um decréscimo de 5,1% face a fevereiro do ano passado, surgindo o Norte em terceiro lugar, com 756 mil dormidas, uma subida de 0,9% face ao mês homólogo de 2024.

A maior subida nas dormidas, no mês de fevereiro, foi conseguida pela Península de Setúbal (+7,8%), enquanto nas descidas, a região do Oeste e vale do Tejo apresenta um decréscimo de 7,1%.

Subida dos residentes compensam descida dos não residentes
No que diz respeito aos hóspedes, contabilizados que foram 1,773 milhões de pessoas, os residentes somaram 817 mil, correspondendo a uma subida de 2,2% face a fevereiro de 2024, enquanto os não residentes totalizaram 957 mil, uma descida de 0,8% relativamente a igual período do ano passado.

Também aqui, a liderança pertence a Lisboa com 533 mil hóspedes numa descida de 1,6% relativamente a fevereiro de 2024, com a região Norte a ocupar a segunda posição com 427 mil hóspedes (+2,5%) e em terceiro lugar o Algarve com, 211 mil hóspedes (+0,9%).

Destaque para a subida a duplo dígito dos Açores (+11,3%), totalizando 49 mil hóspedes, enquanto a maior descida pertenceu à região do Oeste e vale do Tejo (-3,3%).

Dos mais de 957 mil hóspedes não residentes, Espanha liderou com 125 mil, aparecendo o Reino Unido (115 mil) e França (79 mil) em segundo e terceiro lugares, respetivamente.

Já nas dormidas, os 10 principais mercados emissores, em fevereiro, representaram 72,1% do total de dormidas de não residentes neste mês, com o mercado britânico a manter a liderança (16,4% do total das dormidas de não residentes em fevereiro), com 458 mil, apesar do decréscimo de 7,5% face ao mês homólogo.

As dormidas do mercado alemão, o segundo principal mercado emissor em fevereiro (11,2% do total), diminuíram 5,1% para 313 mil. Seguiu-se o mercado espanhol, na 3.ª posição (quota de 8,3%), com um decréscimo de 8,4% para 231 mil.

No grupo dos 10 principais mercados emissores em fevereiro, o mercado polaco foi o único a registar crescimento (+23,2%), atingindo os 119 mil. Nos decréscimos, destacou-se a variação registada do mercado brasileiro (-18,9%) para 130 mil.

Dormidas dos não residentes estagnam no primeiro bimestre
No acumulado do ano (janeiro-fevereiro), os dados divulgados pelo INE mostram uma subida de 4,1% no número de hóspedes, totalizando 3,378 milhões. Os residentes em Portugal somaram 1,564 milhões, numa evolução de 5,7%, enquanto os não residentes totalizaram 1,814 milhões, uma subida de 2,7% face aos dois primeiros meses de 2024.

Lisboa liderou no número de hóspedes, com 1,040 milhões (+3% face ao primeiro bimestre de 2024), seguindo-se o Norte com 812 mil (+4,7%) e o Algarve (375 mil, +3,3%). A região que mais cresceu no número de hóspedes neste primeiro bimestre de 2025 foram os Açores (+13,6%), não se registando qualquer descida nas regiões turísticas nacionais.

Nos hóspedes não residentes, Espanha foi quem registou maior número, com 228 mil, seguindo-se o Reino Unido (quase 200 mil) e EUA (152 mil).

Analisadas as dormidas nestes primeiros dois meses de 2025, o mercado nacional registou 7,840 milhões numa subida de 1,4% face ao período homólogo de 2024. Neste parâmetro, os residentes em Portugal somaram 2,642 milhões de dormidas, numa subida de 4,5% face aos primeiros dois meses de 2025. Já as dormidas de não residentes registaram uma descida de 0,1% para 5,198 milhões.

A região da Grande Lisboa aparece novamente a liderar neste campo, com 2,246 milhões de dormidas, embora registe uma descida de 0,3%. O Norte é a segunda região com mais dormidas, com 1,429 milhões, numa subida de 3,5% face a igual período do ano passado. Em terceiro lugar aparece o Algarve, com 1,347 milhões de dormidas, correspondendo a uma descida de 2,5% relativamente a janeiro-fevereiro de 2024.

A maior subida doi registada pela Península de Setúbal, com um incremento de 10,4%, para 164 mil dormidas, enquanto no capítulo das descidas, o Algarve reparte esta posição (-2,5%) com a região do Oeste e Vale do Tejo.

Por mercados emissores, das quase 5,2 milhões de dormidas, quase 810 mil foram de britânicos, surgindo a Alemanha em segundo lugar (580 mil) e Espanha na terceira posição (431 mil).

Mais proveitos
Apesar do decréscimo nas dormidas, os proveitos aumentaram em fevereiro, +4% nos proveitos totais e +3,4% nos relativos a aposento (+13,9% e +14,3% em janeiro, pela mesma ordem), atingindo 287,7 e 208,8 milhões de euros, respetivamente.

A Grande Lisboa foi a região que mais contribuiu para a globalidade dos proveitos (34,5% dos proveitos totais – 99,4 milhões de euros – e 36% dos proveitos de aposento – 75 milhões de euros), seguida da Madeira (17,1% – 49 milhões de euros – e 16,7% – 35 milhões de euros, respetivamente) e do Norte (16,4% – 47 milhões de euros – e 16,5% – 34 milhões de euros, pela mesma ordem).

Os aumentos de proveitos mais expressivos ocorreram na Madeira (+16,7% nos proveitos totais e +20,7% nos de aposento) e na Península de Setúbal (+12,2% e +15,4%, pela mesma ordem). Os maiores decréscimos registaram-se no Oeste e Vale do Tejo (-3,1% e -0,7%, respetivamente) e no Alentejo (-2,4% em ambos).

Já no acumulado dos primeiros dois meses de 2025, os proveitos totais somaram quase 550 milhões de euros, numa subida de 8,5% face a igual período de 2024, enquanto os proveitos de aposentos totalizaram 398 milhões de euros, correspondendo a uma subida de 8,3%.

Lisboa aparece em primeiro lugar com mais de 191 milhões de euros em proveitos totais (+5,1%), seguindo-se a Madeira com 99 milhões de euros (+22,9%) e o Norte com 90 milhões de euros (+8,2%).

No que diz respeito aos proveitos de aposentos, a liderança também pertence a Lisboa com 145 milhões de euros (+4,5%), seguindo-se a Madeira com 69 milhões de euros (+24,6%) e o Norte com 65 milhões de euros (+6,9%).

Estada média continuou a decrescer em fevereiro
Em fevereiro, a estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico (2,35 noites) continuou a diminuir (-3,1%, após -1,8% em janeiro). Os valores mais elevados deste indicador continuaram a observar-se na Madeira (4,73 noites) e no Algarve (3,68 noites), tendo as estadias mais curtas ocorrido no Centro (1,58 noites) e no Oeste e Vale do Tejo (1,64 noites).

Em fevereiro, a estada média dos residentes (1,68 noites) diminuiu 3,0% e a dos não residentes (2,92 noites) decresceu 2,6%.

A Madeira registou as estadas médias mais prolongadas, quer dos não residentes (5,33 noites) quer dos residentes (2,88 noites).

No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 39,6 euros em fevereiro, registando um aumento de 4,5% (+10,4% em janeiro). O rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 87,9 euros (+4,9%, após +7,2% em janeiro).

O valor de RevPAR mais elevado foi registado na Madeira (71,5 euros), seguindo-se a Grande Lisboa (64,7 euros). Os maiores crescimentos ocorreram na Madeira (+22,4%) e na Península de Setúbal (+18,0%), enquanto no Alentejo se registou o maior decréscimo (-5,7%).

A Grande Lisboa destacou-se com o valor mais elevado de ADR (110,2 euros), seguida da Madeira (100,1 euros), tendo esta última apresentado o maior crescimento neste indicador (+18,6%).

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