AHRESP condena chumbo da reposição do IVA nos 13%
Para a associação, esta decisão vai, a curto prazo, destruir o sector da restauração.

Marta Barradas
Algarve dá a conhecer as linhas de financiamento e Programa Empresas Turismo 360º
Arcos de Valdevez apresenta plano de posicionamento e desenvolvimento turístico sustentável
“Vinho da Casa” vai apresentar 100 vinhos, 20 produtores, durante 3 dias, em Lisboa
SET destaca a importância de “distribuir os eventos por todo o território”
“Este é um setor de soluções e não de problemas”, assume presidente da APECATE
Soltour reforça operação para a Tunísia com voos de Lisboa e do Porto
4º Encontro da Rede das Estações Náuticas de Portugal reúne 170 participantes em Odemira
GEA faz balanço positivo das suas reuniões regionais
Mercado das Viagens promove ciclo de formações
2024 regista novo recorde nas reservas no AL
A AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal considera que o chumbo da reposição do IVA na restauração para os 13%, que foi a votação esta sexta-feira em Assembleia da República, irá destruir o sector e colocar em causa as metas de crescimento do PIB previstas pelo Governo para este ano.
Ao Publituris, José Manuel Esteves, director-geral da associação, referiu que “esta é a 14ª quarta vez que, desde que o IVA foi aumentado, a 1 de Janeiro de 2012, que a AHRESP promoveu a contestação para que seja descido o valor desta taxa.”
No entanto, destaca o responsável, “num acto de bom senso e de alguma compreensão pelo esforço de reajustamento no combate à dívida, não estamos a lutar pela justa equiparação em relação aos concorrentes, estamos antes a pedir a reposição da anterior taxa de 13%.”
José Manuel Esteves recordou ainda os números lançados pelo Instituto Nacional de Estatística, em que “no último trimestre de 2014, foram extintos 26400 postos de trabalho no sector da restauração e hotelaria, quase menos 10% de profissionais” e que “mais de 60% das empresas estão em risco elevado de falência, o que representa mais de metade do sector em portugal”, face à sua incapacidade de investimento.
O director-geral da AHRESP afirma que, com esta decisão, “as empresas têm que fazer um esforço financeiro, uma vez que não podem baixar os preços” e Portugal torna-se, assim, o país “com a taxa de IVA mais elevada da Zona Euro no sector da restauração”, o que “nos tira capacidade competitiva e de concorrência”.