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Eleições: E o aeroporto, resolve-se?

Outro dos temas que tem “andado por aí” há mais de 50 anos, é o Aeroporto de Lisboa. Todos reconhecem que a infraestrutura aeroportuária atual está esgotada. Analisadas que foram quase 20 localizações, será que existe decisão no próximo Governo?

Victor Jorge

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Análise

Eleições: E o aeroporto, resolve-se?

Outro dos temas que tem “andado por aí” há mais de 50 anos, é o Aeroporto de Lisboa. Todos reconhecem que a infraestrutura aeroportuária atual está esgotada. Analisadas que foram quase 20 localizações, será que existe decisão no próximo Governo?

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Já foi na Ota, migrou para o Poceirão, depois veio Alcochete, mais recentemente Montijo. Estas são somente quatro das cerca de duas dezenas de localizações que já foram apontadas para o novo Aeroporto de Lisboa. Contudo, mais de meio século depois, a dúvida persiste. Será que é desta? Leia o que dizem os programas eleitorais dos oito partidos/coligações políticos nos seus programas eleitorais sobre o Aeroporto de Lisboa.

PS

  • “O Plano Ferroviário Nacional (PFN), elaborado nos últimos dois anos com ampla participação pública, deverá ser aprovado – passando a ser uma orientação para a ferrovia no futuro, ligando as principais cidades, portos e aeroportos do país”
  • “A decisão sobre a localização do futuro aeroporto da região de Lisboa é um dos temas mais duradouros no debate político nacional, levando já mais de cinco décadas. O contrato de concessão dos aeroportos nacionais coloca constrangimentos à decisão do Estado, como já identificado no próprio relatório da CTI. Desta forma, o Estado não deve abdicar de nenhum dos mecanismos de que dispõe para assegurar que tem a margem para decidir de acordo com o interesse nacional e garantir a execução, não só do novo aeroporto de Lisboa, como a continuação do desenvolvimento das restantes infraestruturas aeroportuárias”.
  • “Assim, uma vez concluído o trabalho da Comissão Técnica Independente (CTI) que servirá de base ao processo de decisão, o PS tomará rapidamente uma decisão sobre a localização do futuro aeroporto de Lisboa”.

AD

  • “Atrair Transporte Aéreo regular e diversificado nos aeroportos nacionais, e decidir rapidamente sobre a construção do novo aeroporto”.
  • “Os setores da aviação e aeroportuário têm sido dominados na última década por decisões e indecisões paralisantes: a falta de capacidade do Aeroporto Humberto Delgado e o adiamento da escolha da melhor opção de expansão”.
  • “Tomar uma decisão sobre o novo aeroporto de Lisboa”.
  • “Melhorar as condições de processamento de carga e passageiros nos aeroportos nacionais”.

CHEGA

  • “Concretizar o Plano Nacional de Ferrovia (PNF), concluir o processo relativo ao novo aeroporto e proceder a melhorias nos portos e transporte marítimo”
  • “Criar um novo sistema de transporte ferroviário regional- aeroporto que se estenda a todo o Algarve, servindo a população e os pólos turísticos de uma ponta à outra do Algarve, e servindo como cartaz turístico da região”.
  • “As novas ligações de alta velocidade devem ter passagem directa nos aeroportos-HUB de modo a trocar a transferência avião-avião por avião-comboio nos trajectos com cerca de três horas: as ligações Lisboa-Porto/Lisboa-Faro/Lisboa-Madrid”.
  • “Concluir o processo de escolha do Novo Aeroporto de Lisboa e iniciar com a maior brevidade possível a sua construção, bem como de outras infra-estruturas indispensáveis, nomeadamente a Ferrovia e o TGV (Alta Velocidade)”.

LIVRE

  • “Estudar alternativas de localização para os aeroportos atualmente em zonas urbanas e decidir sobre a construção de quaisquer novos aeroportos em zonas ambientalmente sensíveis, como é o caso da proposta de novo aeroporto para a região de Lisboa, após uma Avaliação Ambiental Estratégica sem condicionamento prévio de localização e com base num Plano Nacional Aeroportuário articulado com o Plano Rodoviário Nacional e com o Plano Ferroviário Nacional”.

BE

  • “Devem estar asseguradas ligações funcionais entre os vários sistemas logísticos – portos, aeroportos, plataformas logísticas regionais e fronteiras – por onde circularão os serviços ferroviários”.
  • “A construção da terceira travessia do Tejo, exclusivamente ferroviária, com serviço a várias valências ferroviárias (alta velocidade, rede nacional e regional ferroviária, metropolitanos e MLS da AML, transporte de mercadorias) visando eliminar o estrangulamento da rede ferroviária nacional constituído pela travessia do Tejo, para além de ser uma infraestrutura indispensável para uma acessibilidade sustentável ao futuro Aeroporto de Lisboa, em Alcochete”.
  • “O tram-train do Algarve, ligando Faro a Portimão, via aeroporto, e as diferentes cidades que se localizam junto à orla costeira algarvia, num total de 63km”.
  • “No final desse ano [2012], foi comprada pelo grupo francês Vinci a troco de 3080 milhões de euros; no entanto, 1200 milhões correspondem à concessão dos aeroportos por cinquenta, em regime de monopólio. Facto é que a ANA, em apenas dez anos, gerou lucros de 1.437 milhões de euros a favor da Vinci, que assim recuperou o dinheiro que investiu para a exploração dos aeroportos portugueses”.
  • “Na União Europeia, para além de Portugal, apenas Chipre, Hungria e Eslovénia tinham todos os seus aeroportos concessionados a entidades privadas. Esta é mais uma das áreas em que Governos passados desbarataram a soberania nacional em nome do negócio privado”.
  • “Em janeiro de 2024, o Tribunal de Contas apresentou um relatório que acusa o processo de privatização da ANA de ‘não ter salvaguardado o interesse público’ e ter sido assente em ‘deficiências graves’. O detalhe da acusação sublinha como foi feita esta privatização: abaixo do valor que tinha sido ‘oferecido e aceite’, após uma ‘avaliação intempestiva’ à empresa concessionária dos dez maiores aeroportos nacionais, sem uma ‘avaliação prévia’ para calcular o preço, como era ‘legalmente exigível’”.
  • “O aeroporto que não descola”.
  • “Fala-se de um novo aeroporto há 50 anos”.
  • “O aeroporto, uma decisão estratégica, não pode continuar a ser adiado e a sua localização ideal já está estudada”.
  • “Garantia de que a ANA prolonga a pista do aeroporto da Horta com vista à melhoria das condições de operacionalidade”.
  • “Programa para a melhoria da operacionalidade do Aeroporto da Madeira, incluindo investimento em meios tecnológicos e estudo dos ventos”.
  • “Conversão da Base das Lajes num aeroporto plenamente civil, exigindo aos EUA as indemnizações devidas pelos danos ambientais e sociais causados”.

PCP

  • “O Plano Nacional de Investimentos PNI2030 deve ser redefinido para dele excluir em definitivo o recurso ao modelo das PPP, e deve apontar como infraestruturas estratégicas: a construção faseada do Novo Aeroporto Internacional de Lisboa (NAL) no Campo de Tiro de Alcochete com o encerramento progressivo da Portela”.
  • “Retomar o controlo público sobre a ANA (para a gestão e expansão da rede aeroportuária, e a construção do Novo Aeroporto nos terrenos públicos do Campo de Tiro de Alcochete)”.

IL

  • “Dar rapidamente início ao processo de construção do novo Aeroporto”.
  • “Portugal não pode continuar a perder dinheiro porque não se decide sobre a localização do novo aeroporto. A Iniciativa Liberal considerará a viabilidade financeira e económica das principais opções, com base nas conclusões da Comissão Técnica Independente e no resultado da consulta pública, bem como nas questões de índole contratual implicadas na construção do aeroporto. Após o fim da consulta pública que decorre e posterior publicação do relatório final da Comissão Técnica Independente, a Iniciativa Liberal assume o compromisso de decidir sobre a localização do novo aeroporto no primeiro mês após a entrada em funções do novo Governo“.
  • “O Estado, as Regiões Autónomas e as Autarquias Locais dispõem de um vasto património, desde praias a praças e aeroportos, que está sujeito a legislação, pouco desenvolvida, fragmentária e muitas vezes desatualizada”.

PAN

  • “Defender a criação de uma linha ferroviária do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, em termos que assegurem a conexão com a rede de transportes públicos da Área Metropolitana do Porto”.
  • “Assegurar a avaliação da opção Aeroporto de Beja (seja como solução principal, seja como solução complementar) no âmbito da decisão política sobre o novo aeroporto e concretizar a opção estratégica que tenha menor impacto ambiental a nível local”.
  • “Pôr fim à realização de voos noturnos entre as 00h00 e as 06h00 da manhã em todos os aeroportos nacionais, exceto em caso de voos de emergência e de caráter humanitário”.
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Nova Edição: Fotorreportagem dos Portugal Travel Awards, Living Tours, Tunísia e dossier MICE
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Nova Edição: Fotorreportagem dos Portugal Travel Awards, Living Tours, Tunísia e dossier MICE

A nova edição do Publituris recorda, em fotorreportagem, os Portugal Travel Awards. Além disso, saiba os planos da Living Tours, a estratégia da Tunísia para chegar aos 100 mil turistas portugueses e um dossier sobre o segmento MICE em Portugal.

A última edição do mês de julho do jornal Publituris faz capa com a fotorreportagem dos Portugal Travel Awards 2024. Veja ou reveja os melhores momentos da festa do turismo que, pela primeira vez, se realizou na cidade do Porto, no Pestana Douro Riverside. Além da entrega dos prémios aos vencedores, também houve tempo para a festa e networking.

Esta edição revela, igualmente, os planos que a Living Tours tem para o futuro. Com uma faturação prevista de 30 milhões de euros para 2024, a Living Tours é, atualmente, uma das maiores empresas nacionais na área dos DMC e animação turística e tem planos ambiciosos para continuar a crescer, revelou ao Publituris Rui Terroso, CEO e fundador da empresa. O lançamento de novos produtos e a expansão com oferta própria para todo o território nacional são algumas das novidades para breve desta empresa que quer também continuar a internacionalização além da Península Ibérica.

O ministro tunisino do Turismo e Artesanato, Mohamed Moez Belhassine, que esteve recentemente em Portugal a representar o seu país na FIA Lisboa 2024, em que a Tunísia esteve em destaque na qualidade de país convidado, concedeu uma entrevista ao Publituris, em que passou em revista o atual estado do turismo, avançou as estimativas para o setor este ano, que tudo leva a crer, baterá os resultados recordes de 2019, mas também falou da estratégia do Governo para os próximos anos.

O dossier desta edição é dedicado ao MICE. Portugal está bem posicionado no ranking da International Congress and Convention Association (ICCA), aparecendo em 9.º lugar a nível mundial. O segmento MICE no nosso país continua a trajetória ascendente, mas, de acordo com os profissionais ouvidos, é preciso desenvolver mais e melhor as infraestruturas, bem como a conectividade, para que o país possa atingir lugares mais altos.

Além de ouvidos vários players que atuam no mercado MICE, o Publituris falou, igualmente, com o presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade, que admite que “a oferta relacionada com a MICE Industry alcançou já um excelente nível de reconhecimento internacional” e que as estratégias adotadas têm tido “resultados positivos”.

Já Carla Salsinha, presidente da Entidade Regional de Turismo de Lisboa, cidade que aparece em 2.º lugar a nível europeu no ranking da ICCA, salienta que “a questão não é, de todo, levar eventos para outras localizações”, mas sim “que outras localizações conquistem mais eventos”.

Além do Check-in, as opiniões desta edição pertencem a Francisco Jaime Quesado (economista e gestor), Sílvia Dias (Savoy Signature), António Paquete (economista) e Carlos Torres (jurista e professor na ESHTE).

A versão completa desta edição é exclusiva para subscritores do Publituris. Pode comprar apenas esta edição ou efetuar uma assinatura do Publituris aqui obtendo o acesso imediato.

Para mais informações contacte: Carmo David | [email protected] | 215 825 430

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Edição Digital: Fotorreportagem dos Portugal Travel Awards, Living Tours, Tunísia e dossier MICE

A nova edição do Publituris recorda, em fotorreportagem, os Portugal Travel Awards. Além disso, saiba os planos da Living Tours, a estratégia da Tunísia para chegar aos 100 mil turistas portugueses e um dossier sobre o segmento MICE em Portugal.

A última edição do mês de julho do jornal Publituris faz capa com a fotorreportagem dos Portugal Travel Awards 2024. Veja ou reveja os melhores momentos da festa do turismo que, pela primeira vez, se realizou na cidade do Porto, no Pestana Douro Riverside. Além da entrega dos prémios aos vencedores, também houve tempo para a festa e networking.

Esta edição revela, igualmente, os planos que a Living Tours tem para o futuro. Com uma faturação prevista de 30 milhões de euros para 2024, a Living Tours é, atualmente, uma das maiores empresas nacionais na área dos DMC e animação turística e tem planos ambiciosos para continuar a crescer, revelou ao Publituris Rui Terroso, CEO e fundador da empresa. O lançamento de novos produtos e a expansão com oferta própria para todo o território nacional são algumas das novidades para breve desta empresa que quer também continuar a internacionalização além da Península Ibérica.

O ministro tunisino do Turismo e Artesanato, Mohamed Moez Belhassine, que esteve recentemente em Portugal a representar o seu país na FIA Lisboa 2024, em que a Tunísia esteve em destaque na qualidade de país convidado, concedeu uma entrevista ao Publituris, em que passou em revista o atual estado do turismo, avançou as estimativas para o setor este ano, que tudo leva a crer, baterá os resultados recordes de 2019, mas também falou da estratégia do Governo para os próximos anos.

O dossier desta edição é dedicado ao MICE. Portugal está bem posicionado no ranking da International Congress and Convention Association (ICCA), aparecendo em 9.º lugar a nível mundial. O segmento MICE no nosso país continua a trajetória ascendente, mas, de acordo com os profissionais ouvidos, é preciso desenvolver mais e melhor as infraestruturas, bem como a conectividade, para que o país possa atingir lugares mais altos.

Além de ouvidos vários players que atuam no mercado MICE, o Publituris falou, igualmente, com o presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade, que admite que “a oferta relacionada com a MICE Industry alcançou já um excelente nível de reconhecimento internacional” e que as estratégias adotadas têm tido “resultados positivos”.

Já Carla Salsinha, presidente da Entidade Regional de Turismo de Lisboa, cidade que aparece em 2.º lugar a nível europeu no ranking da ICCA, salienta que “a questão não é, de todo, levar eventos para outras localizações”, mas sim “que outras localizações conquistem mais eventos”.

Além do Check-in, as opiniões desta edição pertencem a Francisco Jaime Quesado (economista e gestor), Sílvia Dias (Savoy Signature), António Paquete (economista) e Carlos Torres (jurista e professor na ESHTE).

Leia aqui a edição.

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Veja ou reveja os Publituris Portugal Travel Awards 2024 em imagens

4 de julho foi a data dos Publituris Portugal Travel Awards 2024. No dia em que publicamos os melhores momentos na edição em papel, fica aqui o registo digital do evento.

A 19.ª edição dos Publituris Portugal Travel Awards decorreu no passado dia 4 de julho no Pestana Douro Riverside, na primeira vez que os prémios viajaram até à cidade do Porto.

Conhecidos que são os 22 vencedores, em 177 nomeados, e entregue o prémio “Belmiro Santos” a Raul Martins, fica o registo fotográfico no formato digital para ver e rever.

Resta-nos felicitar, mais uma vez, todos os nomeados, dar os parabéns aos vencedores, e agradecer ao main sponsor novobanco, apoios do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), Câmara Municipal do Porto, aos patrocinadores Pestana Hotel Group, Consolidador.com, Mawdy, Europastry, Nescafé, Lufthansa LGSP, Grohe, e aos parceiros GR8 events, Movielight, Multislide, Workgroup.

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Autarca do Porto critica localização do novo aeroporto de Lisboa

Segundo Rui Moreira, a localização proposta para o aeroporto “tem tantos problemas como tem o Montijo”, o que leva o autarca do Porto a mostrar-se “nada otimista” face à construção da nova infraestrutura aeroportuária da capital portuguesa.

O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, criticou esta quarta-feira, 17 de julho, a escolha do Campo de Tiro de Alcochete para localização do novo aeroporto de Lisboa, afirmando-se “nada otimista” em relação à construção da nova infraestrutura aeroportuária da capital portuguesa.

“Não tenho nenhum otimismo relativamente ao aeroporto de Lisboa. Não tenho otimismo por variadíssimas razões. Em primeiro lugar, vamos ver o que é que vai dar o Estudo de Impacto Ambiental que vai ter que ser refeito”, disse o autarca aos jornalistas em Esposende, à margem do debate “O novo aeroporto de Lisboa e a Linha de TGV”, organizado pela Associação Empresarial do Minho (AEMinho).

Segundo Rui Moreira, a localização proposta para o aeroporto “tem tantos problemas como tem o Montijo”, a começar pelo facto de ser “uma das maiores aquíferas da Europa”, mantendo-se ainda “o problema das aves ou da migração entre os estuários do Tejo e do Sado”, bem como da existência de “dezenas de milhares de sobreiros”.

“A meu ver, a localização é errada, porque é uma distância excessivamente grande da capital, e depois porque é um aeroporto que está previsto para qualquer coisa como a triplicação do tráfego”, explicou o presidente da Câmara Municipal do Porto.

Rui Moreira mostrou-se também reticente face ao número de passageiros que o novo aeroporto de Lisboa terá capacidade para receber, defendendo que é difícil “imaginar como é que Lisboa e a Península de Setúbal vão ter capacidade para ter o triplo das pessoas” e que isso não é “razoável”.

“Bem sei que há muita gente que acha que as pessoas do Porto não devem dar opiniões sobre coisas de Lisboa, mas isto é um projeto nacional”, disse ainda o autarca do Porto, explicando que a sua opinião tem por base estudos encomendados quando era presidente da Associação Comercial do Porto (ACP).

Para Rui Moreira, o novo aeroporto vai ter ainda o problema de “ter uma companhia aérea que acredite” num grande ‘hub’ internacional, uma vez que, disse ainda, não sabe ser a TAP vai ter “músculo” que justifique a existência de um hub.

Já relativamente à linha ferroviária de alta velocidade entre Porto e Lisboa, para a qual foi esta quarta-feira aprovado um financiamento de 813 milhões de euros por parte da União Europeia, Rui Moreira acredita que desta vez irá mesmo acontecer, após “uma história que começa em 1995”.

“São muitos anos, muitas proclamações, muitos anúncios, portanto vamos ver se desta vez as coisas arrancam mesmo”, afirmando que a região não pode “continuar a depender da Linha do Norte, que é claramente insuficiente para mercadorias e para passageiros, não tem a velocidade desejada”.

Para Rui Moreira, “o avião não é conveniente em curtas distâncias e vai ser proibido em distâncias inferiores a 400 quilómetros”, prevendo-se também uma menor utilização das autoestradas.

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Transforme o Revenue Management do seu hotel com a parceria estratégica entre a XLR8 RMS e a RateIntel.

Parceria entre a XLR8 RMS e a RateIntel

Temos o prazer de anunciar a parceria entre a XLR8 RMS e a RateIntel.

A integração do RMS da XLR8 com a inovadora ferramenta de pesquisa de tarifas (Rate Shopper) da RateIntel transformará o Revenue Management da sua unidade hoteleira.

Esta parceria permitirá aos hotéis:

Reduzir a complexidade: O RMS da XLR8 simplifica o trabalho de Revenue Management, tornando-o mais eficiente e economizando significativamente o seu tempo; A integração com a RateIntel adiciona outra camada simplificada, fornecendo informações imediatas dos seus preços e de como estes se comparam aos dos seus concorrentes.

Melhorar os processos de otimização: Identificar tendências de mercado e definir preços dinâmicos nunca foi tão fácil. O RMS da XLR8 elimina a dificuldade dessas tarefas e, agora, com os insights da RateIntel, é possível entender facilmente as estratégias de preços dos concorrentes. Esta combinação possibilita decisões de preços mais informadas e estratégicas, aumentando a sua vantagem competitiva.

Aumentar a rentabilidade: A integração com o Rate Shopper da RateIntel garante que tenha uma visão diária das suas tarifas e de como estas se comparam às tarifas dos seus principais concorrentes. Essa visibilidade permite ajustes em tempo real, o que possibilita o aumento da sua receita e a melhoria do seu posicionamento no mercado.

 

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Soltour lança charters de verão do Porto para Múrcia e Almería

A Soltour vai disponibilizar charters desde o Porto para Múrcia e Almería, em Espanha, ao longo deste verão, em voos diretos que decorrem até 11 e 19 de setembro, respetivamente.

A Soltour lançou mais duas operações charter para este verão, ambas com partida do Porto e destino a Múrcia e Almería, em Espanha, avançou o operador turístico, em comunicado.

Segundo a Soltour, o charter para Múrcia conta com partidas entre 16 de julho e 11 de setembro, enquanto os voos para Almería acontecem até 19 de setembro, tratando-se, em ambos os casos, de voos diretos.

A inauguração de ambas as operações já aconteceu, com a Soltour a sublinhar que Múrcia oferece praias mediterrânicas, já que se trata de uma cidade costeira localizada Málaga e Alicante.

“A região tem uma oferta variada de natureza, graças à sua diversidade paisagística de praias, colinas e florestas, ideal para os amantes de caminhadas, bem como para os viajantes mais urbanos com a energia e o ambiente universitário da cidade de Múrcia. A sua catedral barroca, com o segundo campanário mais alto de Espanha, e as suas encantadoras ruas calcetadas convidam a explorar a cidade e a desfrutar de tapas, cerveja e música ao vivo nas suas diversas esplanadas”, refere a Soltour.

Já Almería, na Andaluzia, é conhecida por pela natureza, gastronomia e cultura, ainda que também as praias desta cidade espanhola sejam famosas, seja pela qualidade do areal ou da água do mar.

“A apenas 20 quilómetros da capital, os viajantes encontrarão o Parque Natural do Cabo de Gata-Níjar, o maior tesouro natural da província, sem esquecer as suas praias, excelentes tanto pela qualidade da areia como pela limpeza das águas”, lê-se na informação divulgada pelo operador turístico.

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ECTAA apresenta Manifesto com indicações sobre o “essencial para o setor das viagens”

A ECTAA divulgou, recentemente, o seu Manifesto através do qual dá indicações sobre as “ações cruciais para promover uma indústria de viagens competitiva e sustentável”.

A European Travel Agents’ and Tour Operators’ Associations (ECTAA), da qual a portuguesa APAVT faz parte, divulgou o seu Manifesto, instando a União Europeia, agora que as instituições europeias se preparam para os próximos cinco anos, a tomar iniciativas estratégicas e a prestar apoio regulamentar para reforçar a resiliência do sector, promover a inovação e garantir a sustentabilidade.

“Agora que conhecemos os novos membros do Parlamento Europeu e as suas responsabilidades, é o momento certo para explicarmos o que consideramos essencial para o setor das viagens”, afirma Eric Drésin, secretário-geral da ECTAA.

O documento publicado pela organização sublinha a necessidade de uma proteção sólida dos consumidores e de transparência na distribuição, assegurando que os viajantes beneficiam de opções de viagem “claras, justas e seguras”. Ao abordar estas áreas-chave, o manifesto define um “caminho claro” para que os decisores políticos e as partes interessadas do setor colaborem eficazmente, garantindo um futuro próspero para o setor europeu das viagens.

A prioridade para os próximos anos passa, assim, pela revisão da diretiva relativa às viagens organizadas. A atual diretiva já garante um elevado nível de proteção do consumidor para as viagens organizadas em termos de informação ao cliente, proteção contra a insolvência e assistência quando algo corre mal. “Qualquer novo texto deve ter por objetivo manter a proteção dos consumidores sem impor encargos desnecessários aos operadores turísticos ou confundir as disposições”, considera-se no manifesto.

No entanto, a ECTAA está “preocupada” com a garantia de escolha do consumidor e com a “transparência” das opções de viagem no futuro. “Os consultores de viagens precisam de ter acesso garantido a conteúdos de viagem completos em condições justas, razoáveis e não discriminatórias”, lê-se no documento. É igualmente importante “garantir direitos efetivos” aos passageiros dos transportes uni e multimodais, que incluam “regras viáveis de reembolso dos bilhetes e a proteção dos dados dos passageiros”. Por último, a ECTAA considera ser “da maior importância” rever o regime especial do IVA para as agências de viagens, a fim de atualizar as regras, resolver as distorções da concorrência e garantir uma aplicação uniforme em toda a Europa.

“Atualmente, a Europa conta com mais de 80.000 agências de viagens que sofreram uma transformação notável nos últimos anos. Passaram de simples intermediários a guias especializados num sistema de viagens complexo. Ao olharmos para o futuro, estes consultores desempenharão um papel cada vez mais importante, respondendo à procura crescente de alternativas adaptadas e sustentáveis às ofertas turísticas convencionais. Apoiar a transição ecológica do turismo é essencial, com a ECTAA a defender um financiamento específico para ajudar as empresas a investir em práticas sustentáveis”, conclui, por sua vez, Frank Oostdam, presidente da ECTAA.

Universo ECTAA

  • 80.000 Agências de Viagens
  • 350.000 Empregados
  • 197 mil milhões de euros em faturação
  • 60 mil milhões de euros em venda de bilhetes de avião
  • 300 milhões de bilhetes vendidos/ano
  • 210 milhões de pacotes de viagens vendidos/ano
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Emirates volta a recrutar em Portugal

Entre 24 e 28 de julho, a Emirates volta a realizar mais uma edição dos seus Open Days em Portugal, numa nova sessão de recrutamento que vai passar por Lisboa, Porto e Braga.

A Emirates vai voltar a realizar mais uma edição dos seus Open Days em Portugal, numa nova ação de recrutamento que, segundo a companhia aérea do Dubai, vai passar por Lisboa, Porto e Braga, entre 24 e 28 de julho.

No total, esta edição dos Open Days da Emirates vai passar por três cidades nacionais, arrancando em Lisboa, a 24 de  julho, no hotel Ramada by Wyndham Lisbon, enquanto no dia 26 de julho a sessão de recrutamento tem lugar no Porto, no Porto Palácio Hotel, terminando em Braga, no dia 28 de julho, no Hotel Vila Galé Collection Braga. Todas as sessões começam pelas 09h00.

Segundo um comunicado da companhia aérea, “os três Open Days são eventos de entrada livre e não é necessário registo prévio”, ainda que seja recomendável que os candidatos consultem os requisitos necessários, que estão disponíveis aqui.

“Todos os candidatos selecionados que iniciem a sua carreira de tripulante de cabine serão submetidos a uma intensa formação de oito semanas nos mais elevados padrões de hospitalidade, segurança e prestação de serviços, nas modernas instalações da Emirates no Dubai”, indica a Emirates, destacando que a sua tripulação beneficia de um “pacote salarial distinto” e com uma ampla “variedade de benefícios”.

Entre os benefícios oferecidos pela Emirates, o destaque vai para “um salário isento de impostos, alojamento gratuito fornecido pela empresa, transporte gratuito de e para o trabalho, excelente cobertura médica, bem como descontos exclusivos em compras e atividades de lazer no Dubai”.

Recorde-se que a Emirates voa para Portugal há 12 anos e oferece atualmente 14 voos semanais a partir de Lisboa, sendo também conhecida por ser o maior operador mundial de aviões Boeing 777 e Airbus A380.

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Negócios no setor das viagens e turismo caem 12,6% no 1.º semestre de 2024

A atividade global de negócios no setor das viagens e turismo continua em queda. Nos primeiros seis meses de 2024 foram realizados menos 12,6% que em igual período de 2023. A Europa foi a exceção onde o volume de negócios aumentou 11,7%.

 

 

 

No primeiro semestre de 2024 foram realizados e/ou anunciados, globalmente, 347 negócios no setor das viagens e turismo (incluindo fusões e aquisições, private equity e financiamento de risco), representando uma quebra de 12,6& em comparação aos 397 negócios realizados/anunciados durante o mesmo período de 2023, avança a GlobalData.

A análise do banco de dados de negócios da GlobalData revela que o volume de negócios de M&A (fusões e aquisições) diminuiu 7,4% durante os primeiros seis meses de 2024 em comparação com o período homólogo de 2023, enquanto o número de negócios de financiamento de risco caiu 29,6% na análise do mesmo período. Já o volume de negócios de private equity permaneceu no mesmo nível.

A América do Norte, a Ásia-Pacífico, o Oriente Médio e a África e as regiões da América do Sul e Central testemunharam uma descida anual de 31,7%, 14,5%, 11,1% e 41,7% no volume de negócios durante o primeiro semestre de 2024 em comparação com o primeiro semestre de 2023, respetivamente, enquanto a Europa viu um crescimento anual de 11,7% no volume de negócios.

Da mesma forma, os EUA, China, Austrália e França testemunharam um declínio, na comparação anual, no volume de negócios em 31,5%, 46,4%, 18,8% e 40%, respetivamente, durante o primeiro semestre de 2024 em comparação com o mesmo período do ano anterior. No entanto, mercados como o Reino Unido, Índia e Japão viram os respetivos volumes de negócios crescerem 7,9%, 12% e 18,2% no período em análise.

Aurojyoti Bose, analista principal da GlobalData, refere que, “apesar de se ter registado um declínio a nível global devido a uma diminuição do sentimento de negociação, a tendência foi mista nos diferentes mercados e regiões, com alguns países a contribuírem para a quebra, enquanto outros registaram uma melhoria da atividade acontecendo o mesmo com os tipos de transações abrangidas”.

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14% da procura turística feminina está nas mulheres que viajam sozinhas

As mulheres que viajam sozinhas representam 14% do total da procura turística feminina, avançando uma análise da Mabrian e do The Data Appeal Company-Almawave Group que a segurança e a variedade das experiências disponíveis no destino são fatores decisivos na escolha para a “viagem perfeita”.

As mulheres que viajam sozinhas são cada vez mais, um segmento crescente e muito atrativo. Na realidade, 14% das mulheres viajam sem qualquer companhia de familiares, amigos ou companheiros/as, o que se traduz em hábitos, necessidades e expectativas, bem como produtos e serviços turísticos específicos, revelam os dados de um estudo realizado pela Mabrian e da The Data Appeal Company-Almawave Group que analisa a procura por parte das mulheres que viajam sozinhas a nível global, identificando, ao mesmo, tempo, cinco fatores-chave que definem o perfil deste segmento.

Carlos Cendra, partner e diretor de Marketing e Comunicação da Mabrian, explica que “as mulheres que viajam sozinhas refletem uma mudança cultural que surgiu antes da pandemia e ganhou força com a ascensão das viagens de experiências, em que o bem-estar ativo está no centro das preferências”.

Os dados mostram, também, que, embora a maioria das mulheres viajantes escolha o verão para os seus planos a solo, os meses de junho e setembro são os preferidos, refletindo, assim, “o potencial deste segmento durante a época média”, assinala ainda o responsável da Mabrian.

Para compreender o que molda este segmento, a Mabrian analisou dados consolidados de todo o ano de 2023 referente aos 10 principais mercados de origem globais para o segmento de mulheres que viajam sozinhas. Já o “The Data Appeal” examina as tendências atuais da procura de mulheres que viajam sozinhas para a atual época de verão para os principais destinos europeus, com base em voos reservados entre 1 de junho e 30 de setembro de 2024.

Certo é que, segundo Mirko Lalli, CEO e fundador da The Data Appeal Company, “as mulheres que viajam sozinhas estão a aumentar”. Com base nos dados de reserva do GDS, Lalli destaca vários exemplos importantes, como a Itália, país que desde junho de 2023, recebeu mais 1,1% de mulheres que viajam sozinhas, “um segmento que deve representar 21,7% de todos os turistas que visitam destinos italianos nos próximos seis meses.” A mesma tendência é observada noutras capitais europeias, “como Paris, Amesterdão e Londres, também projetadas para receber mais de 30% de mulheres que viajam sozinhas nos próximos seis meses”.

As cinco tendências identificadas pela Mabrian e The Data Appeal Company são:

1 – De onde vêm as mulheres que viajam sozinhas? As europeias lideram o ranking das mulheres que viajam sozinhas. De acordo com os dados da Mabrian, as mulheres que viajam sozinhas vêm principalmente da Alemanha, Reino Unido, França, EUA e Itália, completando o Top 10 países como Espanha, Austrália, Brasil, Polónia e Japão. A análise da Data Appeal, mostra ainda que mais de 30% dos viajantes alemães e britânicos que reservaram voos para viajar este verão são mulheres que viajam sozinhas.

2 – Quais são os seus destinos preferidos? Três em cada quatro viajantes do sexo feminino escolhem destinos domésticos. Os países preferidos das mulheres que viajam sozinhas são a Alemanha, a Itália, a Espanha, o Reino Unido, a França, os EUA, o Japão, a Polónia, o Brasil e a Austrália. Esta classificação reflete o peso das viagens domésticas nas escolhas destas mulheres viajantes. De facto, 75% das mulheres viajantes dos 10 principais mercados para mulheres que viajam sozinhas escolhem destinos domésticos, embora existam diferenças notáveis em função do país de origem.

No que diz respeito à reputação e à perceção online, as mulheres que viajam sozinhas tendem a classificar bem os destinos da sua preferência, mas esses índices são inferiores aos dos viajantes médios, como indicam as pontuações de sentimento da The Data Appeal Company. Por exemplo, a pontuação de sentimento da Alemanha é de 85 pontos (em 100 possíveis) entre os viajantes médios, mas para as mulheres que viajam sozinhas, a pontuação é de 81, tal como em Itália (87 vs. 84), Espanha (85 vs. 82), Reino Unido (85 vs. 79) e França (84 vs. 79).

Neste particular, Mirko Lalli assinala que “as prioridades das mulheres que viajam sozinhas quando escolhem um destino de viagem estão por trás destas pontuações ligeiramente mais baixas, uma vez que a procura deste segmento depende de questões como a perceção social, fatores culturais ou mesmo a disponibilidade de alojamento, atrações e experiências que reflitam as expectativas e necessidades das mulheres”.

3 – A segurança é um fator relevante para as mulheres que viajam sozinhas. “Para este segmento de mulheres viajantes, as cidades são uma alternativa muito completa, porque têm uma oferta turística variada e diversificada, com diferentes níveis de preços, num ambiente cosmopolita e aberto que elas percecionam como seguro e reconhecível”, refere Carlos Cendra.

De facto, como mostra o Índice de Perceção de Segurança (PSI) da Mabrian, a segurança é um dos aspetos fundamentais para a escolha de um destino: as 10 cidades preferidas por este segmento de mulheres viajantes são todas percebidas como destinos seguros, como refletido pelos seus PSI particularmente elevados, que variam entre 85 e 98 pontos em 100 possíveis.

4 – Quem são os mais aventureiros? Espanholas, italianas e japonesas. Quase metade das mulheres espanholas que viajam sozinhas (48%) escolhem destinos internacionais, tal como 36% das italianas e 34% das japonesas; uma tendência consistente observada nas reservas para o verão de 2024 para a Europa, analisadas pela The Data Appeal Company. De facto, cerca de 30% dos viajantes espanhóis que voam para destinos britânicos este verão são mulheres que viajam sozinhas; semelhante às mulheres japonesas, que representam 25% do total de reservas de verão para Itália ou Reino Unido.

Em contrapartida, sete em cada dez francesas e polacas preferem destinos no seu próprio país quando viajam sozinhas, tal como 77% das britânicas e 85% das alemãs, americanas e australianas. Apenas 8% das brasileiras que viajam sozinhas escolhem destinos internacionais. “Escolher destinos próximos, tanto domésticos como de curta distância, é uma forma de quebrar o gelo para eventualmente escolherem outros lugares mais distantes ou exóticos para as suas próximas viagens”, assinala Cendra.

5 – Os destinos urbanos são os preferidos das mulheres que viajam sozinhas. O turismo urbano é especialmente relevante entre este segmento de viajantes. Como mostram os dados, nove das dez cidades mais visitadas por mulheres que viajam sozinhas são cidades europeias, e apenas Espanha apresenta duas cidades neste ranking, liderado por Londres, Paris, Tóquio, e seguido por Madrid, Roma, Berlim, Varsóvia, Barcelona, Lisboa e Milão.

Entre os cinco países mais visitados por mulheres que viajam sozinhas (Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido e França), os destinos preferidos são cidades bem conectadas, que estão na lista de desejos de viajantes de todo o mundo, que também oferecem uma rica combinação de experiências de viagem, especialmente planos culturais e atrações.

Foto: Depositphotos.com
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