Turismo

Pedro Nuno Santos garante “não perder um segundo” relativamente ao aeroporto

O secretário-geral do Partido Socialista e candidato a primeiro-ministro, Pedro Nuno Santos, garantiu, no almoço-debate, organizado pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP), que “à primeira oportunidade, não vou perder mais um segundo” relativamente à decisão para o novo aeroporto.

Victor Jorge
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Pedro Nuno Santos garante “não perder um segundo” relativamente ao aeroporto

O secretário-geral do Partido Socialista e candidato a primeiro-ministro, Pedro Nuno Santos, garantiu, no almoço-debate, organizado pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP), que “à primeira oportunidade, não vou perder mais um segundo” relativamente à decisão para o novo aeroporto.

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Pedro Nuno Santos, secretário-geral do Partido Socialista (PS) e candidato a primeiro-ministro de Portugal, deixou a certeza de que, a ser eleito líder do próximo Governo, saído das eleições de 10 de março, que “o país não pode mais dar-se ao luxo de desperdiçar a vinda de turistas”, uma vez que “não somos propriamente um país rico que se pode dar ao luxo de desperdiçar aquilo em que tem vantagens. E nós temos vantagens claras no nosso posicionamento geográfico em fazer a ligação entre o Atlântico e a Europa. Nós temos feito isso, mas temos feito isso numa condição altamente precária”, admitiu o candidato do PS a primeiro-ministro no primeiro almoço-debate organizado pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP), e que no dia 15 de fevereiro terá Luís Montenegro, líder do Partido Social Democrata, como convidado.

“É com a certeza de que, à primeira oportunidade, não vou perder nem mais um segundo”, frisou Pedro Nuno Santos (PNS) no que diz respeito a uma decisão relativamente à localização e construção do novo aeroporto para Lisboa.

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“É que são décadas desperdiçadas e que apenas traduzem esta cultura nacional que temos, a incapacidade de conseguir decidir uma localização para o novo aeroporto”. Uma incapacidade que, segundo PNS, “custou ao país, ao longo de décadas, milhares de milhões de euros, porque o contador que a CTP colocou na 2.ª Circular, quando foi colocado, não contabiliza o que já se perdeu”.

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“Temos um aeroporto com uma pista esgotada, sem as melhores condições para receber os nossos turistas”, admitiu PNS, considerando que, “quantos dos nossos turistas que ainda não saíram do aeroporto já estão a dizer mal da cidade de Lisboa e do país? O aeroporto é o primeiro contacto com o território, o primeiro contacto com o país”. “E não é só uma má experiência, como todos os anos negamos a possibilidade de milhares de pessoas visitarem o nosso país”.

Por isso, Pedro Nuno Santos também colocou as suas perguntas e questionou “como chegamos até aqui. Como é que não somos ainda mais desenvolvidos e não somos aquilo que poderíamos ser?”, considerando que esta questão está espelhada na “dificuldade em tomarmos decisões como nesta matéria do aeroporto”.

Para Pedro Nuno Santos, de resto, nenhuma localização a ser escolhida terá apoio maioritário. “Não vai haver consenso quanto à localização, mas não podemos estar indefinidamente a arrastar os pés, a adiar. São 50 anos. Os primeiros estudos são de 1972. Já passaram 50 anos, já se estudaram cerca de 19 localizações. O que é que Portugal está à espera?.”

E a decisão sobre o novo aeroporto tem, para o secretário-geral do PS duas razões. Uma delas é “prática. Precisamos de avançar o quanto antes”.

A segunda é “simbólica”, porque é ”passar uma mensagem clara ao país de que o país tem de avançar, não pode estar a arrastar, não pode estar parado, não pode ter medo”.

Por isso, “decidir é para mim tão importante quanto a necessidade prática de ter o aeroporto. É passar uma mensagem para o país de que nós, de facto, não podemos continuar a adiar decisões”, frisou Pedro Nuno Santos para “concluir o capítulo” aeroporto.

O segundo tema, como não podia deixar de ser, foi a TAP Air Portugal. Neste caso em particular, Pedro Nuno Santos admitiu que “foi um processo difícil” e que será “uma mochila que carrego e carregarei para o resto da minha vida”, fazendo referência a uma empresa que “estava no chão, com capitais próprios negativos, falida. Portanto, já tinha problemas antes da pandemia e nós decidimos. O governo decidiu e participei na decisão de intervencionar a empresa, com muito gosto”, disse Pedro Nuno Santos.

Reconhecendo que o processo “teve erros, teve falhas”, o secretário-geral do PS reforçou a ideia de que a empresa, na altura, “tinha cerca de 500 milhões de euros de capitais próprios negativos, que não tinha atividade, que já dava prejuízo antes da pandemia de 100 milhões de euros por ano”.

“Pegámos na empresa, decidimos intervencioná-la, fizemos um plano de reestruturação, fomos negociar a Bruxelas, numa negociação muito difícil e toda a gente em Portugal dizia que íamos sair de lá com uma TAPzinha”.

A história contada por PNS aponta para um “plano de reestruturação aprovado, a contratação de uma administração que pôs a empresa a funcionar e a dar dinheiro. Uma empresa cronicamente deficitária que nos primeiros nove meses do ano 2023 deu 200 milhões de euros de lucro”, destacou Pedro Nuno Santos. “E ao fim deste tempo todo, continua a ser um tema usado contra mim”, rematou ainda, referindo que “pusemos a empresa a servir a economia nacional e a dar dinheiro”.

Pedro Nuno Santos recordou ainda que a TAP não foi a única companhia aérea em Portugal resgatada. “Mas só esta é que atraiu atenção e só os políticos que decidiram intervencionar a empresa é que são criticados politicamente. Mas temos outra companhia aérea que foi alvo de intervenção pública, a SATA. E já agora, não foi por um Governo do PS, foi por um Governo PSD CDS-PP, apoiado pela Iniciativa Liberal e pelo Chega”.

“Eu defenderia a intervenção na SATA. Só que é este dualismo, esta incoerência que caracteriza a política em Portugal, infelizmente, que nos impede de olhar para os temas como eles devem ser olhados”.

Ainda no capítulo SATA, PNS recordou que a intervenção na companhia açoriana “correspondeu a 10% do PIB regional dos Açores. A intervenção na TAP pesou 1,5% para o Continente. Para percebermos a dimensão da intervenção que foi feita na SATA nos Açores, do qual ninguém se queixa, da qual ninguém diz nada”.

Pedro Nuno Santos também lembrou que, no caso da TAP, “estamos a falar de uma empresa que irá chegar aos quatro mil milhões de euros de faturação, em 2023. É disso que estamos a falar. Uma empresa que exporta como praticamente mais nenhuma em Portugal, uma empresa que contrata a mais de 1.000 empresas nacionais, cerca de 1.300 milhões de euros por ano”.

Além da questão aérea, Pedro Nuno Santos também fez referência ao trabalho feito na ferrovia, considerando-a “um instrumento muito importante também para o turismo. A ferrovia tem um potencial brutal que permite ao setor do turismo expandir-se pelo território, apresentar mais território aos turistas”, reconhecendo que “esse é um trabalho que ainda está por explorar no próprio setor turístico nacional”, já que “o turismo ferroviário é um turismo de alto valor acrescentado”.

No final do almoço-debate não foi possível à imprensa ouvir as questões colocadas pelos agentes do setor do turismo presentes ao candidato do PS a primeiro-ministro nem as respostas dadas por Pedro Nuno Santos.

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Euroairlines assina acordo de interline com Azores Airlines

Para a distribuição global das suas rotas, a companhia aérea espanhola Euroairlines acaba de celebrar um acordo de emissão de bilhetes interline com a Azores Airlines.

Ao abrigo deste acordo, a Azores Airlines, que voa para 25 destinos nacionais e internacionais, terá acesso ao ecossistema de agências de viagens, OTA, agregadores e consolidadores em mais de 60 países onde a Euroairlines está presente, através da placa IATA Q4-291 da Euroairlines.

Refira-se que, atualmente, a Azores Airlines conecta o arquipélago dos Açores a oito países da África, Europa e América do Norte. Especificamente, a companhia aérea voa para cidades como Milão, Paris, Nova Iorque, Boston e Toronto, entre outras, com uma frota que inclui aviões Airbus A320ceo, A320neo, Airbus A321neo e Airbus A321LR, equipados com assentos de classe executiva e económica.

“A Azores Airlines consolidou-se como uma companhia aérea de referência na região do Atlântico Norte, e a Euroairlines fornecerá canais adicionais de distribuição para reforçar ainda mais esse posicionamento”, afirma Antonio López-Lázaro, CEO do Grupo Euroairlines.

Já Sandro Raposo, Chief Commercial Officer do Grupo SATA, sublinha que esta aliança reforçada com a Euroairlines ampliará as capacidades de distribuição da Azores Airlines, “permitindo-nos aceder a mercados e clientes que antes eram inalcançáveis”, para avançar que “prevemos que essa maior visibilidade da oferta da nossa companhia aérea, que inclui voos diretos das principais cidades europeias para os Açores e conexões convenientes para a América do Norte, impulsionará um crescimento maior no número de passageiros”.

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28ª edição da Intur de 13 a 16 de novembro em Valladolid

A Feira Internacional de Turismo de Interior (Intur) regressa a Valladolid na sua 28ª edição, de 13 a 16 de novembro, e terá Leiria como destino convidado.

A 28ª edição da Intur abrirá as portas no dia 13 de novembro de 2025, com a celebração de Intur Negócios, uma jornada de trabalho dirigida aos profissionais dos diferentes segmentos de atividade que compõem o turismo de interior.

Agências de viagens, alojamento, empresas de transporte, destinos, locais de eventos e serviços para a indústria turística são alguns dos perfis que participam na Intur Negócios.

O núcleo em torno do qual se estruturam os conteúdos desta primeira jornada é o mercado contratante, onde no ano passado se realizaram 12.600 encontros entre a oferta e a procura, representados por profissionais de países como a Alemanha, Bélgica, China, Canadá, Itália, Estados Unidos, Polónia, Portugal e a cidade de Hong Kong.

A Intur Negócios oferece ainda uma área de exposição comercial e um programa de palestras formativas que abordam temas relacionados com o desenvolvimento e os desafios do turismo de interior.

De sexta-feira, 14, a domingo, 16 de novembro, a Intur Viajeros reunirá centenas de destinos com propostas de natureza, cultura e gastronomia e vinhos, três referências que dão uma ideia geral do turismo de interior, para além de áreas como o turismo religioso, industrial, de aventura, musical, literário ou desportivo.

A importante participação portuguesa na Intur será reforçada este ano com a escolha de Leiria como destino convidado, onde o viajante encontrará propostas culturais, arquitetónicas, gastronómicas, desportivas, académicas e musicais, não sendo em vão que é reconhecida pela Unesco como Cidade Criativa da Música.

 

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Majestic Princess apresenta-se com novos e renovados espaços

Após duas semanas em doca seca em Palermo, Itália, o Majestic Princess apresenta-se com novos espaços, áreas renovadas e elegantes melhorias, pronto para a sua temporada de 2025 no Mediterrâneo.

O renovado Majestic Princess oferece aos passageiros uma experiência gastronómica excecional. Entre as novidades destacadas encontram-se o popular O’Malley’s Irish Pub, Sabatini’s Italian Trattoria, Alfredo’s Slice, Salty Dog Café, Ocean Terrace Sushi Bar, Bellini’s, novas lojas e mais entretenimento.

Com capacidade para 3.560 passageiros e um peso de 143.700 toneladas, o Majestic Princess oferece férias premium com a premiada experiência Princess MedallionClass, que garante um serviço e uma personalização excecionais. Além disso, as reservas podem usufruir de pacotes exclusivos como o Princess Plus e o Princess Premier, que incluem Wi-Fi, bebidas, gelados premium, aulas de fitness, gratificações para a tripulação e muito mais, com uma poupança de até 65% em comparação com a compra desses serviços separadamente.

Refira-se que, após a temporada de cruzeiros pelo Mediterrâneo de abril a julho, o Majestic Princess rumará para o Canadá e Nova Inglaterra em agosto e setembro, antes de viajar para as Caraíbas de outubro a dezembro para encerrar o ano.

 

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Wine Workshop Experience tem 1ª edição dia 16 de abril no Palácio Chiado

O Palácio Chiado, em Lisbia, acrescenta um novo capítulo à sua longa história: no dia 16 de abril, lança a primeira edição do Wine Workshop Experience, um ciclo exclusivo de workshops temáticos sobre enologia, com sessões previstas para abril, junho e outubro, que têm como objetivo proporcionar uma experiência imersiva no universo dos vinhos portugueses.

Com o tema “Vinhos de Influência Atlântica”, este workshop será realizado em parceria com os Vinhos Infinitude da Quinta da Azenha (Sintra) e a cooperativa Ilha do Pico Coop, a maior e mais antiga produtora de vinhos nos Açores. O objetivo é oferecer aos participantes uma viagem sensorial pelas melhores castas de vinhos e evidenciar a influência do oceano Atlântico nos seus aromas e sabores.

Os especialistas convidados para esta sessão serão Paulo Antunes, Brand Manager dos Vinhos Infinitude (Sintra), e Luis Mota Veiga, Brand Manager dos Vinhos da Pico Wines (Açores), que irão guiar os participantes na descoberta das especificidades destas duas regiões vinícolas de forte influência atlântica, ao mesmo tempo que partilham histórias e curiosidades sobre o perfil de cada um dos vinhos presentes.

Durante a sessão, a decorrer no bar Sabinas (1º piso), serão apresentados e degustados seis vinhos (três de cada região), acompanhados de uma surpresa especial para todos os participantes.

Num tom informal e com início pelas 17h00, o workshop terá a duração de cerca de duas horas e está limitado a um máximo de 20 participantes, com um mínimo obrigatório de 10 inscritos.

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Governo de Cabo Verde de olhos postos no desenvolvimento turístico de Santo Antão

Em declarações à Inforpress, após a sua primeira visita a Santo Antão desde que assumiu o cargo, o ministro realçou o “grande potencial” da ilha como destino turístico, reforçando que […]

Em declarações à Inforpress, após a sua primeira visita a Santo Antão desde que assumiu o cargo, o ministro realçou o “grande potencial” da ilha como destino turístico, reforçando que “estamos a criar um ambiente propício para que o turismo contribua para o desenvolvimento económico, social e ambiental de Santo Antão. O objetivo é garantir um turismo sustentável, que beneficie tanto os empresários locais quanto os habitantes da ilha”, afirmou.

O ministro observou que Santo Antão é o destino “mais atrativo e impressionante” para o turismo de caminhadas em Cabo Verde, com potencial para impulsionar a economia local e aumentar os gastos dos turistas, tendo anunciado que, “o Governo, com o apoio financeiro do Banco Mundial, através do projeto Turismo Resiliente e Economia Azul, mas também do Fundo do Turismo, já começou a tomar medidas concretas que têm vindo a resultar na estruturação e em investimentos no segmento de mercado de caminhadas”.

O titular da área do turismo avançou que têm vindo a ser realizadas intervenções concretas em termos de turismo de caminhada e de requalificação das vilas rurais, sendo um exemplo a ser explorado a nível das outras vilas do país.

Para impulsionar ainda mais este segmento do turismo, José Luís Sá Nogueira revelou que uma equipa técnica especializada está, neste momento, a trabalhar no sentido de propor regulamentos, normas, planos de capacitação, modelos de governança das trilhas turísticas, plano de marketing e, sobretudo, identificar oportunidades de negócios com impacto positivo na geração de rendimentos para as comunidades locais, com vista a assegurar que o turismo de caminhada seja sustentável, tanto ambiental como economicamente e socialmente, válidos também para o turismo de montanha e de natureza.

Refira-se que, recentemente, a Câmara Municipal do Porto Novo anunciou a implementação de um projeto de reabilitação das trilhas turísticas e de construção de novos miradouros com o financiamento do Fundo do Turismo.

“Santo Antão tem uma característica extremamente importante, que é o facto de ter ao lado São Vicente, e as duas ilhas podem constituir um produto turístico por excelência. Portanto, vamos tirar vantagem disso e impulsionar o desenvolvimento de Santo Antão enquanto um destino turístico que queremos colocar no mapa da promoção turística”, exortou o ministro.

Mais de 300km de trilhas

Entretanto, o vice-presidente da Adventry Travel Trade Association (ATTA), Gustavo Timo, afirmou que Santo Antão tem potencial para alcançar novos patamares no turismo mundial, com a implementação do projeto de governança dos caminhos pedestres.

“Santo Antão já se destaca em Cabo Verde pelo conjunto de mais de 300 quilómetros de trilhas que já foram reconhecidas. O visual, a beleza cênica, o povo, a gastronomia, todo o conjunto que Santo Antão oferece é muito único, é muito autêntico e tem capacidade para atrair turistas de todo o mundo”, realçou o consultor internacional em declarações aos jornalistas locais.

“Vamos trabalhar na promoção da regulamentação e da portaria, na implementação de normas técnicas e no desenvolvimento de um modelo de governança, gestão e arrecadação para as trilhas e os caminhos vicinais”, destacou, para apontar que a ideia é que o sistema de trilhas, todo este património, que é um ativo de Santo Antão, se transforme num produto turístico que atraia mais turistas estrangeiros, trazendo recursos, gerando emprego e ativando negócios em torno deste segmento.

 

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Algarve dá a conhecer as linhas de financiamento e Programa Empresas Turismo 360º

O Turismo do Algarve vai levar a cabo duas sessões de esclarecimento sobre “Impulsionar o Turismo: Linhas de Financiamento e Programa Empresas Turismo 360º”, no próximo dia 9 de abril, às 10h30, no Museu de Portimão, e às 15h30, na Biblioteca Municipal de Tavira.

Durante estas sessões serão apresentadas as principais linhas de financiamento atualmente disponíveis para o setor do turismo, bem como o Programa Empresas Turismo 360º, que visa promover a integração de boas práticas de sustentabilidade e inovação na gestão empresarial.

Estas sessões visam aproximar empresários e entidades responsáveis, promovendo um espaço de diálogo aberto para o esclarecimento de dúvidas, partilha de desafios e debate de oportunidades. Serão momentos-chave para quem pretende maximizar apoios disponíveis e reforçar a competitividade com base na sustentabilidade, refere a nota de imprensa.

Sessão em Portimão – inscreva-se AQUI

Sessão em Tavira – inscreva-se AQUI

 

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Arcos de Valdevez apresenta plano de posicionamento e desenvolvimento turístico sustentável

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez acaba de apresentar a estratégia de posicionamento e desenvolvimento turístico sustentável do concelho, cujas metas para 2030 são aumentar a estada média, os hóspedes internacionais e o valor dos proveitos por hóspede, bem como reduzir a taxa de sazonalidade.

Através desta estratégia pretende-se estruturar os produtos turísticos e estabelecer mecanismos de atratividade, posicionando o destino com notoriedade, promovendo uma imagem de qualidade nos mercados nacionais e internacionais.

Para a Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, o plano visa promover os elementos distintivos do concelho como porta de entrada do Parque Nacional Peneda-Gerês, o património histórico-cultural e a singularidade do património natural e paisagístico, em termos nacionais e internacionais, contando com o apoio e envolvimento da comunidade arcuense.

A autarquia, refira-se, tem marcado presença regular em Feiras de promoção turística, com o objetivo de posicionar o concelho como um destino turístico de excelência naquilo que se refere à oferta de património cultural, gastronomia, natureza e eventos, no panorama nacional, possui uma agenda cultural vasta e realiza periodicamente eventos de promoção da gastronomia local, da sua cultura e das suas tradições.

Entretanto, Arcos de Valdevez alcançou um novo recorde ao nível do número de dormidas, tendo ultrapassado as 100 mil no ano de 2024. Nos últimos dez anos atingiu um aumento de 425%, ou seja, multiplicou por cinco o número de dormidas no concelho, as quais eram 18 485 em 2014 e que passaram para as 106 201 em 2024.

Estes são números, de acordo com nota da Câmara Municipal, atestam o sucesso das medidas e o impacto das políticas implementadas pelo Executivo e os parceiros ao longo dos últimos anos neste setor.

A nota avança que este crescimento é um estímulo para continuar a desenvolver a atividade e reforçar o papel do turismo no desenvolvimento económico do concelho, a criação de emprego e rendimento e contribuir para a fixação e atração de pessoas e investimento em Arcos de Valdevez.

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“Vinho da Casa” vai apresentar 100 vinhos, 20 produtores, durante 3 dias, em Lisboa

Há inúmeras razões para visitar a terceira edição do “Vinho da Casa”, de 16 a 18 de maio, Torel Palace Lisbon, evento que reúne o público, produtores e enólogos, num ambiente intimista, numa experiência exclusiva para verdadeiros apaixonados pelo vinho.

Aos vinhos junta-se a inseparável gastronomia, com “Workshops”, mas também vários “Pocket Shows” com combinações improváveis, além de “Masterclasses” exclusivas com especialistas do setor. Mas as artes aqui também marcam presença: música, dança e artesanato harmonizam na perfeição com a seleção de vinhos com a curadoria de um conselho formado por especialistas como o Master of Wine, Dirceu Vianna Junior.

O Vinho da Casa 2025 terá o Torel Palace Lisbon como cenário deste encontro único e intimista com 20 dos melhores produtores portugueses. O evento, organizado pela Out of Paper, promete três dias de experiências inesquecíveis, onde os participantes poderão degustar 100 vinhos icónicos na companhia dos próprios produtores e enólogos.

No Salão de Degustação, os visitantes terão diariamente duas horas e meia para provar 100 grandes vinhos, uma excelente oportunidade para explorar rótulos emblemáticos e conversar diretamente com os criadores por trás de cada garrafa.

A experiência gastronómica é também um dos pontos altos, com um jantar volante assinado pelo chef Vítor Matos, que recentemente viu mais dois dos seus projetos distinguidos com uma estrela Michelin, tornando-se o mais estrelado de Portugal. No dia 16, os pratos serão harmonizados com vinhos da Quinta da Vacaria, enquanto nos dias 17 e 18 a seleção será feita entre os produtores participantes.

Em dois workshops, os participantes no evento vão colaborar na preparação de lotes de vinhos com os enólogos de dois dos mais icónicos vinhos de Portugal: Luís Sottomayor, reconhecido pelo “Barca Velha”, na sexta-feira, e Pedro Baptista, enólogo do também emblemático “Pêra Manca”, no sábado. Luís Sottomayor (Casa Ferreirinha) vai mostrar ‘Como fazer um lote de vinho do Porto’, e Pedro Baptista (Fundação Eugénio de Almeida) ‘Como fechar o lote de um vinho alentejano’. Estes workshops são limitados a 20 pessoas cada, sendo necessária inscrição antecipada através do email: outofpaper@outofpaper.net.

Para aqueles que desejam aprofundar os seus conhecimentos, o “Vinho da Casa” propõe Masterclasses muito exclusivas, limitadas a 14 participantes por sessão. Três especialistas em diferentes áreas do mundo dos vinhos conduzirão estas experiências únicas, trazendo perspetivas valiosas sobre o mundo do vinho. Dirceu Vianna Junior, o único Master of Wine de língua portuguesa, guiará uma sessão dedicada aos Vinhos Velhos de Vinhas Velhas, explorando a profundidade e complexidade que apenas o tempo pode proporcionar.

 

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SET destaca a importância de “distribuir os eventos por todo o território”

Na intervenção a abrir o 13.º Congresso da APECATE, Pedro Machado, secretário de Estado do Turismo, salientou o trabalho que o Governo vinha a fazer para “aumentar a atratividade de competitividade do turismo em Portugal”.

Victor Jorge

O secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, aproveitou a intervenção no arranque dos trabalhos do 13.º Congresso da Associação Portuguesa de Empresas de Congressos | Animação Turística e Eventos (APECATE) para destacar o trabalho que o Governo vinha a desenvolver em prol do “aumento da atratividade de competitividade do turismo em Portugal”.

Num momento que considerou “pouco previsível, mas expectável”, numa clara referência à situação política que o país atravessa, em virtude das eleições marcadas para dia 18 de maio, Pedro Machado fez referência à “revisão e reforço ao turismo” feitas pelo atual Governo, enumerando as diversas linhas de apoio que foram lançadas no último ano, nomeadamente, para o “Portugal Events” e na “Linha de Qualificação da Oferta”, entre outros.

O secretário de Estado do Turismo salientou os “grandes eventos” que Portugal tem vindo a captar, dando como exemplo o MotoGP, o WSL, provas de golfe e hipismo, admitindo, no entanto, que “é importante distribuir todos estes eventos por todo o território nacional”.

Reforçando a ideia de que “a nossa confiança está nas empresas e nos empresários”, Pedro Machado referiu que os temas levantados por António Marques Vidal no arranque do congresso “estavam a ser trabalhados pela Secretaria de Estado do Turismo”, frisando, no entanto, que, na questão do IVA, “este é um tema que ultrapassa o Ministério da Economia”.

Como grandes desafios para o futuro, Pedro Machado deixou “a flexibilidade e agilidade das empresas”, bem como para o “aumento do valor gerado” por essas mesmas empresas, deixando como notas finais que “quando se fala de sustentabilidade, esse é um tema que tem vindo a ser trabalhado já há muitos anos” e que as “comunidades locais estão cada vez mais responsáveis no que toca a esta temática”.

*O jornal Publituris viajou para a ilha Terceira a convite da APECATE 
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“Este é um setor de soluções e não de problemas”, assume presidente da APECATE

No arranque do 13.º Congresso da APECATE, que se realiza na ilha Terceira, António Marques Vidal, presidente da associação, destacou que o setor dos eventos, congressos e animação turística é “essencial para o turismo”, já que se trata de um setor de soluções e não de problemas”.

Victor Jorge

No arranque do 13.º Congresso da Associação Portuguesa de Empresas de Congressos | Animação Turística e Eventos (APECATE), António Marque Vidal, presidente da associação, começou por destacar o papel desta indústria para “o sucesso do turismo”.

Na ilha Terceira, local onde decorre o congresso, Marques Vidal admitiu que este “é um setor de soluções e não de problemas” e que é “essencial para o turismo em Portugal”.

“Construímos eventos e com eles alegrias, procuramos constantemente a inovação e criar situações novas, de modo a satisfazer o cliente”, referiu António Marques Vidal na abertura do congresso, aproveitando a presença do secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, para indicar que “cabe ao Governo organizar e regular”, admitindo, contudo, que “temos de comunicar cada vez mais e melhor para encontrar soluções”.

Nesse sentido, apontou alguns pontos a considerar pelo futuro Executivo a sair das eleições legislativas de 18 de maio, começando por indicar que “é preciso avançar com o registo das empresas, uma vez que temos de saber quem são, quantas são e o que fazem”, pedindo, igualmente, “mais apoios para os eventos e animação turística”.

Abordando a questão da fiscalidade, António Marques Vidal começou por apontar a “concorrência desleal“ existente, já que existem setores cujas atividades são taxadas a 6% e 13%, “enquanto nós [empresas do universo da APECATE] pagamos 23%. É desigual e é uma fiscalidade desajustada”, dando ainda como exemplo o desporto que paga “somente 6%”.

Outro ponto destacado pelo presidente da APECATE foi o da burocracia, com “exagerada papelada”, questionando mesmo “para que serve? Ninguém sabe”, salientando: “para quê tanta burocracia para quem cumpre”.

No último recado para o Governo, António Marques Vidal salientou a necessidade de “criar infraestruturas para oferecer produtos turísticos de qualidade para quem visita Portugal”, reforçando a necessidade de se investir nos cais de embarque para o produto marítimo/turístico que “não está à altura da exigência de quem nos procura”.

*O jornal Publituris viajou para a ilha Terceira a convite da APECATE 
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