Britânicos voltam a olhar para viagens para o estrangeiro em detrimento das staycations
Segundo o Barclays Consumer Spending Index, em maio, os gastos dos britânicos com companhias aéreas aumentaram 34%, enquanto os gastos com as agências de viagens apresentaram uma subida de 10%, tendo o número de transações aumentado 20%.

Inês de Matos
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Os turistas britânicos estão novamente a procurar viagens para o estrangeiro em detrimento das staycations, ou seja, as férias dentro de portas, como prova o aumento dos gastos com companhias aéreas e agências de viagens, segundo o mais recente relatório Barclays Consumer Spending Index.
De acordo com o estudo, em maio, os gastos dos britânicos com companhias aéreas aumentaram 34%, enquanto os gastos com as agências de viagens apresentaram uma subida de 10%, tendo o número de transações aumentado 20%.
Este relatório, que é elaborado com base nos movimentos dos cartões de crédito e débito dos britânicos, apurou também que os gastos com alojamento, nomeadamente em hotéis ou resorts, registaram uma descida de 5%, o que leva a concluir que os britânicos estão a reduzir as staycations e a voltar a optar por viagens para o estrangeiro.
De uma forma geral, em maio, os gastos com cartões de crédito e débito aumentaram 3,6%, mas as compras discricionárias desceram, já que os britânicos cortaram serviços para fazer face ao aumento da inflação e dos produtos alimentares.
Em queda estiveram também os gastos com combustível, numa tendência que se registou pelo terceiro mês consecutivo, e que, em maio, chegou a uma descida de 10,7% face a maio do ano anterior, uma vez que também o preço do combustível desceu em comparação com o mesmo mês do ano passado.
Em sentido contrário estiveram os gastos em bares e locais de entretenimento, que aumentaram durante os feriados de maio no Reino Unido, o que, segundo Esme Harwood, diretora do Barclays, mostra que “os britânicos ainda estão a encontrar espaço no orçamento para aproveitar as noites e os feriados”.
“Os consumidores ainda prestam muita atenção aos seus gastos diários. Muitos estão a ter de abrir mão de compras discricionárias para compensar o aumento dos preços dos alimentos, com roupas e restaurantes a serem os mais afetados”, destaca a responsável.