GBTA prevê recuperação das viagens de negócios em 2023
À medida que as restrições relacionadas com a pandemia se vão aligeirando, a Global Business Travel Association (GBTA) mostra expectativas de recuperação para as viagens de negócios em 2023.

Victor Jorge
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Embora as viagens de negócios ainda registem uma recuperação mais lenta, ficando aquém dos níveis pré-pandêmicos, uma análise da Global Business Travel Association (GBTA) mostra expectativas de recuperação em 2023, com 78% dos gerentes de viagens a estimar que as empresas farão mais viagens de negócios no próximo ano. Já do lado dos agentes de reservas de viagens de negócios, 85% prevê a existência de mais reservas em geral.
A análise da GBTA refere ainda que as viagens de negócios domésticas estão em 63% dos níveis vistos antes do COVID-19, e as viagens internacionais estão em 50% dos totais anteriores.
“Continuamos a ver um progresso à medida que as viagens de negócios voltam a ser uma indústria global de 1,4 bilião de dólares como era antes da pandemia”, refere Suzanne Neufang, CEO da GBTA, em nota de imprensa.
A pesquisa conclui que a pandemia está a diminuir como um fator que impacta as viagens, com a maioria dos fornecedores de viagens a destacar as condições económicas como fator que pode limitar as viagens de negócios no próximo ano, embora 75% dos compradores de viagens admitam que não há planos atualmente para limitar as viagens devido à economia.
A maioria dos inquiridos confirmou modelos de trabalho híbridos ou totalmente remotos para as suas empresas, com 72% dos entrevistados a afirmar que o trabalho remoto não mudaria o número de viagens de negócios feitas pelos funcionários e 14% acreditando que os acordos de trabalho remoto aumentariam o número de viagens de negócios.
Ao mesmo tempo, quem gere as de viagens relata “um aumento nas solicitações de viagens combinadas que incluem atividades de trabalho e lazer ou algum período de férias”. Acordos de trabalho híbrido e remoto podem encorajar viagens, já que muitos inquiridos confirmaram que as suas empresas permitem que os funcionários vivam fora da sua base por longos períodos, mesmo incluindo locais internacionais enquanto continuam a trabalhar remotamente.
27% indicaram ainda que estão disponíveis reembolsos para despesas de trabalho remoto na respetiva empresa, enquanto 42% dizem que esses reembolsos não são oferecidos.
Quando se trata de viagens internacionais, 74% dos entrevistados confirmaram que viagens internacionais não essenciais são permitidas pelas empresas.
“Também é importante entender o contexto da recuperação global das viagens de negócios. A Ásia ainda está a abrir fronteiras, as viagens internacionais de negócios em geral começaram a aumentar apenas no início deste ano em todo o mundo, e os EUA só permitiram viagens irrestritas desde junho”, acrescentou Neufang.