A vida e as pessoas celebradas no Fórum Vê Portugal em Tomar
Na oitava edição do Vê Portugal – Fórum do Turismo Interno, que decorreu em Tomar, falou-se do passado recente provocado pela pandemia, que abalou o turismo em todo o mundo, do futuro que, embora ainda incerto, permite ver a luz ao fundo do túnel, mas foi a vida e as pessoas que conseguiram as maiores celebrações durante os debates.

Carolina Morgado
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Digitalização e sustentabilidade, a necessidade de mudança também estiveram na ordem do dia, bem como as novas tendências dos viajantes, questões que foram transversais nas intervenções dos 30 oradores do Fórum.
Mas a vida hoje, depois da morte de ontem é a grande oportunidade do turismo, e que alenta os empresários do setor.
Este facto foi particularmente realçado por Alexandre Marto, vice-presidente da AHP, num dos painéis do encontro promovido pelo Turismo Centro de Portugal, painéis do dia), dedicado ao impacto na oferta turística provocado pela pandemia.
Assim, agora que já não se fala de morte pela pandemia, assunto que nos entrava em casa todos os dias, as pessoas sentem que “o turismo lhes pode dar o melhor da vida”, até porque, o que carateriza o turismo “é passear, degustar, apreciar, bem-estar, natureza, ter momentos felizes”. Por isso, realçou, este é, de novo, “a oportunidade do turismo”, e isso já se nota com o crescimento registado nos primeiros meses deste ano com Portugal a bater recordes de dormidas e receitas relativamente a 2019.
O que se faz nesta indústria tem como matéria-prima as pessoas, realçava Pedro Machado ma sessão de encerramento. “Aquilo que tratámos aqui, foi de pessoas, da mobilidade, da deslocação, das experiências. O nosso core são as pessoas, nacionais e estrangeiros.
Do lado da oferta, a crise pandémica veio alterar muitos processos, tanto em termos da hotelaria, como dos agentes de viagem ou dos operadores turísticos. Houve uma necessidade rápida de adaptação aos desafios. O que mudou e veio para ficar e quais as perspetivas para o futuro, foram algumas das questões abordadas pelos três participantes neste painel.
Joaquim Robalo de Almeida, secretário-geral da ARAC adiantou que a recuperação da procura “já começou e está em bom andamento”, perspetivando um ano de 2022 que poderá constituir um recorde. No entanto, atualmente coloca-se um problema novo e não menos grave: as empresas de aluguer de automóveis querem comprar carros e não conseguem, devido à escassez de veículos. “O setor tem de manter os carros por mais tempo do que o previsto, mesmo encomendando com um ano de antecedência”, lamentou. A incipiente rede de carregamento elétrica é uma dificuldade adicional, que impede que os carros elétricos tenham maior expressão no turismo.
Já Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT defendeu que a pandemia “não provocou assim tantas alterações”, tanto no campo da oferta como da procura. O que está a acontecer, considerou, é que “as pessoas querem viajar e este ano têm Ainda assim, há algumas mudanças na procura, diz Pedro Costa Ferreira: “Os turistas procuram mais autenticidade, mais viagens de menor duração e preocupam-se mais com a sustentabilidade, por pressão da opinião pública, mas no final o preço acaba por ser importante”.
“Não há muita coisa nova por causa da pandemia; houve foi uma aceleração das tendências”, esclareceu, mas avisando que “se não conseguirmos ser sustentáveis, com certificações internacionais, teremos spreads mais altos, maior dificuldade em aceder ao crédito bancário e também teremos os consumidores mais zangados connosco”.
Alexandre Marto Pereira, vice-presidente da AHP, frisou ainda, durante o painel, que relativamente aos números da procura, a recuperação não é uniforme. “Alguns mercados continuam com uma procura muito abaixo dos níveis pré-pandemia, como é o caso do Brasil”, recordou. O futuro desta atividade, concluiu, passa por “mais autenticidade, mais eficiência e mais sustentabilidade”.