TAP “permanece uma fonte de incerteza”, alerta UTAO
A UTAO identifica um desvio de 390 milhões de euros entre a última tranche que a TAP deverá receber do Estado e o que está orçamentado, que constitui um risco descendente do cenário orçamental com elevada probabilidade de concretização.

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A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) da Assembleia da República veio este sábado, 23 de abril, alertar para o facto da TAP continuar a ser “uma fonte de incerteza”, como ficou demonstrado pelas contas de 2021, que ditaram um prejuízo de 1.600 milhões de euros.
A apreciação da UTAO surge, segundo a Lusa, numa primeira apreciação à proposta de Orçamento do Estado para 2022, que foi apresentada em 13 de abril e que, aponta a unidade de apoio orçamental, prevê que a TAP venha a beneficiar em 2022 da última tranche do apoio financeiro inserido no apoio estatal aprovado pela Comissão Europeia, no âmbito da restruturação da empresa.
“O valor desta última tranche nele indicado é 600 milhões de euros. No entanto, o limite autorizado para esta operação, constante na base de dados orçamental SIGO, é 990 milhões de euros”, alertam os técnicos da UTAO, que identificam um desvio de 390 milhões de euros, que constitui um risco descendente do cenário orçamental com elevada probabilidade de concretização.
“A crise energética irá pressionar o Estado a realizar compensações financeiras”, adverte a UTAO na sua análise à proposta orçamental, referindo-se a uma possível compensação “pelo acréscimo de despesa em combustível”.
Recorde-se que a TAP teve um prejuízo de quase 1.600 milhões de euros no ano passado, apesar do aumento do número de passageiros transportados e das receitas relativamente ao ano anterior, segundo comunicou a empresa no passado dia 11 de abril.
Na informação enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a transportadora aérea nacional explica que registou custos não recorrentes de 1.024,9 milhões – por exemplo, com o encerramento das operações de manutenção no Brasil – que tiveram impacto nos resultados.