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IVA a 23% põe em causa a competitividade do golfe

A taxa de IVA a 23% é um dos grandes desafios que o golfe enfrenta em Portugal, apesar da notoriedade inquestionável dos seus campos além-fronteiras. Acrescenta-se a estagnação do número de praticantes portugueses, bem como a necessidade de receção de mais torneios de prestígio como forma de promoção do produto.

Carolina Morgado
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IVA a 23% põe em causa a competitividade do golfe

A taxa de IVA a 23% é um dos grandes desafios que o golfe enfrenta em Portugal, apesar da notoriedade inquestionável dos seus campos além-fronteiras. Acrescenta-se a estagnação do número de praticantes portugueses, bem como a necessidade de receção de mais torneios de prestígio como forma de promoção do produto.

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Na opinião de Mário Ferreira, CEO do grupo NAU Hotels & Resorts, “o golfe é um desporto, praticado por milhões de pessoas em todo o mundo, e como tal, deveria beneficiar de taxa de IVA reduzida de 6%, que foi a taxa aplicada até 2011, adiantando que “apenas considerações de ordem ideológica levaram a que a taxa de IVA fosse aumentada para 23% – a tal ideia peregrina de que ‘o golfe é para ricos, que podem pagar’”, mas alerta que “o problema é que, na prática, quem paga a taxa são as empresas”.

O executivo lembra que Portugal, e o Algarve, é um entre vários destinos de golfe no Sul da Europa e bacia do Mediterrâneo, e “é nesse ambiente competitivo que nos movemos. Se todos os destinos tivessem taxa de IVA a 23% não seria um problema; todos aumentavam os greenfees para incorporar o IVA, e a competitividade mantinha-se intacta”.

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Mas “não é isso que sucede”, lamenta, acrescentando que “Espanha, Norte de África, Turquia, Emirados, entre outros, têm taxas de IVA mais baixas ou mesmo inexistentes, e para podermos competir, o IVA é absorvido no preço, a margem é esmagada de forma significativa reduzindo a capacidade de investir, de renovar equipamentos, de pagar melhores salários e de atrair competições de prestígio que são o melhor cartão de visita de um destino”.

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Segundo Mário Ferreira, não é só o IVA o principal desafio. Considera que a prática do golfe por portugueses está estagnada há vários anos, não saindo dos 15 mil federados praticantes em Portugal, sabendo que muitos destes são estrangeiros que cá vivem, muitos deles precisamente devido à oferta de golfe. Realça que, sem um mercado interno de praticantes de golfe, é quase impossível o desenvolvimento da modalidade noutras regiões, a promoção junto dos jovens, o aparecimento de praticantes de elite capazes de competir com os melhores”.

O executivo queixa-se da falta de “uma política e estratégia de promoção da modalidade, apoiada e suportada pelo Governo, a exemplo do que acontece noutras modalidades desportivas, e do que outros países fizeram com resultados notáveis. Veja-se a quantidade de jogadores espanhóis, italianos, franceses e escandinavos que competem em todo o mundo em pé de igualdade com os britânicos e americanos, que já não vencem sempre como no passado”.

Outro constrangimento referido por Mário Ferreira passa por não haver tantos torneios de prestígio no nosso país. “não há melhor promoção do golfe do que um destino ser palco de grandes torneios desportivos; os golfistas sonham em jogar nos campos dos destinos onde viram os seus ídolos jogar e vencer” apontou.

No entanto, reclama: “Por falta de verbas e de investimento, ficámos nos últimos anos reduzidos a um torneio dos mais mal remunerados do European Tour – o Portugal Masters – e outro do Challenge Tour – o Open de Portugal, que regressou em 2017 após vários anos em que não se realizou, pela mão do Grupo NAU Hotels & Resorts. Em 2022, tudo o indica, o Portugal Masters não se irá realizar, e perderemos assim o último torneio do European Tour transmitido pela televisão”. Assim, acrescentou: “Os nossos concorrentes de Espanha, Turquia e Emirados agradecem”.

Três campos desafiantes
Refira-se que o grupo NAU dispõe de três campos de golfe para desafios completamente distintos e para qualquer handicap. O NAU Morgado Golf Course e o NAU Álamos Golf Course ficam junto à Serra de Monchique e apenas a 10 quilómetros da cidade de Portimão, completamente envoltos numa natureza exuberante. Ambos de 18 buracos, são complementados pela Academia de Golfe do Morgado, que conta com condições de prática únicas em Portugal.

O Nau Morgado Golf Course é um campo championship, que recebeu por três anos consecutivos o Open de Portugal – prova integrada no European Tour em 2017, e no Challenge Tour em 2018 e 2019; é um par 73 longo e aberto, com fairways bem definidos e greens rápidos e desafiantes, uma magnífica experiência de golfe respeitada por todos os jogadores.

Já o NAU Alamos Golf Course é um par 72 mais curto, com fairways estreitos e greens rápidos e ondulantes, um autêntico quebra-cabeças para jogadores de todos os níveis.

No NAU Salgados Golf Course, junto à Praia dos Salgados, destaca-se a envolvência ambiental da praia com uma reserva natural única na Europa, com uma lagoa e aves exóticas, conta com 18 buracos e localiza-se na Herdade dos Salgados, apenas a 10 minutos do centro de Albufeira. É um campo semi-links, plano e em que o principal desafio são os 14 lagos e cursos de água, e a constante batalha contra o vento.

Cada um dos campos NAU dispõe de um Clubhouse com balneários, pro shop, receção e restaurante-bar.

Os clientes destes campos do grupo NAU são principalmente do Reino Unido seguido pelo mercado Nórdico (Suécia, Dinamarca) e do Centro da Europa (Alemanha, Holanda).

E como o grupo possui hotéis e resorts no Algarve e junto aos seus campos de golfe, segundo Mário Ferreira, em 2021 a percentagem de jogadores que ficaram alojados nas suas unidades foi de 29%, “ano em que tivemos apenas uma temporada de golfe, no outono”. Para 2022, a previsão é de 53%, “regressando assim aos números anteriores à pandemia”.

Apesar de o grupo ter tido um aumento do perfil de cliente All Inclusive, o que pressupõe gastos com serviços extra mais reduzidos o gestor não tem dúvida que “o golfista em geral apresenta um perfil de consumo superior à média”, uma vez que, para além do alojamento e refeições regulares, e da compra dos greenfees, consome transferes entre campos ou aluguer de rent-a-car, sendo também um excelente consumidor de bares, adquire acessórios de golfe e leva sempre alguma recordação dos campos onde jogou.

Depois da tempestade, espera-se a bonança
Como todos os setores que compõem a indústria turística, também o golfe sofreu grandes quebras com a pandemia, os confinamentos, as restrições em Portugal e nos principais mercados emissores. Segundo Mário Ferreira, operacionalmente, o 2021 “foi mais um ano em que o fecho abrupto dos campos de golfe em plena época alta no início do ano condicionou substancialmente a performance anual, com incerteza constante em relação a possíveis retomas da atividade normal e não permitindo estabelecer estratégias a curto/médio prazo”.

Essa tendência de quebra acentuou-se na primavera “resultando num ano catastrófico que foi parcialmente atenuado pela boa operação no último quadrimestre”, explica, realçando que “a operação de outono foi muito positiva, designadamente nos meses de outubro e novembro com os clientes do Reino Unido a demonstrarem grande apetência pelos campos nacionais, mas também de outras nacionalidades incluindo os franceses que estiveram de volta, devido às restrições Covid no Norte de Africa”.

Embora cauteloso, o CEO do grupo NAU considera que as expectativas “são de uma retoma gradual para os valores de 2019, com os principais mercados emissores a regressarem às taxas de ocupação normais, destacando-se para já o mercado escandinavo, como o islandês, mas também do Reino Unido e Irlanda, para o período da primavera e o Reino Unido para o período do outono”.

Mário Ferreira reconhece que, mais do que forte, o golfe “é um segmento crítico para o Algarve, e importante para a região de Lisboa e Oeste”, recordando estudos credíveis realizados antes da pandemia que apontam para cerca de 1,5 milhões de greenfees só no Algarve, a que se juntam os valores relativos às operações de transporte aéreo, transferes e rent-a-car, hotelaria, restauração, bar e outros consumos, num volume de negócios superior a 500 milhões de euros.

Acresce que as se tivermos em conta que as épocas de golfe vinham-se alargando no tempo, com uma primeira entre meados de fevereiro e maio, e uma segunda entre meados de setembro e novembro, precisamente, as épocas baixas do Algarve, garantindo assim emprego a dezenas de milhares de trabalhadores, para o executivo “a melhor forma de estimar o valor económico da prática e oferta de golfe é calcular as perdas registadas nos dois anos de pandemia durante os períodos de encerramento, tendo superado, certamente os mil milhões de euros”, concluiu.

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4º Encontro da Rede das Estações Náuticas de Portugal reúne 170 participantes em Odemira

O 4ª Encontro da Rede das Estações Náuticas de Portugal, que decorre até esta sexta-feira, 4 de abril, no concelho de Odemira, e que reúne cerca de 170 participantes de todo o país, está a debater o valor das estações náuticas e o seu contributo para o desenvolvimento dos territórios.

Para José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, trata-se de um evento “que representa a afirmação do destino neste segmento de mercado com enorme potencial de crescimento e que permite diversificar a nossa oferta turística e acrescentar valor à economia local”.

António José Correia, coordenador da Rede de Estações Náuticas de Portugal, aponta que, com esta iniciativa “pretendemos dinamizar a fileira do turismo náutico em Portugal e potenciar o seu valor”, destacando que, “este ano, estamos no Alentejo, uma região que tem vindo a afirmar-se com destino náutico e que já conta com oito estações náuticas”, a saber: Alandroal, Avis, Mértola, Monsaraz, Moura, Sines, Ponte de Sor e Odemira (esta com três polos náuticos: Vila Nova de Milfontes, Odemira e Santa Clara).

Já o presidente da Câmara Municipal de Odemira, Hélder Guerreiro, destacou este encontro como uma forma de afirmar as Estações Náuticas como aceleradores do desenvolvimento dos territórios.

Na sua intervenção, na sessão de abertura do encontro, José Santos avançou que “estamos cada vez mais empenhados em reforçar o trabalho desenvolvido no âmbito das oito estações náuticas do Alentejo”, realçando que “têm sido apresentados produtos e experiências turísticas que valorizam o turismo náutico e que contribuem para tornar a região mais competitiva e atrativa e é esse o nosso caminho”.

Entre os vários temas em debate no 4ª Encontro da Rede das Estações Náuticas de Portugal destacam-se “Rede das Estações Náuticas de Portugal – Proposta de Valor”, “Estação Náutica de Odemira – Contributo para a Concretização do Plano Estratégico e Operacional de Valorização do Rio Mira”, “Financiamento” e “Estruturação e Promoção da Oferta Turística das Estações Náuticas”. Decorrem também workshops temáticos sobre “Governança”, “Comunicação e Promoção”, “Sustentabilidade” e “Desporto Náutico para Todos”.

Organizado pela Fórum Oceano, em coordenação com a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo e o Município de Odemira, o encontro conta com o apoio institucional do Turismo de Portugal e da Docapesca.

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WTTC critica ETA no Reino Unido

Com a entrada em vigor da obrigação da Autorização Eletrónica de Viagem (ETA) para todos os visitantes europeus para entrarem no Reino Unido, o WTTC critica a medida.

Victor Jorge

A partir de 2 de abril, todos os cidadãos europeus, incluindo os portugueses, que pretendam visitar o Reino Unido devem solicitar uma Autorização Eletrónica de Viagem (ETA, sigla em inglês) antes de viajar.

A presidente e CEO do World Travel & Tourism Council, Julia Simpson, criticou esta medida, referindo que “vai completamente contra a política de crescimento do Reino Unido” e que “em vez de tornar o país um destino atrativo, cria mais um obstáculo para os turistas”.

“Os visitantes internacionais são, na prática, exportações – trazendo moeda estrangeira valiosa”, afirmou Julia Simpson, dando ainda conta que o Reino Unido “já é um dos países mais caros para visitar, com um IVA acima da média, Taxa de Passageiros Aéreos, preços inflacionados devido às contribuições para a Segurança Social das empresas e a ausência de compras isentas de impostos para clientes de alto valor. São erros que prejudicam a nossa economia”.

De acordo com os números do WTTC, o setor das viagens e turismo contribui com mais de 280 mil milhões de libras (cerca de 335 mil milhões de euros) para a economia do Reino Unido, sustentando mais de quatro milhões de empregos em todo o país. “Além disso, as nossas empresas pagam anualmente 100 mil milhões de libras ao Tesouro em receitas fiscais”, avança ainda Julia Simpson.

E a presidente e CEO do WTT aconselha o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, a “concentrar-se no crescimento da economia e na proteção dos empregos, em vez de introduzir políticas que os coloquem em risco”.

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Turismo da Tailândia associa-se a conferência sobre influência da gastronomia portuguesa na Tailândia

A conferência “Camões – Cidadão do Mundo e a Globalização dos Alimentos pela Mão dos Marinheiros Portugueses. Tailândia – A Influência Portuguesa na Cozinha Tailandesa”decorre a 8 de abril, na Biblioteca do Palácio Galveias, em Lisboa, com entrada gratuita.

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A Autoridade do Turismo da Tailândia (TAT) associou-se a uma conferência que vai debater a influência da gastronomia portuguesa na Tailândia, que vai ter lugar a 8 de abril, pelas 18h00, na Biblioteca do Palácio Galveias, no Campo Pequeno, em Lisboa.

Denominada “Camões – Cidadão do Mundo e a Globalização dos Alimentos pela Mão dos Marinheiros Portugueses. Tailândia – A Influência Portuguesa na Cozinha Tailandesa”, esta conferência está inserida na Exposição Universal da Matriz Portuguesa – Camões 500 e vai contar com entrada gratuita.

A iniciativa conta com a participação de Margarida Pereira-Müller, documentalista científica, investigadora e escritora especializada em gastronomia, que vai abordar a influência da presença portuguesa na Tailândia, com especial destaque para a culinária.

“Esta iniciativa permite não só evidenciar a passagem de Luís de Camões pelo Sudeste Asiático como também lembrar os importantes laços históricos que unem os dois países”, afirma Rosário Louro, representante da TAT em Portugal.

Segundo a responsável, “a gastronomia é um reflexo autêntico da influência portuguesa na Tailândia e um exemplo marcante dessa herança, que os tailandeses tanto valorizam”.

Durante o evento, será também oferecida uma degustação de gastronomia tailandesa, numa parceria da TAT com o restaurante Siam Square.

Recorde-se que a presença portuguesa na Tailândia, a partir do século XVI, deixou um legado que se reflete na introdução de ingredientes na cozinha tailandesa, muitos oriundos de países por onde os portugueses passaram, como a malagueta, tomate, batata, milho, alface, repolho, papaia, anona, goiaba, ananás, castanha de caju e amendoim, bem como diferentes formas de confecionar, nas quais se destacam os fios de ovos e outras sobremesas inspiradas na doçaria conventual portuguesa.

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Turismo de Portugal e regiões promovem 150 experiências de Turismo Industrial

A 4.ª edição da  agenda nacional de atividades “À Descoberta do Turismo Industrial”, que decorre entre 5 e 19 de abril, conta com 150 experiências únicas de norte a sul do país e nos Açores.

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O Turismo de Portugal e as Entidades Regionais de Turismo do Alentejo e Ribatejo, Algarve, Centro, Porto e Norte, Região de Lisboa e Direção Regional de Turismo do Açores vão promover, entre 5 a 19 de abril, a 4.ª edição da  agenda nacional de atividades “À Descoberta do Turismo Industrial”, iniciativa que vai contar com 150 experiências únicas de norte a sul do país e nos Açores.

Teatro e danças no subsolo, visitas e percurso em túneis subterrâneos, escape rooms e desafios de pintura e fotografia são, segundo um comunicado do Turismo de Portugal, algumas das experiências que estar disponíveis ao abrigo desta iniciativa, cuja agenda completa está disponível aqui.

A programação, que este ano está também disponível inglês e espanhol com vista à “promoção internacional da iniciativa”, conta também com o apoio dos parceiros do Grupo Dinamizador da Rede Portuguesa do Turismo Industrial.

“A aposta no Turismo Industrial pretende reforçar a coesão territorial do país, a diversificação da oferta dos territórios, o reforço da sua atratividade ao longo de todo o ano, bem como a valorização das atividades económicas nacionais diferenciadoras e do seu património autêntico”, explica o Turismo de Portugal.

A Rede Portuguesa de Turismo Industrial conta com cerca de 230 recursos, distribuídos pelas dimensões do património industrial e indústria viva, e nas várias áreas temáticas: agroalimentar, moda e têxtil, cerâmica e vidro, ourivesaria, extrativa, transportes, entre outras.

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Turismo de Portugal avalia estratégia media internacional

O Turismo de Portugal irá gastar até 907 mil euros com avaliação da estratégia de media a nível internacional.

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O Turismo de Portugal vai avançar com uma avaliação da eficácia do plano de comunicação com os media internacionais, podendo para isso gastar cerca de 900 mil euros, segundo uma portaria publicada em Diário da República.

Para desenvolver esta análise, o Turismo de Portugal vai “iniciar um procedimento pré-contratual de concurso público internacional para a aquisição de serviços de avaliação mediática e digital”, lê-se na portaria, contrato que terá um período de vigência de 36 meses.

O valor global não deverá exceder o montante máximo de 738.000 euros, a que acresce IVA à taxa legal em vigor, perfazendo o montante de 907.740 euros, envolvendo despesa em anos económicos diferentes, de 2025 a 2027.

Estes encargos “são suportados por verbas do Turismo de Portugal, I. P., com financiamento através de receita própria, inscritas e a inscrever no respetivo orçamento”.

A avaliação vai incidir sobre diferentes tipos de media, designadamente televisão, rádio, jornais e revistas impressos e media digitais, incluindo redes sociais e blogs, tendo em vista analisar as referências ao Destino Portugal e/ou à marca VisitPortugal.

O objetivo desta análise da performance da relação com os media é “avaliar a eficácia das ações de comunicação e de relações públicas desenvolvidas nos mercados-alvo e, desta forma, otimizar a presença e influência mediática do destino e da marca VisitPortugal nos referidos mercados”.

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Descobrir o Algarve através de 18 experiências de Turismo Industrial

Associando-se à agenda nacional “À Descoberta do Turismo Industrial”, o Turismo do Algarve oferece 18 atividades inseridas neste programa.

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O Turismo do Algarve, enquanto membro do Grupo Dinamizador da Rede Portuguesa do Turismo Industrial desde 2020, associa-se à 4.ª edição da agenda nacional “À Descoberta do Turismo Industrial”, que de 5 a 19 de abril de 2025 oferece 150 experiências de norte a sul do país e nos Açores.

Na região do Algarve estão programadas 18 atividades com a colaboração de 13 parceiros regionais, com atividades exclusivas em locais de indústria viva e património industrial.

Entre as experiências disponíveis no Algarve destacam-se visitas guiadas a fábricas de cortiça e de transformação de azeitonas, a espaços museológicos que contam e interpretam a história da indústria conserveira na região, tours por adegas e lagares com provas de vinhos e azeites premiados, percursos em salinas tradicionais com observação da biodiversidade local e aventuras subterrâneas na mina de sal-gema de Loulé. Incluem-se ainda workshops criativos, desafios fotográficos e momentos gastronómicos únicos que reforçam a autenticidade e diversidade do património económico e cultural algarvio.

Esta iniciativa visa reforçar a coesão territorial, promover a diversificação da oferta turística ao longo de todo o ano e destacar o Algarve como um destino que valoriza as suas tradições produtivas e industriais, contribuindo também para a sustentabilidade económica local.

“O Algarve possui uma riqueza extraordinária no seu património industrial, com forte potencial para se afirmar através de experiências turísticas diferenciadoras. Estamos empenhados em continuar a capacitar e promover os nossos parceiros, consolidando uma oferta turística diversificada e sustentável”, refere André Gomes, presidente do Turismo do Algarve.

Com um total de 230 recursos a nível nacional na Rede Portuguesa do Turismo Industrial, distribuídos por áreas como agroalimentar, cortiça, vinho, cerâmica, entre outras, o Algarve destaca-se pela qualidade e singularidade das suas propostas.

A agenda completa está disponível em português, inglês e espanhol, constituindo um convite aberto à descoberta e valorização das tradições e inovação tecnológica da região.

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ARPTA com nova liderança

José Manuel Santos lidera nova direção da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo. Tomada de posse decorre a 7 de abril.

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A Assembleia Geral Eleitoral da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo (ARPTA) culminou com a eleição dos novos órgãos sociais para o triénio 2025-2028. A sufrágio apresentou-se uma lista única, encabeçada por José Manuel Santos, atual presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, que assume agora também a liderança da ARPTA.

A nova direção reflete uma ampla representatividade do tecido turístico regional, reunindo associações setoriais, grupos hoteleiros, operadores turísticos e projetos de enoturismo e sustentabilidade, num esforço conjunto para reforçar a coesão e a competitividade do destino Alentejo.

A cerimónia de tomada de posse está marcada para o próximo 7 de abril, pelas 15h00, na Herdade da Malhadinha Nova, em Albernoa, Beja.

“A promoção turística do Alentejo precisa de uma resposta mais ambiciosa e agregadora, à altura dos desafios e oportunidades que temos pela frente. Queremos liderar o futuro com uma estratégia mais integrada, mais internacional e com forte ligação ao território e às empresas que o constroem diariamente”, refere José Manuel Santos, presidente eleito da Direção da ARPTA

O novo ciclo de governação da ARPTA parte de uma visão clara: reforçar a promoção externa do Alentejo, aumentar o peso do turismo internacional, garantir maior eficácia na gestão dos recursos e alinhar-se com uma estratégia de desenvolvimento sustentável para toda a região, incluindo o Ribatejo. A convergência operacional entre a Entidade Regional de Turismo e a ARPTA será um dos pilares para garantir maior coesão, inovação e capacidade de resposta.

O manifesto apresentado propõe uma Agência mais autónoma financeiramente, mais próxima dos associados, mais funcional na promoção externa e mais digital e inovadora. Estão também previstas ações concretas como a criação de clubes de produto, reforço da equipa técnica, novos instrumentos de marketing digital e campanhas de promoção em mercados estratégicos, como o Brasil, EUA e Espanha, bem como a aposta na captação de eventos internacionais e produções audiovisuais.

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Indústria do turismo dos EUA preocupada com queda nas viagens domésticas e internacionais

O anúncio de diversas medidas por parte da administração dos EUA, liderada por Donald Trump, parece estar a ter impacto nas viagens dos americanos, com as U.S. Travel Association a mostrar-se preocupada com a situação.

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A U.S. Travel Association afirmou, recentemente, que a indústria do turismo está a enfrentar tendências preocupantes tanto nas viagens domésticas como nas viagens internacionais para os EUA, atribuindo a situação a vários fatores, incluindo o dólar forte e a atual mensagem transmitida pelos EUA.

As declarações surgem depois de a empresa de dados de aviação OAG ter relatado que as reservas antecipadas entre os EUA e o Canadá – o principal mercado emissor de turismo internacional para os EUA – caíram mais de 70% para a temporada de verão.

No mês passado, a Tourism Economics (TE) reviu a sua previsão para as viagens internacionais aos EUA, prevendo agora uma queda de 5,1% em 2025, em contraste com a projeção inicial de um crescimento de 8,8%.

A Tourism Economics citou o aumento das tensões comerciais globais, alertando que “à medida que as políticas comerciais globais continuam em mudança, os intervenientes da indústria devem reconhecer a ligação crítica entre a política económica e a procura por viagens”. Assim, a análise da Tourism Economics alertam para consequências de “alto risco” para o setor de viagens dos EUA, com amplas implicações económicas para além do turismo. “A colaboração dentro da indústria será essencial para mitigar os impactos negativos”, conclui a TE.

Os dados indicam, igualmente, que os gastos com viagens internacionais para os EUA, em 2025, poderão cair 12,3%, resultando numa perda anual de 22 mil milhões de dólares.

A U.S. Travel Association não mencionou as tarifas ou políticas comerciais entre os potenciais fatores que estão a reduzir as viagens, atribuindo a queda a “uma variedade de fatores, incluindo um dólar forte, longos tempos de espera para vistos, preocupações com restrições de viagem, dúvidas sobre a hospitalidade dos EUA, o abrandamento da economia americana e recentes preocupações com segurança.”

A associação esclareceu que as questões de segurança referem-se “ao sentimento manifestado nos últimos meses por alguns viajantes que expressaram preocupações com a segurança.”

“Estes desafios são reais e exigem ações decisivas”, declarou a U.S. Travel Association, indicando estar a “a trabalhar ativamente com a Casa Branca e o Congresso para promover políticas que impulsionem a expansão económica e mantenham os EUA competitivos a nível global”.

Só em 2024, as viagens injetaram 1,3 biliões de dólares na economia americana e sustentaram 15 milhões de empregos em todo o país.

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Canadianos evitam viagens para os EUA

Conhecida que é a posição do Presidente dos EUA, Donald Trump, relativamente ao Canadá, os vizinhos canadianos estão a evitar viajar para terras de “Uncle Sam”.

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O que muitos esperavam que fosse uma queda temporária nas viagens dos canadianos para os EUA parece estar a mostrar sinais de um verdadeiro boicote, à medida que a reação canadiana contra as tarifas e outras tensões políticas com os EUA se intensifica.

A empresa de dados de aviação OAG revelou, recentemente, que as reservas de passageiros nos sistemas GDS para rotas entre o Canadá e os EUA estão atualmente mais de 70% abaixo todos os meses até setembro, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Em fevereiro, o Statistics Canada, por exemplo, relatou que os canadianos fizeram 1,2 milhões de viagens de regresso de carro a partir dos EUA, uma queda de 23% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Muitos canadianos estão a optar por alternativas domésticas, com habitantes da Costa Oeste a viajar para a Costa Leste. Destinos internacionais como a Europa e o México também estão a registar uma maior procura, à medida que os viajantes canadianos se afastam dos EUA.

De referir que os canadianos são a principal fonte de visitantes internacionais para os EUA. Segundo a U.S. Travel Association, 20,4 milhões de visitas de canadianos em 2024 geraram 20,5 mil milhões de dólares em receitas. Em fevereiro, a U.S. Travel estimou que uma redução de 10% nas viagens canadianas poderia significar menos 2 milhões de visitas e uma perda de 2,1 mil milhões de dólares em receitas. Além disso, refere a associação, estas visitas geram cerca de 140.000 empregos nos EUA.

Os dados da OAG mostram ainda que 320.000 lugares foram removidos pelas companhias aéreas que operam entre o Canadá e os EUA até ao final de outubro, com os maiores cortes em julho e agosto, os meses de pico da temporada de verão, quando as companhias reduziram a capacidade em cerca de 3,5%.

O CEO da United, Scott Kirby, afirmara, em meados de março, que a companhia aérea iria reduzir a capacidade entre os EUA e o Canadá devido a uma queda significativa na procura, enquanto a Air Canada já tinha decidido, em fevereiro, reduzir “proativamente” a capacidade para a Florida, Las Vegas e Arizona em março.

No final de março, a WestJet do Canadá cortou rotas transfronteiriças do seu horário de primavera tardia e verão, bem como várias ligações entre o Canadá e os EUA. A Air Canada eliminou a rota Vancouver-Washington Dulles, enquanto a United cancelou o voo Toronto-Los Angeles.

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Mais hóspedes, com menos dormidas, mas proveitos a subir em fevereiro

Embora o mês de fevereiro mostre um ligeiro abrandamento no número de hóspedes e uma descida nas dormidas, os proveitos continuam a subir. No acumulado do ano, os números do turismo em Portugal continuam a crescer em todos os parâmetros.

Victor Jorge

No mês de fevereiro de 2025, o setor do alojamento turístico registou 1,8 milhões de hóspedes e 4,2 milhões de dormidas, correspondendo a variações de 0,6% e -2,5%, respetivamente (+8,2% e +6,3% em janeiro, pela mesma ordem).

As dormidas de residentes totalizaram 1,375 milhões, tendo diminuído 0,8% face às 1,387 milhões de igual mês de 2024 (+11% em janeiro), enquanto os mercados externos apresentaram um decréscimo de 3,3% (+3,9% em janeiro), alcançando 2,795 milhões de dormidas, contra as 2,892 milhões de fevereiro do ano passado.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), “estes resultados foram influenciados pela estrutura móvel do calendário, ou seja, por um lado, pelo efeito do período de férias associado ao Carnaval, que este ano ocorreu em março, enquanto no ano anterior se concentrou em fevereiro”. Por outro lado, refere o INE, “o mês de fevereiro deste ano teve menos dia que o ano anterior, uma vez que 2024 foi um ano bissexto”.

Em termos de dormidas, os dados do INE indicam uma liderança de Lisboa, com 1,170 milhões, correspondendo a uma ligeira descida de 5,6% face a fevereiro de 2024, sendo a única região a ultrapassar a fasquia do milhão.

Em segundo lugar, aparece o Algarve, com 776 mil dormidas, o que perfaz um decréscimo de 5,1% face a fevereiro do ano passado, surgindo o Norte em terceiro lugar, com 756 mil dormidas, uma subida de 0,9% face ao mês homólogo de 2024.

A maior subida nas dormidas, no mês de fevereiro, foi conseguida pela Península de Setúbal (+7,8%), enquanto nas descidas, a região do Oeste e vale do Tejo apresenta um decréscimo de 7,1%.

Subida dos residentes compensam descida dos não residentes
No que diz respeito aos hóspedes, contabilizados que foram 1,773 milhões de pessoas, os residentes somaram 817 mil, correspondendo a uma subida de 2,2% face a fevereiro de 2024, enquanto os não residentes totalizaram 957 mil, uma descida de 0,8% relativamente a igual período do ano passado.

Também aqui, a liderança pertence a Lisboa com 533 mil hóspedes numa descida de 1,6% relativamente a fevereiro de 2024, com a região Norte a ocupar a segunda posição com 427 mil hóspedes (+2,5%) e em terceiro lugar o Algarve com, 211 mil hóspedes (+0,9%).

Destaque para a subida a duplo dígito dos Açores (+11,3%), totalizando 49 mil hóspedes, enquanto a maior descida pertenceu à região do Oeste e vale do Tejo (-3,3%).

Dos mais de 957 mil hóspedes não residentes, Espanha liderou com 125 mil, aparecendo o Reino Unido (115 mil) e França (79 mil) em segundo e terceiro lugares, respetivamente.

Já nas dormidas, os 10 principais mercados emissores, em fevereiro, representaram 72,1% do total de dormidas de não residentes neste mês, com o mercado britânico a manter a liderança (16,4% do total das dormidas de não residentes em fevereiro), com 458 mil, apesar do decréscimo de 7,5% face ao mês homólogo.

As dormidas do mercado alemão, o segundo principal mercado emissor em fevereiro (11,2% do total), diminuíram 5,1% para 313 mil. Seguiu-se o mercado espanhol, na 3.ª posição (quota de 8,3%), com um decréscimo de 8,4% para 231 mil.

No grupo dos 10 principais mercados emissores em fevereiro, o mercado polaco foi o único a registar crescimento (+23,2%), atingindo os 119 mil. Nos decréscimos, destacou-se a variação registada do mercado brasileiro (-18,9%) para 130 mil.

Dormidas dos não residentes estagnam no primeiro bimestre
No acumulado do ano (janeiro-fevereiro), os dados divulgados pelo INE mostram uma subida de 4,1% no número de hóspedes, totalizando 3,378 milhões. Os residentes em Portugal somaram 1,564 milhões, numa evolução de 5,7%, enquanto os não residentes totalizaram 1,814 milhões, uma subida de 2,7% face aos dois primeiros meses de 2024.

Lisboa liderou no número de hóspedes, com 1,040 milhões (+3% face ao primeiro bimestre de 2024), seguindo-se o Norte com 812 mil (+4,7%) e o Algarve (375 mil, +3,3%). A região que mais cresceu no número de hóspedes neste primeiro bimestre de 2025 foram os Açores (+13,6%), não se registando qualquer descida nas regiões turísticas nacionais.

Nos hóspedes não residentes, Espanha foi quem registou maior número, com 228 mil, seguindo-se o Reino Unido (quase 200 mil) e EUA (152 mil).

Analisadas as dormidas nestes primeiros dois meses de 2025, o mercado nacional registou 7,840 milhões numa subida de 1,4% face ao período homólogo de 2024. Neste parâmetro, os residentes em Portugal somaram 2,642 milhões de dormidas, numa subida de 4,5% face aos primeiros dois meses de 2025. Já as dormidas de não residentes registaram uma descida de 0,1% para 5,198 milhões.

A região da Grande Lisboa aparece novamente a liderar neste campo, com 2,246 milhões de dormidas, embora registe uma descida de 0,3%. O Norte é a segunda região com mais dormidas, com 1,429 milhões, numa subida de 3,5% face a igual período do ano passado. Em terceiro lugar aparece o Algarve, com 1,347 milhões de dormidas, correspondendo a uma descida de 2,5% relativamente a janeiro-fevereiro de 2024.

A maior subida doi registada pela Península de Setúbal, com um incremento de 10,4%, para 164 mil dormidas, enquanto no capítulo das descidas, o Algarve reparte esta posição (-2,5%) com a região do Oeste e Vale do Tejo.

Por mercados emissores, das quase 5,2 milhões de dormidas, quase 810 mil foram de britânicos, surgindo a Alemanha em segundo lugar (580 mil) e Espanha na terceira posição (431 mil).

Mais proveitos
Apesar do decréscimo nas dormidas, os proveitos aumentaram em fevereiro, +4% nos proveitos totais e +3,4% nos relativos a aposento (+13,9% e +14,3% em janeiro, pela mesma ordem), atingindo 287,7 e 208,8 milhões de euros, respetivamente.

A Grande Lisboa foi a região que mais contribuiu para a globalidade dos proveitos (34,5% dos proveitos totais – 99,4 milhões de euros – e 36% dos proveitos de aposento – 75 milhões de euros), seguida da Madeira (17,1% – 49 milhões de euros – e 16,7% – 35 milhões de euros, respetivamente) e do Norte (16,4% – 47 milhões de euros – e 16,5% – 34 milhões de euros, pela mesma ordem).

Os aumentos de proveitos mais expressivos ocorreram na Madeira (+16,7% nos proveitos totais e +20,7% nos de aposento) e na Península de Setúbal (+12,2% e +15,4%, pela mesma ordem). Os maiores decréscimos registaram-se no Oeste e Vale do Tejo (-3,1% e -0,7%, respetivamente) e no Alentejo (-2,4% em ambos).

Já no acumulado dos primeiros dois meses de 2025, os proveitos totais somaram quase 550 milhões de euros, numa subida de 8,5% face a igual período de 2024, enquanto os proveitos de aposentos totalizaram 398 milhões de euros, correspondendo a uma subida de 8,3%.

Lisboa aparece em primeiro lugar com mais de 191 milhões de euros em proveitos totais (+5,1%), seguindo-se a Madeira com 99 milhões de euros (+22,9%) e o Norte com 90 milhões de euros (+8,2%).

No que diz respeito aos proveitos de aposentos, a liderança também pertence a Lisboa com 145 milhões de euros (+4,5%), seguindo-se a Madeira com 69 milhões de euros (+24,6%) e o Norte com 65 milhões de euros (+6,9%).

Estada média continuou a decrescer em fevereiro
Em fevereiro, a estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico (2,35 noites) continuou a diminuir (-3,1%, após -1,8% em janeiro). Os valores mais elevados deste indicador continuaram a observar-se na Madeira (4,73 noites) e no Algarve (3,68 noites), tendo as estadias mais curtas ocorrido no Centro (1,58 noites) e no Oeste e Vale do Tejo (1,64 noites).

Em fevereiro, a estada média dos residentes (1,68 noites) diminuiu 3,0% e a dos não residentes (2,92 noites) decresceu 2,6%.

A Madeira registou as estadas médias mais prolongadas, quer dos não residentes (5,33 noites) quer dos residentes (2,88 noites).

No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 39,6 euros em fevereiro, registando um aumento de 4,5% (+10,4% em janeiro). O rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 87,9 euros (+4,9%, após +7,2% em janeiro).

O valor de RevPAR mais elevado foi registado na Madeira (71,5 euros), seguindo-se a Grande Lisboa (64,7 euros). Os maiores crescimentos ocorreram na Madeira (+22,4%) e na Península de Setúbal (+18,0%), enquanto no Alentejo se registou o maior decréscimo (-5,7%).

A Grande Lisboa destacou-se com o valor mais elevado de ADR (110,2 euros), seguida da Madeira (100,1 euros), tendo esta última apresentado o maior crescimento neste indicador (+18,6%).

Foto: Depositphotos.com
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