Ómicron atrasa recuperação da Delta Air Lines para daqui a dois meses
Último trimestre de 2021 da Delta Air Lines ficou marcado por uma perda de 408 milhões de dólares na sequência do surgimento da variante Ómicron, que levou a milhares de cancelamento de voos e reservas.

Publituris
Descobrir o Algarve através de 18 experiências de Turismo Industrial
easyJet assinala 10.º aniversário de base no Porto com oferta de descontos
ISCE reúne 34 parceiros na “Global Tourism TechEDU Conference 2025”
AVK adquire Pixel Light e consolida liderança no setor audiovisual
Air France opera até 900 voos por dia para quase 190 destinos no verão 2025
ARPTA com nova liderança
Iberia reforça ligações a Roma, Paris e Viena
Os 3 dias do RoadShow das Viagens do Publituris
SATA lança campanha para famílias com tarifa gratuita para crianças
Indústria do turismo dos EUA preocupada com queda nas viagens domésticas e internacionais
A Delta Air Lines revelou esta sexta-feira, 14 de janeiro, que o seu último trimestre de 2021 ficou marcado por uma perda de 408 milhões de dólares na sequência do surgimento da variante Ómicron, que levou a milhares de cancelamento e deverá atrasar a recuperação da indústria e da empresa para daqui a dois meses.
Num comunicado divulgado esta sexta-feira, em que dá conta que, em 2021, a transportadora norte-americana obteve lucros de 280 milhões de dólares (244,7 milhões de euros), a Delta Air Lines mostra-se reticente em relação ao arranque de 2022, até porque a atual vaga de COVID-19 teve um impacto negativo nos resultados da companhia aérea de dezembro, pelo que se prevê mais uma perda trimestral antes da Primavera.
Segundo Ed Bastian, CEO da Delta Air Lines, cerca de 8.000 empregados da companhia aérea contraíram COVID-19 ao longo das últimas quatro semanas, explicando que “trabalhadores doentes e tempestades de Inverno levaram a mais de 2.200 voos cancelados desde 24 de dezembro”.
A tendência de cancelamentos já está, nos últimos dias, a conhecer uma inversão, no entanto, a Delta Air Lines estima que o total de voos suprimidos tenha provocado uma perda de 75 milhões de dólares, o que a juntar ao impacto global da Ómicron deverá levar a que a recuperação seja atrasada para daqui a dois meses.
A Lusa recorda que o CEO da Delta Air Lines já tinha dito, numa entrevista, que não acreditava numa recuperação das reservas e viagens já em janeiro, nem provavelmente na primeira parte de fevereiro, meses que tradicionalmente já são dos mais fracos do ano para a aviação mas que, alerta o responsável, este ano “vai ser sempre muito mais fraca por causa da Ómicron”,
“Temos de confiar que as viagens vão voltar assim que o vírus desapareça”, acrescentou Ed Bastian.
No ano passado, a Delta Air Lines obteve lucros de 280 milhões de dólares (244,7 milhões de euros), valor que compara com os 4.767 milhões de dólares (4.170 milhões de euros) apresentado em 2019.
Já as receitas da companhia aérea norte-americana atingiram os 29.899 milhões de dólares no ano passado, contra 47.007 milhões de dólares em 2019, adianta a transportadora.