Viagens dos residentes disparam no 2.º trimestre mas ainda ficam 35,4% abaixo de 2019
Os residentes realizaram 3,6 milhões de viagens entre abril e junho, o que representa uma subida de 83,9% mas que, face a igual período de 2019, continua a traduzir uma quebra de 35,4%, segundo o INE.

Inês de Matos
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Entre abril e junho de 2021, os residentes em território nacional realizaram 3,6 milhões de viagens, valor que representa uma subida de 83,9% face a igual período de 2020, mas que, comparativamente ao segundo trimestre de 2019, antes da pandemia, continua a traduzir uma quebra de 35,4%, avança o Instituto Nacional de Estatística (INE), que divulgou esta quarta-feira, 27 de outubro, os dados relativos à procura turística dos residentes no segundo trimestre do ano.
Segundo o INE, os dados do segundo trimestre indicam, no entanto, uma recuperação das viagens dos residentes face aos três meses anteriores, quando este indicador tinha apresentado uma descida de 57,6% face aos três primeiros meses de 2020, que tinham sido fortes, uma vez que a pandemia da COVID-19 apenas se fez sentir a partir de meados de março de 2020.
Por destinos, a esmagadora maioria optou por viajar dentro de Portugal, com o INE a indicar que 96,9% das viagens dos residentes no segundo trimestre tiveram como destino o território nacional, o que corresponde a 3,5 milhões de viagens e indica uma subida de 10 pontos percentuais face ao segundo trimestre de 2019, quando esta percentagem tinha ficado nos 85,2%.
Já as viagens com destino ao estrangeiro diminuíram, limitando-se, segundo o INE, a 111,7
mil, o que representa apenas 3,1% do total de viagens registadas, quando no segundo trimestre de 2019 representavam 14,8%.
O INE diz ainda que a principal motivação de viagem foi o “lazer, recreio ou férias”, que representou 1,7 milhões de viagens, o que traduz uma subida de 65,1% face a igual período do ano passado, uma vez que, comparativamente com o segundo trimestre de 2019, houve uma descida de 35,8%.
De acordo com o INE, as viagens com motivação de lazer viram a sua representatividade diminuir em 5,5 pontos percentuais face a igual período do ano passado e representaram 48,3% do total das viagens dos residentes, no segundo trimestre do ano.
Em sentido contrário estiveram as viagens para visitar familiares ou amigos, que reforçaram a sua representatividade e passaram a representar 40,0% do total, num aumento de 5,1 pontos percentuais, sendo este o segundo motivo para as deslocações efetuadas pelos residentes no segundo trimestre. As viagens para visitar familiares e amigos representam um total de 1,4 milhões de viagens, o que traduz um aumento de 110,8% face a igual período do ano passado e uma quebra de 31,5% em comparação com os os mesmos três meses de 2019.
Os hotéis e estabelecimentos de alojamento similares reuniram a preferência dos turistas residentes em Portugal e concentraram 16,5% das dormidas, o que veio reforçar a representatividade destes estabelecimentos em 5,7 pontos percentuais. Já o alojamento particular gratuito perdeu peso e viu a sua representatividade descer 7,4 pontos percentuais, ainda que tenha sido a opção “em mais de ¾ do total de dormidas (76,8%)”, refere o INE.
Já a internet foi a forma preferida na marcação das viagens, tendo sido esta a opção em 14,2% dos casos, o que representa um aumento de 2,3 pontos percentuais, com destaque para as viagens internacionais, onde este foi o recurso utilizado para marcar 53,5% das deslocações, o que indica uma subida de 5,4 pontos percentuais, enquanto nas viagens em território nacional apenas 12,9% foram marcadas pela internet, o que traduz um acréscimo de 1,3 pontos percentuais.