Greve da TAP “não teve consequências tão negativas quanto o estimado”
O sector de hotelaria nacional registou apenas 5% de quebras durante o período de greve dos pilotos da TAP no mês de Maio, segundo dados divulgados pela Associação de Hotelaria de Portugal. Cristina Siza Vieira, presidente da direcção executiva da associação, realçou, porém, o impacto negativo que a paralisação teve na imagem de Portugal como destino turístico.

Raquel Relvas Neto
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Apesar da greve dos pilotos da TAP ter provocado um prejuízo de 35 milhões de euros para a companhia aérea e 90 milhões de euros na cadeia de valor do Turismo, o impacto da paralisação “não teve consequências tão negativas quanto o estimado”, segundo conclui inquérito pós-greve da Associação de Hotelaria de Portugal, realizado aos seus associados de 12 a 21 de Maio.
Cristina Siza Vieira, presidente da direcção executiva da associação, em conferência de imprensa, explicou que a média de quebras foi apenas de 5%, o que representa um valor estimado de menos sete mil hóspedes nas unidades hoteleiras durante o mês de Maio. “Um valor bem aquém do estimado inicialmente”, adianta, explicando que foi “uma perda de hóspedes relativamente baixa”, apesar de continuar, de facto, a ser uma perda para o sector hoteleiro.
Dos cancelamentos registados nos associados da AHP a nacionalidade que predominou foi a francesa, seguida da inglesa, brasileira, alemã e espanhola. A região de Lisboa foi onde se verificou um maior número de cancelamentos e onde estes tiveram maior impacto na ocupação das unidades hoteleiras. Apesar de, no geral do território continental, 50% dos inquiridos realçarem que os cancelamentos e as novas reservas não influenciaram a sua taxa de ocupação.
A responsável sublinhou que, com estes dados do inquérito, concluiu-se que a hotelaria nacional “não ficou refém desta greve”, explicando que os turistas vieram por outra via. No entanto, a responsável sublinhou que esta greve abalou a confiança no País e a imagem, não só da TAP, como de Portugal como destino.
Quanto à hipótese de uma nova paralisação, devido à reunião agendada do SPAC na próxima semana, a responsável realçou que “esta banalização do direito à greve, que é disto que se está a tratar, a nosso ver, inconsequente, pois não tem trazido vantagem aos grevistas, é sempre pernicioso.” A responsável chama a atenção para o prejuízo para o próprio País, pois “mais do que a perda directa de hóspedes, é toda a perda do turismo nacional que tem que ser aqui pensada. Para a hotelaria nacional é isso também que conta, porque as pessoas não vêm para hotéis, vêm para um destino. Conseguimos compensar, por várias vias, a perda directa de hóspedes na hotelaria nacional, mas o destino não consegue compensar isto. É um cenário mais uma vez absurdo, mas agora ainda mais gritante que estimamos que não se venha a concretizar”.
Das conclusões do inquérito retira-se ainda que 68% dos hoteleiros associados da AHP inquiridos são a favor da privatização da companhia aérea.