“2014 foi um ano excepcional para o Porto”
Ainda sem os números fechados de 2014, Rui Moreira afirma que 2014 “foi um ano excepcional” para o Porto. O autarca, que também é presidente da Associação do Turismo do Porto e Norte (ATP), esteve esta quarta-feira, na abertura da FITUR, em Madrid.

Carina Monteiro
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Ainda sem os números fechados de 2014, Rui Moreira afirma que 2014 “foi um ano excepcional” para o Porto. O autarca, que também é presidente da Associação do Turismo do Porto e Norte (ATP), esteve esta quarta-feira, na abertura da FITUR, em Madrid.
De acordo com o responsável, em 2014, o Porto conseguiu atenuar a sazonalidade. Exemplo disso foi o Fim-de-Ano, altura em que a cidade esteve cheia, “um contraste absoluto com os anos anteriores”. O autarca destacou ainda as taxas de crescimento do aeroporto que foram “notáveis” e atingiram os sete milhões de passageiros.
Questionado sobre a qual o posicionamento que pretende para a cidade, o autarca responde: “Quero que o Porto seja visto como uma cidade cosmopolita que associa a sua história com uma modernidade crescente, com uma população jovem e onde se encontra o que há de mais contemporâneo na expressão artística. Ao mesmo tempo que é uma cidade que está inserida numa região que tem todo peso da sua monumentalidade. Sendo uma cidade contemporânea, está cercada de muitos outros pontos de interesse.”
Pires de Lima e TAP
Rui Moreira assistiu à visita de Pires de Lima ao stand do Turismo de Portugal. Sobre este encontro, disse apenas ser uma boa ocasião para “trocar ideias”. “Há áreas em que concordamos e outras que discordarmos. No fundo, as pessoas nunca estão satisfeitas, reconheço que também não é possível ao Estado Central agradar a gregos e a troianos. Ainda assim, a nosso ver há algumas opções políticas que deviam ser aperfeiçoadas, nesse sentido mantemos um diálogo permanente, também com o Turismo de Portugal”, garantiu.
As ligações aéreas não são um ponto de discordância com a tutela, uma vez que Rui Moreira reconhece que tem havido um esforço do TP no sentido de financiar novas rotas. Já quanto à TAP e ao futuro da companhia, Rui Moreira mostrou-se crítico: “Dependemos muito do que vai suceder à TAP. A TAP não é uma companhia portuguesa, é uma companhia de Lisboa. Aconteça o que acontecer à companhia, o que gostaríamos de ter um dia era a oportunidade de ter outro serviço. Dirão que são opções legítimas da TAP. Serão legítimas quando a TAP não for financiada pelo erário público.”
Taxas turísticas
A aplicação de taxas turísticas na cidade do Porto não é um tema tabu para o autarca. Depois do anúncio da aplicação de uma taxa sobre as dormidas em Lisboa, Rui Moreira já foi questionado sobre a aplicação da medida no Porto. O autarca não tem, para já, uma posição definida sobre o tema. “As cidades têm de ter fundos para se apetrecharem para receber turistas. Na medida em que não há nenhuma receita do IVA que reverta a favor das cidades, temos um problema de refinanciamento do investimento necessário para actividade turística. Se é uma taxa turística ou vamos inventar outra coisa, ainda não sei dizer.”
* A jornalista encontra-se em Madrid a convite da Fitur.