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“As tecnologias e aplicações que estão já disponíveis são muitas, mas ainda muito pouco expressivas em relação ao que aí vem”

“Walk the Talk: AI in Hospitality and Travel 2024-2026”, que se realiza em Lisboa, é o “kick-off” para mais 23 eventos que a BAE Ventures irá realizar em todo o mundo, focados no setor do turismo. Para Henrique Veiga, CEO da BAE Ventures, estamos ainda no início, admitindo que “estamos perante o nascer de uma nova era, comparável ao aparecimento da internet, e que vai mudar profundamente o mundo tal como o conhecemos”.

Victor Jorge
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“As tecnologias e aplicações que estão já disponíveis são muitas, mas ainda muito pouco expressivas em relação ao que aí vem”

“Walk the Talk: AI in Hospitality and Travel 2024-2026”, que se realiza em Lisboa, é o “kick-off” para mais 23 eventos que a BAE Ventures irá realizar em todo o mundo, focados no setor do turismo. Para Henrique Veiga, CEO da BAE Ventures, estamos ainda no início, admitindo que “estamos perante o nascer de uma nova era, comparável ao aparecimento da internet, e que vai mudar profundamente o mundo tal como o conhecemos”.

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Há muito que a Inteligência Artificial (IA) entrou no léxico de todo o mundo e o setor do turismo não poderia ser indiferente a esta “nova realidade”. A BAE Ventures escolheu Lisboa com cidade anfitriã do primeiro evento – de um conjunto de 24 que se realizarão em todos o mundo – que irá discutir como a IA poderá intervir na hospitality e viagens, sendo certo que, segundo o que Henrique Veiga, CEO da BAE Ventures, assinalou ao Publituris, “a capacidade de prever tendências com precisão ajuda as empresas a estarem mais bem preparadas para responder às necessidades dos clientes e às mudanças do mercado”. E considera que a rapidez e qualidade dos dados disponíveis poderão incluir “ajustes imediatos em preços, alocação de recursos, gestão de pessoal e atendimento ao cliente”, entre outros.

A BAE Ventures escolheu Lisboa para acolher nos próximos dias 9 e 10 de julho o encontro de lançamento do “Walk the Talk: AI in Hospitality and Travel 2024-2026”, num projeto coorganizado, em Portugal, com o Nova SBE Westmont Institute of Tourism & Hospitality. Este é um tema incontornável na e para as indústrias da ‘hospitality’ e viagens?
Sim, este é um tema incontornável no setor, pois a Inteligência Artificial (IA) tem o potencial de transformar profundamente a indústria da hospitality e das viagens. A IA melhora a experiência do cliente, aumenta a eficiência operacional e permite uma gestão mais precisa dos recursos.

A parceria com o Nova SBE Westmont Institute of Tourism & Hospitality adiciona valor ao evento, combinando expertise académica e empresarial. Este instituto, conhecido pelo seu foco em excelência na educação e inovação, prepara líderes para o futuro do setor, assegurando que o evento será um ponto de encontro para a troca de conhecimentos, networking e de aprendizagem prática e estratégica.

Um facto incontornável é que a IA já está a revolucionar a indústria da hospitality e das viagens, abrindo novas oportunidades para a inovação e o crescimento, tornando este tema absolutamente essencial.

O que trará este evento a Portugal, sendo que se trata de um dos 24 eventos que a BAE Ventures organiza em 24 cidades de todo o mundo?
Acreditamos que este evento proporcionará uma plataforma robusta para a partilha de conhecimento e networking, ligando profissionais e líderes da indústria globalmente e trazendo benefícios significativos a Portugal. Os participantes terão acesso a masterclasses, estudos de casos concretos, apresentações práticas de IA em hospitality e turismo, palestras de especialistas e workshops interativos.

Ao escolher Lisboa, a BAE Ventures destaca a importância da colaboração internacional e promove a cidade como um ponto de encontro global para explorar a IA. Incentivará o envolvimento de gestores hoteleiros, “desenvolvedores” de tecnologia, investidores, académicos e responsáveis políticos, permitindo a partilha de estratégias e melhores práticas para a integração da IA no setor.

O evento criará oportunidades para startups e empresas apresentarem as suas inovações, atraindo investimentos e estabelecendo parcerias estratégicas. Facilitará também a criação de uma comunidade global de profissionais dedicados à IA no turismo, fortalecendo a posição de Portugal como líder em inovação no setor.

Ao acolher este evento, Portugal beneficiará da entrada de conhecimento e inovação, consolidando a sua reputação como um epicentro para a discussão e desenvolvimento de tecnologias avançadas na hospitality e viagens.

Poder transformador
O que poderá aportar, na realidade, a Inteligência Artificial (IA) ao universo da hospitality e também das viagens e que impacto transformador poderá ter nestes setores do turismo?
A IA tem o potencial de transformar profundamente o setor da hospitality e das viagens, trazendo benefícios tangíveis que vão desde a personalização da experiência do cliente até à otimização da eficiência operacional e à promoção de práticas sustentáveis. Esta transformação permite que as empresas melhorem a sua competitividade e criem experiências mais memoráveis e agradáveis para os seus clientes.

A IA permite analisar dados relativos à matriz de preferências dos clientes para oferecer experiências personalizadas, adaptando recomendações e serviços em tempo real, o que aumenta naturalmente a satisfação e a fidelização. Além disso, a automação de tarefas como reservas e check-in reduz erros e custos, permitindo que as equipas se concentrem em atividades de maior valor. A IA pode também ajudar a otimizar a gestão de stocks e a alocação de recursos, aumentando a eficiência operacional.

Outra vantagem significativa é a capacidade da IA de prever tendências de viagens e comportamentos dos clientes, permitindo o ajuste proativo das estratégias de marketing e vendas para se manter competitiva. Com insights detalhados sobre as preferências e padrões dos clientes, as empresas podem criar campanhas de marketing mais eficazes e direcionadas, melhorando a taxa de conversão e maximizando o retorno sobre o investimento. Esta talvez seja uma das áreas onde as alterações com a introdução da IA será mais rápida e contundente.

A IA pode prever picos de afluência e distribuir os turistas de forma mais equilibrada, ajudando a evitar a sobrecarga de destinos populares

Mas a IA também pode melhorar a segmentação de mercado e personalização de ofertas, ajudando as empresas a identificar nichos de mercado e a adaptar seus produtos e serviços para atender às necessidades específicas desses segmentos. Isso pode resultar num aumento das vendas e na fidelização do cliente. A gestão de recursos também é otimizada, com a IA a aumentar a eficiência energética e a alocação de recursos humanos, reduzindo custos operacionais e apoiando práticas sustentáveis. Para além de poder ajudar a otimizar a dinâmica de preço, ajustando-os em tempo real com base na procura, concorrência e outros fatores.

A IA está, sem dúvida, a revolucionar o setor da hospitality e das viagens, proporcionando múltiplos benefícios que vão da eficiência operacional às estratégias de marketing e vendas.

Que exemplos pode dar de tecnologias de IA que estão a transformar as experiências na hospitality e viagens?
Alguns exemplos incluem, chatbots e Assistentes Virtuais, que proporcionam atendimento 24/7, ajudando com reservas e alterações de itinerários. Os Sistemas de Recomendação, os quais personalizam ofertas com base nas preferências dos clientes, analisado o histórico de navegação e de preferências dos utilizadores.

A Análise Preditiva, que revê procura e ocupação, ajusta preços e gere o inventário eficientemente. Isto permite antecipar a procura, ajustar as tarifas e otimizar a gestão de inventário. A Automação e Robótica, as quais automatizam tarefas administrativas, check-in e gestão de bagagens, reduzindo a carga de trabalho dos colaboradores.

O Reconhecimento Facial, que simplifica o check-in em hotéis e aeroportos. Esta tecnologia de reconhecimento facial pode reduzir o tempo de check-in para menos de um minuto. Também os Sensores “Internet of Things” (IoT), que otimizam energia e conforto, ajustando automaticamente a iluminação e a climatização com base na ocupação dos quartos e preferências dos hóspedes. A Realidade Aumentada (AR) e Virtual (VR), com as quais são criadas experiências imersivas e pré-visualizações de destinos. A AR pode fornecer informações adicionais sobre pontos turísticos, enquanto a VR permite que os clientes explorem virtualmente quartos de hotel antes de fazer uma reserva.

E ainda a Tradução Automática, constituída por ferramentas que facilitam a comunicação entre hóspedes e funcionários de diferentes idiomas, melhorando a acessibilidade dos serviços. E a Monitorização de Sentimentos, conceito que analisa feedback para melhorias. Ou seja, sistemas de IA captam o sentimento dos comentários em plataformas online, fornecendo insights às empresas que lhes permitem ajustar os seus serviços conforme necessário.

Mas é também muito importante destacar que estamos ainda no início da viagem da IA. As tecnologias e aplicações que estão já disponíveis são muitas, mas ainda muito pouco expressivas, em relação ao que aí vem.

Gerir fluxos
Muito se tem falado na gestão de fluxos turísticos, de forma a contrariar a tendência de turismo massivo nalguns destinos. Essa poderá ser uma das aplicações da IA?
Sim, a IA pode desempenhar um papel crucial na gestão de fluxos turísticos. Através da análise de dados em tempo real, a IA pode prever picos de afluência e distribuir os turistas de forma mais equilibrada, ajudando a evitar a sobrecarga de destinos populares.

Esta capacidade é fundamental para criar uma experiência turística mais sustentável e agradável, tanto para os visitantes quanto para os residentes locais. Um exemplo inovador desta aplicação é o trabalho desenvolvido pela Fundacion Metropoli, um importante parceiro da BAE Ventures, que tem sido pioneira na criação de cidades inteligentes e sustentáveis ao longo dos últimos 25 anos. Os seus projetos visam a utilização de tecnologias avançadas de IA e IoT para gerir de forma eficiente os fluxos turísticos, integrando diferentes modos de transporte, monitorizando o uso de recursos e melhorando a experiência dos visitantes.

Utilizando dados de smartphones, câmaras de vigilância e sensores IoT, a IA pode analisar a densidade de turistas em tempo real e sugerir redistribuições para áreas menos congestionadas. Isto pode incluir o redireccionamento automático de turistas para atrações menos conhecidas ou horários de visita alternativos, evitando picos de afluência. A IA pode também criar rotas turísticas personalizadas que distribuem a pressão turística de forma mais equilibrada, recomendando destinos menos frequentados, mas igualmente interessantes. E relembro que em muitos destinos muitas destas soluções já estão implementadas.

Com a análise preditiva, as autoridades turísticas podem lançar campanhas de marketing direcionadas para promover destinos alternativos em épocas específicas, equilibrando a distribuição dos turistas ao longo do ano e reduzindo a sazonalidade

Analisando dados históricos e comportamentais, a IA pode prever padrões de visita e ajustar proactivamente os serviços e infraestruturas necessárias, como a gestão de transportes públicos e a alocação eficiente de recursos de segurança. Sensores ambientais e IA podem monitorizar o impacto do turismo em áreas sensíveis, ajustando as permissões de acesso e sugerindo medidas para mitigar o impacto ecológico, especialmente em zonas naturais e parques. Com a análise preditiva, as autoridades turísticas podem lançar campanhas de marketing direcionadas para promover destinos alternativos em épocas específicas, equilibrando a distribuição dos turistas ao longo do ano e reduzindo a sazonalidade.

O projeto da “Superciudad de Madrid” da Fundacion Metropoli exemplifica como a IA pode ser integrada numa abordagem holística para a gestão urbana e turística. A fundação tem utilizado estas tecnologias e inovações para transformar Madrid numa cidade modelo em termos de inovação e sustentabilidade.

Em suma, a aplicação da IA na estão de fluxos turísticos não só ajuda a evitar a superlotação e a preservar a qualidade de vida dos residentes, como também enriquece a experiência dos visitantes, promovendo um turismo mais equilibrado.

Trata-se, efetiva e somente de melhorar a eficiência operacional ou a IA poderá ir mais além?
A IA vai muito além de simplesmente melhorar a eficiência operacional no setor da hospitality e das viagens. Além de otimizar processos e reduzir custos, a IA transforma profundamente a experiência do cliente, as estratégias de marketing e vendas, e promove práticas sustentáveis.

A IA proporciona uma transformação abrangente e inovadora no setor, ao criar oportunidades de crescimento e personalização. Ela permite a criação de campanhas de marketing altamente direcionadas, melhorando a lealdade dos clientes e maximizando o retorno sobre o investimento. No campo das vendas, facilita a segmentação de mercado e a adaptação de ofertas, resultando num aumento significativo nas vendas. Ao promover práticas sustentáveis que beneficiam tanto as cidades quanto o meio ambiente, a IA otimiza recursos e equilibra o turismo, contribuindo para a preservação dos destinos turísticos e a sustentabilidade global. Dessa forma, a IA está a moldar um futuro mais inteligente, sustentável e rentável para o setor da hospitality e das viagens.

Foto: Depositphotos.com

Quais as tarefas específicas que estão a ser automatizadas pela IA e que impacto poderão ter na força de trabalho/recursos humanos?
Tarefas como reservas, atendimento ao cliente, gestão de inventário, limpeza e manutenção, estão a ser automatizadas pela IA. Isto pode libertar os colaboradores para se concentrarem em tarefas que requerem um toque humano, como o atendimento personalizado e a resolução de problemas complexos. No entanto, também implica a necessidade de requalificação dos colaboradores para que possam desempenhar novas funções que surgem com a automação.

Como é que a IA está a ajudar na análise de dados para prever tendências de viagem e comportamento dos clientes?
A IA utiliza algoritmos de Machine Learning (ML) para analisar grandes volumes de dados históricos e em tempo real, identificando padrões e tendências. Isto permite prever comportamentos futuros, ajustar ofertas em tempo real e criar estratégias mais eficazes de marketing e vendas. A capacidade de prever tendências com precisão ajuda as empresas a estarem mais bem preparadas para responder às necessidades dos clientes e às mudanças do mercado.

A capacidade de prever tendências com precisão ajuda as empresas a estarem mais bem preparadas para responder às necessidades dos clientes e às mudanças do mercado

“Agora” e “Já”
Poder-se-á dizer que a IA veio reforçar a gestão em real-time. Ou seja, através da IA poder-se-ão tomar decisões no momento que de outra forma seriam impossíveis tomar?
Absolutamente. A IA permite a análise e interpretação de dados em tempo real, o que é crucial para tomar decisões rápidas e informadas. Ou seja, não é apenas o tema do tempo real, mas a qualidade das decisões em tempo real. Isto pode incluir ajustes imediatos em preços, alocação de recursos, gestão de pessoal e atendimento ao cliente. A capacidade de agir de forma proativa, em vez de reativa, oferece uma vantagem competitiva significativa.

Com a IA veio, igualmente, uma maior preocupação com segurança e privacidade associadas ao uso de IA no setor de hospitality e viagens? Como é que as empresas podem ou estão a garantir que os dados dos clientes estão protegidos ao utilizar tecnologias de IA?
A segurança e privacidade dos dados são preocupações cruciais. As empresas estão a implementar diversas medidas para garantir a proteção dos dados dos clientes. A criptografia é usada para proteger dados sensíveis durante a transmissão e armazenamento, garantindo que apenas os destinatários autorizados possam aceder à informação. A “anonimização” remove informações identificáveis dos dados dos clientes, protegendo a sua privacidade. Para além da implementação de controlos de acesso rigorosos para assegurar que apenas o pessoal autorizado pode aceder aos dados.

As empresas também seguem regulamentações como o RGPD para garantir que os dados são tratados de forma ética e segura, cumprindo todas as normas legais e garantindo a confiança dos clientes.

De que maneira a IA pode contribuir para práticas mais sustentáveis no setor da hospitality e viagens?
A IA pode ajudar a implementar práticas mais sustentáveis ao otimizar o consumo de energia, monitorizando e gerindo eficientemente o uso de energia em hotéis e outros estabelecimentos. Permite também uma previsão precisa da procura, evitando o desperdício de alimentos e de outros recursos.

A IA também melhora a alocação de recursos como a água e os produtos de limpeza, assegurando uma gestão eficiente. Por fim, pode ser utilizada para promover destinos sustentáveis, incentivando rotas e locais que contribuem para a preservação ambiental, ajudando a equilibrar o impacto do turismo no meio ambiente.

Não é apenas o tema do tempo real, mas a qualidade das decisões em tempo real

Promessas e desafios
Quais as inovações mais promissoras que a IA poderá trazer no futuro para o turismo?
É uma pergunta muito difícil. Como já referi, estamos no início da viagem. No futuro, a IA promete trazer inovações ainda mais avançadas e transformadoras para os setores de hospitality e viagens e uma das inovações mais promissoras é a criação de experiências hiperpersonalizadas através da análise preditiva de dados. Utilizando algoritmos sofisticados de Machine Learning, os hotéis poderão prever as necessidades e preferências dos hóspedes antes mesmo da sua chegada, oferecendo serviços e produtos altamente customizados, como programas de bem-estar, experiências gastronómicas e até mesmo atividades baseadas no perfil psicológico do hóspede.

Outra inovação revolucionária será a implementação de robôs e assistentes de IA com capacidades avançadas de interação e tomada de decisões em tempo real. Esses robôs poderão realizar tarefas complexas e até o atendimento a pedidos específicos de maneira eficiente e humana. Além disso, a IA permitirá a criação de ambientes totalmente integrados e inteligentes, onde a automação será levada a um novo nível, ajustando não apenas a temperatura e a iluminação, mas criando atmosferas personalizadas através de música, aromas e decoração baseada no estado de espírito do hóspede.

No setor de viagens, a IA poderá transformar radicalmente a forma como planeamos e vivenciamos as viagens. Uma inovação futura será o desenvolvimento de sistemas de IA que atuam como companheiros de viagem virtuais, capazes de oferecer suporte contínuo e adaptativo durante toda a jornada. Esses sistemas poderão antecipar imprevistos, replanear itinerários em tempo real e proporcionar uma experiência de viagem fluida e sem interrupções.

Imagine um assistente virtual que não só reserva um restaurante, mas também coordena transporte, monitoriza o trânsito, ajusta as reservas de acordo com possíveis atrasos e até sugere alternativas em caso de mudanças inesperadas no clima.

Penso que a IA avançará também na criação de experiências de Realidade Aumentada e virtual para enriquecer a viagem. Antes mesmo de sair de casa, os viajantes poderão explorar destinos, hotéis e atrações em detalhe através de tours virtuais hiper-realistas, facilitando decisões informadas aumentando a expectativa e o planeamento das férias.

Durante a viagem, dispositivos de realidade aumentada poderão fornecer informações contextuais em tempo real, traduzir sinais e conversas, e até oferecer narrativas históricas ou culturais instantâneas sobre os locais visitados, tornando cada experiência mais imersiva e educativa.

Estas inovações destacam o potencial da IA não apenas para melhorar, mas para reinventar os setores de hospitality e viagens, criando experiências mais interligadas, personalizadas e intuitivas para os usuários.

Uma outra ponte muito interessante e que certamente surgirá é a ligação da IA à neurociência que permitirá abrir novas avenidas. Os últimos tempos testemunharam uma onda de inovações revolucionárias em IA por parte de gigantes tecnológicas como Google, Microsoft e Apple, que prometem transformar profundamente também os setores da hospitality e viagens. Estas inovações não só destacam o potencial da IA para criar oportunidades, mas também ilustram como as tecnologias de ponta podem ser aplicadas para resolver desafios complexos e melhorar a experiência do cliente.

Acredito que estamos perante o nascer de uma nova era, comparável ao aparecimento da internet, e que vai mudar profundamente o mundo tal como o conhecemos.

Estamos perante o nascer de uma nova era, comparável ao aparecimento da internet, e que vai mudar profundamente o mundo tal como o conhecemos

Nesse sentido, quais são os maiores desafios a enfrentar pela implementação de IA na indústria da hospitality e viagens?
Os maiores desafios na implementação da IA incluem diversos aspetos críticos. Primeiro, o custo de implementação é um obstáculo significativo, especialmente para PME que podem achar dispendioso investir em tecnologias avançadas de IA. Além disso, garantir que os novos sistemas de IA se integrem perfeitamente com as infraestruturas existentes é um desafio técnico que exige recursos e expertise especializados.

Outro desafio importante é a qualificação dos profissionais. É necessário formar e requalificar os colaboradores para que possam trabalhar eficazmente com as novas tecnologias, o que pode exigir tempo e investimento adicional. As preocupações com a privacidade também são cruciais, pois é necessário garantir a conformidade com as regulamentações de privacidade e segurança dos dados para proteger as informações dos clientes.

Mas na minha opinião o mais importante é o desafio da adaptação cultural. Superar a resistência à mudança tanto por parte dos colaboradores como dos clientes é essencial para uma implementação bem-sucedida da IA. É uma missão de toda a equipa, mas tem de ter uma enorme motivação do top management das empresas. É sempre difícil porque não é um processo linear. Sabemos onde começamos, mas não sabemos onde vamos terminar e nessa medida é um processo, uma viagem que precisa de ser acompanhada com muita humildade, com uma abertura total de que estamos todos a aprender e a definir o futuro todos os dias. Estou convencido que esta característica de abertura a novas realidades, sem ideias pré-concebidas e uma postura entusiástica sobre a evolução da nossa sociedade, tal como a vemos e vivemos hoje é fundamental para encarar todas estas alterações.

E é também fundamental reconhecer que não existe uma única forma de adaptação. Há vários caminhos e realidades, e cada organização precisa identificar e seguir o caminho mais adequado para sua realidade específica. As organizações não são todas iguais e, portanto, cada uma delas fará um percurso diferente na implementação da IA.

É crucial que as empresas avaliem cuidadosamente as suas necessidades, recursos e cultura organizacional para escolher a abordagem que melhor se alinha com suas metas e capacidades. Essa flexibilidade na abordagem permite que cada organização encontre a melhor maneira de integrar a IA, maximizando os benefícios e minimizando os desafios.

E como estão estes setores a reagir à implementação da IA em Portugal?
A verdade é que muitas empresas já têm algumas ferramentas de IA implementadas e em alguns casos até desconhecem que usam a tecnologia. Mas para responder assim muito objetivamente creio que a adesão ao evento que estamos a organizar demonstra isso mesmo.

Eventos como o “Walk the Talk: AI in Hospitality and Travel” exemplificam esta tendência, proporcionando plataformas para a partilha de conhecimento e a promoção de boas práticas. A resposta tem sido muito positiva, com um crescente reconhecimento do valor que a IA pode trazer para a competitividade e sustentabilidade do setor.

Temos cerca de 900 pessoas registadas num evento lançado há apenas um mês, o que demonstra o elevado interesse e a necessidade de informação sobre este tema. Muitas pessoas sentem um overload de informação sobre IA, precisando de ajuda para triar e qualificar a informação relevante.

Há também uma preocupação significativa sobre a segurança das funções na era da IA, com dúvidas sobre a continuidade das suas funções e sobre as ferramentas necessárias para se adaptarem à nova realidade. Para além do sentimento comum a muitos profissionais do sector de que as suas empresas estão atrasadas na implementação de IA e necessitam de explorar caminhos sobre como avançar.

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França é o novo destino da TourTailors

A TourTailors, empresa especializada em tours customizadas, tem um novo destino. França.

A TourTailors, operador de turismo local europeu, especializada em tours personalizados, anunciou, recentemente, França como novo destino. Esta expansão é um marco significativo na missão da TourTailors para “proporcionar viagens memoráveis e criar experiências autênticas e personalizadas para clientes de todo o mundo”.

“Estamos empenhados em manter os mais altos padrões de serviço para desenhar experiências memoráveis e enriquecedoras para nossos clientes que visitem França. A nossa equipa tem trabalhado arduamente na curadoria de experiências inesquecíveis para garantir que nossos clientes têm a aventura de uma vida,” refere Eduardo Melo Claudio, CEO da TourTailors.

“A nossa expansão para França é um testemunho da nossa dedicação aos nossos clientes. Desde sempre. procuramos adquirir um conhecimento profundo de cada um dos nossos destinos e encontrar os melhores parceiros para garantir aos nossos clientes experiências de viagem diversificadas e enriquecedoras. Somos uma empresa de pessoas, para pessoas. Como tal, estamos entusiasmados em trabalhar com os nossos parceiros para fazer deste lançamento um sucesso.”

O lançamento da França como um novo destino é apoiado por uma extensa rede de parceiros locais selecionados, cujo know-how e dedicação garantem que cada experiência seja perfeita e inesquecível.

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Vietnam Airlines abre nova rota para ligar Hanoi e Phnom Penh

A nova rota da Vietnam Airlines entre Hanói e Phnom Penh arranca a 27 de outubro, com quatro voos por semana entre as duas capitais.

A Vietnam Airlines vai abrir, a 27 de outubro, uma nova rota que vai passar a ligar Hanói, capital do Vietname, a Phnom Penh, capital do Camboja, de forma a dar resposta ao crescimento da procura turística por voos entre os dois países.

A nova rota da Vietnam Airlines, avança o portal VNExpress, vai contar com quatro voos por semana, às segundas, quartas, sextas e domingos, sendo operada num avião Airbus A321.

De acordo com a informação avançada, os novos voos pretendem dar resposta à forte procura turística de voos entre o Vietname e o Camboja, que aumentou depois da COVID-19.

O portal portal VNExpress avança que, nos primeiros seis meses de 2024, o Camboja tornou-se no mercado emissor de  turistas para o Vietname que apresenta um maior crescimento, num aumento que chega aos 396% desde a pandemia, seguindo-se a Índia e a Indonésia, cujos crescimentos chegam aos 312% e 177%, respetivamente.

 

 

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Destinos

Vilarinho dos Freires abre concurso para concessão de exploração turística de três imóveis

A entrega de propostas já se encontra a decorrer e pode ser realizada até às 17h00 de 26 de setembro, sendo a concessão de exploração turística válida por 30 anos para os três imóveis disponíveis.

A Junta de Freguesia de Vilarinho dos Freires, no concelho de Peso da Régua, abriu um concurso para concessão de exploração turística de três imóveis, situados no lugar de Presegueda.

De acordo com um comunicado enviado à imprensa pela Junta de Freguesia de Vilarinho dos Freires, “estes imóveis possuem um elevado potencial de reconversão para estabelecimentos hoteleiros ou projetos de turismo em espaço rural, sendo uma oportunidade única para investidores que desejem apostar no crescente mercado do turismo na região do Douro”.

A entrega de propostas já se encontra a decorrer e pode ser realizada até às 17h00 de 26 de setembro, sendo a concessão de exploração turística válida por 30 anos para os três imóveis disponíveis.

“O conjunto dos imóveis, com localização contígua, dispõe de projetos de reabilitação aprovados, totalizando uma oferta de 29 quartos. Localizados em Área de Reabilitação Urbana (ARU), estes imóveis beneficiam de vantagens fiscais e financeiras aplicáveis às obras de reabilitação. Este projeto, cujo investimento previsional é de 2.500.000 €, pode ser alterado pelos concorrentes, desde que se mantenham os princípios e finalidades com que foram desenvolvidos, bem como o respeito pelo disposto no Plano Diretor Municipal (PDM) de Peso da Régua”, lê-se na informação divulgada.

Segundo Tiago Ferreira, diretor Executivo da Aliados Consulting, parceira da Junta de Freguesia de Vilarinho dos Freires, “esta é uma oportunidade imperdível para investidores que procuram entrar no mercado turístico numa das regiões mais emblemáticas de Portugal”.

“Os imóveis disponíveis apresentam características ideais para a criação de estabelecimentos diferenciadores, que poderão atrair visitantes de todo o mundo, impulsionando assim a economia local”, refere o responsável, considerando que a transformação dos edifícios num hotel boutique “constitui uma interessante oportunidade de negócio por se tratar de uma das regiões de turismo com maior procura”.

Situada no coração do Alto Douro Vinhateiro, região classificada como Património Mundial da UNESCO, a freguesia de Vilarinho dos Freires é conhecida pelas tradições e história, bem como pelo património vinícola.

“Este concurso de concessão representa uma oportunidade extraordinária para desenvolver o potencial turístico da nossa região, trazendo benefícios económicos e culturais significativos. Estamos empenhados em colaborar com investidores que partilhem a nossa visão de valorização e preservação do património do Douro” salienta o presidente da Junta de Freguesia, Sérgio Cabral Correia.

Através do website da Junta de Freguesia de Vilarinho dos Freires, disponível aqui, é possível consultar mais informações sobre os imóveis que estão agora em concurso para concessão de exploração turística, sendo que também a Aliados Consulting estará disponível para prestar assistência aos potenciais compradores, fornecendo todas as informações necessárias e esclarecendo quaisquer dúvidas que possam surgir durante o processo.

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Proveitos no alojamento turístico ultrapassam os 2MM€ até maio

A subida em 9,4% nos hóspedes e 7,5% nas dormidas, face a maio de 2023, fazem com que os proveitos totais ascendam a mais de 660 milhões de euros. No acumulado do ano, o valor já ultrapassou os 2 mil milhões de euros.

Em maio de 2024, o setor do alojamento turístico registou 3,1 milhões de hóspedes e 7,7 milhões de dormidas, correspondendo a subidas de 9,4% e 7,5%, respetivamente, face a igual mês de 2023. Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), os proveitos totais ascenderam a 660,8 milhões de euros, equivalendo a uma subida de 15,5% em comparação com o quinto mês do ano passado, enquanto os proveitos referentes aos apostos totalizaram 505,9 milhões de euros de proveitos, uma subida igual aos proveitos totais.

No acumulado do ano 2024 – de janeiro a maio -, as dormidas registaram um crescimento de 4,4%, atingindo 27,7 milhões, dando origem a aumentos de 12,2% nos proveitos totais e de 11,9% nos de aposento. Este aumento deveu-se, principalmente, às dormidas de não residentes, que cresceram 5,9%, enquanto as de residentes registaram um crescimento mais modesto (+0,9%).

Assim, os proveitos totais no alojamento turístico em Portugal atingiram, no acumulado do ano, 2.080 milhões de euros, uma subida de 12,2% face a igual período de 2023, sendo que nos proveitos nos aposentos, a subida de 11,9% em comparação com os primeiros cinco meses do ano passado, permitiu chegar-se aos 1.560 milhões de euros.

Considerando a generalidade dos meios de alojamento (estabelecimentos de alojamento turístico, campismo e colónias de férias e pousadas da juventude), registaram-se 3,3 milhões de hóspedes e 8,3 milhões de dormidas em maio, refletindo crescimentos de 9,2% e 7,5%, respetivamente. As dormidas de residentes aumentaram 7,9% e as de não residentes cresceram 7,4%.

Dos mais de 2 milhões de hóspedes não residentes, em maio de 2024, a liderança pertence ao Reino Unido com pouco mais de 277 mil, seguido pelos EUA com mais de 263,6 mil, aparecendo a Alemanha a fechar o pódio com 199,3 mil. No acumulado do ano – janeiro a maio de 2024 -, a liderança pertence, igualmente ao Reino Unido (874 mil hóspedes), seguido pelo EUA (779 mil) e Espanha (778 mil).

Já nas dormidas dos não residentes, o Reino Unido mantém a liderança com 1,1 milhões, seguido pela Alemanha (680 mil) e EUA (585 mil). Nas contas acumuladas dos primeiros cinco meses do ano, destaque para o Reino Unido, único mercado a ultrapassar as 3,5 milhões de dormidas, enquanto o segundo lugar pertence à Alemanha com 2,4 milhões de dormidas, seguida pelos EUA com 1,75 milhões.

Lisboa puxa pelo turismo
A Grande Lisboa continuou a ser a região que mais contribuiu para a globalidade dos proveitos, com 33% dos proveitos totais e 35,2% dos proveitos de aposento, seguida do Algarve (23,6% e 21,7%, respetivamente) e do Norte (16,9% e 17,5%, pela mesma ordem).

Todas as regiões registaram crescimentos nos proveitos, com os maiores aumentos a ocorrerem nos Açores (+26,3% nos proveitos totais e +28,5% nos de aposento), na Península de Setúbal (+23,8% e +25,5%, respetivamente), no Alentejo (+21,9% e +21,3%, pela mesma ordem) e na Madeira (+20,7% e +22,5%, respetivamente).

Em maio, o crescimento dos proveitos acelerou nos três segmentos de alojamento. Na hotelaria, os proveitos totais e de aposento (pesos de 86,7% e 85% no total do alojamento turístico, respetivamente) aumentaram ambos 14,4%.

Nos estabelecimentos de alojamento local, registaram-se aumentos de 22,5% nos proveitos totais e 21,8% nos proveitos de aposento (quotas de 9,6% e 11,4%, respetivamente).

No turismo no espaço rural e de habitação (representatividade de 3,7% nos proveitos totais e de aposento), os aumentos foram de 23,2% e 22,7%, respetivamente.

Do total de 7,7 milhões de dormidas (+7,5%) nos estabelecimentos de alojamento turístico, 61,4% concentraram-se nos 10 municípios com maior número de dormidas em maio.

O município de Lisboa concentrou 19,8% do total de dormidas, atingindo 1,5 milhões (+5,4%, após +0,9% em abril). As dormidas de residentes decresceram ligeiramente (-0,2%), tendo as dormidas de não residentes apresentado um aumento de 6,3%. Este município concentrou 22,9% do total de dormidas de não residentes em maio.

Albufeira foi o segundo município em que se registaram mais dormidas (819,4 mil dormidas, peso de 10,7%), voltando a registar um aumento (+3,3%), após o decréscimo de 13,4% no mês anterior. As dormidas de residentes tiveram o crescimento mais expressivo (+14,3%) entre os principais municípios, enquanto as de não residentes registaram um acréscimo mais modesto (+1,8%).

No Porto, as dormidas totalizaram 616,1 mil (8% do total), tendo-se observado um crescimento de 7,8% (-0,5% em abril), com o contributo das dormidas de não residentes (+9,2%), dado que as de residentes decresceram 0,5%.

O Funchal (561,8 mil dormidas, peso de 7,3%) apresentou um crescimento de 5% (+0,6% em abril), para o qual contribuíram as dormidas de não residentes (+6,7%), tendo em conta que as dormidas de residentes diminuíram 6,3%.

Em resumo, em todos os 10 municípios com maior número de dormidas em maio, as dormidas de não residentes superaram as dos residentes.

Entre os 10 principais municípios, Ponta Delgada continuou a destacar-se com o maior crescimento (+18,3%), para o qual contribuíram as evoluções positivas das dormidas de residentes (+6,8%) e, sobretudo, as de não residentes (+25%).

Face aos crescimentos das dormidas registados em Portugal, em maio de 2024 destacaram-se, entre os principais, os municípios de Ponta Delgada, Portimão e Porto, em termos de dormidas de não residentes. Por sua vez, Albufeira, Loulé e Cascais foram os que se mais se distanciaram positivamente da média nacional em termos de crescimento das dormidas de residentes.

ADR com novos máximos históricos na Grande Lisboa e no Norte
No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 78,3 euros em maio, registando um aumento de 12% (-0,5% em abril).

O valor de RevPAR mais elevado foi registado na Grande Lisboa (138,1 euros), tendo atingido um novo máximo histórico nesta região. Seguiu-se a Madeira com 92,5 euros. Os maiores crescimentos ocorreram na Península de Setúbal (+22%) e nos Açores (+20,2%), enquanto os menos expressivos se verificaram no Centro (+3,4%), na Grande Lisboa (+10%) e no Norte (+10,1%).

Em maio, este indicador cresceu 13% na hotelaria (+0,6% em abril). No alojamento local e no turismo no espaço rural e de habitação, registaram-se crescimentos de, respetivamente, 10,9% e 14,1% (-4,2% e -2,6%, em abril, pela mesma ordem).

No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 123 euros (+9,4%, após +4,1% em abril).

A Grande Lisboa destacou-se com o valor mais elevado de ADR (171,4 euros), seguida do Norte (118,8 euros), tendo sido atingidos novos máximos históricos em ambas as regiões. Este indicador registou crescimento em todas as regiões, com os maiores aumentos a ocorrerem na Madeira (+18,4%), na Península de Setúbal (+14,2%) e na Grande Lisboa (+11,2%).

Em maio, o ADR cresceu em todos os segmentos, +9,5% na hotelaria (+3,9% em abril), +9,6% no alojamento local (+3,5% em abril) e +8,5% no turismo no espaço rural e de habitação (+11,8% em abril).

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BestEvents organiza nova feira de viagens no Porto em 2025

A BestEvents vai organizar, entre 22 e 23 de março de 2025, a FLY, uma nova feira de viagens que vai decorrer na Alfândega do Porto.

A BestEvents vai organizar, entre 22 e 23 de março de 2025, a FLY, uma nova feira de viagens que vai decorrer na Alfândega do Porto, informou a empresa de eventos em comunicado.

“Durante dois dias, a feira reunirá agências de viagem, marcas, produtos e agentes turísticos”, destaca a BestEvents, explicando que esta “feira promete ser o cenário ideal para quem pretende divulgar os destinos que tem em carteira e fechar negócios junto do consumidor final”.

Além da área expositiva, a BestEvents diz que está a “preparar uma programação marcante para que o visitante encontre um evento de experiências”, capaz de oferecer também uma “viagem pelo mundo através dos sabores, tradições, cultura e música dos quatro cantos do planeta”.

“O espaço também contará, ainda, com uma zona de espetáculos e animações culturais, proporcionando uma imersão profunda na cultura de cada destino. Haverá a oportunidade de experimentar sabores e a cultura gastronómica de diferentes destinos internacionais presentes no evento. O evento contará com uma programação marcante e abrangente”, refere ainda a BestEvents.

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Aeroportos nacionais mantiveram tendência de crescimento em maio

Os aeroportos nacionais receberam, em maio, 6,5 milhões de passageiros e 22,3 mil aeronaves, números que traduziram aumentos de +6,3% e +2,8%, respetivamente, e que mantiveram a tendência de crescimento que se vinha a verificar desde o início do ano, segundo o INE.

Os aeroportos nacionais receberam, em maio, 6,5 milhões de passageiros e 22,3 mil aeronaves em voos comerciais, números que traduziram aumentos de +6,3% e +2,8%, respetivamente, e que mantiveram a tendência de crescimento que se vinha a verificar desde o início do ano, indicam os dados divulgados esta segunda-feira, 15 de julho, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

“No início de 2024 continuaram a verificar-se máximos históricos nos valores mensais de passageiros nos aeroportos nacionais. Em maio de 2024, registou-se o desembarque médio diário de 106,4 mil passageiros, valor superior em 6,2% ao registado em maio de 2023 (100,2 mil)”, lê-se no comunicado divulgado pelo INE.

Entre os passageiros desembarcados nos aeroportos nacionais, 82,4% corresponderam a tráfego internacional, num total de 2,7 milhões de passageiros, o que indica um aumento de 6,3%, sendo a maioria destes passageiros proveniente do continente europeu (69,9%), numa subida de 5,3% face a maio de 2023.

O INE diz ainda que “o continente americano foi a segunda principal origem” dos passageiros internacionais desembarcados em Portugal em maio, concentrando 8,8% do total de passageiros desembarcados (+9,7%).

No que diz respeito aos passageiros embarcados, 82,0% corresponderam a tráfego internacional, num de 2,6 milhões de passageiros e com um aumento de 6,7%, sendo que, destes passageiros, 70,4% tinham como principal destino aeroportos no
continente europeu, o que evidencia um crescimento de 5,4% face a maio de 2023.

Tal como nos passageiros desembarcados, acrescenta o INE, também nos embarcados “os aeroportos no continente americano foram o segundo principal destino”, correspondendo a 8,1% do total e com um crescimento de 13,9%.

Passageiros crescem 5,1% desde o início do ano

Os dados do INE mostram também que, desde o início do ano, o número de passageiros movimentados nos aeroportos nacionais tem continuado a crescer e subiu já 5,1% face ao mesmo período de 2023, somando 26,174 milhões, com destaque para o aeroporto de Lisboa.

Segundo o INE, o aeroporto de Lisboa movimentou 52,0% do total de passageiros nos primeiros cinco meses do ano, o que representa 13,6 milhões de passageiros e traduz uma subida de 5,6% comparativamente ao mesmo período de 2023.

Já o aeroporto do Porto concentrou 22,8% do total de passageiros movimentados, cerca de seis milhões de passageiros, o que representa um crescimento de 5,6% face ao mesmo período do ano passado, enquanto o aeroporto de Faro registou ainda um aumento de 2,6% no movimento de passageiros, totalizando 3,2 milhões.

Por nacionalidades de passageiros, o INE destaca o Reino Unido, que foi o “principal país de origem e de destino dos voos”, considerando o volume de passageiros desembarcados e embarcados em voos internacionais nos primeiros cinco meses de 2024.

Segundo o INE, o mercado britânico apresentou um crescimento de 2,4% no número de passageiros desembarcados e de 2,8% nos passageiros embarcados, face aos cinco primeiros meses de 2023.

Em sentido contrário, acrescenta o INE, esteve a França, que registou decréscimos no número de passageiros desembarcados (-2,1%) e embarcados (-2,4%), ocupando a segunda posição deste ranking, no qual se seguem a Espanha, a Alemanha e a Itália.

 

 

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FITUR Sports quer definir o futuro do turismo desportivo

De 22 a 26 de janeiro na IFEMA MADRID, a FITUR 2025 acolhe a terceira edição da sua seção de turismo desportivo. As áreas principais serão o desporto ao ar livre, o desporto de competição e os eventos desportivos e as viagens de negócios desportivas.

A FITUR anuncia a terceira edição consecutiva da FITUR Sports após entrada na agenda de eventos essenciais para os profissionais do turismo desportivo. Organizada pela IFEMA MADRID e SPAIN IS SPORT – AFYDAD, a Associação Espanhola de Fabricantes e Distribuidores de Artigos Desportivos, a seção aproveitará as sinergias da Feira Internacional de Turismo de 22 a 26 de janeiro de 2025.

Após as duas primeiras edições, esta é uma das áreas da FITUR que se consolidou como um evento especializado de referência nacional e internacional, consolidando a ligação entre o turismo e o desporto como um motor fundamental do desenvolvimento socioeconómico.

A FITUR Sports tem como objetivo “promover o intercâmbio de conhecimentos através de um programa de conferências e gerar oportunidades de negócio”, refere a organização da feira. Para tal, foram definidas três áreas-chave em torno das quais girarão os conteúdos: Desporto Outdoor, Desporto de Competição e Desporto Eventos e Viagens de Negócios Desportivas.

Além disso, a FITUR Sports conseguiu envolver os principais atores públicos e privados, incluindo o Conselho Superior de Desportos (Conselho Superior de Desportos), Turespaña, UNWTO, CEOE, ADESP, bem como as diferentes federações e associações profissionais ligadas ao desporto e ao turismo, além dos principais patrocinadores.

De referir que a FITUR Sports 2024 estendeu-se pelos cinco dias da feira, com três dias profissionais com 30 sessões, 100 oradores e mais de 20 horas de conteúdos, com mais de mil visitantes por dia, além da área de exposição e a área de networking localizada num campo de padel. Para além disso, a transmissão streaming online atingiu mais de 8.000 visualizações durante os três dias, “o que demonstra o elevado interesse gerado pelo programa”, conclui a organização da feira de Madrid.

Entre o programa já definido contam-se as seguintes sessões:

Quarta-feira 22 de janeiro: Desporto e turismo ativo ao ar livre. Dinâmicas emergentes, gestão de destinos, desenvolvimento de produtos e experiências, sustentabilidade, marketing e comercialização.

Quinta-feira 23 de janeiro: Desporto profissional e de competição. Neste segundo dia, especialistas na matéria abordarão os desportos de equipa, os campos de treino, os torneios, campeonatos, golfe, as necessidades do atleta de elite, viagens de equipas de competição, viagens médicas e tendências em resorts e equipamentos de turismo desportivo.

Sexta-feira 24 de janeiro: Estratégias, impacto e legado dos eventos desportivos. O último dia profissional será encerrado com a abordagem de temas como os eventos desportivos e grandes eventos participativos, bilhética e experiências de hospitalidade, VIP, Sports Marketing Travel e MICE & Sports (viagens de negócios no setor desportivas), bem como as sinergias a explorar entre as marcas, o retalho e o turismo desportivo.

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Turkish Airlines abre nova rota para Turim

A nova rota da Turkish Airlines para Turim, o 9.º destino da companhia aérea turca em Itália, arrancou na passada quarta-feira, 10 de julho, e conta com voos diários.

A Turkish Airlines abriu uma nova rota entre Istambul e Turim, em Itália, na passada quarta-feira, 10 de julho, destino que passa a ser o nono operado pela companhia aérea turca no país e o 349.º em todo o mundo.

Segundo um comunicado publicado no website da companhia aérea, a nova rota para Turim conta com voos diários, que partem de Istambul pelas 07h15 às segundas, terças, quintas e sábados, chegando a Turim às 09h20, enquanto em sentido contrário as partidas da cidade italiana são às 10h15 para chegar a Istambul às 14h10.

Já nas quartas, sextas e domingos, os voos da Turkish Airlines partem de Istambul às 17h00 e chegam a Turim pelas 19h05, enquanto a viagem de regresso à Turquia tem partida marcada para as 20h00, chegando à Istambul pelas 23h55.

“Estamos felizes por adicionar Turim à nossa extensa rede de voos como o nosso 349.º destino. Ao reforçar os nossos laços com Itália com a nossa nona presença, os passageiros do noroeste de Itália poderão desfrutar da rede de voos incomparável da nossa companhia aérea durante as suas viagens, enquanto os nossos passageiros de todo o mundo terão a oportunidade de experimentar as maravilhas de Turim”, congratula-se Bilal Ekşi, CEO da Turkish Airlines.

Localizada no norte de Itália, a cidade de Turim é famosa pela história e pela arquitetura barroca, sendo também um importante polo para a indústria automobilística, o que torna esta cidade um destino de turismo de lazer e negócios.

 

 

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LAM reprograma voos devido a revisão de avião Boeing 737-700

A LAM – Linhas Aéreas de Moçambique anunciou a revisão pontual do avião Boeing 737-700, o maior da frota da companhia aérea moçambicana, o que vai levar à reprogramação de alguns voos.

A LAM – Linhas Aéreas de Moçambique informou que, devido à revisão pontual do avião Boeing 737-700, o maior da frota da companhia aérea moçambicana, vai ter de reprogramar alguns voos.

“Devido a este facto, que se traduz na redução da capacidade de frota, alguns voos da companhia estão a ser reprogramados”, refere a LAM num comunicado enviado Lusa e divulgado este sábado, 13 de julho.

A transportadora, que opera para 12 destinos domésticos e voa também para Joanesburgo, Dar-Es-Salaam, Harare, Lusaca, Cidade do Cabo e Lisboa, lamenta os “inconvenientes que as reprogramações de voos estão a causar”.

 

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A celebrar 18 anos Airmet acredita que “a nossa função ainda é insubstituível”

A celebrar 18 anos de existência em Portugal, a Airmet acredita que “a nossa função ainda é insubstituível, ou seja, acredito que este negócio continua a ter bastante futuro, e somos o parceiro ideal para qualquer agência de viagens, independentemente da sua dimensão”, afirmou Luís Henriques, diretor geral da rede de gestão, em declarações ao Publituris.

Dirigindo-se aos agentes de viagens, Luís Henriques apela, no momento em que a Airmet celebra o seu 18º aniversário, a “continuarem a acreditar e a apostar em nós, que não se vão arrepender e que garantidamente ainda vamos continuar a crescer cada vez mais juntos”.

Paralelamente ao jantar de aniversário, esta sexta-feira, em Lisboa, após a realização do evento também no Porto, a semana passada, o diretor geral da rede de gestão fez, em declarações ao Publituris, um balanço destas quase duas décadas de existência da Airmet. “Alguns agentes de viagens têm-nos acompanhado desde o primeiro dia. Foram as duas décadas mais importantes para o setor em que há uma democratização do próprio turismo, em que viajar é visto não como um luxo, mas como uma necessidade, há cada vez mais pessoas a viajar”, apontou, para avançar que, em 20 anos “muita coisa mudou e este mercado é entusiasmante e tem sido anos muitos bons”. Luís Henriques continua a achar que “os grupos de gestão têm um espaço muito importante neste setor, que a nossa função ainda é insubstituível, ou seja, acredito que este negócio continua a ter bastante futuro, e somos o parceiro ideia para qualquer agência de viagens, independentemente da sua dimensão”.

No que diz respeito a novidades, o diretor geral da Airmet destacou que “já comunicámos à rede e vamos lançar, durante o próximo mês de agosto, uma nova ferramenta com um operador de hotéis, temos outras ideias até ao final do ano, a nossa convenção vai ser em novembro, onde haverá também novidades ao nível da tecnologia e da contratação”.

Referiu que “continuamos a seguir este caminho que achamos que é o mais correto para a contratação, e os resultados desta nossa estratégia, que já dura há três anos, tem-se verificado no dia a dia, realmente as nossas agências de viagens têm hoje um negócio que lhes permite ser cada vez mais rentável devido ao direcionamento de vendas, diria que somos um grupo de gestão muito nervoso, estamos sempre a tentar inovar”. Assim, “acho que é isso que a Airmet, ao longo destes 18 anos, sempre conseguiu ser: inovar e trazer os maiores benefícios possíveis aos seus associados”.

Em 18 anos de existência, o objetivo da Airmet é ser líder no que diz respeito às redes de gestão das agências de viagens em Portugal. Luís Henriques diz que “estamos a caminhar para isso”, embora acredite que existem várias formas de medir isso, “umas mais subjetivas, como a qualidade de atendimento, os serviços que prestamos, as ferramentas que garantimos às nossas agências de viagens, o apoio e o acompanhamento, fatores que não serão facilmente mensuráveis. Nessas acredito que somos líderes e estamos muito bem representados”.

No entanto, realça que “a única forma que é verdadeiramente tangível e que não nos rentam dúvidas, tem a ver com o número de balcões, e para nós seria interessante ser líder neste indicador”, defendendo que “temos tido um crescimento nos últimos anos, sabemos que a nossa concorrência é muito competente, tem sido muito difícil, mas claro que lutamos todos os dias para atingir esse objetivo”.

Em relação ao indicador do volume de negócios, o responsável refere que “as vendas das agências a nível individual são muito dificilmente medíveis, ou seja, não conseguimos uma perceção do volume total de faturação da nossa rede e o mesmo acontece com as outras redes, por isso, é fácil dizer se o líder é a A ou a B neste caso, a acrescentar que nos grupos de gestão de agências de viagens há diferenças uns dos outros, por exemplo, em termos de clientes, uns estão vocacionados para o corporate, e nós para o lazer puro”, evidenciou.

A assinalar o 18º aniversário, em pleno verão, Luís Henriques realçou ao Publituris que “sentimos que é o melhor ano de sempre e o mercado tem vindo a bater recordes. Acreditamos que 2024 será ainda melhor do que o 2023, é certo que há mais oferta em relação ao ano passado e pode dar a ideia de que as vendas não estão tão boas, mas acredito que nunca houve tanta gente a viajar como há hoje em dia”.

Considera que é um ano sui generis, porque desde novembro até abril houve uma antecipação de vendas enorme como nunca se viu neste mercado. No entanto, “maio e junho foram meses um pouco mais fracos, mas a verdade é que julho tem correspondido às últimas horas e tem-se verificado algum entusiasmo”, acentuando que “vivemos os últimos dois meses nalguma ressaca, mas quem está no dia a dia nas lojas sente o oposto, sente que o ano está a ser muito bom e que se começou a compor muito cedo, o que é muito bom porque esta tendência de antecipação só foi travada pela Covid”.

O diretor geral da Airmet é da opinião que, “quanto mais cedo os operadores colocarem os produtos no mercado melhor será para as agências de viagens”, para concluir que “todo o mercado vive momentos bons. Têm sido anos bons, depois de uma pandemia que foi assustadora, por isso estamos cada vez mais esperançosos e entusiasmados com o futuro”.

 

Sobre o autorCarolina Morgado

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