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“Está-se a valorizar o produto golfe e tentar cobrar o valor certo”

O primeiro semestre de 2023 foi positivo para o golfe turístico em Portugal, com os dados do Turismo de Portugal a mostrarem os melhores números já registados no nosso país. Contudo, Nuno Sepúlveda, presidente do Conselho Nacional da Indústria do Golfe (CNIG), admite que está na altura de renovar o produto. Até porque há mercados fiéis e outros mais a explorar.

Victor Jorge
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“Está-se a valorizar o produto golfe e tentar cobrar o valor certo”

O primeiro semestre de 2023 foi positivo para o golfe turístico em Portugal, com os dados do Turismo de Portugal a mostrarem os melhores números já registados no nosso país. Contudo, Nuno Sepúlveda, presidente do Conselho Nacional da Indústria do Golfe (CNIG), admite que está na altura de renovar o produto. Até porque há mercados fiéis e outros mais a explorar.

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No primeiro semestre de 2023, os 89 campos de golfe existentes em Portugal registaram uma média de número de voltas superior a 14.000, o que contrasta com as 13.616 do mesmo período de 2022 e 12.992 de 2019. Nuno Sepúlveda, presidente do CNIG (e também CEO de Sports and Leasure da Arrow Global Portugal), acredita que o golfe turístico está numa fase de recuperação. Contudo, considera que Portugal entrou numa fase em que necessitará de renovar o produto golfe. Com a luta pela baixa do IVA no golfe a perdurar, Nuno Sepúlveda admite que uma baixa do imposto daria uma “maior capacidade de investimento” e possibilitaria essa tão necessária atualização. Até porque, aqui ao lado, em Espanha, essa renovação já está a acontecer. “A grande mensagem é que temos de investir no nosso produto e promover bem esse produto”.

Os dados do Turismo de Portugal, relativamente ao primeiro semestre de 2023, revelam uma utilização média por campo ao nível dos mais elevados já registados em Portugal. Isto significa que a indústria do golfe turístico já está numa fase de recuperação?
Sim, acho que já está numa fase de recuperação. E não é só pelos números absolutos do número de voltas de golfe. É pelo valor médio da volta do golfe. Há uma clara diferença. Os preços vieram todos para cima. Foi uma oportunidade que se aproveitou para subir preços. De facto, está-se a fazer muito mais receita em proporção ao número de voltas.

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2022 já foi dos melhores anos. 2023 foi ainda melhor.

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2022 foi o melhor que 2019?
Foi, diria, equiparado a 2019. Foi equiparado na grande parte dos sítios pela via da receita.

Para 2024, as perspetivas são belíssimas. Mas acho que, acima de tudo, está-se a valorizar o produto golfe e tentar cobrar o valor certo, o que não acontecia antes da pandemia. Era muito em volume, muito em quantidade, mas agora verifica-se um acerto, tal como, por exemplo, nos hotéis.

Mas consegue quantificar a subida de preço?
Diria que de 2022 para 2023 há uma subida, pelo menos de 10% no valor médio.

E prevê uma subida para 2024 ou uma estabilização face à subida que existiu?
Poderá haver uma subida, mas não tão agressiva como no último ano. Foi um pouco para justificar a inflação e a subida de todos os custos da própria operação.

Não é possível falar do golfe turístico sem falar da hotelaria, da restauração, da aviação, do rent-a-car

Mas é mais correto falar num ajuste do que numa subida?
Sim, será mais correto falar num ajuste. Penso que o mais correto é dizer que é pôr verdade no preço. Os custos já lá estavam, eram assumidos, mas esses custos subiram, a eletricidade, subiu, a mão-de-obra subiu, o gasto com pessoal subiu. Começou-se a olhar para os custos com outra atenção. Os custos fixos que assumimos estão bem geridos.

Mas é possível quantificar quanto é que a indústria do golfe perdeu com a pandemia?
É difícil, já que o golfe turístico abrange muitas outras atividades. Não é possível falar do golfe turístico sem falar da hotelaria, da restauração, da aviação, do rent-a-car. Nunca falamos só de golfe. O golfe é quase a coisa menos importante, porque quem vem praticar golfe turístico vem para um hotel, come num restaurante, aluga um carro, visita locais, faz compras.

Diria que a regra, entre a volta de golfe, o alojamento e a refeição, cada uma terá uma importância de um terço no total final.

Há, portanto, diversas atividades agregadas que terão de ser contabilizadas?
Exato. Falamos de pessoas que têm estadias médias relativamente altas, de 5 a 7 noites. Não falamos de turistas que fazem city-breaks, quem só vêm passar o fim de semana.

Mas voltando um pouco atrás, como é que a indústria do golfe turístico, de facto, passou esta pandemia?
Provavelmente não deveria ter sofrido tanto pelo contexto em que é jogado, mas sofreu pelo contexto em que é desenvolvido. Ou seja, está associado à hotelaria, aos aviões, aos restaurantes. Quer dizer, constituindo um terço do bolo, se não há hotéis abertos, restaurante onde se possa ir comer, não há aviões para voar, este terço é impactado.

Toda a gente percebe a importância do golfe, mas depois é sempre visto de forma isolada

Uma luta antiga
A atividade do golfe turístico luta já há alguns anos pela baixa do IVA. Em que ponto é que está essa situação?
Está igual. Não houve desenvolvimentos relativamente a essa matéria. É uma pena que o IVA do golfe não esteja pelo menos alinhado ao IVA da hotelaria. Já ninguém fala em que seja um IVA de desporto, mas que fosse um IVA intermédio alinhado com a hotelaria. Esse tem sido um assunto que, infelizmente, nunca foi tratado com a atenção devida.

Por quem?
Diria que pelos governos. Toda a gente percebe a importância do golfe, mas depois é sempre visto de forma isolada.

O que é que uma redução do IVA poderia trazer ao golfe turístico em Portugal?
Quero acreditar que as empresas teriam mais capacidade para investir, para melhorar o produto. Porque vamos vender a um preço final igual a um dos nossos concorrentes. A questão é que em Portugal a operação fica com menos que em Espanha e, logo, existe uma diferença na capacidade para investir, melhorar e adaptar a experiência e puxar outros mercados. Quer dizer, isto é uma bola de neve, se o produto for melhor, conseguimos atingir outros targets, outras nacionalidades.

Seria um fator de competitividade?
Muito. Costumo colocar a coisa ao contrário: imaginemos que a hotelaria agora passaria a ter um IVA como o golfe? Que impacto teria? Os investimentos são os mesmos. Aliás, os campos de golfe têm de ter a mesma manutenção quer tenham cinco clientes ou 50 clientes. Não dá para fechar em época baixa.

Ainda existe o estigma de se tratar de um desporto elitista e, portanto, pode-se cobrar mais?
Pode haver esse estigma, mas está mal explicado. Hoje em dia, ser membro de um clube de golfe custa o mesmo que ser membro de um ginásio. Um outro problema que temos no nosso país é que não existe cultura para a prática de golfe.

“Business as usual”
Falou dos concorrentes. Quais são, efetivamente, os principais concorrentes do golfe turístico em Portugal?
Diria Espanha. É sempre um mercado muito forte, sempre foram muito agressivos, quer em termos de aeroportos, quer em termos de oferta hoteleira, mobilidade. Repare, por exemplo, na força do aeroporto de Málaga, é um aeroporto altamente internacional, com milhares de voos por ano. Por isso, apontaria Espanha. Depois temos o mercado do Dubai, Abu Dhabi é um mercado também importante.

Mas são mercados emergentes?
São emergentes há muito tempo. A Turquia já não é um mercado novo, por exemplo. Mas diria que Espanha será sempre o principal, até porque há espanhóis a viajarem para o Algarve para depois ir jogar para a zona sul de Espanha.

Mas Espanha oferece algo mais do que é oferecido em Portugal?

Não, mas Espanha em termos de golfe, nos últimos 10 a 15 anos melhorou o seu produto de golfe muito mais do que o produto de golfe melhorou em Portugal. Houve uma atenção para o investimento nos campos de golfe. A zona de Sotogrande teve uma atualização nos investimentos em campos e golfe muito forte e isso oferece uma diferenciação de qualidade significativa.

Onde é que na restante Europa temos campos de golfe a menos de uma hora do centro da capital? Por isso, não se trata de ter mais campos de golfe, é aproveitar o que temos e melhorar o produto

Mas somente em termos de campo de golfe?
De campo de golfe, mas também em todas as infraestruturas, ao nível do serviço, manutenção, a maneira como o golfe turístico está associado a outros produtos. Nós continuamos a fazer “business as usual”.

A grande mensagem é que temos de investir no nosso produto e promover bem esse produto.

Mas não se promove bem o golfe turístico?
Acho que em Portugal há um bom trabalho de promoção, mas quando começamos a subir o preço médio por cada volta de golfe e o investimento médio por cada campo de golfe não existe, a coisa não bate certo. Há um desfasamento entre o que estamos a cobrar e o que estamos a oferecer.

O peso internacional
Os dados do Turismo de Portugal destacam uma preponderância de golfistas internacionais, com especial destaque para o mercado britânico. O golfe turístico em Portugal, de facto, está muito dependente do golfista internacional?
Está. Nós não temos uma cultura de golfe que justifique os campos de golfe que temos.

Estamos a falar de uma proporção 80-20?
Eventualmente, 90-10. E regressando ao que referi, se contássemos somente com golfistas nacionais, esses não ficam nos nossos hotéis, não vão aos nossos restaurantes. Esse é o negócio por trás do golfe. Depois há a questão do imobiliário, do golfista que vem a Portugal, se apaixona pelo nosso país e até compra uma segunda habitação.

E há falta de campos de golfe em Portugal?
Não, não é por aí. O importante é quebrar a sazonalidade do golfe turísticos. Antigamente, março e abril eram os meses mais fortes. Atualmente, outubro é fortíssimo, temos o maio e setembro a crescer de forma significativa.

As pessoas têm percebido que há alturas melhores para jogar golfe por razões diferentes, ou por tempo ou pela ocupação dos próprios campos. Também há mais hotéis abertos em determinadas alturas. Perceberam também que o golfe era uma boa oportunidade.

Mas respondendo à sua pergunta, não temos uma cultura de golfista que justifique ter tantos campos.

O Brexit ainda continua a fazer mossa?
Está melhor. Continua a haver alguns problemas nas entradas nos aeroportos com a questão dos passaportes. Mas temos a vantagem de haver uma relação muito próximo entre o Reino Unido e Portugal. Mas foi complicado.

O segredo está, contudo, em captar mais golfistas internacionais ou atrair mais o golfista nacional, já que os campos não estão nas suas capacidades máximas, nem de perto nem de longe.

Não há dúvidas que há espaço para o mercado nacional crescer, tal como o mercado internacional.

E como é que isso pode ser conseguido?
É fácil, tem de haver uma diferenciação na qualidade. Um campo de golfe é um campo de golfe e, portanto, todo o ecossistema ligado ao golfe tem de melhorar. Os campos, os serviços, os hotéis, a gastronomia, a restauração.

Não é uma questão de layout dos campos?
Não. Há ótimos layouts de campos de golfe com péssimas experiências e há layouts de campos de golfe medianos com experiências fantásticas. O desenho do campo é importante, tal como a manutenção do mesmo, o serviço, o contexto onde se insere o produto é importante.

Os dados disponibilizados pelo Turismo de Portugal relativamente ao primeiro semestre mostram que os mercados nórdicos e o britânico foram os únicos que cresceram face ao mesmo período de 2022. A que se deve esta realidade?
São mercados maduros e que gostam muito de Portugal.

Depois do COVID foram, de facto, esses mercados que regressaram mais rapidamente. Já conheciam, havia segurança, gostam do destino Portugal e, por isso, é natural que sejam esses os primeiros a regressar.

Foto: Frame It

Mas para que outros mercados é que Portugal poderia e deveria olhar?
Hoje em dia há mercados muito interessantes. A Polónia é um mercado interessante, tal como a República Checa. São mercados para os quais nunca olhámos como mercados de golfe, mas que começam a vir a Portugal para praticar golfe.

Depois, claro, temos o mercado americano que nem vale a pena discutir, mas que está muito concentrado na zona de Lisboa. Nota-se um crescendo em direção ao Algarve, mas o produto não está totalmente atualizado ou preparado para o mercado americano.

Claro que o mercado americano está a crescer porque há mais ligações, há mais voos e Portugal é cada vez mais conhecido nos EUA.

Mas fora da Europa ainda há mercados por explorar e trabalhar.

Mas como é que se deve trabalhar esses mercados? Deverá existir uma maior promoção por parte dos campos, dos hotéis, do Turismo de Portugal?
O Turismo de Portugal tem feito um trabalho excelente e sabemos onde nos pode ajudar, tal como a AICEP. Os hotéis, os campos de golfe, trabalham juntos, as associações de turismo trabalham juntas. É uma questão de visão e perceber que tem de se ir à procura de mercados novos. E isso dá trabalho. E os resultados, às vezes, não são imediatos, podem demorar anos.

E há um trabalho geracional a fazer?
Obviamente que há uma geração de jogadores de golfe que vai entre os 50 e os 65 anos. É o nosso target. São muito poucos os mercados fora de Portugal que têm jogadores novos. A Suécia é um dos poucos exemplos, tal como a Dinamarca que apostam muito na formação dos jovens. Isso é bom, porque nos garante um mercado para os próximos anos. Mas sim, há um novo target a trabalhar.

Mas acima de tudo, tem de haver uma visão, temos de ir à procura de outros mercados. Os mercados não se fazem num estalar de dedos. Se quisermos um mercado americano, temos de ter marcas americanas, temos de ter voos da América para Portugal. Existem várias situações que estão interligas, é como uma cadeia, se falta um elo, torna-se mais difícil.

O valor do golfe turístico
E há pessoas para trabalhar no golfe?
A Federação Portuguesa de Golfe tem vindo a fazer o seu trabalho, mas, obviamente é um processo difícil, uma questão cultural. O golfe nunca foi visto como um desporto de massas.

Mas a questão dos recursos humanos não é muito diferente da situação da hotelaria e outras atividades. É difícil encontrar pessoas para trabalhar.

Mas ao contrário da hotelaria, no golfe não há formação especifica, temos paisagistas, agrónomos, mas não há assim tantos campos de golfe para que as pessoas também vejam isto como uma carreira.

E quanto vale o golfe em Portugal. Os números da International Association of Golf Tour Operators davam um valor estimado de 2 mil milhões anuais antes da pandemia.
Estamos, novamente, a falar do golfe com os diversos serviços associados. Se ainda contabilizarmos o Real Estate, os números podem ser diferentes, para cima. A questão é saber como fazemos as contas. Acredito que o golfe não deve ser visto isolado, deve ser visto como algo faz parte de um todo, as voltas, as reservas, os transferes, a restauração, a hotelaria, os rent-a-cars, etc..

Mas 2 mil milhões de euros equivale, mais ou menos, a 10% das receitas turísticas anuais?
Certo, mas quando é que esses 10% aparecem? Aparecem numa altura em que não existem os outros 90%. Estamos a falar de fevereiro, março, abril, outubro, novembro, dezembro.

Esta contribuição do golfe turístico para esbater a sazonalidade no turismo é absolutamente estratégica.

Mas volto ao que disse, a conectividade é fulcral para desenvolvermos o produto golfe. Nota-se que as pessoas, atualmente, tiram férias de maneira diferente, existem voos noutras alturas do ano e o negócio está muito alinhado com as rotas.

Atualmente existem 89 campos de golfe. Portugal tem capacidade para ter mais campos de golfe. E a haver, onde deveriam ficar localizados?
Não tenho a certeza de que haja necessidade para mais campos. Ainda há campos que estão subaproveitados. Há muito produto com capacidade para ter muito mais clientes.

Estamos numa zona [Aroeira] que, historicamente, não é vista como uma zona de golfe. Mas a isto chama-se fazer mercado, criar produto e posicioná-lo. Onde é que na restante Europa temos campos de golfe a menos de uma hora do centro da capital?

Por isso, não se trata de ter mais campos de golfe, é aproveitar o que temos e melhorar o produto.

Qual a estadia média de um golfista?
Ronda as cinco noites. E também é possível aumentar. Tem muito a ver com os mercados. O mercado britânico gosta de estadias curtas de três-quatro noites. O mercado escandinavo e alemão são seis-sete noites. Já o norte-americano aumenta para as 10-14 noites, sendo que este não vem fazer só golfe. Mas as estadias têm muito a ver com os voos e os intervalos entre os mesmos.

Depois depende do turista. As gerações mais novas estão habituadas a estadias mais curtas, tipo fim de semana prolongado. Já as mais velhas não vêm a correr para três dias.

Além disso, as pessoas, com a pandemia começaram a não tirar férias tão longas. Por isso, penso que as estadias não vão aumentar. Temos é de arrumá-las melhor nos hotéis e nos campos de golfe.

Falou de mercados como o britânico, nórdico, polaco, checo, norte-americano. E o asiático?
O mercado asiático é importante, mas é um mercado que, historicamente, temos tido alguma dificuldade em penetrar. É um mercado difícil. Trata-se de um mercado que ainda não viaja para o golfe e que viaja muito dentro da própria Ásia.

Mas sim, é um mercado com um grande potencial e não temos feito o nosso trabalho. É um mercado muito interessante, muito grande, mas não estamos muito focados nele e vamos ter de estar, claro.

Temos explicado mal esta questão [do consumo de água], temos tido pouca voz nesse assunto

Outro dos temas que surge sempre associado ao golfe é a sustentabilidade e o consumo de água.
Essa questão da água tem sido mal explicada pela própria indústria do golfe. No Algarve, por exemplo, a água utilizada no golfe é 6% do consumo total de água.

Mas não é essa a ideia que existe?
Pois não e criou-se essa má imagem. A verdade é que não há falta de água em Portugal. O que falta é capacidade para armazenar água. A maior parte da água é perdida.

Ainda assim, os campos de golfe têm feito um trabalho muito relevante. Já existem alguns campos de golfe ligados a ETAR. Mas para isso também é preciso investimento, é preciso mudar a relva, mudar maneiras de trabalhar.

Estamos a falar de um processo de aproveitamento, ou melhor, de reaproveitamento de água que não é utilizada.

O que posso afirmar é que os campos de golfe gerem a água ao milímetro, ou melhor, mililitro. Os campos de golfe utilizam, hoje, tecnologia de ponta, têm sondas, sensores, estações de água, tudo é gerido e aproveitado.

Mas volto a afirmar, temos explicado mal esta questão, temos tido pouca voz nesse assunto.

Mas há pouco falou em visão ou na falta dela relativamente ao golfe. Pergunto-lhe como é que, efetivamente, se pode desenvolver o produto golfe turístico em Portugal?
O golfe turístico, em Portugal, tem de se reposicionar em termos de qualidade. Não tenho dúvidas nenhumas que existe um mercado que procura Portugal, que quer qualidade e não tanto número, volume, mas muito mais qualidade.

E aqui, volto à questão do IVA e da capacidade de investimento. O produto está cá e estamos a chegar a uma fase complicada, já que a maioria dos campos de golfe estão na casa dos 20, 25 ou 30 anos, o que, normalmente, é o tempo de vida média de um campo de golfe.

Mas quando fala em renovação, onde é que ela terá de existir?
Na rega, na eficiência da rega, novas espécies de relva, mais amigas do ambiente e que conseguem com mais facilidade usar as águas recicladas. Os campos vão ganhando um cansaço. E o problema é que os nossos concorrentes estão a renovar-se, a atualizar-se.

Se entrarmos numa guerra de volume, Portugal não tem capacidade para competir com os seus concorrentes. Por isso, resta-nos a qualidade. Podemos baixar preço, mas somos pequenos e perderemos valor.

Devia de haver estratégias a curto e médio/longo prazo?
Todas as pessoas sabem quais são as estratégias. Uma, investir no produto. Duas, investir nas pessoas. Três, abrir mercados novos. Quatro, consolidar mercados existentes e com capacidade para pagar mais.

Não há aqui nada de “rocket science”. Há que implementar, executar. E acreditar que, fazendo isso, de facto se vai criar mais valor.

Mas estamos a falar de um processo para quantos anos?
Depende. Há campos que já o estão a fazer, estão a liderar. Nos próximos anos, cinco, dez anos, isto vai ter de acontecer. Depois é uma espécie de efeito de bola de neve. Basta um ou dois produtos liderarem este processo e os produtos à volta virão por arrasto, não podem ficar fora. Percebem que há uma estratégia vencedora e que não podem ficar para trás na corrida.

Claro que cabe à iniciativa privada liderar este processo, mas esta visão de qualidade pode e deve ser apoiada e ajudada.

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Teldar Travel entra em nova fase de desenvolvimento

Considerado um dos principais players em soluções de reservas para profissionais do turismo, a Teldar Travel está a entrar numa nova fase de desenvolvimento estratégico em 2025, marcada por uma forte expansão internacional e uma grande transformação digital.

Para além da expansão para novos mercados, incluindo Itália, países nórdicos, Estados Unidos e, em breve, Oriente Médio a empresa vai fazer uma reformulação completa da sua oferta e identidade de marca, com um novo branding e três produtos distintos: Teldar Plus, Teldar Biz e Teldar Connect.

Este ano representa um momento chave na história da Teldar Travel. A empresa persegue dois objetivos complementares: consolidar a sua posição nos seus mercados históricos (França, Bélgica, Países Baixos, Luxemburgo, Espanha, Portugal, Reino Unido, Irlanda) e acelerar o seu desenvolvimento internacional.

Já no primeiro semestre de 2025, a Teldar Travel retoma as suas operações em Itália, após uma pausa devido à pandemia. A empresa também se estabelece em quatro novos países nórdicos (Suécia, Noruega, Finlândia, Dinamarca) e dá um passo decisivo ao entrar no mercado norte-americano, expandindo-se para os Estados Unidos. A expansão continuará no final do ano com a abertura de novos mercados no Oriente Médio.

Para acompanhar este crescimento, a Teldar Travel reforça as suas equipas e estabelece parcerias-chave. A empresa recrutou nomes de referência no setor de viagens: Adam McKnight, nomeado International Growth Director, será responsável por liderar a aceleração do desenvolvimento internacional da empresa, enquanto Tom Bell, Sales Director for Northern Europe, Spain & Portugal, irá liderar a estratégia comercial nestes mercados estratégicos, e  Christophe Buvot, nomeado diretor de Desenvolvimento de Negócios para os mercados francófonos, será responsável por acelerar o crescimento comercial da Teldar Travel e do grupo Gekko.

No âmbito desta transformação, a Teldar Travel reformula profundamente a sua oferta e imagem, através de diversas iniciativas como um novo branding, mais moderno e premium, refletindo a diversidade da oferta e o seu compromisso com a inovação tecnológica para atender às necessidades da indústria do turismo, ao mesmo tempo que se divide agora em três produtos distintos: Teldar Plus,  plataforma de reserva de acomodação, transfers e atividades para agências de viagens de lazer; Teldar Biz, solução de reserva de alojamento dedicada às agências de viagens corporativas para atender às necessidades de PME; e Teldar Connect , solução de distribuição de alojamento via API para profissionais de viagens, operadores turísticos, empresas de cruzeiros e bed banks.

De destacar também novos sites de reserva e distribuição via API. Inspirados nas melhores práticas B2C, estas novas plataformas oferecem funcionalidades projetadas especificamente para os profissionais do turismo, aumentando a produtividade.

Há igualmente novas funcionalidades: Um módulo de IA para uma experiência do utilizador aprimorada, disponível na V2; Um comparador de ofertas para facilitar a tomada de decisão; Novos filtros de pesquisa ainda mais precisos; Atualização das comissões das agências diretamente no carrinho de compras; e um programa de fidelidade mais exclusivo, o Miles Attack, que permite aos agentes de viagens converter os seus MILES em dinheiro transferido diretamente para suas contas bancárias.

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Air Serbia abre nova rota entre Belgrado e Tiblissi

A partir de 15 de junho, a Air Serbia abre uma nova rota que vai ligar as capitais da Sérvia e da Geórgia, numa operação com três voos por semana em cada sentido.

A Air Serbia vai abrir, a 15 de junho, uma nova rota que vai ligar as capitais da Sérvia e da Geórgia, numa operação com três voos por semana, informou a companhia aérea de bandeira da Sérvia.

A nova rota da Air Serbia conta com partidas de Belgrado às segundas, quintas e domingos, enquanto as partidas da capital da Geórgia decorrem às terças, sextas e domingos, estando os bilhetes já a serem comercializados aqui, assim como através da APP e lojas da companhia aérea.

As partidas de Belgrado decorrem às 13h20, às segundas e quintas-feiras, chegando a Tiblissi às 18h20, enquanto aos domingos estão agendadas para as 07h55, com chegada à capital da Geórgia às 12h55.

Em sentido contrário, as partidas de Tiblissi estão marcadas para as 03h35, às terças e sextas-feiras, chegando a Belgrado pelas 04h50, enquanto o voo de domingo tem saída da capital georgiana às 14h25, chegando à capital da Sérvia pelas 15h40.

Num comunicado enviado à imprensa, a Air Serbia lembra que a “Geórgia tem uma grande diáspora”, pelo que os novos voos esperam atrair também estes passageiros, uma vez que vão facilitar as conexões entre a Geórgia e destinos na América, Europa Ocidental e Balcãs Ocidentais, via Belgrado.

“Acreditamos que os passageiros da Geórgia constituirão uma parcela significativa dos passageiros em conexão nos voos da Air Serbia e que a própria Geórgia será um destino atraente para passageiros da Sérvia e da região”, afirma Boško Rupić, diretor-geral Comercial e de Estratégia da Air Serbia, citado no comunicado divulgado pela companhia aérea.

Recorde-se que, via Belgrado, a Air Serbia permite conexões para vários destinos na Europa, como Amesterdão, Barcelona, ​​Berlim, Bolonha, Zurique, Copenhaga, Cracóvia, Milão, Nice, Dusseldorf, Roma, Frankfurt, Hamburgo, Oslo, Paris, Podgorica, Praga, Estocolmo, Tivat, Valência e Zagreb.

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Hotéis Onyria em Cascais passam a ostentar marcas de luxo da IHG Hotels & Resorts

Os hotéis do grupo Onyria em Cascais passam a integrar o IHG Hotels & Resorts, ao abrigo de um acordo em regime de franchising que implicará um investimento superior a cinco milhões de euros, que será aplicado em renovações e decoração, assim como a criação de novos espaços. As propriedades e gestão mantêm-se no Grupo Onyria e na família Pinto Coelho.

O Grupo Onyria, que detém o Onyria Quinta da Marinha Hotel e o Onyria Marinha Boutique Hotel na Quinta da Marinha, em Cascais, acaba de celebrar uma parceria em regime de franchising com um dos principais grupos hoteleiros do mundo, a Intercontinental (IHG).

Esta parceria permite associar duas marcas de luxo da IHG às unidades hoteleiras do Grupo Onyria, em Cascais. Desta forma, O Onyria Quinta da Marinha Hotel passará a integrar a marca Kimpton Hotels & Restaurants, reconhecida pela sua hospitalidade e serviço personalizado, cujo rebranding será concluído no início de 2026, após obras de renovação. O Kimpton Quinta da Marinha Cascais contará com 198 quartos, dos quais 10 serão suites, e um spa com ginásio renovado. Os hóspedes poderão escolher entre dois restaurantes e dois bares, bem como uma piscina interior e outra exterior. O hotel contará ainda com o seu campo de golfe de 18 buracos, e terá ainda 12 salas de conferências e uma casa no lago, ideal para reuniões ou eventos.

Já o Onyria Marinha Boutique Hotel e as Villas (72 quartos & 40 villas) farão a transição para a Vignette Collection, uma marca que reúne hotéis de luxo independentes com uma identidade própria e experiências diferenciadas, passando a chamar-se Onyria Marinha Cascais – Vignette Collection. Esta mudança ocorrerá ainda antes deste verão.

A gestão e propriedade se manterão a cargo do Grupo Onyria e da família Pinto Coelho, que se mantém ativo no desenvolvimento e na procura de novas oportunidades de crescimento.

João Pinto Coelho, CCO do Grupo Onyria, está convicto que “as marcas da IHG se alinham perfeitamente com a nossa visão de reter a herança cultural do nosso destino e produto, ao mesmo tempo que oferecem experiências autênticas e únicas”, por isso, “faz todo o sentido esta parceria para o Grupo Onyria, que não só nos traz reconhecimento global, como o acesso aos mais de 145 milhões de membros do IHG One Rewards e uma experiência de luxo elevada para os todos os hóspedes”, realçou.

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Futuro do turismo de saúde e bem-estar a partir dos Spas vai ser debatido no Algarve

“O Spa do Futuro: Desafios e Oportunidades – Um Caminho que Começa Convosco” é tema de um evento que vai decorrer dia 31 de março, no auditório do Turismo do Algarve, para discutir o futuro do turismo de saúde e bem-estar a partir dos Spas.

O evento intitulado “O Spa do Futuro: Desafios e Oportunidades – Um Caminho que Começa Convosco”, é promovido pelo KIPT CoLAB, pelo S2AQUAcoLAB, pelo GreenCoLab e pelo ABC CoLAB. A sessão tem como objetivo explorar os desafios e as oportunidades do turismo de saúde e de bem-estar, promovendo inovações tecnológicas e práticas sustentáveis.

O projeto “SPA do Futuro”, financiado pelo ALGARVE2030, visa transformar a experiência em Spas, utilizando novas tecnologias e práticas ecológicas para oferecer tratamentos personalizados e melhorar a sustentabilidade do setor. Este projeto surge como resposta à crescente procura por experiências mais sustentáveis, inovadoras e personalizadas.

O evento, que marca o início dos trabalhos do projeto, contará com várias sessões interativas, onde especialistas, investigadores e representantes de diferentes entidades partilharão conhecimentos e experiências, oferecendo uma análise detalhada do impacto das inovações e do papel da sustentabilidade no turismo de saúde e de bem-estar.

A sessão de abertura, marcada para as 15h00, contará com as intervenções de André Gomes, Turismo do Algarve, Antónia Correia, KIPT CoLAB, Clévio Nóbrega, ABC CoLAB Paula Guedes, Associação Portuguesa de Spas, bem como de representantes do S2AQUA CoLAB e GreenCoLab.

A apresentação do projeto “Spa do Futuro”, objetivos e plano de ação estará a cargo de Rui Mendonça-Pedro, KIPT CoLAB, Cátia Marques, S2AQUAcoLAB, Ana Ramos, GreenCoLab, Vânia Roberto, ABC CoLAB, e Beatriz Marques, KIPT CoLAB

Em seguida, especialistas e académicos discutirão os desafios que o setor enfrenta, bem como as novas oportunidades que surgem, com intervenções de Nuno Silva Gustavo, ESHTE, Cristina Valente Pedro, UAlg, Ana Galhardo e Vanda Janeiro, Wellness Academy.

Este evento, de acordo com o KIPT CoLab, tem uma importância estratégica para o futuro do turismo de bem-estar no Algarve, reunindo as principais entidades envolvidas na inovação e sustentabilidade do setor. O projeto “SpaA do Futuro” não só vai colocar o Algarve na vanguarda do turismo de saúde, mas também promover soluções que integram a tecnologia, a personalização e a sustentabilidade ambiental, alinhando-se com as tendências globais do setor.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia.

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Enóphilo Wine Fest Lisboa celebra 10 anos com mais de 350 vinhos

O evento regressa dia 12 de abril a Lisboa para dar a conhecer os vinhos de diversos produtores nacionais, contando este ano com três provas especiais — uma delas, a reedição de uma das primeiras provas realizadas em 2015, dedicada aos vinhos de Carcavelos.

O Enóphilo Wine Fest Lisboa chega no dia 12 de abril ao Hotel Marriott. Das 15h às 20h, será possível degustar mais de 350 vinhos de mais de 40 produtores em prova livre e, ainda, participar em três provas especiais, que assinalam os 10 anos do evento.

Em tom de celebração, as três provas especiais deste ano serão palco de muitas novidades e vinhos inéditos, mas também de redescobertas de clássicos. Haverá uma prova inteiramente dedicada a espumantes, conduzida pela Quinta das Bágeiras, uma casa de referência no panorama vínico nacional, uma prova vertical da Vinilourenço, onde se poderá apreciar várias colheitas do Pai Horácio, o considerado topo de gama deste produtor do Douro, e finalmente uma prova dedicada aos vinhos de Carcavelos com o projeto Villa Oeiras, que tem feito um grande trabalho de recuperação deste vinho generoso, preservando esta tradição.

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Aviação

TAP dá lucro pelo 3.º ano consecutivo mas com descida de quase 70%

No ano passado, a TAP obteve um resultado liquido de 53,7 milhões de euros, valor que se mantém positivo pelo terceiro ano consecutivo, mas que traduz uma descida de 69,7% face aos 177,3 milhões de euros de 2023, devido ao impacto de “provisões laborais extraordinárias e perdas cambiais”.

Em 2024, a TAP obteve um resultado liquido de 53,7 milhões de euros, valor que continua positivo pelo terceiro ano consecutivo mas que apresenta uma descida de quase 70% face ao apresentado em 2023.

De acordo com um comunicado divulgado na manhã desta quarta-feira, 26 de março, o resultado do ano passado “foi maioritariamente impactado por provisões laborais extraordinárias e perdas cambiais”, o que ditou uma descida de 69,7% face aos 177,3 milhões de euros contabilizados em 2023.

“Os resultados de 2024 confirmam a trajetória de recuperação da TAP iniciada nos últimos anos. Pelo terceiro ano consecutivo, a TAP apresentou um resultado líquido positivo, suportado pelo aumento das receitas e pela estabilização dos resultados operacionais. Adicionalmente, o contínuo aumento da pontualidade e regularidade confirmam uma operação mais robusta e resiliente”, congratula-se Luís Rodrigues, CEO da TAP.

Apesar da acentuada descida do lucro face ao ano anterior, a TAP realça que, relativamente a 2019, “último ano antes da pandemia, os resultados registam um incremento de 149,4 milhões de euros.

O comunicado divulgado pela TAP dá ainda conta que as receitas operacionais totalizaram “um novo máximo histórico”, chegando aos 4.242,4 milhões de euros, o que traduz um aumento de 0,7% face a 2023 e 28,6% acima dos níveis de 2019.

“As receitas de passagens voadas mantiveram-se positivas, impulsionadas pelo aumento da capacidade (+1,6%) e pela melhoria do Load Factor (+1,5 p.p.)”, destaca também a companhia aérea.

A TAP refere ainda que também o “forte desempenho do segmento de Manutenção (+44,6%), em particular na atividade da oficina de motores, também contribuiu para o crescimento das receitas”.

Quanto a passageiros, no ano passado, a companhia aérea de bandeira nacional transportou, em 2024, 16,1 milhões de passageiros, o que indica um aumento de 1,6% em relação ao ano anterior, atingindo 94% dos valores alcançados em 2019. Já o número total de voos operados diminuiu 1,5% face a 2023, atingindo 86% dos níveis pré-crise.

Já a receita por passageiro por assento/quilómetro disponível (PRASK) somou 7,13 cêntimos, diminuindo 2,3% (-0,17 cêntimos) em termos homólogos, mas permanecendo 28,4% (+1,58 cêntimos) acima dos níveis de 2019.

Quanto a custos, a informação divulgada pela TAP revela que os custos operacionais recorrentes aumentaram 0,8% em termos homólogos, atingindo 3.859,8 milhões de euros em 2024, com o CASK – Cost of Available Seat Kilometer dos custos operacionais recorrentes a diminuir 0,7% para 7,20 cêntimos, enquanto nos custos operacionais recorrentes, excluindo custos com combustível, aumentou 2,1% face a 2023, atingindo 5,25 cêntimos.

No ano passado, o EBITDA recorrente da TAP atingiu os 875,3 milhões de euros, com uma margem de 20,6%, aumentando 3,7 milhões de euros ou 0,4% em comparação com 2023, enquanto o EBIT recorrente totalizou os 382,7 milhões de euros, com uma margem de 9,0%, representando uma diminuição de 3,2 milhões de euros ou 0,8%, refletindo um nível de rentabilidade consolidado, em linha com 2023 e “acomodando com sucesso os novos Acordos de Empresa e o aumento dos custos com pessoal”.

O CEO da TAP realça que estes resultados foram alcançados “num ano muito desafiante, marcado por um aumento relevante da concorrência nos nossos principais mercados, fortes desvalorizações cambiais, desafios operacionais, nomeadamente no controlo de tráfego aéreo e eventos meteorológicos adversos, e constrangimentos estruturais, como o limite de aeronaves”.

Para 2025, o responsável prevê “um ano desafiante”, ainda que sublinhe que este será o ” último ano do plano de restruturação”, pelo que a TAP vai continuar focada na sua “transformação”, de forma a tornar-se numa “companhia sustentadamente rentável e numa das mais atrativas da indústria”.

 

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“Conversas da Sustentabilidade” chega a Ponte de Lima

Ponte de Lima recebe, no próximo dia 4 de abril, o evento “Conversas da Sustentabilidade – Certificação como Fator de Diferenciação para Destinos de Excelência”, uma iniciativa que reunirá especialistas e agentes do setor turístico para debater desafios e oportunidades no caminho para um turismo mais sustentável.

O evento, que decorre entre as 14h00 e as 18h00, contará com a presença de Vasco Ferraz, Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, na sessão de abertura.

A programação inicia-se com o painel “Destinos Turísticos Sustentáveis: Desafios e Oportunidades”, com a participação de João Pedro Gama (vereador do Turismo da Câmara Municipal de Castro Daire), Manuel Sousa (arquiteto paisagista) e Luís Pedro Martins (presidente da Entidade de Turismo do Porto e Norte), seguindo-se um debate sobre o papel dos agentes turísticos na promoção do turismo sustentável, num painel que contará com contributos de Lídia Sequeira (Quality & Compliance Manager da Cosmos), Filipa Calhoa (Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra) e Susana Mesquita (Especialista em Turismo Territorial).

O evento encerra com uma sessão dedicada ao “Compromisso com a Sustentabilidade: Próximos Passos para os Destinos e Agentes Turísticos”, conduzida por Paulo Barreiro de Sousa, vice-presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima e vereador do Turismo.

A iniciativa é promovida com o apoio de organizações de referência na certificação e turismo sustentável, incluindo Green Destinations, GSTC – Global Sustainable Tourism Council, Turismo de Portugal e Visit Ponte de Lima.

 

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Enoturismo

Feira de Enoturismo do Algarve pretende promover a região como destino vínico de excelência

No próximo dia 7 de abril, entre as 14h30 e as 18h30, o Auditório Carlos do Carmo, em Lagoa, será palco da Feira de Enoturismo do Algarve, um evento exclusivo para profissionais do setor, que pretende consolidar a região como um destino enoturístico de referência, promovendo as suas quintas, vinhos e experiências.

Promovida pela Comissão Vitivinícola do Algarve, no âmbito da Rota dos Vinhos do Algarve (Algarve Wine Tourism), com o apoio da Câmara Municipal de Lagoa, a Feira de Enoturismo do Algarve surge como uma oportunidade para agentes do setor, operadores turísticos, agências de viagens, empresas de animação turística, restaurantes e hotéis, e outros profissionais conhecerem, em primeira mão, a oferta diversificada de enoturismo da região. Os visitantes poderão interagir diretamente com produtores locais, explorar novas experiências vínicas e estabelecer parcerias estratégicas para dinamizar o setor.

A participação na Feira de Enoturismo do Algarve é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia.

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Distribuição

Atlântida WTA mostra aos seus clientes as funcionalidades da Atriis – Self Booking Tool

A Atlântida WTA Viagens fez, esta terça-feira, em Lisboa, uma detalhada demonstração a um grupo de empresas com quem trabalha, da Atriis – Self Booking Tool, plataforma de reserva e gestão de viagens corporativas, que visa promover maior eficiência, rentabilidade e satisfação dos clientes.

A Atlântida WTA Viagens assume que é das poucas agências a fazer a demonstração e integração desta ferramenta nas empresas acabando por ser uma ação inovadora e pioneira. Se muitas agências de viagens em Portugal ainda estão na fase do processo de aquisição da Atriis, “nós já estamos a implementá-la nas empresas e por isso muito avançados nesta matéria”, sublinharam.

Após a detalhada demonstração da Atriis – Self Booking Tool feita por Carla Gonçalves, do departamento de Innovation & Travel Experience da Atlântida WTA Viagens, Ricardo Caixinha, CEO da empresa, explicou ao Publituris que “convidámos empresas nossas clientes que estão disponíveis para uma digitalização e uma transformação do fluxo, bem como potenciais clientes que para verem a solução porque querem algo diferente daquilo que têm hoje em dia”.

Segundo Ricardo Caixinha, “tentamos perceber qual é a necessidade do cliente para que possa tirar o maior partido, disponibilizamos a plataforma completamente customizada de acordo com as suas políticas de viagens, os seus contratos com determinados fornecedores, e entregamos um produto chave na mão, e depois vamos fazendo a manutenção da solução juntamente com o cliente”.

A plataforma está neste momento completamente disponível para o mercado, assegurou o CEO da Atlântida WTA Viagens, reforçando que “é sempre customizada de acordo com as necessidades do cliente, em termos de conteúdos, mas está perfeitamente preparada para entregar aos clientes que a queiram utilizar”.

O que diferencia esta solução de outras já conhecidas no mercado, “é a componente gráfica, a forma fácil como se navega é uma das grandes mais-valias, mas acima de tudo, porque é muito rica ao nível de conteúdos, fazendo a comparação de diversas fontes, apresenta e garante ao cliente o melhor preço de mercado, quer em termos de voo, hotel, transferes ou aluguer de veículo, e depois é a capacidade de customização de uma política de viagens ao detalhe”, destacou Ricardo Caixinha.

A ferramenta está também associação à redução de custos e rapidez. O responsável considerou que “consegue unificar esses dois eixos. O cliente tem o produto disponível na sua mão, consegue fazer a sua pesquisa com a garantia do melhor preço de mercado, porque com as agregações de fornecedores que temos para cada produto garantimos que o cliente tem o melhor preço, não tendo a necessidade de desperdiçar o seu tempo em pesquisas em diversas fontes, congregando toda essa oferta numa plataforma única”, sem ser necessário instalação e podendo ser personalizável com o logo da empresa.

Para a Atlântida WTA Viagens foi um investimento grande, “e acima de tudo, de tempo, porque para chegarmos a um resultado destes já estamos a trabalhar na solução há seis meses, para a customizar e garantir os testes de carga para garantir uma resposta ao cliente dentro daquilo que foram os parâmetros de pesquisa” apontou, para avançar que “vai exigir também investimento a médio e longo prazos de forma a continuarmos a enriquecer em termos de produto e garantir que o ciente continua satisfeito com a sua utilização”.

Os clientes da agência de viagens têm também associado um investimento inicial, mas na verdade, “pode não ser uma obrigação desde que garanta um mínimo de transações na plataforma”. No entanto, no geral, “será sempre um investimento relativamente baixo face ao que conseguir extrair, aos desperdícios de tempo e dos custos que tinham ao comprar de forma desagregada”, já que esta “solução permite um ecossistema completamente controlado, e tudo isso são ganhos, ou seja, um investimento que vale muito a pena”, concluiu.

Refira-se que Atriis – Self Booking Tool que a Atlântida WTA Viagens apresentou esta terça-feira está agregado, na parte aérea, aos sistemas de reservas da Travelport, Amadeus e Sabre, e ao NDC das companhias aéreas que já fizeram a sua integração, e na parte hoteleira, aos conteúdos dos bed banks, da Booking.com, Expedia, e dos próprios hotéis.

A Atriis capacita as TMCs e empresas a otimizar viagens, cortar custos, melhorar experiências e alcançar uma gestão global de viagens sustentável e eficiente. Por outro lado, combina conteúdo rico multicanal, um Marketplace global partilhado e uma interface intuitiva numa plataforma construída para atender às necessidades completas dos agentes e viajantes corporativos de hoje, ao mesmo tempo que corta as complexidades operacionais e lacunas de conteúdo que aumentam os custos.

Assim, a Atriis fornece a tecnologia que permite que empresas que gerem viagens (TMCs) e clientes corporativos controlem todas as suas necessidades de viagem de forma rápida, intuitiva e económica, oferecendo uma panóplia de companhias aéreas inclusive as low cost, uma grande variedade de inventário de hotéis, de empresas de rent-a-car e de transferes, bem como reservas de viagens de comboio.

 

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Novo catamarã é “passo natural na expansão da Timeless”

A nova embarcação da Timeless vai operar no rio Tejo, em Lisboa, tem capacidade para oito passageiros e conta com assinatura gastronómica da chef Justa Nobre.

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A Timeless, a empresa de turismo de luxo que desenvolve e organiza transferes privados e experiências de luxo personalizadas, adquiriu o catamarã TML Sailing que vai permitir oferecer “experiências de luxo inesquecíveis” e que marca “um passo natural na expansão” da empresa.

“A TML Sailing marca um passo natural na expansão da Timeless, reforçando o nosso compromisso em oferecer experiências exclusivas. Com esta nova aposta, elevamos a nossa oferta, permitindo que os nossos clientes descubram Lisboa a partir de uma nova perspetiva, com o mesmo nível de excelência e personalização que define a nossa marca”, afirma Nuno Costa, CEO da Timeless.

A nova embarcação da Timeless vai operar no rio Tejo, em Lisboa, e conta com a assinatura gastronómica da chef Justa Nobre, que “promete os ingredientes locais mais frescos e uma mistura de sabores arrojados, com elegância e requinte”.

A bordo, os clientes podem também usufruir de um chef privado, que convida a “mergulhar no mundo da gastronomia tradicional portuguesa” e com hipótese de  “participar na criação de uma verdadeira obra de arte culinária”.

“Esta experiência tem a duração de 3 horas, com capacidade para oito clientes com almoço ou jantar e o pack de bebidas essenciais”, refere a Timeless, num comunicado enviado à imprensa.

O catamarã da Timeless conta também com  Sommelier a bordo, que fará a seleção das melhores opções portuguesas e permitirá uma experiência única com uma prova de seis vinhos, enquanto os clientes navegam ao largo da capital.

Brunch a bordo, confecionado com as melhores iguarias; um passeio ao pôr do sol pelo rio Tejo ou ainda uma noite de cinema a bordo, com jantar incluído, e a exibição de um filme, sem faltarem as pipocas, são outras das atividades que a Timeless disponibiliza no novo catamarã.

“Além destes serviços, os clientes poderão ainda usufruir do catamarã da TML Sailing numa ótica corporativa, nomeadamente, através da sua utilização para reuniões ou encontros empresariais”, indica ainda a Timeless.

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