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“Acreditamos que este nível de procura vai continuar para 2024”

Em entrevista ao Publituris, Eduardo Cabrita, diretor-geral da MSC Cruzeiros Portugal, faz um balanço positivo de 2023 e espera chegar ao final do ano com números superiores aos do ano passado, apesar dos desafios. A ajudar ao balanço positivo estão as partidas de Lisboa, que voltaram a ser um sucesso, o que ditou um aumento da oferta já para 2024.

Inês de Matos
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“Acreditamos que este nível de procura vai continuar para 2024”

Em entrevista ao Publituris, Eduardo Cabrita, diretor-geral da MSC Cruzeiros Portugal, faz um balanço positivo de 2023 e espera chegar ao final do ano com números superiores aos do ano passado, apesar dos desafios. A ajudar ao balanço positivo estão as partidas de Lisboa, que voltaram a ser um sucesso, o que ditou um aumento da oferta já para 2024.

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No próximo ano, a MSC Cruzeiros faz uma forte aposta nos cruzeiros com partida de Lisboa, que começam logo no mês de abril. Em entrevista ao Publituris, Eduardo Cabrita, diretor-geral da MSC Cruzeiros Portugal, reconhece que o mercado nacional ainda não é “suficientemente maduro” para ter partidas ao longo de todo o ano, apesar de admitir que as “franjas” de outras nacionalidades a embarcar em Lisboa estão a aumentar, especialmente dos EUA. Também por isso o balanço deste ano é positivo e as expetativas para 2024 estão em alta, apesar dos desafios que existem “no ambiente político, económico e social a nível europeu e também em Portugal”.

Eduardo Cabrita fala ainda dos desafios que a sustentabilidade traz à indústria, que é, no entanto, uma das mais avançadas na adoção de tecnologia para reduzir o seu impacto ambiental, assim como da Explora Journeys, a nova marca de luxo que o Grupo MSC lançou e que, em Portugal, está sob responsabilidade da MSC Cruzeiros.

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Este ano, a MSC Cruzeiros lançou várias partidas de Lisboa, no pico da época alta. Estes cruzeiros ainda estão a decorrer, mas já é possível fazer um balanço de como está a procura?
Este foi o segundo ano em que tivemos partidas e chegadas a Lisboa entre junho/julho e final de novembro. Em 2024, vamos ter, pelo primeiro ano, partidas desde abril.

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Estas partidas estão a correr muito bem. Sabíamos que era uma questão de tempo para que o mercado português ficasse mais maduro e pudesse absorver um número de partidas superior, especialmente no verão. Sabemos que o verão é o período em que os portugueses fazem férias, mas tem de haver também uma lógica entre o circuito do cruzeiro e os mercados emissores porque ainda não temos um mercado suficientemente maduro para embarcar 4.000 passageiros em Lisboa. Por isso, a rota tem de ter portos de embarque que permitam ter outras nacionalidades, como Málaga, Marselha e Génova.

Em Portugal, 95% dos passageiros que embarcam são portugueses e, depois, temos franjas que começam a aumentar. Notámos, este ano, que são especialmente americanos porque Lisboa é o primeiro porto para eles e é fácil a ligação.

Por isso, sim, estes cruzeiros estão a correr muito bem, esperamos ter entre 600 e 700 passageiros por partida e, nessa perspetiva, lançámos já 2024.

O sucesso destas partidas ajudou a MSC Cruzeiros Portugal a recuperar totalmente do impacto da pandemia?
Sentimos que o turismo, em 2023, já não sabe o que é a pandemia. Há fatores exteriores que afetam, como a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, e mais recentemente entre Israel e Gaza. Mas, este ano, todas as pessoas, transversalmente, quiseram fazer férias. Em 2022 esperávamos que fosse assim e, obviamente, muitas pessoas, fizeram férias, mas em 2023 fizeram ainda mais e notámos uma subida.

Espero que possamos chegar ao final do ano com números bastante superiores aos de 2019, que é ainda um ano de referência, mas isso depende dos próximos três meses, que vão ditar boa parte da conjuntura. Em agosto, por exemplo, pensávamos que as taxas de juro poderiam não aumentar e a inflação poderia baixar, mas, nas últimas semanas, as taxas de juro voltaram a aumentar, eclodiu um conflito em Israel e não sei até que ponto as pessoas têm capacidade para absorver tudo isto. Mas continuo a acreditar que os portugueses querem fazer férias e têm essa capacidade de resiliência. Por isso, acreditamos que este nível de procura vai continuar para 2024.

2024 reforça aposta em Lisboa
A MSC Cruzeiros já lançou também as partidas de Portugal em 2024 e há um crescimento na oferta de Lisboa. Este aumento é a prova do sucesso desta aposta em Portugal?
Essencialmente, notámos que poderíamos aumentar o período de oferta. Durante quase 10 anos, cingimo-nos a setembro, outubro e novembro, lá está, devido à capacidade de Portugal ter passageiros para estes cruzeiros, mas ao aumentar a oferta, especialmente para o verão, obviamente que haverá mais pessoas a viajar. Em resultado desse aumento, e de correr bem logo nos primeiros meses, além de sermos praticamente os únicos com saída e chegada a Lisboa, especialmente nos meses de junho, julho, agosto e setembro, em que somos mesmo os únicos, podemos aumentar a oferta para o período entre abril e junho, passando a ter praticamente um ano inteiro. Só não temos, ainda, cruzeiros com partida e chegada a Lisboa no inverno. Para já, é algo que não fará sentido porque os portugueses querem viajar essencialmente no período do grande verão, mas estamos a tentar perceber o próximo ano e, se os próximos meses forem incertos, os cruzeiros com partida e chegada a Lisboa são uma excelente opção, permitem que as pessoas não tenham de apanhar o avião, o que representa menos um custo.

Além das partidas nacionais, a MSC Cruzeiros tem uma vasta oferta para as Caraíbas, Mediterrâneo, Norte da Europa ou Médio Oriente. Como está a procura dos portugueses para outros destinos e qual se destaca mais?
Sempre foi assim e, para Portugal, os cruzeiros com maior procura acabam por ser os que têm maior proximidade e decorrem no período do verão.

No caso dos Lisboa-Lisboa, há uma procura específica e, quanto mais partidas existirem, maior será o número de pessoas. Depois, temos os cruzeiros com chegada a Barcelona, essencialmente para o Mediterrâneo Ocidental, e os cruzeiros com saída e chegada a Itália, especialmente Veneza, para o Mediterrâneo Oriental. É este tipo de itinerários que faz a procura dos portugueses, com o Norte da Europa imediatamente a seguir porque a proximidade também é maior e pelo próprio itinerário. Os Fiordes são muito procurados e o Báltico, desde que começou a guerra na Ucrânia, retraiu-se e nota-se que as pessoas acabaram por marcar noutros destinos, a procura pelos Fiordes aumentou, por exemplo, o que também faz algum sentido.

O Médio Oriente também é uma aposta forte da companhia, que tem itinerários exclusivos na região. Quais são os planos para o futuro e como tem sido a adesão dos portugueses?
Começámos no Médio Oriente em 2004/2005 introduzindo os Emirados Árabes Unidos e outros países do Golfo Pérsico. Ao final de três anos, colocámos um segundo navio porque sentimos um grande apelo dos hóspedes por esta zona mais desconhecida, mas muito interessante e relativamente perto, e onde os cruzeiros são uma ótima forma de conhecer esta região.

Mais tarde, sentimos também a Arábia Saudita a abrir-se ao turismo e conseguimos elaborar um itinerário, no Mar Vermelho, que inclui pontos turísticos históricos muito importantes que qualquer viajante gostaria de visitar. Assim nasceu um cruzeiro pelo Egito, Jordânia e Arábia Saudita. O único desafio, para os portugueses, é a parte aérea porque os voos não são diretos seja para o Cairo, seja para Safaga. Mas, através do Cairo e utilizando o Stay & Cruise, conseguimos conhecer esta cidade maravilhosa durante dois dias e embarcamos no porto de Sokhna, a três horas de distância, para iniciar o cruzeiro. É um itinerário de sucesso, claro que os itinerários têm sempre algum tempo de maturação e têm de ser fortemente comunicados, mas este ano tem sido fantástico como segundo ano.

O conflito que, entretanto, eclodiu em Israel pode afetar o sentimento de segurança dos passageiros e ter algum impacto na operação da MSC Cruzeiros no Médio Oriente?
A segurança dos nossos passageiros e tripulantes sempre foi a nossa prioridade e quando este conflito escalou, resolvemos prontamente tomar medidas e trabalhámos rapidamente para rever os nossos itinerários, particularmente do MSC Sinfonia e do MSC Musica para continuarmos a oferecer uma oferta atrativa nos meses de inverno. Os oito itinerários de 11 noites do MSC Sinfonia passaram a incluir Istambul, na Turquia, que substitui Haifa, em Israel, enquanto Pireu, na Grécia, substitui a ilha grega de Rhodes e Izmir, na Turquia, substitui Limassol, no Chipre.

Já nos itinerários de sete noites do MSC Musica, a partir de Pireu, na Grécia, a cidade de Haifa foi substituída por Rhodes e por Marmaris, na Turquia.

A nossa ação foi rápida e procurámos desde logo ajustarmo-nos ao desejo dos passageiros e continuamos sempre a monitorizar a situação geopolítica de forma a ajustarmos a operação.

*Pode ler a entrevista na íntegra na edição 1498 do jornal Publituris
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Soltour reforça operação para a Tunísia com voos de Lisboa e do Porto

A Soltrour reforça a oferta para a Tunísia na sua programação 2025, com operações de Lisboa e do Porto para Djerba, Monastir e Enfidha, que arrancam em junho e prolongam-se até setembro.

O operador turístico Soltour reforça a sua programação em 2025 com voos diretos para a Tunísia. Este destino, conhecido pelas suas praias deslumbrantes, cultura rica e hospitalidade única, estará agora ainda mais acessível para os viajantes portugueses, com ligações diretas, todas as semanas, a partir de Lisboa e do Porto.

Os voos, programados para o verão, arrancam em junho e prolongam-se até setembro, permitindo maior flexibilidade na escolha das férias. Do Porto será possível viajar diretamente para Djerba e Monastir; já de Lisboa, a Soltour irá estrear ligações para o aeroporto de Enfidha, que liga a Hammamet, em pacotes exclusivos de sete noites, que vão desde os regimes de meia-pensão ao tudo incluído em alguns dos melhores hotéis do país.

“A Tunísia tem sido um destino de eleição para os viajantes portugueses, combinando praias idílicas, uma cultura vibrante e uma oferta hoteleira diversificada”, refere Luís Santos, diretor da Soltour em Portugal, que avança que, no ano passado “a nossa operação do Porto para Djerba registou uma taxa de vendas a rondar os 95%, um indicador muito positivo”. Assim, “quisemos responder a esta elevada procura mantendo duas operações que têm recebido uma ótima resposta do mercado e acrescentando uma nova ligação”, disse.

Com isto, destaca o responsável, “reforçamos a aposta numa programação que responde às necessidades do mercado nacional, garantindo comodidade, segurança e preços competitivos, com o selo de qualidade da Soltour”.

Para quem parte de Lisboa durante os meses de verão, a Soltour terá pacotes com estadias de sete noites em hotéis de quatro estrelas, em regime de meia-pensão ou de tudo incluído, e voos diretos a partir de 809€ por pessoa. Já do Porto, há também opções atrativas para descobrir a Tunísia, seja em Djerba ou Monastir. Durante o verão, os viajantes poderão desfrutar de pacotes com voos diretos e estadia de sete noites em hotéis de quatro estrelas, com regime de meia-pensão, a partir de 808€ por pessoa.

 

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4º Encontro da Rede das Estações Náuticas de Portugal reúne 170 participantes em Odemira

O 4ª Encontro da Rede das Estações Náuticas de Portugal, que decorre até esta sexta-feira, 4 de abril, no concelho de Odemira, e que reúne cerca de 170 participantes de todo o país, está a debater o valor das estações náuticas e o seu contributo para o desenvolvimento dos territórios.

Para José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, trata-se de um evento “que representa a afirmação do destino neste segmento de mercado com enorme potencial de crescimento e que permite diversificar a nossa oferta turística e acrescentar valor à economia local”.

António José Correia, coordenador da Rede de Estações Náuticas de Portugal, aponta que, com esta iniciativa “pretendemos dinamizar a fileira do turismo náutico em Portugal e potenciar o seu valor”, destacando que, “este ano, estamos no Alentejo, uma região que tem vindo a afirmar-se com destino náutico e que já conta com oito estações náuticas”, a saber: Alandroal, Avis, Mértola, Monsaraz, Moura, Sines, Ponte de Sor e Odemira (esta com três polos náuticos: Vila Nova de Milfontes, Odemira e Santa Clara).

Já o presidente da Câmara Municipal de Odemira, Hélder Guerreiro, destacou este encontro como uma forma de afirmar as Estações Náuticas como aceleradores do desenvolvimento dos territórios.

Na sua intervenção, na sessão de abertura do encontro, José Santos avançou que “estamos cada vez mais empenhados em reforçar o trabalho desenvolvido no âmbito das oito estações náuticas do Alentejo”, realçando que “têm sido apresentados produtos e experiências turísticas que valorizam o turismo náutico e que contribuem para tornar a região mais competitiva e atrativa e é esse o nosso caminho”.

Entre os vários temas em debate no 4ª Encontro da Rede das Estações Náuticas de Portugal destacam-se “Rede das Estações Náuticas de Portugal – Proposta de Valor”, “Estação Náutica de Odemira – Contributo para a Concretização do Plano Estratégico e Operacional de Valorização do Rio Mira”, “Financiamento” e “Estruturação e Promoção da Oferta Turística das Estações Náuticas”. Decorrem também workshops temáticos sobre “Governança”, “Comunicação e Promoção”, “Sustentabilidade” e “Desporto Náutico para Todos”.

Organizado pela Fórum Oceano, em coordenação com a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo e o Município de Odemira, o encontro conta com o apoio institucional do Turismo de Portugal e da Docapesca.

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GEA faz balanço positivo das suas reuniões regionais

O Grupo GEA Portugal faz um balanço positivo das suas reuniões regionais que tiveram lugar entre 24 e 31 de março, com um total de 255 participantes distribuídos por encontros em Coimbra, Porto, Lisboa, Albufeira e Funchal, reunindo responsáveis das agências associadas para discutir estratégias, novidades e oportunidades no setor de viagens.

Durante as reuniões foram abordados temas cruciais que refletem a importância da estratégia comercial e do ecossistema GEA. A discussão sobre estratégia comercial destacou a necessidade de adaptar as abordagens de mercado para atender às novas demandas dos clientes e maximizar as oportunidades de crescimento.

Além disso, o ecossistema GEA foi explorado em profundidade, abrangendo desde formação contínua para os associados até a implementação de ferramentas tecnológicas que facilitam a operação das agências de viagens, passando pelo desenvolvimento de novas parcerias estratégicas. De acordo com o grupo de gestão de agências de viagens, “foi o momento fundamental para fazermos o ponto de situação das novidades e estratégia definida aquando da nossa convenção”, para destacar que os main sponsors a Teldar e a Pliant também realizaram apresentações, “enriquecendo o evento com insights valiosos”.

Nuno Tomaz, diretor Comercial da rede, realçou que as reuniões regionais, como momentos estruturantes GEA, “são fundamentais para fortalecer os laços entre a equipa de gestão do grupo e as agências associadas, promovendo um ambiente de colaboração”, reforçando que a transmissão da informação sobre a produção da rede no exercício anual anterior, bem como sobre os projetos em curso, “é essencial para que possamos posicionar-nos comercialmente no ano corrente e enfrentar, enquanto agrupamento, os desafios do setor de forma eficaz”.

Nuno Tomaz assegura que “estamos comprometidos em gerar mais margem e rentabilidade para os nossos associados, mas também no cumprimento de tudo a que nos propomos e prometemos às agências associadas da GEA”.

 

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Mercado das Viagens promove ciclo de formações

Adriano Portugal, diretor-geral da Mercado das Viagens, sublinha que “com estas ações, a nossa rede reafirma o seu compromisso com a formação contínua, mantendo sessões em formato webinar”. O responsável […]

Adriano Portugal, diretor-geral da Mercado das Viagens, sublinha que “com estas ações, a nossa rede reafirma o seu compromisso com a formação contínua, mantendo sessões em formato webinar”.

O responsável adianta também que nesta fase, “estamos envolvidos com fornecedores distintos, que incluem operadores turísticos, centrais de reservas hoteleiras, companhias de cruzeiros, rent-a-car e destinos emergentes”.

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2024 regista novo recorde nas reservas no AL

O número de dormidas em alojamentos turísticos de curta duração registou, em 2024, um crescimento homólogo de 18,8% para as 854,1 milhões, atingindo um novo máximo na União Europeia (UE), divulga o Eurostat.

Em 2024, os hóspedes passaram 854,1 milhões de noites em alojamentos de curta duração na União Europeia (UE), reservados através da Airbnb, Booking, Expedia Group ou TripAdvisor, avança o Eurostat. Este valor representa um aumento de 18,8% em comparação com 2023 (719,0 milhões de noites), estabelecendo um novo recorde.

Com exceção de abril, todos os meses de 2024 registaram um número superior de noites em alojamentos de curta duração em comparação com o mesmo período de 2023.

Os maiores aumentos relativos face a 2023 ocorreram em março (+48%), maio (+31,7%), agosto (+21,6%) e novembro (+21,5%). A evolução atípica de março e abril (com uma queda de 1,8%) deve-se, provavelmente, ao facto de a Páscoa ter sido em março em 2024, enquanto em 2023 ocorreu em abril.

As regiões mais populares para alojamento de curta duração reservado através de plataformas online no terceiro trimestre de 2024 foram Jadranska Hrvatska, na Croácia (25,2 milhões de noites, +6,0% face ao terceiro trimestre de 2023), a Andaluzia, em Espanha (17,2 milhões de noites, +23,1%) e a região francesa da Provença-Alpes-Costa Azul (15,6 milhões de noites, +26,2%).

No mesmo trimestre, entre as 20 principais regiões, 6 estavam em França, 5 em Espanha e Itália, 2 na Grécia e 1 na Croácia e em Portugal.

De resto, em Portugal a região do Algarve foi a mais procurada por turistas que optam por alojamentos de curta duração, integrando a tabela dos 20 destinos mais procurados, com 6,07 milhões, seguindo-se a Área Metropolitana de Lisboa, com 4,4 milhões, e a região Norte, com 3,89 milhões.

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Procura por alojamento na Páscoa em Portugal cresce 22,1% com tarifa média diária a subir 13,7%

A SiteMinder revela que as reservas de hotéis em Portugal para as férias da Páscoa de 2025 aumentaram 22,1% face ao mesmo período do ano passado, enquanto a tarifa média diária sobe 13,7%, passando de 208,64€ em 2024 para 237,23€ este ano, o que coloca o nosso país na liderança europeia neste indicador.

Os dados desta plataforma mundial de distribuição e receitas hoteleira, que comparam reservas nos mesmos estabelecimentos 30 dias antes da Páscoa de 2024 e 2025, revelam não apenas um aumento na procura, mas também uma maior antecedência na organização das viagens e uma crescente presença de turistas internacionais no país.

 

Os resultados da SiteMinder, atualizados a 18 de março, mostram que, durante o período de cinco noites deste feriado, as reservas por propriedade aumentaram significativamente. Além disso, a tarifa média diária (ADR) subiu 13,7%, passando de 208,64€ em 2024 para 237,23€ em 2025.

A Europa também regista um aumento significativo na tarifa média diária, mas Portugal e Espanha estão entre os líderes, com um aumento de 13,7% e quase 8%, respetivamente, em relação a este indicador. A tendência, segundo a SiteMinder, é acompanhada por outros países europeus, como Itália (+6,23%), Alemanha (+5,81%) e França (+5,61%).

Por outro lado, verifica-se que apesar da redução na duração das estadias, o tempo médio de antecedência das reservas aumentou 10,8% em relação ao ano passado, passando de 94,5 para 104,75 dias. No entanto, a duração média das estadias caiu 7,64%, passando de 2,88 para 2,66 noites.

A proporção de turistas internacionais em Portugal também cresceu significativamente. Em 2024, 72,59% das reservas eram de viajantes estrangeiros, e segundo os dados mais recentes de 2025, essa percentagem subiu para 83,07%, reforçando o posicionamento do país como um destino atrativo para o mercado global.

A plataforma analisou as reservas para o feriado do Dia do Trabalhador (1 de maio), que mostram sinais positivos para Portugal, com um aumento de 4,19% nas reservas em relação a 2024. A ADR também subiu 4,32%, passando de 229,08€ para 238,99€, acompanhada por um crescimento de 7,42% no tempo de antecedência das reservas, agora em 127,6 dias.

Apesar destes indicadores positivos para Portugal, tanto na Páscoa como no Dia do Trabalhador, James Bishop, vice-presidente de Ecossistema e Parcerias Estratégicas da SiteMinder alerta que “os hoteleiros devem manter-se atentos à tendência de reservas de última hora, especialmente por parte do mercado doméstico, que pode ainda influenciar os resultados finais”.

 

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Lisboa e Porto Alegre voltam a estar ligadas com voos da TAP

Os voos entre Lisboa e capital do Rio Grande do Sul realizam-se três vezes por semana operados com o A330-900neo.

A TAP retomou, recentemente, os voos para Porto Alegre, capital do Estado do Rio Grande do Sul. A TAP vai ligar Lisboa e Porto Alegre com três voos por semana, operados com o moderno avião A330-900neo, com capacidade para 298 passageiros.

Com a reforma da pista do Aeroporto Salgado Filho, reaberto ao tráfego aéreo desde outubro, os voos entre Lisboa e Porto Alegre vão realizar-se às terças, quintas e sábados, com partida da capital portuguesa às 13h05 e chegada a Porto Alegre às 20h25. Com uma duração total de 11h20, este é um dos voos mais longos da rede de destinos TAP. No sentido contrário, o voo da TAP parte da capital do estado do Rio Grande do Sul às 21h55, chegando ao aeroporto de Lisboa às 12h45.

“Tínhamos prometido que iríamos fazer todos os esforços para que esta rota voltasse a operar o mais rapidamente possível. Aqui estamos nós, prontos para voltar a conectar este Estado à Europa”, frisa Luís Rodrigues, CEO da TAP.

Já o Governador do Estado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, considera que “a retoma dos voos diretos entre Porto Alegre e Lisboa é um símbolo da resiliência e da reconstrução do Rio Grande do Sul. Após enfrentarmos um dos momentos mais desafiadores da nossa história, ver nossa capital novamente conectada diretamente com a Europa demonstra a confiança do mundo na nossa recuperação. Esta rota fortalece nossos laços históricos e culturais com Portugal e também abre novas oportunidades para o turismo e negócios internacionais, alinhando-se às diretrizes do nosso Plano de Desenvolvimento Econômico.”

O primeiro voo TP117 partiu de Lisboa às 14h20, de dia 1 de abril, e chegou ao Aeroporto Internacional de Porto Alegre – Salgado Filho às 21h45 e retomou assim as ligações para Porto Alegre, depois das fortes chuvas de maio de 2024.

De referir que a TAP Air Portugal voa diretamente de Lisboa para São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Natal, Maceió, Porto Alegre, Recife, Salvador, Florianópolis e Manaus, além de ligar o Porto a São Paulo e ao Rio de Janeiro. No total, são 13 cidades do Brasil (15 rotas, de Lisboa e Porto) que a TAP liga diretamente a Portugal.

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90% dos gestores de viagens empresariais já utilizam IA, mas “muitos continuam a enfrentar obstáculos”

Uma nova investigação da Serko e da Sabre destaca os principais desafios, êxitos e prioridades da inteligência artificial (IA) no setor das viagens empresariais, incluindo o retorno do investimento, exigências tecnológicas e outros aspetos relevantes.

A Serko e a Sabre acabam de publicar o relatório “Panorama 2025 da inteligência artificial nas viagens empresariais: explorar oportunidades, ultrapassar desafios”. O estudo, baseado num inquérito a mais de 300 gestores de viagens nos Estados Unidos, em empresas com receitas superiores a 50 milhões de dólares, revela de que forma a inteligência artificial (IA) e a inteligência artificial generativa estão a transformar o panorama das viagens de negócios, e em que áreas as organizações continuam a falhar.

“Os resultados do estudo são claros: embora a adoção da IA nas viagens empresariais seja elevada, o sucesso não é garantido”, afirmou Darrin Grafton, diretor executivo e cofundador da Serko.

O responsável realça que, embora 90% dos gestores de viagens afirmarem ter implementado a IA ou a IA generativa, “muitos continuam a enfrentar obstáculos. Seja por uma implementação deficiente, falta de capacidades internas ou apoio limitado dos parceiros, estes desafios impedem as organizações de obterem o valor total do seu investimento. É precisamente aqui que empresas tecnológicas como a Serko ou a Sabre têm oportunidade de intervir.”

Mais de 90% dos inquiridos indicam utilizar IA ou IA generativa, principalmente para redução de custos (71%), melhoria da experiência do viajante (68%) e análise de dados (63%). Quando se refere ao retorno do investimento, 52% referem que a IA superou as suas expectativas; 45% indicam que está a cumpri-las. Os principais casos de utilização incluem otimização de reservas (73%), definição de preços e poupança de custos (70%) e apoio ao viajante através de chatbots (64%).

Por outro lado, cerca de metade dos gestores de viagens acredita que a IA terá um impacto “significativo” ou “transformador” nos seus programas nos próximos cinco anos. No entanto, embora alguns inquiridos sintam que receberam apoio, 49% afirmam que este foi apenas “moderado” e 11% indicam ter recebido pouco ou nenhum apoio. Os fornecedores tecnológicos apresentam resultados semelhantes.

No que diz respeito aos principais obstáculos, contam-se dificuldades de implementação (46%), falta de talento interno (19%) e restrições orçamentais (14%) estão a atrasar o progresso, realçando que os fornecedores tecnológicos devem acelerar a integração da IA, colocando o cliente no centro.

Como indica o estudo, a IA deixou de ser uma fase de experimentação para se tornar uma expectativa. No entanto, os dados revelam que muitos programas de viagens empresariais continuam a ter dificuldades em escalar eficazmente os seus esforços. É aqui que os parceiros tecnológicos devem assumir um papel mais ativo, colmatando a lacuna entre potencial e desempenho.

Sundar Narasimhan, vice-presidente sénior e presidente da Sabre Labs, sublinha que “as empresas que não integrem processos de decisão baseados em IA correm o risco de ficar para trás – não apenas em termos de eficiência e poupança, mas também na capacidade de proporcionar experiências personalizadas e fluídas, como os viajantes agora esperam”. Assim, acrescentou: “A nossa prioridade é apoiar os nossos clientes nesta transição com confiança, garantindo que dispõem das ferramentas, estratégias e apoio certos para transformar o investimento em IA em resultados tangíveis para os viajantes e para o negócio.”

A Serko e a Sabre estão de acordo: inovar apenas por inovar não é suficiente. Cabe aos fornecedores tecnológicos simplificar a implementação, oferecer automatização inteligente e acompanhar ativamente os clientes nas suas jornadas de transformação com a IA, o que pressupõe alinhar os planos de desenvolvimento com as necessidades reais do mercado, reduzir a complexidade da integração e garantir que a IA oferece não apenas melhorias de desempenho, mas valor centrado no viajante.

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ITA Airways junta-se à aliança de aviação Star Alliance

A companhia aérea italiana ITA Airways, depois de ter sido parcialmente adquirida pelo grupo alemão Lufthansa, foi autorizada a iniciar a sua integração na Star Alliance.

Em comunicado, o presidente executivo da Star Aliance, Theo Panagiotoulias, adiantou que espera que “a ITA Airways se junte à rede Star Alliance como membro de pleno direito no início de 2026”.

Após a integração da companhia aérea italiana, a Star Alliance vai ser composta por 26 companhias aéreas, incluindo a TAP, e abranger 18.000 voos diários de ligação entre 192 países.

O Grupo Lufthansa, que inclui também a Germanwings, a Swiss, a Austrian Airlines e a Brussels Airlines, detém uma participação de 41% na ITA Airways (Italia Trasporto Aereo), que vai acrescentar 360 voos diários à rede da aliança global.

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Caminhos Cruzados amplia leque de experiências enogastronómicas

A Caminhos Cruzados, produtor vitivinícola do Dão, sediado em Nelas, continua a diversificar o leque de experiências enogastronómicas, acrescentando workshops de culinária às propostas de wine and food, com assinatura do chef Miguel Vidal.

O chef residente da adega da Caminhos Cruzados, localizada na Quinta da Teixuga, guia os participantes numa viagem de sabores, partilhando técnicas e receitas criativas para explorar a harmonia entre os versáteis vinhos do produtor e os alimentos, privilegiando a autenticidade à mesa, com ingredientes endógenos.

Miguel Vidal privilegia a utilização de produtos frescos e locais, respeitando as estações do ano e o caráter único da região, embora a experiência incida igualmente sobre outros pontos do mapa nacional, apostando na interpretação de receitas da cozinha tradicional portuguesa.

O programa tem uma duração aproximada de 2h30 e começa com uma visita à vinha, adega e sala de estágios do produtor, seguindo-se a aula prática de preparação de sete receitas (três entradas frias, três pratos quentes e uma sobremesa) e a degustação de três vinhos da Caminhos Cruzados, parte integrante do Pacheca Group, para harmonizar a experiência.

Os workshops de culinária estão disponíveis para grupos de duas a 12 pessoas (75 euros por pessoa), mediante marcação prévia, complementando um leque de experiências que inclui, entre outras, provas de uva e cacau, jogo dos aromas, enologia criativa ou um peddy paper pela vinha.

 

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