10.ª Conferência Internacional sobre Geoparques Globais da UNESCO de 7 a 11 de setembro em Marrocos
A cidade marroquina de Marraquexe vai receber a 10.ª Conferência Internacional sobre Geoparques Globais da UNESCO, de 7 a 11 de setembro. Estarão reunidos membros dos geoparques de todo o mundo, cientistas, geólogos, académicos, estudantes, empresas, todos os interessados na natureza e no património natural e imaterial.

Publituris
Descobrir o Algarve através de 18 experiências de Turismo Industrial
easyJet assinala 10.º aniversário de base no Porto com oferta de descontos
ISCE reúne 34 parceiros na “Global Tourism TechEDU Conference 2025”
AVK adquire Pixel Light e consolida liderança no setor audiovisual
Air France opera até 900 voos por dia para quase 190 destinos no verão 2025
ARPTA com nova liderança
Iberia reforça ligações a Roma, Paris e Viena
Os 3 dias do RoadShow das Viagens do Publituris
SATA lança campanha para famílias com tarifa gratuita para crianças
Indústria do turismo dos EUA preocupada com queda nas viagens domésticas e internacionais
O Conselho Executivo da Rede Global de Geoparques (GGN) nomeou Marrocos, com seu Geopark M’Goun, entre França, México e Brasil para sediar este evento, que reunirá mais de 1.500 participantes de 50 países. Trata-se do encontro mais importante onde os gestores dos Geoparques Globais da UNESCO e membros da Rede Global de Geoparques se encontram e trocam conhecimentos e experiências sobre a instalação e gestão de geoparques. O tema deste ano é: Geoparques Globais da UNESCO – Comunidades em Desenvolvimento.
Esta conferência realiza-se a cada dois anos e reúne especialistas de todo o mundo para partilharem as últimas descobertas e experiências numa ampla variedade de tópicos, incluindo geologia, turismo sustentável, educação ou gestão participativa para o desenvolvimento sustentável.
Esta iniciativa tem como objetivo a promoção e transmissão do conhecimento tradicional, a valorização dos produtos locais, o desenvolvimento de atividades adequadas ao ar livre, através do geoturismo e o fortalecimento das populações.
Refira-se que um Geoparque Mundial da UNESCO é uma área única e unificada onde locais e paisagens de importância geológica internacional são geridos numa conceção holística de proteção, educação e desenvolvimento sustentável.
Um Geoparque Mundial da UNESCO utiliza o seu património geológico, em conjunto com todos os outros aspetos do património natural e cultural da área, para aumentar a consciência e a compreensão de questões-chave com que a sociedade se depara, como a utilização sustentável dos recursos do Planeta, mitigando os efeitos das mudanças climáticas e reduzindo o impacto das catástrofes naturais.
Através de uma maior consciencialização da importância do património geológico da região na história e na sociedade, um Geoparque Mundial da UNESCO concede aos seus habitantes um sentimento de orgulho na sua região e fortalece a sua identificação com o território. A criação de iniciativas inovadoras locais, de novos postos de trabalho e de cursos de formação de alta qualidade é estimulada, enquanto novas fontes de receita são geradas através do geoturismo e os recursos geológicos são protegidos.
Em Portugal existem cinco Geoparques Mundiais da UNESCO: Naturtejo, Arouca, Açores, Terras de Cavaleiros e Estrela. O primeiro Geoparque português a integrar a Rede de Geoparques Mundiais da UNESCO, foi a Naturtejo em 2006, seguindo-se Arouca em 2009, Açores em 2013, Terras de Cavaleiros em 2014 e Estrela em 2020.
Sob a égide da Comissão Nacional da UNESCO, a 30 de junho de 2022, foi criada a Rede Portuguesa dos Geoparques Mundiais da UNESCO dotada de um Comité de Coordenação.
Estabelecido em 2014, o Geoparque M’Goun é o único geoparque no Magrebe e o primeiro estabelecido no continente africano, seguindo-se depois a abertura do Geoparque Ngorongoro-Lengai na Tanzânia em 2018. O geoparque de M’Goun oferece um programa de educação científica e ambiental, fortalecendo o engajamento de Marrocos no desenvolvimento sustentável.
Marrocos também foi nomeado membro do GGN durante a 9ª Conferência Global de Geoparques da UNESCO para os próximos quatro anos, refletindo o compromisso do país com a gestão e preservação das paisagens geológicas.
Além disso, o país preside desde 2019 a Rede Africana de Geoparques das Nações Unidas (AUGGN), com a intenção de expandir a rede de geoparques no continente e implementar os objetivos do Programa Internacional de Geociências e Geoparques.