Embraer conclui venda das fábricas de Évora à espanhola Aernnova
Com a concretização do negócio, a Aernnova passa a deter todas as ações da Embraer Metálicas e da Embraer Compósitos, num investimento 165,4 milhões de euros.

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A venda das fábricas de Évora da Embraer à espanhola Aernnova foi concluída esta segunda-feira, 2 de maio, avança a Lusa, que cita um comunicado conjunto das duas empresas.
“Desta forma, a Aernnova passa a deter todas as ações da Embraer Metálicas e da Embraer Compósitos, num investimento que totaliza cerca de 174 milhões de dólares [cerca de 165,4 milhões de euros]”, lê-se no comunicado divulgado pela Lusa.
A Embraer considera que a vendas das fábricas de Évora, para a qual as duas empresas tinham um acordo desde o início do ano, representa “mais uma oportunidade para o aumento da capacidade produtiva” destas unidades fabris, que se encontram localizadas no Alentejo.
“Além de fornecer componentes para a aviação comercial, executiva e área de defesa da empresa, existe a expectativa de aumento da produção de componentes para outros fabricantes aeronáuticos globais”, revelam as duas empresas.
Além do crescimento da produção, a Embraer e a Aernnova indicam que este negócio vai também contribuir para aumentar o emprego na região, sendo também expetável um elevado “potencial crescimento das exportações”.
“Dessa forma, as fábricas em Évora também contribuem para o aumento da capacidade de produção aeronáutica da região do Alentejo e garantem uma posição de referência no Cluster Aeronáutico de Portugal”, referiram as empresas.
O acordo está também em linha com a “estratégia de crescimento da Aernnova”, que se pretende afirmar como “líder global em ‘design’ e produção” de componentes aeronáuticos, o que deverá levar ao aumento da “capacidade de produção dos centros de excelência em Évora, cuja operação tem uma importância estratégica para os produtos atuais e futuros da Embraer”.
Por isso, esta parceria “reforça a posição da Aernnova como fornecedora de primeira linha para aeronaves de corredor único, avançando a posição da companhia nos mercados de aeronaves executivas e de defesa”, acrescentaram as empresas.
As atividades nas fábricas alentejanas “adicionarão cerca de 157 milhões de euros em receitas para a Aernnova” e permitirão “a assinatura de novos contratos, seja com a Embraer ou com outros fabricantes”.
Apesar da venda, a Embraer diz que mantém o seu “compromisso estratégico com Portugal”, o país onde o fabricante aeronáutico brasileiro “mais investe em capacidade industrial” fora do Brasil.
“Exemplo disso é o investimento anunciado recentemente de 74 milhões de euros na OGMA para trazer para Portugal a manutenção dos motores GTF da Pratt & Whitney, usados pela nova geração de aviões comerciais”, o que vai permitir criar “300 postos de trabalho e poderá triplicar o volume anual de negócios para 600 milhões de euros”, refere a Embraer.
Recorde-se que o acordo para a venda das fábricas de Évora da Embraer à Aernnova foi anunciado a 12 de janeiro de 2022, num negócio estimado em cerca de 151 milhões de euros.
Estas fábricas, inauguradas em 2012, envolveram um investimento inicial a rondar os 180 milhões de euros e, dois anos depois da abertura, a Embraer criou também um centro de engenharia e tecnologia na cidade alentejana.
Nas unidades, com 500 colaboradores, são produzidos, entre outros, componentes para asas e estabilizadores verticais e horizontais para programas aeronáuticos da Embraer, nomeadamente dos aviões executivos Praetor 500 e Praetor 600, das duas gerações do avião comercial E-Jet e da aeronave KC-390 Millennium.