‘PARTE’ para um turismo diferente e de valor acrescentado
O objetivo do PARTE passa pela diversificação da oferta turística apresentada por Portugal a nível internacional. Para já estão na calha dois Circuits, um Summit e um Book. Tudo para internacionalizar a Arte Contemporânea produzida em Portugal através de Portugal.

Victor Jorge
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Foi apresentada esta quarta-feira, 15 de dezembro, o Portugal Art Encounters (PARTE), projeto que visa promover a internacionalização de Portugal enquanto destino de referência no circuito da Arte Contemporânea, reforçando, assim, a atratividade e competitividade turística do nosso país nos mercados internacionais.
Contando com o apoio do Turismo de Portugal e do Ministério da Economia e Transição Digital, além do apoio do Ministério da Cultura e outras entidades como Direção-Geral das Artes (dgARTES) e Rede Portuguesa de Arte Contemporânea(rpac), Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal (TdP), começou por dizer que “é preciso afirmar Portugal noutras áreas e mostrar a diversidade que o país tem para oferecer”.
Luís Araújo, salientou a importância de se “trazer novos turistas, turistas diferentes, de valor acrescentado para voltar e continuar a crescer tal como vínhamos a fazer até 2019”, considerando que “este projeto ajuda-nos a trazer estes turistas todo o ano” e que “temos um terreno fértil para cultivar lá fora”, além de precisarmos de “mostrar um país diferente e que tem muito mais para dar”.
Do lado dos promotores deste projeto, Miguel Mesquita e Sílvia Escórcio, o PARTE é uma “simbiose entre turismo em Portugal e a Arte Contemporânea”, admitindo que é através da arte que o país atrativo pode ser elevado”.
Com o mapeamento do território artístico para “promovê-lo e comunicá-lo” como ponto de partida, o PARTE é um projeto de médio-longo prazo, ou seja, pensado a cinco anos, pretendendo colocar no terreno “propostas anuais diferenciadas”.
Tendo como um dos objetivos “internacionalizar a Arte contemporânea produzida em Portugal através de Portugal”, os promotores desta iniciativa admitem que, “para exportar é também preciso importar”, uma vez que é preciso trazer para Portugal os experts de Arte Contemporânea para, posteriormente, exportá-la.
Circuits, Summit e Book
O programa concretiza-se em dois circuitos consecutivos, designados PARTE Circuits, que culminam com a realização do seminário internacional PARTE Summit e o lançamento da publicação-guia PARTE Book.
No primeiro caso, o PARTE Circuits reunirá, a cada ano, em Portugal, curadores, programadores, diretores de grandes instituições e eventos artísticos para conhecerem uma seleção do que o país tem para oferecer em termos de produção artística, acolhimento, património natural e cultural.
A primeira edição está já marcada para 24 de julho a 7 de agosto de 2022, envolvendo cerca de 15 cidades das cinco regiões do território continental e terá a curadoria de Vicente Todolí e de Isabel Carlos.
Já o PARTE Summit será um encontro anual que conta com a participação de alguns dos pensadores e agentes mais relevantes no meio artístico internacional. Dedicado à reflexão e partilha de conhecimento, este encontro quer reunir pessoas que têm interesse em acompanhar a atividade artística, em especial a criação contemporânea, na sua relação com a transformação dos territórios e sociedades.
Para o PARTE Summit estão reservadas duas sessões, em duas cidades de diferentes regiões do país, nos dias 30 de julho e 6 de agosto de 2022.
A descentralização é, de resto, uma aposta do PARTE que visa não se centrar nas grandes urbes, mas levar os “turistas motivados pela arte às várias regiões do país”.
Quanto ao PARTE Book, trata-se de um guia para o Turismo de Arte em Portugal e um documento de reflexão sobre as questões que orientam o Universo da Arte, apresentado como um projeto editorial que combina o mapeamento das instituições e agentes na Arte Contemporânea no país com contributos dos participantes no PARTE Circuits e PARTE Summit e de outras autoras e autores.
A primeira edição será lançada na sessão que abre a PARTE Summit, no dia 24 de julho de 2022.
Rita Marques, secretária de Estado do Turismo (SET), admitiu na sua intervenção na conferência de imprensa que deu a conhecer o PARTE no CCB, que “o turismo é suficientemente generoso e humilde para perceber que é preciso fazer parcerias para promover Portugal no exterior”.
Por isso mesmo, a estratégia passa por “desenvolver o turismo todo o ano e em todas as regiões”, considerando Rita Marques que, em todos os campos e também neste da arte, “não se pode ter uma boa experiência turística sem que exista qualidade para viver no local”. Assim, para a SET, “é fulcral envolver os residentes locais que fazem parte do turismo nacional e que não podem ser descurados”.
Rita Marques concluiu que esta parceria “não é só importante para o turismo, mas também para a própria cultura”; considerando mesmo que o turismo pode ser um “aliado forte e importante para a cultura nacional”. “Sempre que o turismo apresenta algo de novo, abrem-se novas pontes”, concluindo que “temos todos algo em comum: o de sermos portugueses e de mostrar Portugal lá fora”.
Por fim, a ministra da Cultura, Graça Freitas, destacou a importância das parcerias, salientando que “projetos como este são um todo e não partes” e que “é assim que têm de ser vistas”.
E por falar em parcerias, Graça Freitas terminou com o desafio dirigido à Secretaria de Estado do Turismo e ao Turismo de Portugal para que “a cultura seja a próxima aposta para os anos vindouros”.