“2017 será o melhor ano da existência da Unicâmbio”
Turismo contribuiu fortemente para o crescimento da actividade da empresa, principalmente por parte de mercados como o britânico, brasileiro e norte-americano.

Inês de Matos
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A Unicâmbio, a mais antiga agência de câmbio em Portugal, que assinala 25 anos de existência a 14 de Novembro, espera que 2017 seja o melhor ano de sempre para a actividade da empresa, cuja expectativa aponta para um crescimento a dois dígitos no resultado, revelaram os administradores da Unicâmbio, num encontro com a imprensa.
“2017 será o melhor ano dos 25 anos de existência da Unicâmbio”, afirmou Carlos Lilaia, administrador da Unicâmbio, durante um almoço que decorreu esta quarta-feira, 25 de Outubro, em Lisboa, no qual a empresa deu a conhecer as iniciativas que vão assinalar o seu 25.º aniversário .
Sem querer avançar mais pormenores sobre resultados, Paulo Jerónimo, também administrador da Unicâmbio, garantiu que o crescimento deve alcançar os dois dígitos, tal como já tinha acontecido em 2016, quando o volume de negócios da empresa subiu 10%, mostrando-se ainda optimista face a 2018.
“Em relação a 2017, o ano ainda não acabou mas podemos dizer que o crescimento será de dois dígitos, de certeza absoluta”, afirmou, acrescentando que, em relação a 2018, “tudo leva a crer, se o turismo continuar a crescer, que há espaço para crescer”.
De acordo com Paulo Jerónimo, a Unicâmbio teve um Verão positivo, com um forte contributo do Turismo que, registou uma grande procura de câmbios, principalmente por parte de mercados como o inglês, ao contrário do que era previsto.
“A libra é a moeda mais importante e, este ano, mesmo com a depreciação que houve da libra, devido ao Brexit, nós tivemos um impacto positivo e crescemos em termos de libra. Toda a gente tinha receio que o Brexit pudesse, de alguma forma, ter um impacto negativo na vinda dos ingleses para Portugal e o que é um facto é que, no Verão, não tivemos esse impacto, ainda houve um crescimento”, explicou.
Mas a Unicâmbio sentiu também um “impacto positivo” por parte do Brasil, “que começou a recuperar este ano”, enquanto os voos da TAP para os EUA e Canadá foram fundamentais para que também estes mercados tivessem um “reflexo positivo” na actividade da empresa.
Já as vendas de moeda foram impulsionadas pelos voos da Emirates à partida de Lisboa, que têm levado os portugueses a viajar para destinos mais exóticos, pelo que a empresa tem sentido também uma “evolução positiva” na procura de moeda de países como a Tailândia, Vietname, Singapura, Malásia ou Indonésia.
Apesar do forte crescimento das moedas mais exóticas, o responsável diz que “as moedas tradicionais continuam a ser as primeiras, apesar de serem as exóticas que estão a crescer, porque vieram do zero, mas, em termos de venda, as mais vendidas são o dólar, a libra e o real”, revelou.
Em destaque esteve também a internacionalização da empresa, que se preparar para abrir dois balcões, até ao fim do ano, em Londres, seguindo-se, no primeiro trimestre de 2018, a abertura também de um balcão na Guiné-Bissau.
Durante o encontro com a imprensa, a Unicâmbio deu também a conhecer as iniciativas previstas para assinalar o aniversário e que arrancam a 1 de Novembro, com a exposição “Da ausência da moeda à moeda virtual”, que vai estar patente na praça central do Centro Comercial Colombo, até 5 de Novembro, a que se junta ainda um debate, a 14 de Novembro, no Mosteiro dos Jerónimos, sobre a problemática da moeda, no qual está incluído também o lançamento de um livro sobre a história da Unicâmbio.