“A importância que o Governo português dá ao Turismo é ímpar”
Taleb Rifai, secretário-geral da Organização Mundial do Turismo, está em visita oficial a Portugal, onde participou na cerimónia de assinatura do Memorando sobre Turismo Sustentável.

Ângelo Delgado
Estado de São Paulo vai ganhar novo aeroporto internacional
Páscoa deverá acelerar recrutamento na hotelaria de acordo com a Eurofirms
KLM celebra 85 anos em Portugal com oferta a crescer 23% este verão
CEAV Protour 2025 no Porto acentua relacionamento com a APAVT
Euroairlines assina acordo de interline com Azores Airlines
28ª edição da Intur de 13 a 16 de novembro em Valladolid
Majestic Princess apresenta-se com novos e renovados espaços
Wine Workshop Experience tem 1ª edição dia 16 de abril no Palácio Chiado
Governo de Cabo Verde de olhos postos no desenvolvimento turístico de Santo Antão
Algarve dá a conhecer as linhas de financiamento e Programa Empresas Turismo 360º
“

Taleb Rifai, secretário-geral da OMT, Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo, e David Scowsill, CEO da WTTC
A importância que o poder político confere ao sector do Turismo em Portugal é algo que nunca vi a nível mundial“, disse Taleb Rifai, secretário-geral da OMT, em declarações aos jornalistas presentes, num evento que serviu para a ratificar a assinatura do Memorando de Adesão ao Ano Internacional do Turismo Sustentável com o Executivo português, representado pela secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho.
Rifai lançou mesmo um desafio às autoridades nacionais, lembrando que “é essencial manter a consistência das políticas de turismo e continuar a existir o diálogo que tem existido, até agora, entre sector público e privado”. Ainda sobre Portugal, uma última nota: “o melhor do país são a sua gente“.
Os elogios mantiveram-se com David Scowsill, CEO do World Travel & Tourism Council (WTTC), que destacou “a forma como Lisboa reergueu-se de um período de crise profunda e está agora a regenerar-se para o futuro do Turismo“. O responsável máximo afirmou também que a “constante procura de investimento e inovação por parte dos players que trabalham na indústria são outros pontos a favor do destino“.
O crescimento do turismo em Portugal tem estado associado à quebra existente em países como a Turquia e Tunísia, fruto da instabilidade política que actualmente os assola. No entanto, o CEO da WTTC, refuta essa ideia em toda a linha. “Não se deixem enganar: o crescimento do Turismo em Portugal nada tem que ver com o recuo deste sector em outros países. Os bons resultados devem-se, sobretudo, ao enorme trabalho desenvolvido pelo sector público e privado!“.
2017, o ano da Sustentabilidade no Turismo
A assinatura do Memorando foi aproveitado por Ana Mendes Godinho para recordar que “Portugal, através dos programas REVIVE e do Portuguese Trails está em linha com o objectivo sustentabilidade definido pela OMT”.
“Nestes últimos dias, mostrámos ao presidente da OMT que Portugal é um país totalmente virado para a inovação, empreendedorismo, que é um hub cultural e está bastante focado no impacto social e económico que o Turismo traz aos seus habitantes e a quem nos visita”, vincou.
Sobre este assunto, Taleb Rifai explicou que o rótulo “2017, ano do Turismo Sustentável”, se sustenta em cinco grandes pilares: “crescimento económico, aumento do emprego, trabalhar seriamente no assunto “Alterações Climáticas”, cultura, e paz e segurança”.
Trump e Turismo mundial
É um dos temas da actualidade e que mexe com o universo do Turismo: a recente medida de Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, em proíbir a entrada de pessoas de algumas nacionalidades em território norte-americano foi um dos temas em discussão.
Taleb Rifai não fugiu do assunto. “Nada vai impedir que as pessoas possam viajar. É um direito que lhes assiste, que nos assiste a todos, independentemente da raça, orientação sexual ou religião“, referiu, acrescentando que “este tipo de políticas podem virar-se contra os seus responsáveis”.
É por isso, reitera, “que os números do Turismo em 2017 irão continuar a subir: entre os 3,5% ou 4,5%“. “Em 2016, registámos um crescimento na ordem dos 3,9% relativamente a 2015, sendo que se trata do sétimo ano consecutivo de bons resultados. Todas as regiões cresceram, excepto o Médio Oriente, que, devido à sua instabilidade política, acaba por ser normal”, finalizou.