Vê Portugal: mais acessibilidades para os territórios e menos impostos para as empresas
Nos primeiros painéis da 10.ª edição do Vê Portugal, ficaram os recados do presidente da Turismo do Centro, Raul Almeida, e do presidente da CTP, Francisco Calheiros. Se no primeiro caso, a opinião foi a de que “o turismo é o farol de crescimento”, no segundo ficou a ideia de que “o turismo é valor”. E se Raul Almeida não concorda com a decisão sobre a localização do novo aeroporto, pedindo apostas nas acessibilidades, Francisco Calheiros mostrou-se contra a taxa turística, pediu menos impostos, mas também um reforço nas infraestruturas de mobilidade.

Victor Jorge
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Depois de o primeiro dia ter sido dedicado a reuniões B2B entre suppliers e buyers, a 10.ª edição do Fórum do Turismo Interno “Vê Portugal” iniciou-se esta terça-feira, 4 de junho, com os habituais painéis de debate.
Raul Almeida, presidente da Turismo do Centro, começou a sua intervenção por destacar que “o turismo é o farol de crescimento”, fazendo referência aos números alcançados pela região em 2023, bem como neste primeiro quadrimestre de 2024.
Assinalando os caminhos que o setor do turismo deve seguir, apontando que “o crescimento dá muito trabalho”, Raul Almeida referiu alguns pontos essências para que este crescimento seja mantido e reforçado. “Estruturar e promover bem os produtos turístico de forma contínua” foi um dos primeiros pontos evidenciados, considerando o presidente da Turismo do Centro que, para tal, “é preciso rumarmos todos para o mesmo lado, sem divisões, mas com as devidas diferenças”. Também o crescimento sustentável foi afirmado como um dos pilares, seguido dos recursos humanos, já que, “não é possível crescer sem ter pessoas para trabalhar”.
As acessibilidades também não foram esquecidas, destacando-se, neste ponto, a crítica à decisão relativamente à decisão sobre a localização para o novo aeroporto de Lisboa, admitindo Raul Almeida que, “para ter um território mais coeso, haveria outras localizações melhores”.
Para finalizar, o presidente da Turismo do Centro destacou ainda a importância da ferrovia, considerada “importante” para o desenvolvimento do Interior, bem como as infraestruturas rodoviárias que estão por terminar e que “dariam outras e melhores possibilidade de todo o país apresentar mais e melhor crescimento”.
Também o aeroporto foi ponto de partida para o discurso de Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), embora aqui, a palavra “finalmente” tivesse sido o tónico para este tema, assinalando que a escolha foi “técnica e política”.
Neste campo, o presidente da CTP esclareceu que o novo aeroporto “trará mais turistas aos país e respetivas regiões, mas não nos podemos esquecer que vamos ter de esperar, talvez, 15 anos para ver essa obra concluída”.
Contudo, referiu Francisco Calheiros, “até lá, o turismo não pode parar”, dando como alternativa a ferrovia, e não só o comboio de alta velocidade, uma vez que “assim seremos capazes de encurtar distâncias e que as regiões estejam melhor interligas entre si”, dando como exemplo o que acontece noutros países europeus.
Reforçando no seu discurso de que “o turismo é valor”, o presidente da CTP admitiu que, “dadas todas estas condicionantes, se 2024 for igual a 2023, já será um bom ano turístico”, deixando ainda em aberto questões que considera importantes para o setor do turismo como, por exemplo, a privatização da TAP e a execução do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência).
Para finalizar, o presidente da CTP deixou ainda referência a questões que, em Portugal e de Portugal, não será possível influenciar, mas que terão impacto na atividade turística global, abordando as guerras e os diversos conflitos que ainda existem em todo o mundo, bem como as eleições presidenciais nos EUA.
“Frontalmente contra”, mostrou-se no que diz respeito à taxa turística, indicando como alternativa a implementação do IVA turístico, em que as cidades teriam acesso a receitas do imposto cobrado pelo Estado, além de apelar a que “as empresas paguem menos impostos, até porque são estas o motor do setor”.