ANA tem quatro meses para apresentar projetos para obras no aeroporto de Lisboa
Faltavam três dias para terminar o ano de 2023 quando o Governo de António Costa decidiu dar quatro meses (120 dias) à ANA para apresentar projetos para o cumprimento das obrigações específicas de desenvolvimento no aeroporto de Lisboa, cujas obras têm de estar concluídas até 2027, revela a resolução publicada em Diário da República.

Victor Jorge
Descobrir o Algarve através de 18 experiências de Turismo Industrial
easyJet assinala 10.º aniversário de base no Porto com oferta de descontos
ISCE reúne 34 parceiros na “Global Tourism TechEDU Conference 2025”
AVK adquire Pixel Light e consolida liderança no setor audiovisual
Air France opera até 900 voos por dia para quase 190 destinos no verão 2025
ARPTA com nova liderança
Iberia reforça ligações a Roma, Paris e Viena
Os 3 dias do RoadShow das Viagens do Publituris
SATA lança campanha para famílias com tarifa gratuita para crianças
Indústria do turismo dos EUA preocupada com queda nas viagens domésticas e internacionais
A Resolução do Conselho de Ministros (RCM) n.º 201/2023, determina que, “no prazo de 120 dias, a ANA, S. A., apresente ao membro do Governo responsável pela área das infraestruturas os projetos relativos ao cumprimento das obrigações específicas de desenvolvimento 13, 14 e 17 previstas no anexo i da presente resolução”.
Ora, neste anexo, estão referidas as seguintes obras: “Construção de saídas rápidas de pista – pista 03 (atual 02) – ‘Realização da Fase 2 da Saída Rápida H2’”, com a indicação de novo prazo para 2026; “Construção de entradas múltiplas na pista 21 (atual 20)”, com novo prazo para 2025-2027; e “Expropriação de armazéns na zona das entradas múltiplas da pista 21 (atual 20) – Relação com Obrigações Específicas de Desenvolvimento (OED) 14”, com prazo para 2024-2025.
Neste anexo, e de acordo com a RCM, existem outros pontos a considerar, nomeadamente, “Construção de entradas múltiplas na pista 03 (atual 02)” – ponto 08; “Remodelação das áreas dos ‘curbsides’” – ponto 10, com prazo para 2024-2025; “Remodelação da rede média tensão (Fase 2)” – ponto 15; bem como “Remodelação da plataforma de estacionamento 80” – ponto 16.
A RCM indica ainda “Obrigações Desenvolvimento” (OD) no “Braço Sul do Terminal 1 (Pier Sul)”; “Área de estacionamento na soleira da 35 (plataforma de estacionamento sul)”; “Remodelação interior do Terminal 1 (1.ª fase)”; e “Ampliação do corpo central do Terminal 1”.
O Governo justifica esta RCM com o facto de “o Aeroporto Humberto Delgado (AHD) ter registado um forte crescimento da procura, prevendo-se que, em 2023, ultrapasse os 32 milhões de passageiros”, considerando que o “AHD é responsável pela movimentação de mais de metade do tráfego aéreo nacional de passageiros, desempenhando um papel importante na economia e no turismo em Portugal, com relevante impacto no emprego”.
Na RCM pode ler-se ainda que, “em 2019, o número de passageiros cresceu 7,36 % em relação a 2018, alcançando os 31,1 milhões de passageiros, evidenciando problemas de pontualidade de uma infraestrutura congestionada, prevendo-se que, em 2023, o tráfego supere os níveis pré-pandémicos, ultrapassando os 32 milhões de passageiros”.
E a RCM assinala ainda que, “acresce que o investimento que a concessionária tem vindo a fazer nesta infraestrutura aeroportuária não se revela suficiente para garantir a resposta expectável e desejável, quer os níveis de serviço como os níveis de desempenho, face à evolução da procura. Desde o início da concessão, a concessionária mais do que duplicou o volume de negócio e quase quadruplicou o EBITDA. No entanto, o volume acumulado de investimentos, ao invés de acompanhar a evolução da procura e da rentabilidade da concessão, está 18,9 % abaixo do previsto pela VINCI na privatização”.
“Por seu lado, a crescente procura no AHD e os constrangimentos de espaço e de operação reclamam a tomada de medidas adicionais, a adotar pelo concedente, por forma a desbloquear o início da execução urgente das obras, da melhoria do sistema de pista e na construção do ‘Pier Sul’, a cargo da concessionária, e, ainda, a minimizar os constrangimentos provocados pelos trabalhos necessários à concretização de tais investimentos na operação do AHD”.
Considerando a necessidade de otimizar a operação do AHD até à efetiva operacionalização de uma futura solução aeroportuária para a região de Lisboa, a RCM refere que “importa, de forma integrada, prosseguir o seguinte conjunto de medidas: (i) Uma gestão mais eficiente do tráfego aéreo, através da futura implementação do novo sistema da Navegação Aérea de Portugal – NAV Portugal, E. P. E. (Point Merge), para melhoria da sequenciação das aeronaves, atualmente em curso; (ii) A reorganização e otimização de toda a área aeroportuária, obrigando à implementação de uma estratégia de melhoria operacional do AHD, ao nível da operação do dia a dia do Aeroporto, envolvendo todos os stakeholders; (iii) Ao nível das obras para a melhoria operacional do sistema de pista, a viabilização da obra de ampliação do terminal (Pier Sul), a cargo da concessionária ANA – Aeroportos de Portugal, S. A. (ANA, S. A.); (iv) A realização, pela ANA, S. A., dos investimentos prioritários que se encontram por realizar, em conformidade com as determinações do concedente, em sede de acompanhamento do Contrato de Concessão; (v) A possibilidade de transferência de grande parte da aviação executiva do AHD para o Aeródromo Municipal de Cascais ou outros aeródromos, libertando espaço para a operação para aeronaves com maior capacidade de passageiros por movimento.
Complementarmente, lê-se na RCM, “torna-se necessário proceder à desafetação de uma parcela de terreno do domínio público militar que integra o perímetro do AT1, situado a nordeste do perímetro aeroportuário, disponibilizando a área da placa de estacionamento de aeronaves para a operação civil, contribuindo para colmatar lacunas no atual Aeroporto”, assinalando que “as medidas operacionais previstas visam conferir maior eficiência na operação aeroportuária contribuindo para a redução de atrasos e a melhoria do serviço ao passageiro sem aumentar o número de voos”.