Nice dinamiza workshop em Lisboa para captar o mercado português
O intuito passou por captar a atenção do mercado nacional, uma vez que “o turismo português em Nice não existe”, bem como reforçar a imagem da cidade como um destino de turismo de reuniões, incentivos, conferências e exposições (MICE), após a pandemia por COVID-19.

Carla Nunes
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Esta quinta-feira, 27 de abril, a Agência de Desenvolvimento do Turismo da França, Atout France, dinamizou um workshop no hotel NH Collection Lisboa Liberdade com o intuito de dar a conhecer o destino Nice Côte d’Azur ao mercado português, principalmente no segmento MICE (turismo de reuniões, incentivos, conferências e exposições), que a instituição pretende fortalecer após a pandemia por COVID-19.
Para Lauriano Azinheirinha, diretor do gabinete de turismo e congressos de Nice Cote d’Azur, “o turismo português em Nice não existe”. Como explica, “o turista português vai para Paris”, podendo dar-se o caso de visitar “a Côte d’Azur para [ver] o Mónaco ou Cannes”. No entanto, “ainda não conhece o destino Nice”, o que motivou a organização do workshop.
Num total de “cerca de cinco milhões de turistas em Nice”, Lauriano Azinheirinha aponta que “pode ser uma ambição” que 3% a 4% desses turistas venham futuramente dos mercados português e espanhol: “É o que estamos a desenvolver, pode ser uma ambição”, afirma.
Nesse sentido, e de forma a promover o destino no mercado português, são dados como argumento os voos diretos entre Portugal e Nice, a uma distância “de apenas duas horas e meia a partir de Lisboa”, como aponta Lauriano Azinheirinha. Aliás, a TAP também marcou presença neste workshop para dar conta dos voos que tem para a cidade, com 15 frequências semanais a partir de Lisboa, bem como a promoção que tem a decorrer até 30 de abril com voos de ida e volta até Nice desde 79 euros.
Cidade aponta soluções para suprimir ausência de Centro de Congressos
Apesar de Nice ser um destino MICE, como aponta Lauriano Azinheirinha, este tem vindo a “verificar uma alteração na oferta deste segmento após a pandemia por COVID-19”, com a diminuição “da parte dos congressos”, um ponto que o destino quer recuperar.
Sem nenhum centro de congressos disponível de momento – uma vez que o antigo Palácio de Exposições e Congressos no centro da cidade foi demolido e o seu substituto, que será construído perto do aeroporto, só tem data de abertura prevista para 2026/2027 – são apresentadas soluções alternativas para atrair o mercado MICE, especificamente para grandes eventos. Entre elas estão o Estádio Allianz Rivera, o Palais Nikaïa e a sala de espetáculos La Cuisine. Entretanto, já se encontra também em construção um centro de congressos para 2500 pessoas no porto de Nice, com o intuito de receber a Ocean Summit que terá lugar na cidade em 2025.
Nice espera aumento da oferta hoteleira de luxo em 62%
Numa cidade que agrega “mais de 200 hotéis”, dos quais “45% são unidades de quatro e cinco estrelas”, como apontou na apresentação desta quinta-feira Myriam Chokairy, Corporate Events Manager do Convention Bureau de Nice Côte d’Azur, a expetativa é a de que, no futuro, “62% da oferta seja de quatro a cinco estrelas”, como indica Lauriano Azinheirinha.
Entre 2023 e 2025 são esperados mais 11 hotéis em Nice, entre os quais um quatro estrelas DoubleTree by Hilton (120 quartos), dois hotéis da colecção YELO Hotels – o Sonder Yelo Promenade (28 quartos) e o Sonder Yelo Victor Hugo (40 quartos) – e o Le Victoria, um cinco estrelas do grupo Maison Albar (140 quartos).
É também esperada a abertura de um novo hotel de quatro estrelas junto ao mercado Libération (90 quartos), bem como a adaptação de um antigo convento da cidade, o Couvent de la Visitation, numa unidade de cinco estrelas com 88 quartos.
Da lista fazem ainda parte o Palais Ségurane (quatro estrelas com 43 quartos), o Boutique Hotel Site Garibaldi (quatro estrelas com 100 quartos), o Mama Shelter Nice (três estrelas com 102 quartos), um hotel Moxy (112 quartos) e um hotel de quatro estrelas da Neho Group (230 quartos).