Movimento de passageiros nos aeroportos nacionais teve em setembro a menor diferença face aos níveis pré-pandemia
Em setembro, os aeroportos nacionais contabilizaram 5,9 milhões de passageiros, número que ficou apenas 1,0% abaixo de setembro de 2019, naquela que foi a “menor diferença face aos níveis pré-pandemia”, segundo o INE.

Inês de Matos
Páscoa deverá acelerar recrutamento na hotelaria de acordo com a Eurofirms
KLM celebra 85 anos em Portugal com oferta a crescer 23% este verão
CEAV Protour 2025 no Porto acentua relacionamento com a APAVT
Euroairlines assina acordo de interline com Azores Airlines
28ª edição da Intur de 13 a 16 de novembro em Valladolid
Majestic Princess apresenta-se com novos e renovados espaços
Wine Workshop Experience tem 1ª edição dia 16 de abril no Palácio Chiado
Governo de Cabo Verde de olhos postos no desenvolvimento turístico de Santo Antão
Algarve dá a conhecer as linhas de financiamento e Programa Empresas Turismo 360º
Arcos de Valdevez apresenta plano de posicionamento e desenvolvimento turístico sustentável
Em setembro, os aeroportos nacionais contabilizaram o movimento de 5,9 milhões de passageiros, número que traduz um crescimento de 63,1% face a mês homólogo de 2021 e que ficou apenas 1,0% abaixo de setembro de 2019, o que leva o Instituto Nacional de Estatística (INE) a afirmar que esta foi a “menor diferença face aos níveis pré-pandemia”.
De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira, 16 de novembro, pelo INE, em setembro de 2022, registou-se o desembarque médio diário de 97,2 mil passageiros nos aeroportos nacionais (99,4 mil no mês anterior), número que também se aproximou “do valor observado em setembro de 2019 (98,3 mil)”.
No nono mês de 2022, os aeroportos nacionais contabilizaram também a aterragem de 21,4 mil aeronaves em voos comerciais, o que traduz uma subida de 33,3% face ao mesmo período de 2021, ainda que, em comparação com igual mês de 2019 se registe uma descida de 1,4% no número de aeronaves aterradas.
Dos passageiros que chegaram aos aeroportos nacionais em setembro, 80,7% corresponderam a tráfego internacional, quando em igual mês do ano passado representavam 76,9% do total, tendo a maioria dos passageiros sido provenientes do continente europeu (67,3% do total).
Já no que diz respeito aos passageiros embarcados, 81,1% corresponderam a tráfego internacional (77,4% em setembro de 2021), e o principal destino voltou a ser o continente europeu (69,0% do total).
O dados de setembro levam o INE a indicar que, “em 2022, tem-se verificado uma tendência de aproximação aos níveis registados no período pré-pandémico,
com o mês de setembro a revelar a maior aproximação a 2019, até ao momento”.
Acumulado até setembro ainda abaixo de 2019
A recuperação é também visível nos dados relativos ao período acumulado entre janeiro e setembro de 2022, ao longo do qual o número de passageiros movimentados nos aeroportos nacionais aumentou 171,5% em comparação com o mesmo período de 2021, ainda que permaneça 8,2% abaixo de período homólogo de 2019.
Por aeroportos, foi a infraestrutura de Lisboa que movimentou a maior parte do tráfego de passageiros, contabilizando 48,7% do total, o que corresponde a 20,8 milhões de passageiros e traduz um aumento de 194,1% face ao mesmo período de 2021, ainda que, face ao acumulado até setembro de 2019, se registe ainda uma descida de 12,5%.
Entre os três aeroportos nacionais com maior volume de tráfego, foi em Faro que se registou o maior crescimento em relação ao ano passado, com um aumento de 214,1%, enquanto o Porto registou a maior aproximação aos níveis de 2019, ficando a apenas 5,5% do resultado do acumulado até setembro do período pré-pandemia.
No que diz respeito a mercados, o Reino Unido voltou a ser o principal país de origem e de destino dos voos, apresentando um crescimento de 326,8% no número de passageiros desembarcados e 338,4% no número de passageiros embarcados, face a 2021, o que, lembra o INE, também se deve ao facto do corredor aéreo com este país ter estado encerrado durante grande parte do período em análise de 2021.
Já a França ocupou a segunda posição e registou aumentos de 144,6% nos passageiros desembarcados e 145,4% nos passageiros embarcados, face ao mesmo período de 2021, enquanto Espanha ocupou a terceira posição como principal país de origem e de destino dos passageiros que passaram pelos aeroportos nacionais neste período.