Congresso APAVT: TAP espera “prenda de Natal” de Bruxelas
A TAP está, segundo Silvia Mosquera, Chief Commercial & Revenue Officer (CCRO) da companhia, a trabalhar como se o plano de reestruturação já tivesse recebido “luz verde” de Bruxelas. Para já, existe um novo novo programa de flexibilidade para alterar reservas sem custos.

Victor Jorge
Emirates volta a recrutar tripulantes de cabine em Portugal
Rede Expressos oferece maior conforte em serviço Lisboa-Porto com a Mundial Turismo
Lusanova leva agentes de viagens à Grécia
Flexibilidade é o que caracteriza a Viagens Tempo
WTTC critica ETA no Reino Unido
Mais de 100 vinhos de Trás-os-Montes para provar em Vilamoura
BOC Aviation vai ao mercado e encomenda 120 aviões à Airbus e Boeing
Norfin investe na construção de hotel cinco estrelas no Palmares Ocean Living & Golf
Quinta do Castelo acolhe a Grande Festa Nacional do Enoturismo
Publituris estabelece parceria com a HOSCO para dinamizar emprego no setor do turismo e hotelaria
Silvia Mosquera, Chief Commercial & Revenue Officer (CCRO) da TAP, admitiu estar “otimista” quanto à aprovação do plano de reestruturação da companhia por parte da Comissão Europeia até ao final do presente ano.
Durante o 46.º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), a decorrer em Aveiro até 3 de dezembro, a responsável da TAP disse que tal decisão poderá ser mesmo encarada como uma “prenda de Natal” por parte de Bruxelas, salientando que o trabalho está a ser feito como se o plano já tivesse aprovado.
No que diz respeito à estratégia comercial da companhia nacional Mosquera revelou que a TAP lançou, a 1 de dezembro, um novo programa de flexibilidade que permite ao cliente alterar o voo sem custos, destacando a importância da “flexibilidade” nos tempos atuais.
Este novo programa estará em vigor até 28 de fevereiro do próximo ano e dá ao cliente a possibilidade de “alterar a data e destino gratuitamente”, esclarecendo, contudo, que, caso existam, “as diferenças tarifárias serão aplicadas”.
Quanto à procura, a CCRO da TAP revelou que, desde setembro, que se registou uma “maior procura”, destacando os mercados do Brasil e dos EUA, apontando para uma recuperação na ordem dos 60% para o ano de 2022.
Admitindo que a companhia “tem de melhorar as vendas, a experiência do cliente e ao mesmo tempo reduzir custos”, Mosquera reconheceu que o serviço de cal center “não está a prestar um bom serviço”, uma vez que o volume de chamadas foi “inesperado”, assinalando que o digital cresceu por causa da pandemia.
No que diz respeito à nova variante da COVID-19 – Ómicron – a CCRO da TAP reconheceu que teve impacto na companhia, com a suspensão dos voos com Marrocos e Moçambique, referindo que a segurança dos passageiros é sempre a prioridade”.
Quanto ao trabalho com as agências de viagens, Silvia Mosquera admitiu que são o canal “mais importante e chave para a TAP”, reconhecendo, contudo, que “não vamos estar sempre de acordo, mas vamos trabalhar juntos”.
“Foram, são e continuarão a ser [as agências de viagens] importantes para a TAP”, concluiu a executiva da TAP.