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Conversas à Mesa | Pedro Gordon

Pedro Gordon, director-geral do Grupo GEA em Portugal e na América Latina, foi o convidado do Conversas à Mesa que decorreu no Atlântico Bar & Restaurante, no Estoril.

Carina Monteiro
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Conversas à Mesa | Pedro Gordon

Pedro Gordon, director-geral do Grupo GEA em Portugal e na América Latina, foi o convidado do Conversas à Mesa que decorreu no Atlântico Bar & Restaurante, no Estoril.

Carina Monteiro

Pedro Gordon chegou de mota ao Intercontinental Estoril, para almoçarmos no restaurante Atlântico, onde desfrutámos de uma refeição com vista para o mar, na região que elegeu para viver, Cascais.
Apesar da família ser das Astúrias, Pedro Gordon nasceu em Madrid. Há 14 anos trocou Espanha por Portugal e hoje em dia está completamente adaptado ao País. Aliás, está naquela fase em que ainda estranha algumas coisas em Portugal, mas quando está em Espanha, acontece-lhe o mesmo.
O director-geral do Grupo GEA em Portugal e na América Latina viveu e estudou em Madrid. Primeiro num colégio privado católico, depois no ensino público, até entrar na Universidade Complutense de Madrid, para estudar Ciências Políticas.
Mas Pedro Gordon tinha ainda outra ocupação. Seguindo as pisadas dos irmãos, desde os 15 anos era praticante de esgrima, chegou a ser profissional e só deixou a modalidade com 28 anos. “Recebia um ordenado mensal da Federação Espanhola de Esgrima para dar aulas aos que estavam a começar e para treinar, uma vez que fazia parte da Selecção Nacional”. Chegava a treinar quatro horas por dia e os fins-de-semana estavam reservados para as competições. Foi numa dessas competições que veio, pela primeira vez, a Lisboa, tinha 18 anos na altura. “O nível do desporto em Espanha na altura não é comparável com agora, agora até temos um campeão mundial de Esgrima. A nível nacional era bom, mas a competição com os estrangeiros era dura, sobretudo com os países de leste, que tinham um nível elevado. Se estivéssemos a falar de futebol, era como comparar a Alemanha com os Camarões”, conta.
Estudou Ciências Políticas, porque queria ser diplomata. “Julguei que ia ser divertido, viajar e viver num país estrangeiro, tinha alguns amigos que tinham estudado para serem diplomatas”. As saídas profissionais do curso eram limitadas, a grande maioria dos colegas acabou em Bruxelas ou Estrasburgo, já que a entrada de Espanha na União Europeia aconteceu pouco tempo depois de terminado o curso.
Quando terminou os estudos, uma amiga que tinha estudado Turismo apresentou-lhe a empresa Panavision Tours, onde começou a trabalhar como guia de circuitos pela Europa. Tinha 23 anos. “A minha vida era a esgrima no Inverno e depois trabalhava como guia no resto do ano”. Gostou da experiência e ao fim de três anos foi estudar Turismo. “Quando se é muito jovem, o trabalho de guia é interessante, porque aprende-se muito sobre a psicologia humana, somos obrigados a aprender sobre liderança. Temos de saber como dar a volta às situações para que tudo corra bem. Além disso, permite-nos conhecer diversos países”, lembra.
Entretanto, saiu da Panavision Tours para outro operador, a Politours. Aí, trabalhava de Outubro a Junho em Madrid e, de Junho a Outubro, ia para Dubrovnik (na altura, na Jugoslávia), onde o operador tinha uma operação charter muito forte. Pedro Gordon coordenava a operação de incoming da Politours em Dubrovnik, durante o Verão.
Em 1991, já casado e com uma filha, saiu da Politours. Nesse ano, fez um MBA no Instituto de Empresa de Madrid. Ao mesmo tempo que se candidatava a alguns empregos. Foi assim que surgiu a oportunidade de integrar a SNCF – Société Nationale des Chemins de Fer Français, com escritório em Madrid. “Trabalhar com franceses é diferente, porque planeiam tudo muito mais que os espanhóis e exigem um controlo de números elevadíssimo. Dedicava 30% do meu tempo a fazer relatórios sobre a gestão, era uma empresa pública e tínhamos 190 mil empregados”. Permaneceu na empresa durante seis anos, primeiro como chefe de vendas e depois como director comercial. Quando saiu tinha 39 anos.
Voltou para a Politours, que tinha o projecto de abrir escritório em Portugal. Foi então que, em 1997, ficou responsável pela abertura em Portugal da Politours. “Lembro-me que o que me chamou a atenção foi o peso dos destinos de praia nos operadores, foi a principal diferença que notei”, afirma. “A Politours não era um operador com destino praia, mas sim circuitos e grandes viagens. Por isso, era um operador que estava limitado em termos de destinos em Portugal. Destinos que em Espanha tinham um grande peso, em Portugal eram destinos de nicho. Por exemplo, naquela altura havia charters para Marrocos, mas eram todos para a Agadir, nós lançámos para Marraquexe”.
Ao fim de seis anos, em 2003, Pedro Gordon teve a oportunidade de conhecer o seu actual sócio, que tinha criado há dez anos a Grupo GEA em Espanha. “Queria abrir em Portugal e propôs-me, porque já conhecia o mercado, fazer um a sociedade conjunta para implementar o grupo GEA em Portugal. Achei muito interessante”.
O mercado “aceitou muito bem” a GEA. “Acabámos o primeiro ano, em 2003, com mais de 50 agências. Nessa altura, final de 2002 e início de 2003,  Pedro Gordon já vivia em Portugal.
“A GEA foi crescendo e consolidando-se até que, em 2008, abrimos na Argentina. A Argentina é uma extensão da GEA Portugal. Todas as empresas têm uma predisposição natural para a expansão, quando Espanha já era um mercado maduro, decidiu-se vir para Portugal, com a consolidação de Portugal, a expansão natural seria a América Latina. O Brasil não tinha condições objectivas para um grupo de gestão, pelo contrário, a Argentina tinha. Oito anos depois, estamos muito bem, com 410 empresas, 460 balcões e 16 pessoas. A GEA Argentina é um grupo super consolidado, com uma imagem excelente. E agora estamos em processo de abertura no Peru, será a GEA Argentina que vai abrir no Peru.
Um dos marcos mais importantes na vida da GEA Portugal “foi o momento em que o grupo ficou consolidado como o maior grupo de pequenas e médias agências, o que aconteceu mais ou menos em 2008. Felizmente temos mantido essa posição até aos dias de hoje”. Entre o Grupo GEA e a Travel GEA, actualmente, a empresa conta com 11 colaboradores em Portugal.
Para Pedro Gordon, as agências “têm muita vida pela frente, mas têm de se reinventar continuamente”, algo que é transversal a outras empresas. “Não são só as agências, são as companhias de comunicação, as petrolíferas, os hotéis, os supermercados, etc”. “Neste momento, penso que o grupo GEA tem bastante futuro se conseguirmos ser fortes em dois pilares: ferramentas tecnológicas que permitam às agências serem fortes e competitivas em preço e eficiência; e o segundo pilar é a formação. A formação pode parecer utópica, mas não é, é a realidade, só com um profissionalismo muito elevado, as agências poderão sobreviver”, conclui.

Vida Pessoal

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Pedro Gordon tem um filho e uma filha, com 26 e 31 anos, respectivamente, do primeiro casamento. Voltou a casar em Portugal e tem dois enteados. Gosta de viver em Portugal, onde encontra “uma boa qualidade de vida”.
Música, leitura, viagens e desporto são os seus principais hobbies. “Tenho sorte, porque gosto de desfrutar das coisas, desfruto de qualquer coisa boa”, reconhece. É apaixonado pela cultura das cidades e dos povos. Procura viajar duas vezes por ano em lazer. Dubrovinik é o seu local de eleição. “Não conheço nenhum sítio mais bonito que Dubrovnik. Seja a cidade como os arredores, nunca vi nada tão bonito, a cultura”. A última vez que esteve neste destino foi no Verão do ano passado com a família.
É viciado em discos de vinil e até tem uma colecção. “Adora o som do vinil. Já praticamente não oiço Cd’s, só vinis”. Quanto ao desporto, ultimamente tem feito cerca de 30 quilómetros de bicicleta, duas vezes por semana. Abandonou a esgrima, porque não concebe a modalidade como um hobbie, “é quase uma profissão”. “A esgrima trouxe-me um espírito competitivo. Aqui somos só nós, os sucessos são nossos, os fracassos são nossos. Não podemos agir só pensando em nós, temos de agir em função do outro. Ensina-nos que na vida não estamos sozinhos, somos o que somos em função da pessoa que temos em frente, sozinhos não existimos. As acções são fruto da interacção entre nós e o que está à nossa frente. A vida é um resultado da interacção entre nós e a pessoa com a qual estamos a agir num determinado momento”.
Viaja muito em trabalho e não tem rotinas, mas não está cansado, diz-se um privilegiado, porque gosta do que faz e a nível económico tem o que é preciso para viver confortavelmente, “não gostaria de ser milionário”.
No futuro, quando estiver reformado, imagina-se a alternar a vivência em Portugal com Madrid: oito meses em Portugal, três meses na Serra de Madrid onde estão os amigos de infância e um mês a viajar pelo mundo.
Na vida profissional aprecia a honestidade, a fidelidade e a eficiência das pessoas. “As pessoas têm de ser responsáveis por si próprias. A mim o que me interessa é que o trabalho esteja bem feito. Não gosto de pessoas que ficam a trabalhar até tarde, acho que é uma falta de respeito pela sua família. As pessoas devem chegar o mais cedo possível a sua casa para dedicar tempo à sua família e, se não são capazes de chegar, é porque algo está a falhar. Quero que os meus trabalhadores sejam felizes, que estejam motivados, que pensem que trabalham na melhor empresa do mundo, e para isso, têm que ser felizes e ter tempo para desfrutar da sua vida”.
Tem um lema de vida: ‘Vive e deixa viver’. “Não tenho Facebook, porque não me interessa saber da vida dos outros, as pessoas que me interessam, preocupo-me em saber deles, e o contrário também. Detesto o protagonismo, não gosto de exposição. Não gostaria de ser importante, o meu ego alimenta-se com outras coisas diferentes de querer ser importante ou querer ter muito dinheiro, alimenta-se de ter uma vida feliz, bons amigos, uma família de quem eu goste e goste de mim, e fazer o que gosto”.¶

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Restaurante Atlântico Bar & Restaurante
O Atlântico Bar & Restaurante, integrado no espaço adjacente ao hotel é um espaço amplo, com 50 lugares na sala interior e 52 no terraço. O restaurante contempla um design actual e sofisticado, com elegantes apontamentos em tons de azul, que reflectem a proximidade com o Oceano Atlântico. Aqui poderá desfrutar das melhores iguarias e sabores da gastronomia confeccionada com o pescado mais fresco capturado nas águas do Oceano Atlântico. Todos os pratos são elaborados pelo Chef Executivo Jorge Fernandes. Para uma refeição mais descontraída, o bar do restaurante, propõe vários menus de tapas de peixe e de marisco, tapas rústicas e harmonizações com champanhe. Conta ainda com um menu executivo O restaurante está aberto de segunda a domingo, das 12H30 às 00H00.

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Aviação

Estado de São Paulo vai ganhar novo aeroporto internacional

O novo aeroporto internacional vai custar 500 milhões de reais, será construído na cidade de Olímpia (estado de São Paulo – Brasil), e promete impulsionar o turismo e transformar a economia da região. A previsão é que as obras tenham início no primeiro semestre de 2025.

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O estado de São Paulo está prestes a ganhar um novo aeroporto internacional, que promete revolucionar o turismo e a economia do interior paulista.

Com um investimento inicial de 500 milhões de reais, o Aeroporto Internacional do Norte Paulista será construído em Olímpia (SP), um dos principais destinos turísticos do estado, localizado a cerca de 450 km de São Paulo, uma viagem de pouco mais de 5 horas de carro.

A nova infraestrutura será instalada numa de 200 hectares, a aproximadamente 20 km do centro de Olímpia, garantindo fácil acesso através de rodovias estratégicas.

A localização foi escolhida para otimizar a conectividade aérea da região, facilitando a chegada de turistas e impulsionando o desenvolvimento económico.

A expectativa é que o aeroporto, que será gerido pela Infraero, eleve Olímpia a um novo patamar como destino turístico, facilitando a chegada de voos comerciais e possivelmente de companhias internacionais. Atualmente, recebe cerca de 4 milhões de turistas por ano, número que deve aumentar para 5 milhões até o final de 2025.

O município já se destaca no setor de turismo, contando com 54 operadoras de turismo e mais de 80 unidades de alojamento, totalizando 34 mil camas disponíveis.

A construção do Aeroporto Internacional do Norte Paulista será financiada através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), garantindo os recursos necessários para a implantação da infraestrutura. O investimento inicial é de 500 milhões reais, valor que pode ser ampliado conforme o andamento das obras e a necessidade de melhorias estruturais.

Segundo a autarquia de Olímpia, a expectativa é iniciar as obras do Aeroporto Internacional de Olímpia ainda no primeiro semestre de 2025. Se tudo der certo e não houver nenhum atraso, a inauguração será no ano seguinte, no primeiro semestre de 2026.

O terminal terá uma área de 2 milhões de metros quadrados. Com uma pista de 2.100 metros de extensão por 45 metros de largura, o aeroporto deve atender cerca de 1 milhão de passageiros por ano, podendo receber aviões de grande porte, com um pátio de aeronaves de 200 metros para estacionar, simultaneamente, até seis aviões tipo Boeing ou Airbus.

 

 

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Alojamento

Páscoa deverá acelerar recrutamento na hotelaria de acordo com a Eurofirms

O recrutamento no setor registou um aumento superior a 10% entre janeiro e fevereiro de 2025, de acordo com a Eurofirms, uma tendência ascendente “em linha com os dados do ano passado”. Por essa altura, cidades como Porto, Braga e Lisboa lideraram o crescimento na procura por mão-de-obra entre fevereiro e março, coincidindo com a época pascal.

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De acordo com uma análise da Eurofirms – People First aos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o recrutamento para o turismo e a hotelaria já entrou em linha ascendente, num ano em que se prevê um crescimento de 4% das pernoitas turísticas em Portugal, face às 80 milhões registadas em 2024.

Entre 14 e 20 de abril, a taxa de ocupação hoteleira poderá atingir os 82% em alguns municípios, como é o caso da região Norte, no Porto e em Braga; na Grande Lisboa, nomeadamente em Lisboa e Setúbal; no Algarve, em Faro; e na Madeira, no Funchal e em Santa Cruz.

“Procurando responder ao fluxo de 32 milhões de turistas – mais dois milhões do que em 2024 – que deverão passar por Portugal este ano, os setores da hotelaria e turismo lideram o aumento do número de contratações durante este período”, refere a Eurofirms em nota de imprensa.

A publicação de vagas para os serviços de limpeza e restauração, as funções de camareiro, cozinheiro e ajudante de cozinha ocupam o pódio. Destaque ainda para os perfis de atendimento ao público, nomeadamente rececionistas.

O recrutamento no setor registou um aumento superior a 10% entre janeiro e fevereiro de 2025, de acordo com a Eurofirms, uma tendência ascendente “em linha com os dados do ano passado”. Por essa altura, cidades como o Porto (+43%), Braga (+42%) e Lisboa (+23%) lideraram o crescimento na procura por mão-de-obra entre fevereiro e março, coincidindo com a época pascal.

Aumento de contratações nos transportes e logística acompanha crescimento na hotelaria

O setor dos transportes e logística tem registado uma tendência de crescimento no período que antecede o arranque da época alta e durante a Páscoa. É esperado este ano, dependendo da região e do seu atrativo turístico, um crescimento entre 10% e 15% nas contratações durante a Páscoa, acompanhando a maior movimentação de passageiros e mercadorias.

Os perfis mais procurados incluem operadores de armazém, operadores logísticos e técnicos de compras, para garantir a eficiência dos processos e operações. Em 2024, o setor da Logística e Transportes registou um aumento expressivo de contratações nas mesmas regiões onde a hotelaria mais cresceu, com destaque para Porto (+29%), Lisboa (+23%) e Braga (+18%).

João Lourenço, Business Leader da Eurofirms em Portugal destaca “a importância da adaptação das empresas para garantir uma resposta ágil à elevada procura, assegurando a qualidade dos serviços prestados durante a época alta”. O responsável alerta, ainda, para a necessidade de valorizar os candidatos e as suas competências, “num contexto socioeconómico em que a contratação de mão de obra sazonal apresenta desafios significativos”.

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Transportes

KLM celebra 85 anos em Portugal com oferta a crescer 23% este verão

A KLM acaba de assinalar os 85 anos de operação em Portugal, enquanto anuncia que a sua operação no nosso país vai crescer 23% este verão face ao período homólogo. Este incremento acontece tanto na ligação entre o Porto e Amesterdão-Schiphol, que vai passar a incluir até quatro voos diários (em ambos os sentidos), como entre Lisboa e o hub da companhia nos Países Baixos. Sublinha-se ainda a introdução do novo A321neo nas rotas portuguesas.

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“É com orgulho que celebramos os 85 anos de presença continuada em Portugal e que inclui, por exemplo, o nosso papel muito ativo na inauguração do aeroporto de Lisboa (Portela) em 1942, com a realização do voo inaugural de um dos primeiros DC-3 da KLM”, lembrou Laurent Perrier, diretor-geral da Air France-KLM para Portugal e Espanha.

O responsável destaca ainda a aproximação entre os mercados neerlandês e português que não tem parado de crescer desde então. Atualmente,disse, “a companhia propõe diversos voos diários de Lisboa e do Porto para Amesterdão e, juntamente com a sua parceira Air France, oferece uma rede de voos e conectividade para mais de 320 destinos em todo o mundo através dos respetivos hubs em Paris-CDG e Amesterdão-Schiphol”.

A oferta da KLM em Portugal vai crescer 23% este verão face a período homólogo. Este aumento acontece tanto na ligação entre o Porto e Amesterdão-Schiphol, que vai passar a incluir até 4 voos diários (em ambos os sentidos), como entre Lisboa e o hub da companhia nos Países Baixos. Sublinha-se ainda a introdução do novo A321neo nas rotas portuguesas da companhia neerlandesa, um avião de última geração que permite uma redução de 15% nas emissões de CO2 por passageiro-quilómetro e de 50% no ruído.

Esta oferta é complementada pela da sua parceira Air France, que mantém os serviços de Lisboa e do Porto para o hub em Paris-Charles de Gaulle (CDG) e, à semelhança do verão passado, retoma o serviço Faro – Paris-CDG a 7 de junho próximo.

O grupo continua também a oferecer voos diretos em codeshare com o seu parceiro da joint venture transatântica, a Delta Air Lines, a partir de Lisboa para Nova Iorque-JFK e Boston.

Tudo começou a 2 de abril de 1940

A KLM voa para Portugal desde 2 de Abril de 1940, quando foi inaugurada a rota Amesterdão–Porto–Lisboa–Amesterdão, um marco relevante nas relações comerciais e culturais entre os dois países num período particularmente difícil na Europa.

Este primeiro voo foi efetuado num DC-2, o percursor do célebre Dakota da Douglas, e durou 8 horas entre Amesterdão e Espinho, onde fez escala antes de aterrar na Granja do Marquês (Aeródromo de Sintra).

Foi igualmente um DC-3 da KLM o primeiro avião a abrir o tráfego no Aeroporto da Portela, em Lisboa, a 15 de Outubro de 1942 – quando a frota da KLM operava a rota Bristol-Lisboa-Bristol, a única ligação aérea com Inglaterra na época.

Ao longo da sua história de mais de 105 anos, a KLM destaca o seu espírito empreendedor e a procura de inovação que desempenharam um papel pioneiro na indústria da aviação. Nomeadamente, a KLM selecionou o voo KL1713 entre o Porto e Amesterdão-Schiphol, operado a 7 de maio de 2022, para representar a companhia na edição inaugural do ‘Aviation Challenge’. Este desafio foi iniciado pela SkyTeam e desafia as companhias aéreas a conduzirem as suas operações da forma mais eficiente e com o menor impacto ambiental possível.

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CEAV Protour 2025 no Porto acentua relacionamento com a APAVT

Cerca de 100 agências de viagens no norte de Portugal reuniram com 35 expositores, desde seguradoras e redes hoteleiras até companhias aéreas e empresas de cruzeiros, além de destinos espanhóis e internacionais, no âmbito do CEAV Protour 2025, que acaba de fazer a sua estreia no Porto. Esta oportunidade permitiu-lhes criar contactos e promover novas oportunidades de negócio entre os dois países.

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A Confederação Espanhola de Agências de Viagens (CEAV), com a colaboração da APAVT – Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, reuniu cerca de 140 profissionais do turismo num workshop realizado esta quinta-feira no Porto.

Este evento, que visita Portugal pela terceira vez, mas pela primeira vez a cidade do Porto, é a sexta etapa do CEAV Profesional Tour 2025, uma iniciativa de workshops presenciais em Espanha e Portugal com agências de viagens, destinos e empresas do setor. O CEAV Protour percorreu já Valência e Múrcia e Vigo, devendo passar ainda, este ano, por Valladolid, Gran Canaria, Tenerife, Sevilha e Málaga.

Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, que participou do evento, realçou que ambas as entidades trabalham “como irmãs” com o objetivo comum de “fortalecer o setor do turismo na Península Ibérica”.

Já Carlos Garrido, presidente do CEAV, destacou que este é o único workshop do tour que se realiza fora de Espanha, para realçar a ajuda prestada pela APAVT. “Trabalhando em conjunto, as associações podem trocar boas práticas, promover o turismo nos dois países e enfrentar desafios comuns, como a digitalização, a sustentabilidade e a conectividade”, realçou.

No workshop do Porto, foi destacado Marrocos, que continua a ser o destino do ano com o CEAV, e a incorporação da Alemanha e da Andaluzia como destinos Premium europeu e nacional. Da mesma forma, a Air Canada anunciou o lançamento, a partir de 5 de junho, de uma nova rota entre o Porto e Montreal. Os voos desta nova rota sazonal de verão funcionarão três vezes por semana, com partida do Porto todas as terças, quintas e domingos à tarde, e chegada ao Quebec em pouco mais de sete horas.  No regresso, os voos partirão de Montreal todas as segundas, quartas e sábados à noite, chegando ao Porto na manhã seguinte.

A Rota dos Vinhos das Rías Baixas também viajou até ao Porto, onde as adegas Mar de Frades, Gil Armada, Martín Códax, Pazo de Rubianes e Vionta puderam conhecer fornecedores turísticos e agências de viagens portuguesas a quem apresentaram os seus produtos e serviços de enoturismo como parceiros da rota dos vinhos.

Outra novidade do roadshow deste ano é a incorporação de inteligência artificial através de vídeos imersivos inovadores. Esta experiência permite que os participantes se sintam como se estivessem num aeroporto, preparando-se para embarcar num voo. Com esta tecnologia de ponta, o objetivo é oferecer uma simulação realista que conecte os participantes ao mundo do turismo de uma forma completamente nova.

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Euroairlines assina acordo de interline com Azores Airlines

Para a distribuição global das suas rotas, a companhia aérea espanhola Euroairlines acaba de celebrar um acordo de emissão de bilhetes interline com a Azores Airlines.

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Ao abrigo deste acordo, a Azores Airlines, que voa para 25 destinos nacionais e internacionais, terá acesso ao ecossistema de agências de viagens, OTA, agregadores e consolidadores em mais de 60 países onde a Euroairlines está presente, através da placa IATA Q4-291 da Euroairlines.

Refira-se que, atualmente, a Azores Airlines conecta o arquipélago dos Açores a oito países da África, Europa e América do Norte. Especificamente, a companhia aérea voa para cidades como Milão, Paris, Nova Iorque, Boston e Toronto, entre outras, com uma frota que inclui aviões Airbus A320ceo, A320neo, Airbus A321neo e Airbus A321LR, equipados com assentos de classe executiva e económica.

“A Azores Airlines consolidou-se como uma companhia aérea de referência na região do Atlântico Norte, e a Euroairlines fornecerá canais adicionais de distribuição para reforçar ainda mais esse posicionamento”, afirma Antonio López-Lázaro, CEO do Grupo Euroairlines.

Já Sandro Raposo, Chief Commercial Officer do Grupo SATA, sublinha que esta aliança reforçada com a Euroairlines ampliará as capacidades de distribuição da Azores Airlines, “permitindo-nos aceder a mercados e clientes que antes eram inalcançáveis”, para avançar que “prevemos que essa maior visibilidade da oferta da nossa companhia aérea, que inclui voos diretos das principais cidades europeias para os Açores e conexões convenientes para a América do Norte, impulsionará um crescimento maior no número de passageiros”.

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Meeting Industry

28ª edição da Intur de 13 a 16 de novembro em Valladolid

A Feira Internacional de Turismo de Interior (Intur) regressa a Valladolid na sua 28ª edição, de 13 a 16 de novembro, e terá Leiria como destino convidado.

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A 28ª edição da Intur abrirá as portas no dia 13 de novembro de 2025, com a celebração de Intur Negócios, uma jornada de trabalho dirigida aos profissionais dos diferentes segmentos de atividade que compõem o turismo de interior.

Agências de viagens, alojamento, empresas de transporte, destinos, locais de eventos e serviços para a indústria turística são alguns dos perfis que participam na Intur Negócios.

O núcleo em torno do qual se estruturam os conteúdos desta primeira jornada é o mercado contratante, onde no ano passado se realizaram 12.600 encontros entre a oferta e a procura, representados por profissionais de países como a Alemanha, Bélgica, China, Canadá, Itália, Estados Unidos, Polónia, Portugal e a cidade de Hong Kong.

A Intur Negócios oferece ainda uma área de exposição comercial e um programa de palestras formativas que abordam temas relacionados com o desenvolvimento e os desafios do turismo de interior.

De sexta-feira, 14, a domingo, 16 de novembro, a Intur Viajeros reunirá centenas de destinos com propostas de natureza, cultura e gastronomia e vinhos, três referências que dão uma ideia geral do turismo de interior, para além de áreas como o turismo religioso, industrial, de aventura, musical, literário ou desportivo.

A importante participação portuguesa na Intur será reforçada este ano com a escolha de Leiria como destino convidado, onde o viajante encontrará propostas culturais, arquitetónicas, gastronómicas, desportivas, académicas e musicais, não sendo em vão que é reconhecida pela Unesco como Cidade Criativa da Música.

 

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Transportes

Majestic Princess apresenta-se com novos e renovados espaços

Após duas semanas em doca seca em Palermo, Itália, o Majestic Princess apresenta-se com novos espaços, áreas renovadas e elegantes melhorias, pronto para a sua temporada de 2025 no Mediterrâneo.

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O renovado Majestic Princess oferece aos passageiros uma experiência gastronómica excecional. Entre as novidades destacadas encontram-se o popular O’Malley’s Irish Pub, Sabatini’s Italian Trattoria, Alfredo’s Slice, Salty Dog Café, Ocean Terrace Sushi Bar, Bellini’s, novas lojas e mais entretenimento.

Com capacidade para 3.560 passageiros e um peso de 143.700 toneladas, o Majestic Princess oferece férias premium com a premiada experiência Princess MedallionClass, que garante um serviço e uma personalização excecionais. Além disso, as reservas podem usufruir de pacotes exclusivos como o Princess Plus e o Princess Premier, que incluem Wi-Fi, bebidas, gelados premium, aulas de fitness, gratificações para a tripulação e muito mais, com uma poupança de até 65% em comparação com a compra desses serviços separadamente.

Refira-se que, após a temporada de cruzeiros pelo Mediterrâneo de abril a julho, o Majestic Princess rumará para o Canadá e Nova Inglaterra em agosto e setembro, antes de viajar para as Caraíbas de outubro a dezembro para encerrar o ano.

 

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Enoturismo

Wine Workshop Experience tem 1ª edição dia 16 de abril no Palácio Chiado

O Palácio Chiado, em Lisbia, acrescenta um novo capítulo à sua longa história: no dia 16 de abril, lança a primeira edição do Wine Workshop Experience, um ciclo exclusivo de workshops temáticos sobre enologia, com sessões previstas para abril, junho e outubro, que têm como objetivo proporcionar uma experiência imersiva no universo dos vinhos portugueses.

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Com o tema “Vinhos de Influência Atlântica”, este workshop será realizado em parceria com os Vinhos Infinitude da Quinta da Azenha (Sintra) e a cooperativa Ilha do Pico Coop, a maior e mais antiga produtora de vinhos nos Açores. O objetivo é oferecer aos participantes uma viagem sensorial pelas melhores castas de vinhos e evidenciar a influência do oceano Atlântico nos seus aromas e sabores.

Os especialistas convidados para esta sessão serão Paulo Antunes, Brand Manager dos Vinhos Infinitude (Sintra), e Luis Mota Veiga, Brand Manager dos Vinhos da Pico Wines (Açores), que irão guiar os participantes na descoberta das especificidades destas duas regiões vinícolas de forte influência atlântica, ao mesmo tempo que partilham histórias e curiosidades sobre o perfil de cada um dos vinhos presentes.

Durante a sessão, a decorrer no bar Sabinas (1º piso), serão apresentados e degustados seis vinhos (três de cada região), acompanhados de uma surpresa especial para todos os participantes.

Num tom informal e com início pelas 17h00, o workshop terá a duração de cerca de duas horas e está limitado a um máximo de 20 participantes, com um mínimo obrigatório de 10 inscritos.

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Destinos

Governo de Cabo Verde de olhos postos no desenvolvimento turístico de Santo Antão

Em declarações à Inforpress, após a sua primeira visita a Santo Antão desde que assumiu o cargo, o ministro realçou o “grande potencial” da ilha como destino turístico, reforçando que […]

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Em declarações à Inforpress, após a sua primeira visita a Santo Antão desde que assumiu o cargo, o ministro realçou o “grande potencial” da ilha como destino turístico, reforçando que “estamos a criar um ambiente propício para que o turismo contribua para o desenvolvimento económico, social e ambiental de Santo Antão. O objetivo é garantir um turismo sustentável, que beneficie tanto os empresários locais quanto os habitantes da ilha”, afirmou.

O ministro observou que Santo Antão é o destino “mais atrativo e impressionante” para o turismo de caminhadas em Cabo Verde, com potencial para impulsionar a economia local e aumentar os gastos dos turistas, tendo anunciado que, “o Governo, com o apoio financeiro do Banco Mundial, através do projeto Turismo Resiliente e Economia Azul, mas também do Fundo do Turismo, já começou a tomar medidas concretas que têm vindo a resultar na estruturação e em investimentos no segmento de mercado de caminhadas”.

O titular da área do turismo avançou que têm vindo a ser realizadas intervenções concretas em termos de turismo de caminhada e de requalificação das vilas rurais, sendo um exemplo a ser explorado a nível das outras vilas do país.

Para impulsionar ainda mais este segmento do turismo, José Luís Sá Nogueira revelou que uma equipa técnica especializada está, neste momento, a trabalhar no sentido de propor regulamentos, normas, planos de capacitação, modelos de governança das trilhas turísticas, plano de marketing e, sobretudo, identificar oportunidades de negócios com impacto positivo na geração de rendimentos para as comunidades locais, com vista a assegurar que o turismo de caminhada seja sustentável, tanto ambiental como economicamente e socialmente, válidos também para o turismo de montanha e de natureza.

Refira-se que, recentemente, a Câmara Municipal do Porto Novo anunciou a implementação de um projeto de reabilitação das trilhas turísticas e de construção de novos miradouros com o financiamento do Fundo do Turismo.

“Santo Antão tem uma característica extremamente importante, que é o facto de ter ao lado São Vicente, e as duas ilhas podem constituir um produto turístico por excelência. Portanto, vamos tirar vantagem disso e impulsionar o desenvolvimento de Santo Antão enquanto um destino turístico que queremos colocar no mapa da promoção turística”, exortou o ministro.

Mais de 300km de trilhas

Entretanto, o vice-presidente da Adventry Travel Trade Association (ATTA), Gustavo Timo, afirmou que Santo Antão tem potencial para alcançar novos patamares no turismo mundial, com a implementação do projeto de governança dos caminhos pedestres.

“Santo Antão já se destaca em Cabo Verde pelo conjunto de mais de 300 quilómetros de trilhas que já foram reconhecidas. O visual, a beleza cênica, o povo, a gastronomia, todo o conjunto que Santo Antão oferece é muito único, é muito autêntico e tem capacidade para atrair turistas de todo o mundo”, realçou o consultor internacional em declarações aos jornalistas locais.

“Vamos trabalhar na promoção da regulamentação e da portaria, na implementação de normas técnicas e no desenvolvimento de um modelo de governança, gestão e arrecadação para as trilhas e os caminhos vicinais”, destacou, para apontar que a ideia é que o sistema de trilhas, todo este património, que é um ativo de Santo Antão, se transforme num produto turístico que atraia mais turistas estrangeiros, trazendo recursos, gerando emprego e ativando negócios em torno deste segmento.

 

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Algarve dá a conhecer as linhas de financiamento e Programa Empresas Turismo 360º

O Turismo do Algarve vai levar a cabo duas sessões de esclarecimento sobre “Impulsionar o Turismo: Linhas de Financiamento e Programa Empresas Turismo 360º”, no próximo dia 9 de abril, às 10h30, no Museu de Portimão, e às 15h30, na Biblioteca Municipal de Tavira.

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Durante estas sessões serão apresentadas as principais linhas de financiamento atualmente disponíveis para o setor do turismo, bem como o Programa Empresas Turismo 360º, que visa promover a integração de boas práticas de sustentabilidade e inovação na gestão empresarial.

Estas sessões visam aproximar empresários e entidades responsáveis, promovendo um espaço de diálogo aberto para o esclarecimento de dúvidas, partilha de desafios e debate de oportunidades. Serão momentos-chave para quem pretende maximizar apoios disponíveis e reforçar a competitividade com base na sustentabilidade, refere a nota de imprensa.

Sessão em Portimão – inscreva-se AQUI

Sessão em Tavira – inscreva-se AQUI

 

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