Turismo de Portugal garante que “não vão faltar camas, seguramente” para a JMJ
Filipe Silva, administrador do Turismo de Portugal, foi um dos oradores do painel “Que Turismo amanhã? Quantos milhões de turistas em 2027? O low cost – um modelo de negócio incontornável?”, na IV Convenção Nacional da ARAC.

Inês de Matos
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Portugal disponibiliza atualmente perto de um milhão de camas para alojamento turístico, cerca de 63% em alojamento local, revelou sexta-feira, 31 de março, o administrador do Turismo de Portugal, Filipe Silva, garantindo que, mesmo com as alterações previstas para o alojamento local, “não vão faltar camas, seguramente” para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que decorre em Lisboa, entre 1 e 6 de agosto.
“Não vão faltar camas, seguramente. Obviamente que implica um trabalho atempado em termos de planeamento, mas não temos essa expectativa em termos de falta de camas”, afirmou o responsável, durante a sua intervenção no painel “Que Turismo amanhã? Quantos milhões de turistas em 2027? O low cost – um modelo de negócio incontornável?”, na IV Convenção Nacional da ARAC, que decorreu sexta-feira, 31 de março, no Montebelo Mosteiro de Alcobaça Historic Hotel.
Apesar de admitir que as alterações previstas para o alojamento local, no âmbito do pacote ‘Mais Habitação’, que foi quinta-feira, 30 de março, aprovado em Conselho de Ministros, se tratam de “questões sensíveis”, até porque o alojamento local tem um peso “bastante significativo” na oferta de camas turísticas nacional e um público “muito significativo em termos da procura por este tipo de alojamento”, Filipe Silva preferiu não se alongar sobre o assunto, afirmando apenas que estas questão estão a ser “discutidas em sede própria”.
O administrador do Turismo de Portugal revelou ainda que, segundo dados de há um mês, a JMJ, que se espera que possa trazer mais de um milhão de peregrinos a Lisboa, conta já com mais de 700 mil pré-inscrições, 70% das quais provenientes de mercados europeus, 20% da América Latina e América do Sul, e pouco mais de 5% de África.
“Este era, mais ou menos, o ponto de situação há um mês atrás e não há expectativa de falta de camas para as pessoas que vão participar na JMJ”, reafirmou Filipe Silva.
A JMJ será, de acordo com o administrador do Turismo de Portugal, importante para que Portugal continue a crescer a nível turístico, algo que deverá voltar a acontecer em 2023, como mostram, aliás, os dados já conhecidos de janeiro.
“Sem dúvida que temos espaço [para continuar a crescer] e a prova disso é que, nos resultados de janeiro, já começámos a crescer de forma bastante significativa, quer do ponto de vista dos passageiros que foram processados nos nossos aeroportos, mas também em termos de resultados turísticos”, afirmou.
Para isso, acrescentou Filipe Silva, é necessário, no entanto, um maior trabalho conjunto entre entidades públicas e privadas, assim como uma firme aposta na inovação, com vista à segmentação de produto e à criação de novas propostas de valor.
“Segmentar, mesmo em mercados que são considerados já perfeitamente consolidados, estamos a falar de Reino Unido, Espanha, França e Alemanha, que nos conhecem bastante bem e há margem para conseguir melhores resultados do ponto de vista de receitas com origem nesses mercados. Portanto, não estamos a falar obrigatoriamente de mais gente, de mais dormidas, mas estamos a falar de um acréscimo de receita média por turista com origem nesses mercados”, defendeu.
Recorde-se que a IV Convenção Nacional da ARAC decorreu sexta-feira, 31 de março, no Montebelo Mosteiro de Alcobaça Historic Hotel, dedicada ao tema “Mobilidade/ Sustentabilidade/Digitalização – Novos Desafios” e contou com a participação de cerca de 350 pessoas.