Meeting Industry

“A tecnologia [no setor do turismo] deve ser o facilitador e não a finalidade”

Presente em mais uma edição da BTL, o NEST leva à feira 30 startups que representam várias áreas de atuação e nas quais o Centro de Inovação do Turismo vê capacidades para participar no turismo. Roberto Antunes, diretor-executivo do NEST, admite que “a tecnologia [no setor do turismo] deve ser o facilitador e não a finalidade”.

Victor Jorge
Meeting Industry

“A tecnologia [no setor do turismo] deve ser o facilitador e não a finalidade”

Presente em mais uma edição da BTL, o NEST leva à feira 30 startups que representam várias áreas de atuação e nas quais o Centro de Inovação do Turismo vê capacidades para participar no turismo. Roberto Antunes, diretor-executivo do NEST, admite que “a tecnologia [no setor do turismo] deve ser o facilitador e não a finalidade”.

Victor Jorge
Sobre o autor
Victor Jorge
Artigos relacionados
Descobrir o Algarve através de 18 experiências de Turismo Industrial
Destinos
easyJet assinala 10.º aniversário de base no Porto com oferta de descontos
Aviação
ISCE reúne 34 parceiros na “Global Tourism TechEDU Conference 2025”
Emprego e Formação
AVK adquire Pixel Light e consolida liderança no setor audiovisual
Meeting Industry
Air France opera até 900 voos por dia para quase 190 destinos no verão 2025
Aviação
ARPTA com nova liderança
Destinos
Iberia reforça ligações a Roma, Paris e Viena
Transportes
Os 3 dias do RoadShow das Viagens do Publituris
Eventos Publituris
SATA lança campanha para famílias com tarifa gratuita para crianças
Aviação
Indústria do turismo dos EUA preocupada com queda nas viagens domésticas e internacionais
Destinos

A menos de um mês do arranque da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) 2023, o Publituris conversou com Roberto Antunes, diretor executivo do NEST – Centro de Inovação do Turismo, que salienta que o setor de turismo “sempre se destacou dos demais pelo uso e avanço de tecnologia”. Contudo, reconhece que “talvez muita da oferta precise de capitalizar sobre os predicados da digitalização”.

A tecnologia assumiu com a pandemia uma relevância extrema para o setor do turismo global, tendo-se verificado um aceleramento dos processos de digitalização. Em que estado estava o setor do turismo pré-pandemia e que evolução houve no que toca à tecnologia/digitalização no setor do turismo em Portugal?
O setor de turismo sempre se destacou dos demais pelo uso e avanço de tecnologia, nomeadamente, em dados e processos, que percorrem os sistemas de pesquisa, booking e aquisição de viagens e que concertam vários verticais, uma enorme complexidade que o turismo muito bem agiliza com base nas soluções tecnológicas.

Ademais o modo de funcionamento da indústria aeroportuária, transportes em geral, os sistemas de gestão de operações, a comunicação online, são práticas comuns e exemplos de como desde há tempos o setor é avançado na matéria.

O período da pandemia e o pós acaba por perpetuar uma necessidade de atender a novos níveis de serviço, garantia de saúde, segurança e sustentabilidade. E o turismo, sendo produto de emoções e sujeito às tendências dos consumidores, é permeável a estas mudanças, aliás, um dos primeiros a ser impactado e a ter de dar resposta. Este momento trouxe sim muitos novos requisitos e levou a uma evolução substancial. Suficiente? Talvez não, talvez muita da oferta precise de capitalizar sobre os predicados da digitalização. Mas respondeu e muito evoluiu.

A experiência deste “novo” turista passa também por esta maior experiência tecnológica/digital?
Não necessariamente. “Experiência digital” leva-me a entender que, por si, é algo desejado e não concordo. O novo turista almeja antes de mais, a condição de flexibilidade da sua vida pessoal e profissional, a conexão em tribos por temas de interesse, em responder à sustentabilidade e que as suas escolhas se repercutam em melhorias no ambiente e sociedade, em ter maior agilidade em criar os seus roteiros e poder alterar, em experiências imersivas na cultura em que se insere ainda que por curto prazo de tempo, em poder aprender algo. E aqui a tecnologia deve ser o facilitador e não a finalidade. Se me perguntar se os desejos e desafios de atender este “novo” turista levam-nos a um maior uso de tecnologias? Sim sem dúvida, as respostas digitais podem ajudar em todos estes aspetos.

O novo turista almeja antes de mais, a condição de flexibilidade da sua vida pessoal e profissional

De que forma pode, efetivamente, o setor do turismo melhorar a experiência do turista a nível tecnológico/digital?
Não necessariamente se deseja uma experiência tecnológica. Aliás, não é em si uma enorme motivação para viajar ou tema de lazer. Contudo, a experiência pode ser mais dinâmica e imersiva, permitir trabalhar vários sentidos em simultâneo, responder a interesses com informação, ser didático, tudo isto com base nas tecnologias de RA [Realidade Aumentada] / RV [Realidade Virtual]. Pode também conectar-se com a nossa existência em redes sociais e mundos chamados virtuais, mas que são reais pois impõem comportamentos que a nós se associam e onde até a transação acontece, como, por exemplo, os NFTs.

As experiências podem ter processos de mais simples, de pagamentos integrados, check ins e outs desmaterializados, marcações de visitas a museus, sabendo a audiência do espaço e sua disponibilidade, de plataformas de service que integram pontos de interesse com meios de transporte, onde se poupa tempo acima de tudo e mais sobra para fruir.

As tecnologias de domótica em alojamento podem ajudar a gerir os recursos energéticos. A inteligência artificial nos chats podem resolver muita coisa rapidamente. A robótica aplicada à restauração. As ciências de computação e dados que podem trazer inputs constantes para as tomadas de decisão e que muitas que podem ser automatizadas, deixando tempo para os gestores pensarem em como gerar maior satisfação, produtos mais valorizados e clientes fiéis. As respostas não acabam.

O Programa FIT 2.0 – Fostering Innovation in Tourism, do Turismo de Portugal visa desenvolver uma rede de incubadoras de empresas especialmente focadas no desenvolvimento de ideias e de modelos de negócio associados ao turismo. Que ideias já saíram deste programa para implementação no setor do turismo nacional?
O FIT visa dinamizar a rede nacional de incubadoras e aceleradoras desde 2016 e tanto quanto sei mobilizou em 18 ações ou programas anuais mais de 1.400 startups ou empreendedores até à data. Foram já implementados 75 pilotos. Muitas das ideias que por este processo passaram são hoje operações de negócio muito robustas como por exemplo da Hijiffy, Luggit, Infraspeak, Guestcentric, doinn, HomeIt, Xplora, TryPortugal, XLR8 entre muitas outras.

Num recente artigo sobre tecnologia publicado no jornal Publituris, um dos entrevistados referia que “o grande desafio para os próximos anos passa pela criação de valor através da facilitação da experiência de compra nas viagens, quando comparada com a mesma experiência que o consumidor sente ao comprar online um par de sapatos, uma peça de roupa ou uma refeição”. O caminho passa por esta descomplicação de processos para o turista?
O envolvimento na compra de uma viagem ou experiência de turismo é infinitamente maior que a compra de sapatos. A expectativa que reside numa viagem é enorme, é o momento de recompensa, de extravasão, de novas amizades, de energia para outras coisas da vida. O tempo de pesquisa, as questões que se levantam, são muitas mais do que um tamanho de roupa pode responder e de como me fica.

Já estive num momento a correr em plena Serra da Estrela e a ouvir Spotify e fui impactado no momento certo por uma mensagem do nosso turismo

Contudo, esta jornada, desde o considerar a possibilidade, a compra, a visita e depois o pós-visita, precisa de ser nutrido e facilitado na medida em que responde com assertividade às preocupações de segurança, conforto, interesse entre outros. É um processo que tem de estar em constante melhoria e explorar, se possível, o que o turista quer e ou precisa, antes mesmo que este se dê conta.

O marketing digital é, igualmente, apontado como essencial para a promoção internacional do destino Portugal. Que atividades devem ser tidas em conta neste aspeto?
Sou expectador do trabalho do Turismo de Portugal nesta matéria. Um trabalho cheio de insight, dados, escolha de meios muito atuais e eficazes, se considerarmos o sucesso que o turismo tem. Trabalham como poucos o marketing digital e omnichannel, com mensagens adequadas a várias audiências. Já estive num momento a correr em plena Serra da Estrela e a ouvir Spotify e fui impactado no momento certo por uma mensagem do nosso turismo. Todos ouvimos falar do momento do Times Square no final do ano, faz-se aqui do melhor nesta matéria, no mundo.

A tecnologia fará com que tenhamos um turismo cada vez mais contactless?
Penso que sim. Mais contactless, mais imersivo e que valoriza o fator humano.

Estes avanços tecnológicos/digitais poderão criar uma sensação de desumanização do e no turismo?
Deixámos de ir ao banco para transferir dinheiro, mas porque nessa questão em particular, a interação humana é pouco relevante. Neste caso, o que preciso é cumprir um compromisso ou obrigação que é pagar algo a alguém. Não somos reféns nem da tecnologia nem do futuro. Eu não vou querer estar a almoçar em Sesimbra e pedir um prato de peixe a um robot. O turismo ainda é especial pelas pessoas que conhecemos, os sentidos que se apuram e estimulam, as memórias que se criam. Acho que não vai mudar.

O NEST estará presente na BTL 2023. Que importância tem esta presença e que iniciativas irão apresentar durante os dias do evento?
Estaremos mais um ano na BTL, com cerca de 30 startups, por nós selecionadas e em conjunto com Turismo de Portugal e Portugal Ventures. Representam várias áreas de atuação em matéria empresarial e revemos no seu produto e equipas a capacidade para participar no turismo. Queremos muito que o setor as conheça.

O turismo ainda é especial pelas pessoas que conhecemos, os sentidos que se apuram e estimulam, as memórias que se criam

A implementação destas soluções tecnológicas faz-se muito à base de startups que querem ver as suas inovações “descobertas” e implementadas no mercado?
Também. É em adição às empresas tecnológicas, ou seja, grandes empresas com ofertas muito robustas e referências de mercado. As startups acabam por dar entrada com muitas soluções especificas e pensadas para nichos concretos. Algumas vingam e outras (poucas) ganham escala e algumas vezes viram então grandes empresas. Alguns, unicórnios.

Finalmente, Portugal está bem encaminhado para ser um destino digital?
Claro que está! Temos talento, ecossistema e muitas soluções que de Portugal se gerem ou até produzem para o resto do mundo. Mas podemos e devemos mais. Uma cultura de gestão mais profissional levará à digitalização como resposta a propósito, a crescimento e lucratividade. Será inevitável.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Artigos relacionados
Descobrir o Algarve através de 18 experiências de Turismo Industrial
Destinos
easyJet assinala 10.º aniversário de base no Porto com oferta de descontos
Aviação
ISCE reúne 34 parceiros na “Global Tourism TechEDU Conference 2025”
Emprego e Formação
AVK adquire Pixel Light e consolida liderança no setor audiovisual
Meeting Industry
Air France opera até 900 voos por dia para quase 190 destinos no verão 2025
Aviação
ARPTA com nova liderança
Destinos
Iberia reforça ligações a Roma, Paris e Viena
Transportes
Os 3 dias do RoadShow das Viagens do Publituris
Eventos Publituris
SATA lança campanha para famílias com tarifa gratuita para crianças
Aviação
Indústria do turismo dos EUA preocupada com queda nas viagens domésticas e internacionais
Destinos
Meeting Industry

AVK adquire Pixel Light e consolida liderança no setor audiovisual

Numa operação estratégica que marca um passo decisivo na consolidação da sua liderança no setor audiovisual em Portugal, a AVK adquiriu a Pixel Light.

A AVK comprou a Pixel Light numa operação estratégica que vai marcar o futuro dos audiovisuais, integrando-se na estratégia de crescimento sustentado da AVK, alargando a sua presença nos principais segmentos de mercado e reforçando a sua capacidade de resposta a todas as necessidades técnicas do setor.

A operação insere-se numa lógica de complementaridade e sinergia entre duas empresas de referência, permitindo à AVK diversificar a sua atividade em segmentos nos quais até agora tinha uma presença menos expressiva como, por exemplo nos espetáculos musicais, no entretenimento e na televisão.

Com esta integração, o grupo AVK-ONE, que integra também a Euroservice, a Global Setup e a AVK, passa a reunir mais de 300 profissionais altamente qualificados, alguns deles com mais de 35 anos de experiência no mercado, e dispõe de equipamentos distribuídos por mais de 60.000 m² de instalações em Lisboa, Porto, Algarve e Galiza.

“A aquisição da Pixel Light representa não apenas o reforço da nossa capacidade operacional, mas também um passo estratégico no sentido de garantir uma oferta mais abrangente, mais inovadora e de maior qualidade aos nossos clientes”, afirma Inês Aguiar, administradora da AVK. “Estamos agora ainda melhor posicionados para responder aos desafios do mercado, com soluções técnicas adaptadas a cada evento, independentemente da sua dimensão ou complexidade.”

A integração da Pixel Light trará ganhos significativos em eficiência, através da partilha de recursos técnicos e humanos, e permitirá mitigar os efeitos da sazonalidade, dada a complementaridade das dinâmicas de negócio das duas empresas. As sinergias que vão ser geradas possibilitarão ainda ganhos operacionais que se traduzirão numa melhoria direta na qualidade e competitividade dos serviços.

Do lado da Pixel Light, o administrador da empresa, Tiago Correia, refere que “a entrada no grupo AVK representa uma oportunidade única para expandirmos a nossa visão criativa com uma base tecnológica ainda mais robusta. Partilhamos valores como a inovação, a excelência e o foco no cliente, e estamos entusiasmados por contribuir para uma oferta integrada, mais forte e mais completa no panorama audiovisual”.

As duas empresas, em 2024, tiveram um volume de faturação superior a 30 milhões de euros e realizaram mais de 5.000 eventos. A ampliação da oferta técnica e o reforço do investimento – que deverá duplicar face a 2024 – irão traduzir-se em soluções mais completas, inovadoras e adaptadas às exigências de um setor em constante evolução.

As operações das empresas manter-se-ão autónomas num primeiro momento, salientando Inês Aguiar que “a criação de um grupo com esta dimensão e capacidade terá, inevitavelmente, um impacto positivo no setor audiovisual em Portugal”, concluindo que acrescenta esta movimentação de mercado “criará um ambiente de maior exigência e competitividade, o que, em última análise, beneficiará toda a indústria e os nossos clientes.”

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Meeting Industry

Roma acolhe edição de 2025 da Cimeira Mundial do WTTC

O Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) leva este ano a Roma a sua cimeira global, entre os dias 28 e 30 de setembro, marcando um regresso significativo à Europa após seis anos. O 25º WTTC Global Summit pretende mostrar os últimos desenvolvimentos e compromissos que impulsionam o setor, garantindo que viagens e turismo continuem a ser um pilar fundamental da economia mundial.

Publituris

A capital italiana vai sediar a 25ª edição do WTTC Global Summit, no Auditório Parco della Musica, de 28 a 30 de setembro de 2025, acaba de anunciar a instituição.

Reconhecido como o principal evento anual no calendário global de Viagens e Turismo, a cimeira mundial do WTTC reúne líderes empresariais, representantes governamentais e profissionais da indústria para discutir os desafios e oportunidades mais urgentes que moldam o setor a nível mundial.

Com Roma como pano de fundo, o Global Summit 2025 promete ser um evento espetacular, com destaque para os últimos desenvolvimentos em transformação digital, turismo regenerativo e estratégias de investimento, além de discussões sobre a crescente importância da tecnologia para impulsionar o setor.

Julia Simpson, presidente e CEO do WTTC, acredita que “Roma fornecerá o cenário perfeito para os nossos membros, representantes governamentais e convidados ilustres, que viajarão de todos os cantos do globo”.

Já Daniela Santanchè, ministra do Turismo da Itália, destacou que, o seu país está pronto “para aproveitar a oportunidade de fortalecer a sua posição de liderança no setor de turismo promovendo sustentabilidade, inovação digital e turismo experiencial”, para avançar que “acreditamos firmemente que eventos como este são essenciais para fomentar o diálogo entre os setores público e privado, estimulando novos investimentos e garantindo um futuro próspero para nosso setor, que é um dos principais motores da economia do nosso país”.

Ao longo dos anos, o Global Summit recebeu uma lista impressionante de palestrantes influentes que moldaram políticas globais e inspiraram mudanças.

De recordar que a cimeira de 2024, em Perth, contou com palestras de John Kerry, 68º Secretário de Estado dos EUA, que abordou preocupações climáticas urgentes e o papel do turismo sustentável, e do conservacionista Robert Irwin, que cativou o público com seus insights sobre a conservação da vida selvagem e a responsabilidade do setor de turismo na proteção de habitats naturais.

Em anos anteriores, os participantes tiveram o privilégio de ouvir palestrantes poderosos, como os ex-presidentes dos EUA, Barack Obama e Bill Clinton, os ex-primeiros-ministros do Reino Unido Theresa May, David Cameron e Tony Blair, e o ex-secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-moon.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Meeting Industry

FLY – Feira das Viagens no Porto superou expectativas, diz a organização

A primeira edição da FLY Feira das Viagens, encerrou este domingo, na Alfândega do Porto com um balanço extremamente positivo, ultrapassando todas as previsões da organização e participantes. A próxima edição já tem data marcada: 21 e 22 de março de 2026, no mesmo espaço da cidade.

Publituris

O evento, que decorreu durante o fim de semana (22 e 23 de março), destacou-se pela forte adesão do público, que lotou os corredores da Alfândega do Porto em busca das melhores ofertas em pacotes de viagens, voos, hotéis e cruzeiros. Muitos visitantes aproveitaram os descontos exclusivos disponíveis para planear as próximas férias.

“Ficámos surpreendidos com a afluência. O público respondeu muito além do esperado, mostrando um grande interesse em explorar novas oportunidades de viagem”, afirma a BestEvents, entidade organização da FLY – Feira das Viagens.

Os expositores também destacaram o alto nível de interesse e vendas durante os dois dias de feira, tendo relatado um fluxo constante de visitantes, muitos dos quais a fechar negócios no local.

Um dos grandes atrativos da FLY foi o sorteio de uma viagem à Costa Norte do Egipto, em regime “tudo incluído”, promovido em parceria com a Solférias. A organização destacou ainda que a feira foi pensada para ser mais do que um espaço de vendas, mas sim um ponto de encontro para “sonhadores e viajantes”. “Queríamos que as pessoas vivessem uma verdadeira viagem pelo mundo, mesmo antes de partirem, e conseguimos”, reforçou.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Meeting Industry

Nauticampo regressa à FIL de 26 a 30 de março

A Nauticampo, evento nacional dedicado à náutica de recreio, ao caravanismo e ao desporto de aventura, regressa de 26 a 30 de março, à FIL – Parque das Nações, com muitas novidades e com a presença de marcas líderes de mercado.

Publituris

Uma das novidades desta edição da Nauticampo é dedicada aos entusiastas do motociclismo que terão a oportunidade de explorar uma vasta apresentação de modelos e marcas de duas e quatro rodas.

Também as Estações Náuticas das Regiões de Faro, Oeste, Aveiro, Alentejo e Centro estarão representadas e vão promover uma oferta turística diversificada que integra clubes náuticos, gastronomia e cultura.

O evento vai contar com uma Feira de Usados, oferecendo barcos, caravanas e autocaravanas a preços especiais e altamente competitivos.

Refira-se que a Nauticampo, que estará aberto nos dias 26, 27 e 28 de março, das 14h00 às 22h00, a 29 de março, das 10h00 às 22h00, e no dia 30 de março, das 10h00 às 20h00, é um evento para todas as idades e este ano traz experiências para toda a família.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Meeting Industry

AHETA promove Conferência Turismo +30 com o tema “Acrescentar valor ao Algarve”

No âmbito das iniciativas comemorativas dos 30 anos de existência, que vão decorrer ao longo do ano, a AHETA promove, no próximo dia 29 de maio, a Conferência Turismo +30, com o mote “Acrescentar valor ao Algarve”, em parceria com o KIPT Colab.

Publituris

Hélder Martins, presidente da AHETA, espera que “esta conferência contribua para definir estratégias que impulsionem um crescimento sustentável e consolidem o Algarve como um destino de prestígio internacional, capaz de responder às exigências de um mercado em constante evolução.”

A iniciativa acontece no Algarve Marriott Salgados Golf Resort & Conference Center, em Albufeira. A participação é gratuita e a inscrição deve ser efetuada através deste formulário.

A sessão de abertura da conferência contará com intervenções de Hélder Martins, presidente da AHETA, Antónia Correia, presidente do KIPT Colab, José Carlos Rolo, presidente da Câmara Municipal de Albufeira, José Apolinário, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal, e Pedro Machado, secretário de Estado do Turismo.

Seguir-se-á uma sessão plenária sobre “O passado, o presente e o futuro do turismo numa perspectiva macro”, com participação de Mário Centeno, governador do Banco de Portugal, e depois uma mesa-redonda que vai de bater “30 anos de políticas e estratégias no turismo nacional” com intervenções dos ex-secretários de Estado do Turismo, Vítor Neto (1997-2002), Luís Correia da Silva (2003-2004), Bernardo Trindade (2005-2011), Cecília Meireles (2011-2013), Rita Marques (2018-2022), e Nuno Fazenda (2022-2024).

Está ainda agendada uma mesa-redonda sobre “30 anos de desenvolvimento turístico no Algarve”. Moderada por Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal, a sessão contará com participação do atual e ex-presidentes do Turismo do Algarve, Paulo Neves (1999), Nuno Aires (2009), Desidério Silva (2012), João Fernandes (2018), e André Gomes.

Depois de uma sessão motivacional “Dar ao pedal: a energia para avançar no turismo”, orientada por Jorge Sequeira, professor universitário na Porto Business School, será a vez da discussão da temática “+30 anos de hotelaria: tendências e desafios”, por Mário Candeias – Chief Executive Officer no Espinas Hotel Group, bem como “Mais valor para as empresas: o apoio ao setor”, por Luís Ribeiro, administrador do Novo Banco.

“+30 anos de governação colaborativa: perspetivas e concertações” é tema de uma mesa-redonda com Cristina Siza Vieira – AHP – Associação da Hotelaria de Portugal, Carlos Moura – AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, Daniel do Adro – AIHSA – Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve, Pedro Costa Ferreira – APAVT – Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, António Marques Vidal – APECATE – Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos , Fernando Garrido – ADHP – Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal, Joaquim Robalo de Almeida – ARAC – Associação Nacional dos Locadores de Veículos, e Eduardo Miranda – ALEP – Associação do Alojamento Local em Portugal.

Tempo ainda para debater “Inovação e investimento: o caminho para acrescentar valor” com intervenções de Sérgio Leandro, COO Grupo Highgate, Francisco Moser, CEO Details Hospitality Sports & Leisure, Dionísio Pestana – Pestana Group, Jorge Rebelo de Almeida – Grupo Vila Galé, e Alberto Mota Borges – Aeroporto Internacional de Faro, “Empresas e competitividade: como criar valor no turismo”, com António Saraiva, empresário e ex-presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal”, e “Turismo +30: estratégias para um setor sustentável e inovador”, antes da sessão de encerramento.

 

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Meeting Industry

APECATE alia o seu congresso na Terceira com o Azores Trails Fest

A ilha Terceira (Açores) acolhe, a 3 e 6 de abril próximos, dois eventos que se complementam, e que vão unir forças para promover a natureza, a sustentabilidade, a inovação e o turismo de experiências: o 13.º Congresso da APECATE e o Açores Trails Fest.

A ligação entre os dois eventos sublinha a importância de integrar a teoria e a prática no desenvolvimento do setor, referiram tanto o presidente da APECATE, António Marques Vidal, como a diretora Regional do Turismo dos Açores, Rosa Costa, em apresentação conjunta na BTL.

Entre 3 e 6 de abril de 2025, a Ilha Terceira será o palco central das atenções nacionais e internacionais ao acolher dois eventos de destaque que, pela primeira vez, unem forças para promover a natureza, a sustentabilidade, a inovação e o turismo de experiências: o 13.º Congresso da APECATE e a terceira edição do Azores Trails Fest.

O Congresso da APECATE (Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos) decorrerá nos dias 3 e 4 de abril, reunindo especialistas, empresas e decisores do setor para debater o futuro da indústria das experiências, de que fazem parte os eventos, a animação turística e o turismo em geral, com um foco especial na sustentabilidade, digitalização e criação de experiências autênticas.

Sob o tema “Inovar o Futuro: O Desafio dos Eventos e Animação Turística”, o 13º Congresso da APECATE será ponto de encontro para  partilha de ideias e construção de soluções inovadoras, referiu o presidente da associação, para salientar que, nesta parceria com as instituições açorianas, o último painel do congresso da APECATE fará a ponte para o Azores Trails Fest 2025, evento de turismo de natureza e trekking promovido pelo Governo dos Açores que dará a conhecer este produto da região, aliado a experiências imersivas que transformarão os trilhos e paisagens da Terceira num palco para os amantes da natureza e da aventura de todo o mundo.

Durante o Congresso da APECATE, o turismo de natureza e aventura será um dos temas em destaque, com um painel dedicado ao impacto de eventos como o Azores Trail Fest no posicionamento de destinos turísticos. Por outro lado, servirá como uma experiência viva e dinâmica que dará uma oportunidade de convívio e networking aos participantes do congresso da APECATE e de verem em ação conceitos debatidos, como inovação, sustentabilidade e animação turística de qualidade.

Segundo Rosa Costa, o congresso da APECATE, que era para ter acontecido em 2024, “em boa hora, este ano, juntou-se ao nosso Festival de Caminhadas, e com isso enriquecemos os dois evento”. O Azores Trails Fest, teve edições anteriores nas ilhas de São Jorge e Graciosa, chegando este à Terceira com uma programação que alia não só as caminhadas, como uma série de propostas que vão mostrar a cultura, as paisagens e a gastronomia daquela ilha.

Por sua vez, Marques Vidal destacou, que “achamos que o congresso vai ocorrer um mês antes das propostas de eleições, por isso, para a associação, é importante partilhar ideias sobre como é que o turismo poderá continuar a desenvolver de uma maneira consistente, coerente e bem resolvida em relação ao futuro”, para sublinhar que, “é nestes momentos de incerteza muito grande que o setor consegue superar desafios e encontrar os caminhos de desenvolvimento”.

Depois, o congresso vai analisar outra questão “que consideramos muito importantes, como as da sustentabilidade que, na nossa perspectiva não será da sua importância mas como fazer, até porque, da sua importância todos percebemos, vai ser como as empresas fazer e que resultados imediatos e a longo prazo conseguem ter ao aderir aos diferentes processos, e para ajustar e medir muitas das práticas que elas próprias já adotaram”.

O terceiro painel, “também importante para nós, vai refletir sobre o setor dos eventos, que necessita urgentemente de um registo nacional, pilares essenciais para um setor mais organizado, transparente e valorizado. Neste painel, vamos explorar como estes instrumentos podem ser alavancas de crescimento e inovação, garantindo que os eventos e a animação turística continuem a evoluir e a impactar positivamente a economia e a experiência dos visitantes”, explica ainda a mesma entidade”, realçou Marques Vidal, para então avançar que “é no quarto painel que faremos a transição para o setor do walking, onde os Açores têm o seu expoente máximo, e cuja terceira edição acontece também na Terceira”.

 

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

Mais artigos
Créditos: Just Frame It
Meeting Industry

A expansão da oferta MICE no Interior em debate na BTL

As oportunidades e desafios na expansão da oferta no Interior de reuniões, incentivos, conferências e exposições (MICE, na sua sigla em inglês) estiveram em debate esta sexta-feira, 14 de março, na BTL – Better Tourism Lisbon Travel Market.

Carla Nunes

Num primeiro momento, Rui Ochôa, diretor da Event Point e moderador na sessão, referiu que o debate surge numa altura em que “apesar de se falar em distribuir o turismo em todo o território, ao longo de todo o ano, sentimos que ainda há muito para fazer”.

Em termos de acessibilidades e capacidade de alojamento, Danilo Cerqueira, CEO da Tempovip DMC, destaca que há cerca de três anos existem várias unidades hoteleiras com qualidade a deslocarem-se para fora dos centros urbanos. Por essa razão, é da opinião de que “cabe a nós, agregadores de oferta, estimular para que mais projetos possam ser deslocados para o interior”.

Do lado da Detours, que na região do interior opera sobretudo no Norte, o fundador, Tiago Veloso, refere que em termos de acessibilidades existem dois pontos. Se, por um lado, existe uma rede de estradas “muito boa” a fazer a ligação entre o Porto e as cidades no interior no norte do país, bem como recetividade por parte dos municípios, por outro lado o cliente “não quer ir para lá”. Por essa razão, “há que vender o destino”.

Da sua experiência com grupos de MICE, zonas como o Gerês e Arouca têm feito sucesso por constituírem um tipo de turismo “que ainda não é tão industrial – são experiências mais exclusivas, que não se conseguem ter sem ir para o Interior”. Nesse sentido, aponta para a importância de apostar em parceiros locais, “se queremos que as coisas corram bem”.

Com 95% do mercado da Detours centrado no segmento internacional, Tiago Veloso refere que, pela sua experiência, o mercado MICE nacional “está motivado a ir para o Interior”, com alguns clientes a pedir para sair fora dos grandes centros.

Transformar património em experiências

Sobre este tema, Carlos Picanço, diretor de vendas, marketing e impacto na Futurismo Azores Adventures, é da opinião de que “um dos problemas em Portugal passa por desenharmos mal experiências”. No caso da Futurismo, o cliente vai desde o segmento de luxo, com famílias reais, ao backpacker, razão pela qual afirma ser necessário perceber em primeiro lugar o que os clientes “querem, o que procuram e o que querem alcançar” e, a partir daí, ser criativo na construção da oferta.

“Tentamos aplicar um modelo único que não funciona de forma alguma. Os eventos devem emergir de um território porque há ali algo de diferente que queremos captar”, afirma Carlos Picanço, que aponta para a necessidade de os territórios “controlarem a sua narrativa”.

Sobre este ponto, as Aldeias Históricas de Portugal, representadas na sessão por Dalila Dias, diretora-executiva desta rede, pretendem posicionar-se como um destino sustentável. Se ao início “toda a oferta ligada ao turismo foi pensada na área da cultura”, a rede “foi agregando valor”, criando espaços próprios ou dentro dos alojamentos que permitissem uma oferta MICE.

Contudo, e dada a dimensão das localidades em que se inserem, Dalila Dias indica que têm encetado esforços no sentido de equilibrar “a quantidade de pessoas que vêm em proposta de MICE e a sustentabilidade do local”. Com as DMC’s a demonstrarem cada vez mais interesse em trabalhar com as Aldeias Históricas de Portugal, Dalila refere que neste momento “somos nós que escolhemos os que trabalham connosco, que respeitem este equilíbrio”.

A profissional explica que a rede encontra-se a transferir o conceito das Aldeias Históricas de Portugal para Cáceres, estando já a trabalhar a área de MICE em conjunto com Espanha nas indústrias culturais e criativas, bem como nas indústrias de outdoor, numa lógica de visita a ambos os países num espaço de três dias.

Diferenciação face à concorrência

Defensor da construção de redes de parceiros locais, Tiago Veloso defende que é fundamental incluir associações regionais nestas experiências, quer revertendo parte dos lucros a estes parceiros locais, quer incluindo as mesmas nos produtos a oferecer ao cliente.

“Temos uma rede de parceiros que tentamos incluir para dinamizar locais onde trabalhamos. Percebemos que ao fazer este tipo de eventos no interior as pessoas tendem a fixar-se mais”, refere o fundador da Detours.

Já Dalila Dias aponta para a necessidade de trabalhar “densamente com as comunidades, incluí-las no processo, e não apenas como figurantes”. Aponta ainda para a necessidade de criar estímulos de empreendorismo local, atraindo jovens para abrirem negócios, mas também valorizar “quem já está presente”, ajudando empresas mais antigas “a fazer a diferença no âmbito da transição digital e verde”.

“Não nos interessa estar em todo o lado, em termos de estratégia. Interessa-nos trabalhar em quem reconhece o valor do que estamos a fazer. Primeiro trabalhamos o posicionamento da marca, o ativo que dá o nome e com as pessoas. E a partir daí conseguimos trabalhar um MICE diferenciador, porque com 12 aldeias históricas tem pelo menos 12 experiências diferentes”, refere.

Sobre o autorCarla Nunes

Carla Nunes

Mais artigos
Meeting Industry

Holiday Inn Beja aposta no segmento de reuniões e eventos

O hotel Holiday Inn Beja está a apostar cada vez no segmento de reuniões e eventos, já que dispõe de duas salas com diferentes capacidades, equipadas com tecnologia, versáteis, modulares e multifacetadas, preparadas para receber qualquer tipo de evento com conforto, privacidade e acessibilidade.

Publituris

Com uma localização privilegiada, o Holiday Inn Beja assume uma aposta cada vez maior na sua componente corporate, respondendo, assim, às atuais e principais exigências do mercado.

É no piso -1 do hotel de quatro estrelas que estão localizadas duas salas com diferentes valências e características, batizadas com nomes de artistas nascidos na região, e pensadas para receber qualquer tipo de eventos e iniciativas, com garantia de todas as comodidades, tendo disponíveis equipamentos tecnológicos de som e imagem, rede de wi-fi, ar condicionado, acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida e ainda um serviço de catering com menus personalizados de almoço, jantar, coffee-breaks, coffee station, cocktails e canapés.

A Sala Florbela Espanca tem 25 m2 e capacidade para receber 12 pessoas, dispõe de uma mesa central e vários pontos de rede elétricos, já a Sala Mário Beirão, com 250 metros quadrados, pode apresentar-se em diferentes formatos, da plateia ao banquete, tem capacidade para receber até 200 pessoas e contempla infraestruturas de som e projeção de imagem.

A unidade hoteleira oferece 95 quartos distribuídos por quatro pisos, um restaurante especializado na gastronomia tradicional – Chaparro Alentejano – ginásio, serviço de lavandaria e engomadoria, rooftop e uma piscina exterior. Na decoração das várias zonas da unidade, saltam à vista algumas obras que homenageiam e celebram os dois poetas alentejanos que dão nome às anteriormente referidas salas – Florbela Espanca e Mário Beirão – da fachada assinada pelo artista Vhils às tapeçarias artesanais no lobby, da autoria da artista plástica Silvia Maria Perloiro.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
BTL

“Sempre olhei historicamente para a presença do Alentejo e Ribatejo na BTL como uma área de negócio”

Destino Nacional convidado da BTL – Better Tourism Lisbon Travel Market 2025, José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, lançou o que será a presença da região na maior feira de turismo em Portugal.

Victor Jorge

A região do Alentejo e Ribatejo registou, em 2024, o melhor ano turístico de sempre. Embora existam mercados a cair, nomeadamente, o espanhol e francês, José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, acredita que será possível recuperar, com a promoção e comunicação certa. Adepto de “melhor em menos mercados”, José Santos salienta que o Enoturismo, é hoje um porta-estandarte e um produto que une muito o Alentejo e Ribatejo.

A região do Alentejo/Ribatejo é Destino Nacional convidado da BTL – Better Tourism Lisbon Travel Market 2025. Que iniciativas irão desenvolver nos cinco dias da feira e quais serão dedicadas especificamente aos profissionais e ao público geral?
Dividiria a nossa presença [Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo] na BTL – Better Tourism Lisbon Travel Market em três grandes dimensões: aquilo que vamos fazer no stand, aquilo que vamos fazer na BTL, mas fora do nosso stand, e aquilo que vamos fazer fora da BTL/FIL.

No stand, vamos ter uma atividade dividida entre os dias para profissionais e dias para público em que nas atividades B2B salientaria a nossa “Bolsa de Negócios”, iniciativa que iniciámos o ano passado e que este ano consolidámos através de três grandes temáticas que corporizam a nossa oferta: Enoturismo no dia 12, Náutica no dia 13 e a Cultura e a Natureza no dia 14. Vamos criar um momento de network entre a oferta e a procura, e estamos a convidar DMC e operadores para virem conhecer a oferta destas três áreas distintas da nossa oferta.

Estamos a falar de mais de 20 entidades e empresas que vão estar connosco nestes três dias. Portanto, dentro de um stand tipicamente B2C, um stand tipicamente para o público, temos uma área de excelência B2B.

Estas três áreas – Enoturismo, Náutico e Natureza – são, de facto, os pilares do Alentejo na sua promoção e na sua comunicação?
Sim. A Natureza e a Cultura são áreas mais tradicionais, mais consolidadas, mas que os provedores da oferta têm alguma dificuldade em ligar-se ao mercado e, portanto, estamos a fazer esse esforço para criar estes momentos de articulação.

O turismo náutico é uma área emergente da oferta, onde se tem feito um grande investimento, quer na costa, quer no Alqueva, até com muitos investimentos públicos na criação de infraestrutura, de equipamentos de apoio aos operadores, e é preciso ligar melhor essa oferta ao trade.

Relativamente ao Enoturismo, é hoje um porta-estandarte e um produto que une muito o Alentejo e Ribatejo.

Que retorno efetivo tem esta participação para uma Entidade Regional de Turismo?
Sempre olhei historicamente para a presença do Alentejo e Ribatejo na BTL como uma área de negócio no stand. Começámos o ano passado, a reação foi muito boa e quem esteve do lado da oferta vai estar novamente. Posso dizer que no seguimento desta área empresarial, que este ano adquiriu este naming de “Bolsa de Negócios”, tivemos duas visitas educacionais de operadores à zona de Alqueva relacionadas com o turismo náutico.

Mas ainda nos dias profissionais destacaria três eventos que são muito importantes e que vão acontecer todos no dia 12: a apresentação da Cidade do Vinho dos Municípios da Serra D’Ossa, a apresentação da candidatura do Baixo Alentejo a Cidade Europeia do Vinho, e a apresentação de um evento muito relevante para o Alentejo e para o país, e para a Europa, que é Évora Capital Europeia da Cultura.

Além disso, nos dias profissionais vamos ter um conjunto de iniciativas ligadas ao facto de sermos Destino Convidado, dos quais destacaria o jantar com os “Hosted Buyers”, no dia 12, em que vamos fazer uma apresentação do destino a quase 200 compradores estrangeiros e onde a Agência Regional de Promoção Turística (ARPTA) também estará presente, porque esse é o momento de internalização do destino.

Estamos a trabalhar com a FIL para que o BTL Village, seja este ano um espaço menos agnóstico e mais ligado à marca Alentejo, a ideia é “brandizar” aquele espaço pelo Alentejo, onde teremos uma ativação dos Vinhos do Tejo no Welcome Drink. Nesse espaço vamos, igualmente, ativar a candidatura da Cidade Europeia do Vinho onde teremos um vinho específico da Vidigueira, com rótulo ligado à candidatura do Baixo Alentejo a Cidade Europeia do Vinho, que vai remeter para um QR Code, onde vamos ter os conteúdos relacionados com essa candidatura.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
BTL

“Leiria define-se como destino inovador, autêntico e em crescimento”

O concelho de Leiria oferece uma combinação única de história, cultura e paisagens naturais, proporcionando uma experiência inesquecível a quem visita a região. A sua oferta cultural diversificada, com festivais de música, teatro e arte, aliada a uma gastronomia autêntica e aos trilhos naturais da Mata Nacional de Leiria, fazem deste território um ponto de encontro entre tradição e modernidade. Daí não ser de estranhar o facto do concelho ser o grande protagonista da 35.ª edição da BTL, na qualidade de Município Convidado.

Na sequência da escolha de Leiria como Município Convidado da BTL, o Publituris quis saber junto do seu presidente de Câmara, Gonçalo Lopes, que estratégia tem vindo a ser adotada com vista ao desenvolvimento do setor do turismo. “Queremos que Leiria esteja no radar dos turistas como um destino de paragem obrigatória. Isso passa por consolidar a nossa identidade como cidade vibrante, onde a cultura, a história e a inovação se cruzam. Apostamos na internacionalização da nossa oferta, atraindo novos públicos, e na valorização dos eventos e festivais que nos distinguem”, resumiu o autarca.

Que estratégia tem seguido a CM para posicionar Leiria como um destino de eleição, tanto para os portugueses como para os visitantes internacionais?
A Câmara Municipal de Leiria tem seguido uma estratégia integrada de valorização do território, assente na requalificação do património, na promoção da identidade local e na criação de uma agenda cultural e de eventos diferenciadora.

Apostamos na autenticidade da experiência que oferecemos, cruzando história, cultura, natureza e gastronomia. Além disso, temos reforçado a nossa presença em feiras internacionais, como a FITUR e agora a BTL, para captar novos públicos e consolidar Leiria como um destino turístico de referência.

Temos também vindo a fazer uma aposta especial na área do marketing territorial, com uma campanha irreverente e fora da caixa, direcionada para o público mais jovem. O conceito #leirianãoexiste tem-se desenvolvido de forma quase orgânica, mas com um sucesso assinalável, projetando o nome de Leiria a nível nacional e internacional. Esta campanha, além de cativar novos públicos, tem uma relação custo-benefício extraordinária, conseguindo um impacto muito significativo com um investimento reduzido.

A combinação destas abordagens tem permitido afirmar Leiria como um destino inovador, autêntico e em crescimento, reforçando a sua atratividade junto de públicos diversificados.

Riqueza patrimonial e cultural
Quais são os principais cartões de visita de Leiria?
Leiria destaca-se pela sua riqueza patrimonial e cultural. O Castelo de Leiria é um dos grandes ícones da cidade, um espaço que une história e vistas deslumbrantes sobre o território.

O Centro Histórico, com o seu dinamismo comercial e cultural, os Museus da cidade, são outros pontos de interesse que testemunham a identidade e evolução da cidade ao longo dos séculos.

A proximidade de locais como a Lagoa da Ervedeira e a Praia do Pedrógão, onde se pode experienciar a extraordinária oferta gastronómica local associada aos produtos do mar, reforça o nosso atrativo natural.

Somos também reconhecidos pela nossa oferta de eventos de referência, como os Festivais A Porta, Festival Nascentes, Festival Gótico Extramuralhas, Leiria Sobre Rodas, Leiria Natal ou o Festival Cidade Criativa da Música, que tornam a cidade e o concelho destinos vibrantes e autênticos, com uma programação cultural e artística diversificada ao longo do ano.

Além disso, a ligação de Leiria ao título de Cidade Criativa da Música da UNESCO reforça a sua identidade como um polo cultural dinâmico, atraindo artistas, criadores e visitantes à procura de experiências diferenciadoras.

 

O conceito #leirianãoexiste tem-se desenvolvido de forma quase orgânica, mas com um sucesso assinalável, projetando o nome de Leiria a nível nacional e internacional

 

Programação dinâmica ao longo do ano
Que produtos turísticos oferece o concelho? Que experiências proporcionam a quem o visita?
Leiria posiciona-se como um destino diversificado, oferecendo: Turismo cultural e patrimonial: Visitas ao Castelo, ao Museu de Leiria, ao mimo, ao Moinho do Papel, ao Banco das Artes e às igrejas históricas, em Leiria e nas freguesias, de que são exemplos a igreja de N. Sra da Encarnação e o Santuário dos Milagres.

Turismo de natureza e aventura: Praia fluvial da Lagoa da Ervedeira e experiências junto ao mar, na praia do Pedrógão.

Gastronomia e vinhos: Uma oferta rica que valoriza produtos locais e pratos tradicionais, como o arroz de marisco da Praia do Pedrógão, a morcela de arroz, o leitão da Boa Vista ou os doces conventuais.

Eventos e festivais: Desde o Festival A Porta, ao Nascentes, Leiria sobre Rodas, Leiria Cidade Natal, Leiria Medieval, ao Extramuralhas, a Feira de Leiria (no mês de maio) e aos concertos no Estádio (Andrea Bocelli a 31 de maio e Rockin’1000 dia 6 de setembro), passando pelo Leiria Cidade Criativa da Música, há uma programação dinâmica ao longo do ano.

 

Um dos focos é a melhoria das infraestruturas hoteleiras, incentivando novos investimentos que permitam responder à crescente procura, existindo diversos processos de investimento privado em desenvolvimento

 

Quem visita Leiria? O que procura fundamentalmente?
O perfil do visitante de Leiria é bastante diversificado. Temos um forte mercado interno, composto por turistas nacionais que procuram experiências culturais, de lazer e gastronómicas.

Em termos internacionais, assistimos a um crescimento de turistas oriundos de Espanha, França e Brasil, que descobrem em Leiria um destino surpreendente.

Há números do ano passado?
Não existem dados absolutos do número de visitantes, mas temos a convicção de que este é um setor em franco crescimento no concelho, um fenómeno que, de resto, pode ser comprovado junto dos operadores que trabalham neste setor.

Promoção integrada para manter
Onde e como é que o concelho de Leiria se tem promovido? A experiência na FITUR 2025 juntou a CIM Região de Leiria numa participação integrada que reuniu quatro Comunidades Intermunicipais da Região Centro, deu frutos na sua opinião? É para manter noutros fóruns?
A promoção de Leiria tem passado pela presença ativa em feiras e certames internacionais, mas também pelo reforço da comunicação digital, através de campanhas dirigidas a mercados estratégicos. A aposta em eventos de grande visibilidade tem sido determinante para consolidar a marca Leiria e ampliar o seu reconhecimento enquanto destino turístico de referência.

A experiência na FITUR 2025 foi muito positiva, permitindo-nos posicionar Leiria dentro de uma oferta integrada da Região Centro, o que fortalece o nosso impacto internacional. Esta estratégia conjunta revelou-se eficaz e faz todo o sentido mantê-la em futuras feiras, maximizando a atratividade da região e explorando novas oportunidades de captação de fluxos turísticos.

Temos vindo a fazer uma aposta crescente na BTL, um certame que consideramos estratégico para a promoção do destino Leiria. Encaramos esta feira sob duas perspetivas complementares: por um lado, a atração de visitantes, reforçando Leiria como um destino obrigatório para quem procura cultura, património, natureza e gastronomia; por outro, a captação de investimento, incentivando o desenvolvimento e a qualificação da oferta turística, nomeadamente ao nível do alojamento e das infraestruturas que sustentam o crescimento sustentável do setor.

A BTL, sendo a maior montra do turismo nacional, é uma oportunidade determinante para consolidar esta estratégia e afirmar Leiria como um território de experiências autênticas e de forte dinamismo económico.

 

A aposta em eventos de grande visibilidade tem sido determinante para consolidar a marca Leiria e ampliar o seu reconhecimento enquanto destino turístico de referência

 

Investimentos para qualificar oferta
Que novos investimentos estão em curso para melhorar a oferta turística?
A Câmara Municipal está a trabalhar em vários eixos de investimento para qualificar a oferta turística. Um dos focos é a melhoria das infraestruturas hoteleiras, incentivando novos investimentos que permitam responder à crescente procura, existindo diversos processos de investimento privado em desenvolvimento.

Paralelamente, continuamos a apostar na valorização do património, com projetos de recuperação de espaços históricos e no reforço da agenda cultural, que contribui diretamente para a atração de visitantes.

Também estamos a desenvolver iniciativas para potenciar o turismo de natureza, promovendo percursos pedestres e experiências ao ar livre.

Estar no radar dos turistas
Dizia recentemente que, “em 2025, a nossa meta é clara: queremos ser um destino obrigatório”, pode dar mais pormenores?
Queremos que Leiria esteja no radar dos turistas como um destino de paragem obrigatória. Isso passa por consolidar a nossa identidade como cidade vibrante, onde a cultura, a história e a inovação se cruzam. Apostamos na internacionalização da nossa oferta, atraindo novos públicos, e na valorização dos eventos e festivais que nos distinguem. A presença como Município Convidado na BTL 2025 é um passo decisivo para reforçar este posicionamento e consolidar Leiria como um destino turístico de referência.

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

Mais artigos
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se informado

©2025 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.