Portugal ultrapassou 66 milhões de dormidas em 2018, apurou Atlas da Hotelaria da Deloitte
Estudo foi divulgado esta quinta-feira, 14 de novembro.

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No ano passado, o Turismo em Portugal voltou a bater recordes, com o total de dormidas em território nacional a ultrapassar os 66 milhões, mais nove milhões que no ano anterior, apurou o 14.º Atlas da Hotelaria da Deloitte, que identificou também crescimentos significativos no número de empreendimentos turísticos e receitas.
“O mercado português tem-se revelado bastante dinâmico no que respeita ao investimento em hotelaria, registando um aumento de 256% no volume de transações face ao ano anterior”, refere Jorge Marrão, Partner e Real Estate Leader da Deloitte, que afirma que “o aumento da performance operacional das unidades hoteleiras tem atraído a atenção dos investidores internacionais que olham para Portugal como um mercado mais líquido e com menor risco”.
Além do crescimento das dormidas, o estudo da Deloitte identificou também crescimentos ao nível do número de empreendimentos turísticos, que em 2018 superou, pela primeira vez, as duas mil unidades, o que levou também ao aumento do número de quartos, que “atingiu as 144 mil unidades, representando um aumento de 12% face a 2017”.
Já as receitas provenientes das dormidas aumentaram cerca de 500 milhões de euros e aproximaram-se dos três mil milhões de euros, valor que, segundo o Atlas da Hotelaria da Deloitte, foi “potenciado pelos quase 25 milhões de hóspedes registados em 2018”.
Sem surpresa, o estudo apurou também que a região que conta com maior oferta de alojamento é o Algarve, com um total de 45.116 quartos, seguido da Área Metropolitana de Lisboa, onde o total de quartos é de 31.108, e do Norte, que conta com 22.138 quartos.
A Área Metropolitana de Lisboa é também aquela onde a rentabilidade por quarto é mais elevada, atingindo um RevPar de 73,96 euros, o que coloca a região da capital à frente do Algarve e da Madeira, onde o RevPar foi de 52,62 e 47,43 euros, respetivamente.
Mas o estudo da Deloitte concluiu também que, apesar do aumento das dormidas, a taxa de ocupação diminuiu face a 2017, ainda que se trate de uma descida ligeira, o que, aponta o Atlas da Hotelaria da Deloitte, se deveu ao aumento da oferta.
“A capital do país continua no topo das cidades europeias no que diz respeito à taxa de ocupação (79,8%), ultrapassando Madrid (76,5%), Barcelona (77,3%) e Berlim (79,0%), mas ainda sem atingir os valores de Amesterdão (84,1%), Londres (83,0%) e Paris (81,0%)”, lê-se no estudo.
O ranking de grupos hoteleiros voltou a ser liderado pelo Grupo Pestana, que conta com 8.137 unidades de alojamento em Portugal, 73 empreendimentos turísticos e 16.596 camas, seguindo-se a Vila Galé Hotéis e os Accor Hotels.
“As maiores subidas foram registadas pelo grupo DHM-Discovery Hotel Management, que subiu quatro posições em relação a 2018, e pelo grupo Minor Hotels que chega ao 4º lugar, duas posições acima do que tinha registado no ano passado”, acrescenta o estudo.
Nos próximos cinco anos, os investidores apontam como principais riscos para o setor turístico em Portugal o crescimento de destinos concorrentes e a dificuldade em contratar mão de obra qualificada, de acordo com o Portuguese Hotel Investment Survey, inquérito realizado aos 20 principais grupos hoteleiros nacionais e cuja análise integra a 14ª edição do Atlas da Hotelaria.
“A maioria dos inquiridos defende que o principal desafio dos próximos cinco anos passa pela retenção de recursos humanos qualificados. Também o tema da atração e fidelização de novos clientes, associado às preferências dos jovens millennials, surge para muitos como um desafio de bastante relevância no setor”, refere ainda a Deloitte, que diz que “cerca de metade dos inquiridos” acredita que a hotelaria nacional atravessa “uma fase de pico de investimento” e que Lisboa e Porto vão continuar a ser os destinos nacionais mais atrativos para investimento em 2020.
“A maioria dos participantes considera que os principais financiadores desse investimento serão os grupos hoteleiros internacionais e as sociedades gestoras de fundos de investimento. Embora em menor escala, as Private Equity são também encaradas como fontes de financiamento futuro”, conclui o estudo.