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“Património Artístico e Arquitetónico Bracarense” é tema de formação

O município de Braga está a levar a cabo uma ação de formação sobre ‘Património Artístico e Arquitetónico Bracarense’, envolvendo cerca de 15 formandos.

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A formação é promovida pelo município de Braga e insere-se no âmbito do Ciclo de formações SABER⟷FAZER: Património Artístico e Arquitetónico Bracarense, que dá continuidade ao plano de ação da Estratégia Cultural de Braga 2020-2030.

“Braga é uma Cidade a descobrir e, sobretudo, a redescobrir. Por essa razão concebemos um curso teórico e prático, onde na parte teórica passamos a informação mais recente sobre o barroco de Braga e do Minho bem como o conhecimento sobre o nosso vulto maior, André Soares. Já nas aulas práticas valorizamos sobretudo uma nova maneira de olhar as obras, de modo a que cada aluno possa aproveitar de forma totalmente inovadora o que aprende nas aulas teóricas.” É desta forma que o investigador Eduardo Pires de Oliveira descreve esta ação de capacitação.

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A iniciativa, segundo a autarquia, incide especificamente no período histórico-artístico do “Tardobarroco e Rococó” e nos espaços patrimoniais bracarenses mais representativos desse período e tem percorrido vários espaços emblemáticos da cidade como a Avenida Central; a Igreja e Convento dos Congregados; a Praça Municipal, Igreja da Misericórdia e o Bom Jesus do Monte.

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A formação que termina no final do mês tem como destinatários agentes turísticos, profissionais do setor do turismo cultural, agentes e entidades do setor cultural e criativo que intervenham neste campo, e visa uma crescente valorização do património cultural e a qualificação do turismo cultural bracarense.

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Jovens formados na ESHTE cobiçados em todo o mundo

A Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril (ESHTE) continua a receber manifestações de interesse de dezenas de organizações em relação aos estudantes da instituição, confrontados com diversas possibilidades de estágios.

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Nas últimas semanas, mais de 60 empresas e organizações de nove países, incluindo Portugal, mas também Espanha, Grécia, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Marrocos, Estados Unidos e Dubai, manifestaram disponibilidade para receber os jovens que frequentam os vários cursos de turismo da ESHTE.

O Grupo ‘Jumeirah Hotels and Resorts’, que detém – entre outros – o mundialmente conhecido ‘Burj Al Arab’, realizou uma sessão de apresentação online a 6 de março, oferecendo estágios remunerados no Dubai a finalistas das licenciaturas e estudantes de mestrados da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril.

Recorde-se que a instituição colocou 754 estagiários no ano letivo 2023/24, dos quais 112 fora do país, aumentando em 25% o número de estágios internacionais, com a Grécia (principalmente os grupos ‘Sani/Ikos’ e ‘Nana Hotels’), Espanha e Dubai (‘Jumeirah Hotels and Resorts’) no pódio de destinos.

Também os grupos ‘Sani/Ikos’ e ‘Nana Hotels’ marcaram presença na mais recente edição do Fórum Estágios e Carreiras da ESHTE, evento que atingiu novamente o limite máximo de participações, com mais de 60 organizações turísticas nacionais e internacionais, incluindo Placement International (Estados Unidos da América), Oásis Atlântico Hotel Management (Brasil, Cabo Verde de Marrocos) e Litanga Travel & Services, Lda (Moçambique).

Entre os participantes estiveram igualmente empresas com representação em Portugal e no estrangeiro – Accor International Hospitality, MGM Muthu Hotels, Pestana Hotel Group e Sana Hotels -, assim como os principais empregadores nacionais no setor da hotelaria.

O evento integrou igualmente as Alumni Talks, no âmbito do projeto StudentWell-Be — Programa para a Promoção da Saúde Mental no Ensino Superior, da Direção-Geral do Ensino Superior. O encontro teve lugar no auditório e reuniu estudantes finalistas e diplomados da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, que partilharam as suas experiências e percursos profissionais, servindo de inspiração aos futuros profissionais do setor.

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Escolas do Turismo de Portugal atentas às necessidades de mercado

Em entrevista ao Publituris, Catarina Paiva, vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal, faz o ponto da situação dos projetos que estão a ser desenvolvidos nas 12 Escolas de Hotelaria e Turismo, iniciativas que, conforme afirmou, “refletem o compromisso das Escolas do Turismo de Portugal em preparar os profissionais para os desafios atuais e futuros, contribuindo para a competitividade e sustentabilidade do setor”, para avançar que “estamos permanentemente atentos às necessidades de mercado para poder dar respostas alinhadas com o que os profissionais e empresas precisam”.

O Publituris falou com Catarina Paiva, vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal, que admite que “a formação em turismo enfrenta hoje o desafio crucial de antecipar e acompanhar a dinâmica do mercado”. A responsável pela formação no Turismo de Portugal salienta ainda que a competências técnicas continuam a ser “fundamentais” e que cada vez mais se exige que os colaboradores “desenvolvam competências de soft skills, de orientação para o cliente e de liderança e de gestão de equipas, de comunicação, de empatia, de resiliência emocional”. Também o “digital e a sustentabilidade” imperam na nova agenda das EHT como resposta “às dinâmicas de mercado”.

O que mudou na formação turística nos últimos anos? Que desafios enfrenta hoje?
As transformações no ensino e no mundo do trabalho registadas nos últimos anos de um conjunto vasto de mudanças que a sociedade atravessa, impactando diretamente as organizações e o comportamento dos consumidores, especialmente no que diz respeito à formação e ao trabalho. O facto de as empresas e as organizações terem de operar em ambientes cada vez mais voláteis, incertos e complexos traz novos desafios em termos de competências exigidas aos profissionais, bem como uma abordagem de gestão renovada por parte das empresas.

O setor do turismo é uma das principais alavancas económicas do país e tem demonstrado crescimento consistente em diversos indicadores, onde estes desafios tornam-se ainda mais relevantes. O crescimento, porém, deve ser sustentável e consolidado, gerando valor para a economia, bem como para a experiência dos turistas, comunidades locais e para os colaboradores das empresas.

A formação em turismo enfrenta hoje o desafio crucial de antecipar e acompanhar a dinâmica do mercado, alinhando a sua proposta de valor com as necessidades tanto dos profissionais quanto as empresas. As empresas precisam de estruturas ágeis e adaptáveis à nova realidade. Consequentemente, as entidades formadoras devem ser igualmente capazes de oferecer metodologias de ensino, conteúdos e formatos que respondam a estas exigências, mantendo-se relevantes e à altura das expectativas de um setor em constante evolução.

Mediante estes desafios, as Escolas do Turismo de Portugal (EHT) preparam-se diariamente para capacitar gerações que sejam proativas e de resposta rápida a qualquer situação.

 

A formação em turismo enfrenta hoje o desafio crucial de antecipar e acompanhar a dinâmica do mercado, alinhando a sua proposta de valor com as necessidades tanto dos profissionais quanto das empresas


Posicionar o país como referência de excelência na área da formação
Os jovens em Portugal sentem-se atraídos para a formação na área do turismo? Que áreas são mais procuradas? E os níveis? Assiste-se a um processo de desmobilização dos alunos da área do Turismo? Sente que há necessidade de motivar os jovens para estudar em Turismo, mesmo sabendo que esta é a área profissional que absorve a maior têm sido intensas, resultado quantidade de mão-de-obra?
O Turismo em Portugal alcançou, justamente, uma notoriedade e reputação inigualáveis, resultado de um trabalho consistente ao longo dos últimos anos. Este esforço permitiu superar desafios, estabelecer novos recordes, conquistar inúmeros prémios e afirmar uma visão de liderança para o turismo do futuro.

Hoje, Portugal é reconhecido como um destino de excelência a nível mundial. A atratividade para trabalhar no setor está naturalmente ligada à atratividade para estudar turismo. Neste contexto, o Turismo de Portugal pretende também posicionar o país como uma referência de excelência na área da formação para aqueles que pretendem estudar e trabalhar em turismo. Com o objetivo de captar o interesse dos mais jovens, o Turismo de Portugal desenvolve vários projetos e iniciativas, como o Open Day, onde durante uma semana, as 12 Escolas do Turismo de Portugal recebem potenciais alunos, pais, orientadores vocacionais e a comunidade local. Este evento inclui visitas guiadas, aulas abertas, workshops gratuitos, exposições, demonstrações, degustações e atividades ao ar livre nas áreas de Turismo de Natureza, Turismo Cultural e Património. O objetivo é destacar a qualidade da formação em turismo e hotelaria e apresentar as várias oportunidades de carreira no setor.

Outro exemplo é o Programa GERAt – Território, Turismo e Talento, o maior projeto interescolar de sensibilização para o turismo. Desenvolvido em parceria com a Direção-Geral da Educação, o GERAt visa sensibilizar as gerações mais jovens para o potencial do turismo a nível local, nacional e internacional.

Em 2024, o programa ganhou uma nova dimensão, envolvendo 39 agrupamentos de escolas, 46 turmas, 925 alunos e o desenvolvimento de 40 projetos interdisciplinares ao longo do ano letivo. É através destas iniciativas que o Turismo de Portugal reconhece a importância de reforçar a atratividade do setor, pois é essencial para atrair talento e concretizar a estratégia de um turismo de maior valor.

Quais os principais desafios que o setor enfrenta atualmente em termos de captação e retenção de talentos?
O desafio de captar e fidelizar talento é transversal a vários setores de atividade e tem-se intensificado nos últimos anos. Assistimos a uma mudança de paradigma, em que as empresas passaram a adotar estratégias de employer branding para fidelizar os melhores profissionais. No setor do turismo, esse desafio é ainda mais premente, devido à natureza intrínseca da atividade: uma indústria centrada nas pessoas, onde o serviço e a experiência são determinantes, e onde se verifica uma elevada rotatividade. Sendo um setor “de Pessoas para Pessoas”, a gestão de talento torna-se um elemento crucial para o seu sucesso. Enfrentar esta questão requer uma abordagem integrada e concertada, que alinhe diferentes dimensões como as políticas públicas que promovam a atração e retenção de talento; um setor privado, que coloque os recursos humanos no centro da sua estratégia, oferecendo condições de trabalho e remuneração competitivas, bem como uma cultura organizacional centrada nas pessoas; um setor que seja social e ambientalmente responsável, inclusivo e integrador, gerador de valor para as empresas, colaboradores e territórios; e instituições de ensino e formação que preparem os profissionais de forma eficaz para os desafios de qualificação.

Hoje, as empresas precisam de desenhar estratégias de “Employee Experience”, tal como fazem com as estratégias para captar clientes, assegurando assim a retenção dos seus talentos. É igualmente fundamental que as organizações se adaptem aos novos modelos de trabalho e que as lideranças se reinventem, desenvolvendo competências de gestão mais colaborativas, empáticas e menos hierarquizadas.

 

Assistimos a uma mudança de paradigma, em que as empresas passaram a adotar estratégias de employer branding para fidelizar os melhores profissionais

 

O digital e a sustentabilidade imperam na nova agenda das EHT
Quais são as competências mais importantes que os profissionais do turismo precisam desenvolver para se adaptarem às novas exigências do setor?
O setor do turismo almeja crescer atraindo mercados de maior valor, o que implica o contacto com turistas mais exigentes, mais informados, o que expõe o setor a novos desafios em termos de recrutamento e de novas competências que são exigidas aos colaboradores, independente da função que ocupam na empresa. As competências técnicas continuam a ser fundamentais, mas cada vez mais se exige que os colaboradores desenvolvam competências de soft skills, de orientação para o cliente e de liderança e de gestão de equipas, de comunicação, de empatia, de resiliência emocional. Também o digital e a sustentabilidade imperam na nova agenda das EHT como resposta às dinâmicas de mercado e impelem as entidades que desenvolvem formação em turismo a terem um papel mais conectado e alinhado com o mercado para participarem como atores principais na configuração do setor do turismo.

As conclusões do estudo recente “O perfil do Profissional de Turismo e Hospitalidade – Competências e formação” apontam para a necessidade de criação de ofertas formativas atualizadas e adaptadas às necessidades reais do setor, através da adoção de abordagens diferenciadas na gestão de carreiras e expectativas, levando em consideração as necessidades específicas de cada estudante e de cada profissional. Isto já está a acontecer?
Um dos pilares fundamentais e que consta de uma das medidas do Programa Acelerar a Economia – Roadmap diz respeito ao Reposicionamento na oferta e prevê que devemos assegurar o desenvolvimento curricular (design de produto) de cursos, programas, conteúdos e metodologias alinhados com as tendências do setor e que promovam a contínua inovação do portfólio e um posicionamento de referência.

Paralelamente a isto o mercado tem-se encaminhando para uma hiperpersonalização da educação, em que o modelo de aprendizagem deve adaptar-se à experiência de aprendizagem para atender as necessidades de cada aluno, com base no seu perfil e motivações. Embora a Rede de Escolas do Turismo de Portugal tenha recebido a certificação TedQual da Organização Mundial de Turismo (OMT), vários dos seus cursos, como Pastry Management and Production e Hospitality Operations Management, Culinary Arts, Food and Beverage Management e Tourism Management, o que atesta um reconhecimento nacional e internacional e reconhece a qualidade da formação proporcionada pelas Escolas do Turismo de Portugal.

Estamos permanentemente atentos às necessidades e mercado para poder dar respostas alinhadas com o que os profissionais e empresas precisam. A auditoria realizada pela OMT analisou com especial detalhe cinco áreas: a coerência do plano de estudos, as condições pedagógicas (incluindo metodologias e infraestruturas), a gestão da Rede e das Escolas que a compõem, o corpo docente e a adequabilidade do programa de estudos às necessidades e perspetivas futuras do sector.

Catarina Paiva, vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal

Ligação das Escolas ao mercado de trabalho
Como é que as Escolas do Turismo de Portugal fazem a ligação com o mercado de trabalho?
A relação das nossas Escolas com o mercado de trabalho faz parte do nosso ADN e é trabalhada em três principais dimensões. Primeiro, realizamos um diagnóstico contínuo de necessidades através de instrumentos de interação regular com as empresas, como inquéritos, focus groups e reuniões temáticas. Em segundo lugar, criamos programas específicos de capacitação direcionados para áreas estratégicas, como a transição digital, a sustentabilidade e a responsabilidade social. Por fim, organizamos eventos regionais e nacionais, como o Fórum Estágios e Carreiras, workshops e seminários, que promovem uma interação direta entre empresas e alunos.

Além disso, realizamos atividades de investigação e análise de tendências, produzindo documentos orientadores sobre competências futuras no setor. Exemplos disso incluem o Estudo de empregabilidade já mencionado e o projeto internacional PANTOUR – Next Tourism Generation, que está a desenvolver uma matriz de competências para orientar as estratégias futuras de capacitação. As EHT também têm iniciativas direcionadas para uma maior flexibilidade na formação, como o desenvolvimento de ações em e-learning, adaptadas aos horários dos profissionais, com temas focados no digital, na sustentabilidade e em línguas, incluindo português para estrangeiros. Outra área de atuação é o reforço das metodologias de formação on the job. Neste contexto, estamos a trabalhar em estreita colaboração com as empresas para criar percursos de formação dentro do local de trabalho. Esta abordagem permite que novos profissionais no setor aprendam não apenas técnicas específicas, mas também a nossa matriz cultural de serviço, a língua e a gastronomia, promovendo uma integração profissional mais rica e completa.

 

É igualmente fundamental que as organizações se adaptem aos novos modelos de trabalho e que as lideranças se reinventem, desenvolvendo competências de gestão mais colaborativas, empáticas e menos hierarquizadas

 

Papel da Academia Digital na capacitação dos profissionais do setor
Qual tem sido o vosso papel na formação contínua dos profissionais de turismo, de forma a responder aos desafios da retenção de talento, inovação tecnológica e sustentabilidade?
A capacitação dos profissionais do setor tem sido, desde sempre, uma prioridade para as Escolas do Turismo de Portugal, assumindo especial relevância no período pós-pandemia. O lançamento da Academia Digital foi um marco nesse esforço, permitindo acelerar a transição digital e expandir a oferta formativa a todo o território nacional.

Com as crescentes exigências de sustentabilidade, a adoção de práticas de gestão baseadas em indicadores ESG e a escassez de mão-de-obra no setor, a formação tornou-se ainda mais essencial. Para responder a estes desafios, desenvolvemos uma série de programas específicos, como o Upgrade Digital, o Upgrade Sustentabilidade, o Programa Formação + Próxima, o Programa BEST e o Programa de Formação Empresas 360º. Além disso, em parceria com a Universidade Aberta, criámos um conjunto de microcredenciais nas áreas do Digital e da Sustentabilidade, permitindo uma aprendizagem autónoma e personalizada. Entre estas destacam-se: Ferramentas Digitais (Nível 1 e Nível 2), Estratégia Digital e Marketing Performance, O Digital e as Redes Sociais, Circularizar a Economia e o Turismo e Responsabilidade Social nas Empresas do Turismo (atualmente na sua 3.ª edição).

Estas iniciativas refletem o compromisso das Escolas do Turismo de Portugal em preparar os profissionais para os desafios atuais e futuros, contribuindo para a competitividade e sustentabilidade do setor.

Os planos de estudo já começam a incluir formação sobre o uso de tecnologias como inteligência Artificial (IA)? Se sim, que tecnologias são abordadas e de que forma são colocadas em prática?
O Turismo de Portugal está a trabalhar em três níveis distintos: primeiro, na capacitação das equipas, oferecendo formação aos Diretores, Coordenadores de Formação e Formadores sobre os diversos suportes de Inteligência Artificial disponíveis e a sua aplicação em contexto didático. Segundo, na introdução de ferramentas de IA e Tecnologias Emergentes, com a criação de regras para o desenho e conceção de conteúdos de aprendizagem suportados por estas tecnologias e a implementação de novas metodologias de integração. Entre os exemplos destacam-se aplicações de tutoria virtual e aprendizagem adaptativa, ferramentas de correção automática de exercícios e testes, que proporcionam feedback imediato aos alunos e economizam tempo aos professores, e o uso de software de gamificação na área da gestão hoteleira, que incrementa o compromisso e a motivação dos alunos ao incorporar elementos de jogo.

Por fim, estamos a preparar as infraestruturas da Rede de Escolas, criando novos espaços tecnológicos de suporte à aprendizagem no âmbito do projeto de modernização financiado pelo PRR. Este projeto inclui a criação de laboratórios técnicos e tecnológicos equipados com diversos suportes multimédia, que favorecerão a utilização de ferramentas inovadoras, como realidade virtual e aumentada, consolidando estas dimensões no futuro.

Estratégia de internacionalização
Que papel têm tido as Escolas do Turismo de Portugal de apoio a nível internacional, designadamente, junto dos PALOP e a CPLP? E na formação de estrangeiros em Portugal?
As Escolas do Turismo de Portugal baseiam a sua estratégia de internacionalização em programas de mobilidade de estudantes e formadores, cooperação bilateral e multilateral com entidades internacionais e uma participação ativa em projetos e estudos globais. Recentemente, essa ambição foi reforçada com a expansão acelerada da rede de Escolas, inicialmente direcionada para países da CPLP, destacando-se, pelo trabalho já desenvolvido, os casos de Angola e Cabo Verde.

Este modelo global prevê parcerias estratégicas, nas quais o know-how e a experiência da rede nacional são transferidos para criar Escolas Locais de Hotelaria e Turismo, em formato co-branded, com gestão e instalações asseguradas pelos países parceiros. Exemplos deste reforço incluem colaborações recentes com a Índia, o Uruguai e países com grandes comunidades portuguesas, como o Luxemburgo, onde será em breve assinado um acordo de cooperação.

Ao nível dos alunos internacionais, verifica-se uma procura crescente de candidatos de países como Bangladesh, Nepal, Índia, Ucrânia e Paquistão, e, mais recentemente, da Venezuela e dos Estados Unidos. Na Europa, destacam-se nacionalidades como italianos, franceses, espanhóis e alemães. Paralelamente, foi lançado este novo Programa de Formação e Integração de Migrantes para o Setor do Turismo, em parceria com a AIMA e a CTP.

Estas iniciativas sublinham o compromisso das Escolas em reforçar o posicionamento internacional, promovendo a excelência da formação portuguesa no setor do turismo e criando um impacto global positivo.

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UL e ERT-RL assinam protocolo de cooperação

A Universidade Lusófona (UL) e a Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa (ERT-RL) vão cooperar no âmbito da formação, investigação e desenvolvimento de projetos na área do turismo, ao abrigo de um protocolo que acabam de firmar.

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A cerimónia de assinatura decorreu na BTL e contou com a presença de Maria da Conceição Soeiro, vogal do Conselho de Administração da Universidade Lusófona e da Diretora do Departamento de Turismo, Mafalda Patuleia. A Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa esteve representada por Carla Salsinha, presidente da Comissão Executiva.

Este protocolo estabelece um conjunto de iniciativas conjuntas, destacando-se a promoção de eventos académicos, como conferências, seminários e workshops sobre tendências e desafios do turismo, colaboração em projetos de investigação aplicada e publicação de estudos académicos sobre a atividade turística, bem como a criação de oportunidades de estágio para estudante contribuindo para a sua integração no mercado de trabalho, e ainda e o desenvolvimento de programas de formação personalizada para as necessidades da Entidade Regional de Turismo de Lisboa.

Para celebrar a assinatura deste protocolo, alguns alunos da Licenciatura em Turismo, liderados pelo professor Marco Noivo, irão realizar, no próximo dia 25 de abril, uma visita guiada à memória dos momentos mais marcantes do 25 de Abril de 1974, na cidade de Lisboa. Este roteiro permite redescobrir os lugares, as pessoas e os momentos que há 51 anos deram início à Revolução de Abril.

 

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Emirates volta a recrutar em Portugal

A Emirates volta a realizar os “Open Days”, durante o mês de março, para tripulantes de cabine, em Lisboa, Porto, Coimbra e Braga.

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A Emirates volta a realizar, em março, os “Open Days” para tripulantes de cabine em Portugal, com as sessões de recrutamento a decorrerem em três cidades: Lisboa, Porto e Faro.

Os candidatos terão a oportunidade de integrar a companhia aérea que conta atualmente com mais de 23.000 tripulantes de cabine, incluindo portugueses.

Os Open Days serão realizados nas seguintes datas e locais:

  • Lisboa – 9 de março, às 09h00, no Lisbon Marriott Hotel
  • Porto – 11 de março, às 09h00, NH Collection Porto Batalha
  • Lisboa – 26 de março, às 09h00, Lisbon Marriott Hotel
  • Coimbra – 28 de março, às 09h00, Hotel Coimbra Aeminium Affiliated by Meliã
  • Braga – 30 de março, às 09h00, Meliá Braga Hotel

Os três Open Days são eventos de entrada livre e não requerem registo prévio. No entanto, é aconselhável que os interessados leiam atentamente os requisitos antes de comparecerem, os quais podem ser consultados aqui: https://www.emiratesgroupcareers.com/cabin-crew/

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Feira de Emprego da Bolsa de Empregabilidade em Lisboa. Créditos: Frame It
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Feira de Emprego do Turismo regressa a Lisboa

A 9.ª da Feira de Emprego do Turismo de Lisboa decorre no MEO Arena a 14 de março.

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A Bolsa de Empregabilidade organiza a 9.ª edição da Feira de Emprego do Turismo de Lisboa, o maior encontro para quem procura emprego no setor do Turismo, em Portugal, que decorre a 14 de março, na Sala Tejo do MEO Arena, localizado no Parque das Nações.

Estarão presentes 110 empresas do setor da Hospitality e Turismo, com mais de 1.400 vagas de emprego disponíveis, ao momento.

De todas as insígnias presentes, especial destaque para a Highgate, IHG, Editory Hotels, Vida Mar Hotels & Resorts, Mystic Invest Holding, Grupo Ibersol, Amorim Luxury Group, Grupo Visabeira, Penha Longa, Lisbon Marriot, Portugália, Grupo Capricciosa, Vila Galé, Emirates, merytu, Viking Cruises, MSC Group, entre outras. Em conjunto, apresentarão inúmeras ofertas de emprego na área de Hotelaria, Restauração, Cozinha/Pastelaria, Operadores Turísticos, Cruzeiros, Agências de Viagem, Animação Turística, Housekeeping e Recursos Humanos.

Neste evento, as sessões de mentoria “Mentor Hours” voltarão a ter espaço privilegiado. Estas sessões decorrerão no palco principal e têm como objetivo oferecer orientação personalizada a todos aqueles que procurem progredir nas suas carreiras.

Destaque para outras dinâmicas de palco, que juntarão ao longo do dia alguns dos principais parceiros da feira, como a AHRESP, com uma entrevista à Chef Justa Nobre. No período da tarde decorrerão ainda as “Speed Interviews” organizadas por diversas empresas presentes, que têm como objetivo criar um momento com os candidatos qualificados no turismo, que serão pré-selecionados pela organização.

Para além de António Marto, presidente da Associação Fórum Turismo e Fundador da Bolsa de Empregabilidade, o encontro contará também com as presenças de Carlos Abade, presidente do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal, Elsa Mano, delegada Regional de Lisboa do Instituto do Emprego e da Formação Profissional, Sofia Athayde, vereadora da Câmara Municipal de Lisboa, Carla Salsinha, presidente da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa, Jorge Silva, CEO da Arena Atlântico, João Silva Santos, CEO da merytu, entre outros convidados de renome.

De reforçar que no período da manhã será dada especial atenção aos alunos do ensino secundário, profissional e universitário (entre as 10h00 e as 13h00), enquanto o período da tarde (das 14h00 às 17h30) será dedicado ao público em geral.

O evento é totalmente gratuito, mas carece de inscrição prévia, até dois dias antes do certame, até às 23h59 de dia 12 de março, através do link Feira de Emprego do Turismo de Lisboa.

No entanto, é aconselhável que os interessados se inscrevam o mais cedo possível, para não correrem o risco de o evento ficar lotado.

Esta iniciativa volta a contar com o apoio institucional do Turismo de Portugal, bem como da merytu, enquanto main sponsor e, da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa como parceiro regional.

Depois de passar pelo Algarve (Vilamoura), pelo Alentejo (Évora) e pela zona Centro do país (Coimbra), o evento chega agora à capital portuguesa esperando receber mais de 3000 pessoas que procuram emprego na área do turismo. Para fechar este périplo de encontros, a última Feira de Emprego do Turismo irá decorrer no Porto, a 26 de março.

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Pedro Moita, pró-presidente da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril (ESHTE)
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Turismo vai sofrer uma nova revolução e formação tem de a acompanhar

Pedro Moita, desde que o setor o conhece, é um formador nato na área do turismo, e apesar de ser um académico, sempre defendeu a formação para além da tradicional sala de aula, agregando vários projetos que podem trazer mais-valias aos futuros profissionais desta indústria, que acredita que vai sofrer uma nova revolução e que a formação tem, inevitavelmente, de a acompanhar.

O turismo vai sofrer uma nova revolução, defendeu, em entrevista ao Publituris, Pedro Moita, pró-presidente, coordenador da licenciatura em direção e gestão hoteleira e coordenador da área científica de ciências da informação e informática da ESHTE (Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril). Se no início deste século, as tecnologias revolucionaram a atividade, se a distribuição turística, os operadores, as agências de viagens, a gestão hoteleira se reinventaram, se as companhias aéreas intermediaram grande parte do seu negócio, também a formação em turismo tem de acompanhar essas transformações, tendo Pedro Moita apontado que fatores como a inteligência artificial, e o data science, que trazem um panorama completamente novo para a nossa sociedade, “também vão ter muitas implicações no turismo. Este setor sempre esteve na ribalta do IT, e agora, com a indústria 4.0, com esta ciência dos dados, com a inteligência artificial, também o turismo vai ser charneira de muitos projetos de IT”.

Remodelação das licenciaturas
Tendo esta visão, o docente da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, instituição de ensino superior público, revelou ao Publituris que “já o ano passado submetemos à tutela uma proposta de remodelação das nossas licenciaturas, onde para além das componentes técnicas, juntar a componente prática aplicada, por isso temos os principais players do turismo connosco”.

Portanto “para além das atualizações normais de 10, 12 anos, que os planos de estudo já teriam, que já fazíamos nos conteúdos, e que agora repercutimos nas unidades curriculares, desde a gestão de comidas e bebidas, ao alojamento, à área de gestão de eventos, animação turística, à segurança alimentar, “colocámos este pormenor da indústria 4.0 e do data science, com grande destaque e relevo”.

Aí, quer nos mestrados, quer nas licenciaturas, a ESHTE está em processo de reformulação, já aprovado pelo Conselho Técnico-Científico da escola, e que aguarda agora a avaliação da Agência de Avaliação do Ensino Superior, no âmbito dos novos planos de estudo.

Em paralelo, “criámos há pouco tempo, eu e a minha equipa de IT da ESHTE, o Núcleo de Investigação Tecnológica em Turismo (NIT), e temos já várias candidaturas, uma aprovada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, o nosso primeiro projeto aprovado em termos científicos e de investigação, que é na área de Data Science e Inteligência Artificial aplicada à formação”.

 

“Já o ano passado submetemos à tutela uma proposta de remodelação das nossas licenciaturas, onde para além das componentes técnicas, juntar a componente prática aplicada, por isso temos os principais players do turismo connosco”

Além disso “contactámos já as agências regionais de turismo para projetos, basicamente, com muita Inteligência Artificial, com apps, chatbots, e aqui temos duas visões, quer a do turista, para melhorar a sua experiência do turista, quer a visão para melhorar a distribuição, a promoção do destino, do equipamento e do produto”, avançou o formador.

Pedro Moita concorda que “todos os equipamentos turísticos vão ter de se adaptar a esta nova realidade, não são só os players de serviços, como as agências de viagens e a hotelaria em que, por exemplo, os revenue management já começam a ser híbridos, com agentes de inteligência artificial a auxiliar, também os restantes equipamentos e destinos vão sofrer remodelações profundas porque, a forma como se vão prestar as experiências aos turistas nos destinos, nos eventos, nos equipamentos, vai evoluir consideravelmente”.

Assim, avançou que “este pacote de dados que temos, de estarmos sempre conectados, este Big Data, esta transformação fácil que a IA faz em modelos preditivos, em modelos de análise, vai ter implicações muito fortes”.

Igualmente, na componente imersiva “também estamos a trabalhar em alguns projetos”, deu conta, para apontar que, com realidade virtual e com experiências imersivas “acreditamos que podemos explodir com projetos muito interessantes para a experiência do turista. Hoje em dia, podemos ter asas com as experiências imersivas, permitindo que os nossos equipamentos fiquem com muito mais valor acrescentado para a experiência do turista, que pode ser colocado no centro da mensagem, ou seja, aquilo que aquele equipamento pretenda”.

Sempre perto dos players
Voltando à formação propriamente dita, o pró-presidente da ESHTE destacou que “temos o nosso PRR a funcionar, com várias parcerias, em que vamos tentando também suprir necessidades do mercado, nas áreas de alimentos e bebidas, de eventos, da hotelaria, do turismo cultural, bem como uma nova pós-graduação nessa área, subsidiada pelo PRR”.

Daí que, Pedro Moita acredita que a formação turística tem de evoluir. “Não será bem uma mudança radical, mas tem de evoluir. Não haverá mutação, pelo menos a curto prazo, mas a inteligência artificial vai trazer implicações. O turismo evoluiu sempre muito e se nós, no ensino, não o fizermos, não chegamos lá”.

Observou que a nível médio, o Turismo de Portugal, nas suas escolas, tem feito um bom trabalho, tem preparado bem os seus profissionais para a atividade técnica, mais do serviço hoteleiro e da restauração, do que propriamente noutras áreas, mas tem também tocado nessas.

 

“A formação turística tem de evoluir. Não será bem uma mudança radical, mas tem de evoluir. Não haverá grande mutação, pelo menos a curto prazo, mas a inteligência artificial vai trazer implicações. O turismo evoluiu sempre muito e se nós, no ensino, não o fizermos, não chegamos lá”

A nível do ensino superior, referiu que “o nosso trabalho é um pouco mais complexo, porque os nossos docentes têm, não só de dominar a área técnica, como igualmente de saber gerir, saber aprender, saber evoluir, saber estudar, de resolver problemas, e nós procuramos muito isso. O nosso ensino procura muito isso, e temos de evoluir sem dúvida alguma, porque se não estivermos perto dos players, se não os formos ouvindo, se não fizermos parcerias, corremos o risco de os alunos saírem das faculdades para o mercado de e pensarem que agora é que vão aprender a atividade real, e que até então tinham estado num ginásio mental, que também é importante, mas não chega”, reconheceu, sublinhando que “a ideia é que saibam pensar, liderar, gerir equipas, que saibam pesquisar/investigar”. Portanto, “se a nossa formação fosse meramente softwares e componentes técnicas, estava obsoleta ao fim de poucos anos, e não valiam nada no mercado”.

Ainda em termos de ensino, “acho que vai haver uma forte revolução porque começam a aparecer também algumas ferramentas muito interessantes que vão permitir revolucionar o nosso modelo, mas também requer que o aluno do ensino superior mude um bocado a sua perspectiva, deixando apenas de chegar lá, ouvir o que temos para dar e estudar o que mandamos, sem se pré-preparar para a aula. Portanto, às vezes, se calhar, temos de começar a treiná-los também no secundário e a pré-prepará-los para este tipo de abordagens”.

Tornar a Escola interessante
Se o ensino evoluiu, a própria escola também o deve fazer, defendeu Pedro Moita, para apontar que “nós temos de agarrar nestas ferramentas e saber transformar-se para que própria escola seja interessante, e acho que estamos a fazê-lo, e estou a falar de Portugal inteiro. Em geral, as universidades portuguesas e os institutos politécnicos estão a conseguir ir acompanhando esta evolução”.

Sendo um formador há muito anos, o coordenador da licenciatura em direção e gestão hoteleira e coordenador da área científica de ciências da informação e informática da ESHTE consegue dar-nos, igualmente, a perspectiva do aluno, e porque escolhe um curso de turismo. “Há alguns que vêm porque já conhecem a realidade da profissão, aqueles cujos pais ou familiares têm negócios turísticos ou trabalham no turismo, esses já têm de facto esse gosto e procuram-nos nesse sentido. Há depois os outros que consideram o turismo “sexy”, atrativo e optam por este tipo de formação, mas existem ainda os que não sabem porque escolheram esta área. No entanto, de um modo geral reagem bem e temos muito poucas desistências por mudança de área, e quando chegam ao ciclo dos mestrados muitos deles optam por se especializar na área que gostaram mais”.

E a própria ESHTE mantem, no geral, uma estreita relação com os seus ex-alunos, embora muitos deles estejam lá fora, o que, no entanto, “não impede, hoje em dia, com as tecnologias, que façamos alguns contactos, disse Pedro Moita.

O docente ressalvou que os alunos que passaram por esta instituição de ensino superior “têm muita procura, completam a sua formação e depois voam, porque se calhar formamos bem, apesar de haver muita coisa a melhorar”, reconheceu, mas “acho que o produto é bom, daí terem muitas portas abertas no mercado de trabalho”. Do ponto de vista dos estágios, que são obrigatórios, também “os nossos alunos estagiam nas melhores instituições e, depois têm uma grande facilidade de evolução para as chefias intermédias e direção de cadeias hoteleiras no estrangeiro”.

 

“Temos o nosso PRR a funcionar, com várias parcerias, em que vamos tentando também suprir necessidades do mercado nas áreas de alimentos e bebidas, de eventos, da hotelaria, do turismo cultural, bem como uma nova pós-graduação nessa área, subsidiada pelo PRR”

 

Fuga de talentos… como colmatar!
Igualmente, como formador, como é que vê essa questão da escassez de mão de obra e de retenção de talentos. Como é que esta situação pode ser resolvida? O docente considera que “a imigração tem-nos ajudado, principalmente na restauração e hotelaria, mas precisamos de dar formação a essas pessoas, porque corremos o risco de perder a qualidade e excelência que caracteriza o destino Portugal”.

Adiantou que “não compete diretamente à ESHTE dar essa formação média, não é a nossa praia, uma vez que nós temos de dar as competências de um licenciado ou de um mestre, mas fazemo-la quando nos pedem, no âmbito dos projetos aplicados que já referi”.

Pedro Moita avança que essa formação aos migrantes não deve ser só técnica, mas do próprio português, bem como na área de atendimento e acolhimento, fatores que muitas vezes divergem dos nossos porque são culturas distintas.

“Em termos de ensino superior, a fuga de talentos é preocupante. As chefias intermédias e os diretores começam a ser bem valorizados, mas depois, eles próprios, também não implementam políticas corretas em relação aos seus subordinados, e isto não dá muita estabilidade a estes jovens que, como é óbvio, não saem das universidades diretamente para diretores gerais”, confidenciou, sem esquecer de mencionar que, por exemplo, “se formos ver os RevPars e os ADRs da hotelaria, têm subido de forma exponencial nos últimos anos, e as taxas de ocupação são boas, não se percebe muito bem que não se consiga conquistar estas pessoas”.

A ESHTS também tem tido um papel importante a nível internacional. O docente revela que “temos muitas parcerias, os nossos cursos são todos certificados pela ONU Turismo, bem como vários projetos com instituições de ensino superior estrangeiras, muitos alunos a fazer Erasmus no exterior ou a estagiarem lá fora em muitas unidades hoteleiras, ou seja, cerca de 20% dos nossos alunos fazem estágio internacional”.

Mas, continuou: “Onde ainda não estamos como queríamos é na captação de alunos internacionais, porque, neste momento, arranjar casa no Estoril ou em Cascais, é muito difícil, e daí termos vários candidatos que depois acabam por desistir, aliás, também alunos nacionais de outros pontos do país, pois muitos referem que não conseguem o alojamento, e a ESHTE não dispõe nas suas instalações”.

Refira-se que na base da criação do ESHTE, que foi no âmbito do Inftur e do Ministério da Economia, o Turismo de Portugal é o dono dessas instalações e isso “limitou-nos no nosso PRR. O nosso PRR só pode ser formativo, enquanto outras faculdades, como a Nova, conseguiram investir em alojamento para alunos, nós não porque não somos os donos”. Mesmo assim, “temos um projeto de novas instalações para sermos os proprietários”.

Na opinião de Pedro Moita, “o PRR foi um bom projeto de alojamento estudantil, e que abriu muitas hipóteses às faculdades, mas nós não nos podemos candidatar por aí, o que é pena porque somos a única instituição de ensino superior 100% dedicada a turismo e todos os nossos professores se preocupam por turismo, querem ser sempre um pouco especialistas, vão aos fóruns e investigam esta área, porque nós só temos cursos e formação para turismo, mas paralelamente não conseguimos responder a uma necessidade que temos, que é de construir alojamento próprio para os nossos alunos”, concluiu.

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Emprego e Formação

Formação em turismo já nada é o que era

O turismo mudou e a formação nesta área está longe de ser como era. Quatro opiniões de profundos conhecedores da área formativa em turismo, em Portugal, que nos ajudam a responder algumas dúvidas.

“A formação turística tem sofrido mudanças significativas, nomeadamente impulsionadas pela evolução tecnológica, por preocupações de sustentabilidade (ambiental, económica e social) e por alterações nas preferências dos consumidores” reconhece o presidente da Escola Superior de Hotelaria e Turismo (ESHT), Flávio Ferreira.

É como confirma Mafalda Patuleia, diretora do Departamento de Turismo e investigadora no Intrepid Lab (CETRAD) da Universidade Lusófona, realçando que “observamos uma transição de abordagens tradicionais para as chamadas metodologias inovadoras, mais práticas e dinâmicas, que integram a utilização da tecnologia, de princípios ligados à sustentabilidade e à inovação, à liderança, à literacia financeira, à gestão e às soft skills”.

Sobre esta questão, Sofia Almeida, coordenadora da Área de Turismo & Hospitalidade na Universidade Europeia aponta que “o digital ganhou destaque, levando à integração de ferramentas tecnológicas nos currícula, como a inteligência artificial, o big data e as plataformas digitais de gestão, essenciais para a tomada de decisões informadas e estratégicas”. Por outro lado, disse, “houve um aumento da ênfase em temas como sustentabilidade, ética e inclusão, refletindo as exigências de um mercado cada vez mais consciente e exigente”.

Além disso, “a formação tem passado de um modelo tradicional para abordagens mais práticas e centradas no estudante, com uma maior aposta na aprendizagem experiencial e no desenvolvimento de soft skills, como liderança, comunicação intercultural e adaptabilidade”, realçou Sofia Almeida, defendendo que o modelo académico da Universidade Europeia “é o reflexo desta realidade, permitindo que os alunos respondam a desafios reais do mercado de trabalho através de técnicas ativas e mentorias constantes”.

A coordenadora da Área de Turismo & Hospitalidade na Universidade Europeia entende que os jovens em Portugal continuam a demonstrar interesse pela formação na área do turismo, especialmente em subáreas que refletem as tendências e desafios atuais do setor, como a gestão hoteleira, turismo sustentável, gestão de eventos e experiências e, mais recentemente, o turismo digital. A oferta atual do estabelecimento de ensino onde leciona cobre as subáreas iniciais, sendo que “estamos a ultimar esforços para responder à procura na área do turismo digital. Estas áreas atraem estudantes por oferecerem perspectivas de carreira diversificadas e pela ligação com setores emergentes que valorizam a inovação e criatividade”.

Sofia Almeida, coordenadora da Área de Turismo & Hospitalidade na Universidade Europeia

Os desafios, para Susana Mesquita, coordenadora da Licenciatura em Turismo no ISAG – European Business School “incluem a necessidade de atualização constante dos planos de estudos para acompanhar a procura do mercado resultante, nomeadamente das mudanças ocorridas no comportamento dos consumidores”, indicando que “são muitos os jovens portugueses que demonstram interesse pela área de turismo, especialmente em áreas como gestão hoteleira, marketing digital e organização de eventos”.

Há, no entanto, “uma grande preocupação com uma possível quebra na procura devido a perceções de instabilidade ou falta de progressão na carreira. Por isso é necessário motivar cada vez mais os jovens e, para isso, importa reforçar, junto dos mesmos, as oportunidades de progressão e a relevância estratégica do turismo para a economia nacional, criando programas de formação mais dinâmicos e mais alinhados com as necessidades do mercado. Ainda assim, os cursos superiores continuam a ser muito procurados”, acentuando que algumas instituições já começaram a implementar essas mudanças, mas “ainda há um longo caminho a percorrer. As parcerias entre o ensino e as empresas podem acelerar este processo. É necessário reforçar o networking”.

Alguns dos principais desafios passam, segundo a coordenadora da Licenciatura em Turismo no ISAG, pela existência de uma concorrência com outros setores mais tecnológicos, a ideia de que os salários são baixos e que existem poucas oportunidades de crescimento, por um lado, ao mesmo tempo que “existe alguma dificuldade em atrair talentos qualificados para áreas específicas necessidade de maior flexibilidade e equilíbrio entre vida pessoal e profissional dos profissionais deste setor”.

Em termos de níveis de formação, observa-se, considerou a formadora da UE, “uma procura equilibrada entre licenciaturas e pós-graduações, com um crescente interesse por cursos mais especializados que ofereçam uma vantagem competitiva no mercado de trabalho”. Não obstante, Sofia Almeida acrescenta que todos os cursos da área do turismo, cursos conferentes de grau e não conferentes de grau subiram em termos de alunos, “o que nos deixa particularmente orgulhosos do trabalho realizado até aqui”.

 

“A valorização das profissões do turismo passa, em primeiro lugar, pela identificação de todas as suas profissões, depois pela definição de novas estratégias de comunicação por forma a melhorar a imagem e o branding das mesmas, a par da recuperação do atraso salarial e da flexibilidade da carga horária”, Mafalda Patuleia

No entanto, há desafios. “Apesar de o turismo ser uma área de elevada empregabilidade, assiste-se a sinais de desmobilização de alguns jovens, influenciados por perceções de instabilidade, sazonalidade e falta de valorização em determinadas funções”, assim, “para combater este fenómeno, é essencial reforçar a atratividade do setor, promovendo carreiras que valorizem competências técnicas e pessoais, oferecendo condições de trabalho mais apelativas e sublinhando a importância do turismo como motor económico e social”, opina Sofia Almeida, para reforçar que, enquanto universidade, “a forma como temos contribuído para ultrapassar estas dificuldades é criar discussão à volta destas questões, organizando mesas-redondas, debates e conferencias para que os profissionais sejam convidados a refletir sobre os temas estruturantes do setor e apresentar soluções”.

Por sua vez, a diretora do Departamento de Turismo da UL sublinha que “hoje, o principal desafio é garantir que a formação acompanhe a evolução rápida da atividade, respondendo às necessidades emergentes, como a gestão de experiências personalizadas, sustentabilidade, acessibilidade e o uso de tecnologias inovadoras, como por exemplo a Inteligência Artificial e a realidade virtual”. Além disso, “são igualmente desafiantes, a constante proximidade ao mercado de trabalho, o desenvolvimento das soft skills, a retenção de talento e a criação de percursos formativos alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que contribuam para a criação de uma nova geração de gestores e profissionais nesta área”.

Entre os desafios, já Flávio Ferreira aponta por alguns que passam por  incorporar soluções para minimizar a pegada de carbono do turismo, com foco em práticas de turismo regenerativo; A  necessidade de preparar profissionais para lidar com a constante evolução tecnológica, em particular o uso de IA; Preparar os futuros profissionais em relação a tendências como turismo de bem-estar, viagens conscientes, turismo de experiências e personalização de serviços; e ainda enfrentar a falta de profissionais qualificados em certas áreas, particularmente na hotelaria e restauração, e tornar o setor mais atrativo como carreira.

Mafalda Patuleia, diretora do Departamento de Turismo da Universidade Lusófona

Há interesse pela formação na área do turismo?
O presidente ESHT do Porto não tem dúvidas que os jovens portugueses “continuam a demonstrar interesse pela formação na área do turismo, especialmente devido ao peso significativo do setor na economia nacional”, até porque “o turismo é uma das indústrias mais dinâmicas em Portugal, responsável por uma elevada empregabilidade e oportunidades de crescimento”. Contudo, diz, “o nível de atração varia de acordo com a perceção das condições de trabalho e do potencial de carreira”, lembrando que as áreas mais procuradas são hotelaria, gastronomia e restauração, turismo sustentável, gestão de eventos, e que a maior procura acontece ao nível de cursos de licenciatura”.

Mafalda Patuleia também concorda, e lembra que “os últimos dados estatísticos apontam para um decréscimo no número de matriculados nos cursos superiores”, lembrando que segundo o Turismo de Portugal, em 2023 estavam matriculados no Ensino Superior 9,7 mil alunos (-10,3% tvh 2022). Ou seja, “estamos perante um desalinhamento preocupante entre a crescente competitividade da atividade turística e o interesse dos jovens em construir uma carreira nesta área.

Em sua opinião, “existem possíveis razões para este decréscimo, relacionadas com a perceção das condições de trabalho pouco atrativas na atividade, como os baixos salários em termos reais, a falta de uma melhor descrição das funções e das categorias profissionais, a inexistência de uma carreira profissional, a sazonalidade e horários exigentes, que podem desencorajar os jovens a apostar numa formação académica em áreas relacionadas com o turismo”. Além disso, “a falta de visibilidade de percursos profissionais mais diversificados e de oportunidades de ascensão na atividade pode contribuir para o afastamento dos estudantes”, apontou.

Para esta questão, o presidente da ESHT defende que “a instabilidade vivida durante a crise da COVID-19 levou a uma queda na procura por cursos de turismo em alguns anos, com estudantes optando por áreas consideradas mais estáveis”, para avançar que “muitos jovens veem o turismo como uma área exigente, com horários irregulares e pouca previsibilidade, o que pode desencorajá-los”, por isso “é oportuno reforçar a motivação dos jovens para a formação em turismo, especialmente considerando que é a área profissional que mais emprega em Portugal”. E sublinha que “a valorização da profissão, a melhoria das condições e a ligação a temas como sustentabilidade e inovação podem ser fundamentais para captar e motivar uma nova geração de talentos para o setor”.

Para Sofia Almeida, não há dúvidas da necessidade de adaptação da formação, questão que já está a ser reconhecida e implementada em diversas instituições de ensino e formação, incluindo na Universidade Europeia. Nos últimos anos, “temos assistido a uma evolução significativa na forma como os cursos são estruturados, com uma maior personalização das ofertas formativas e a integração de abordagens pedagógicas inovadoras que respondem às expectativas de estudantes e profissionais.

 

“A implementação de ofertas formativas atualizadas e adaptadas às necessidades reais do setor do turismo e da hospitalidade tem sido progressivamente colocada em prática em Portugal, mas ainda enfrenta desafios, como iniciativas de formação contínua, como cursos especializados em sustentabilidade, enoturismo e tecnologias digitais, Flávio Ferreira

Um exemplo claro é a inclusão de metodologias de ensino centradas no estudante, como o problem-based learning (aprendizagem baseada em problemas) e projetos colaborativos com empresas do setor, que permitem aos alunos desenvolver competências práticas alinhadas com as reais necessidades do mercado. Adicionalmente, têm surgido formações modulares e de curta duração, como pós-graduações que permitem aos profissionais atualizar conhecimentos de forma flexível, ao mesmo tempo que conciliam as suas carreiras”.

Por outro lado, admite que “as instituições de ensino têm trabalhado na criação de percursos mais individualizados, levando em conta as motivações, necessidades e aspirações de cada estudante. Isto inclui o acesso a programas de mentoria, coaching de carreira e estágios personalizados, bem como a utilização de ferramentas tecnológicas, como plataformas de aprendizagem adaptativa, que ajustam os conteúdos às preferências e progressos de cada aluno”, tendo apresentado dois exemplos: “O primeiro, o programa SUPERA da Universidade Europeia é uma iniciativa de apoio à inclusão e ao desenvolvimento de competências para estudantes com necessidades educativas especiais. O segundo, o programa exclusivo da UE em oferecer aos finalistas de Gestão Hoteleira a possibilidade de efetuar um estágio de direção hoteleira. Criámos 10 posições de estágio em funções de direção para os nossos alunos e desta forma tentamos ir ao encontro das suas expectativas e dos novos tempos”.

Conhecer as múltiplas profissões que existem na atividade turística
Mas será que, efetivamente, os jovens conhecem as múltiplas profissões que existem na atividade turística? A resposta da diretora do Departamento de Turismo da Lusófona, é negativa e descreve: “Os jovens associam maioritariamente o Turismo, às áreas da hotelaria e da restauração, que infelizmente e segundo o Turismo de Portugal (2024) são as duas áreas onde a média dos vencimentos é mais baixa (1.068 euros) e as condições laborais são mais incertas”, a acrescentar que apesar do esforço que tem sido feito por parte dos empregadores destas áreas em relação ao aumento do salário médio e à melhoria das condições laborais, “a verdade é que a situação continua precária e socialmente desinteressante”.

Como referimos, as conclusões do estudo recente “O perfil do profissional de Turismo e Hospitalidade-Competências e Formação” apontam para a necessidade de criação de ofertas formativas atualizadas e adaptadas às necessidades reais do setor, através da adoção de abordagens diferenciadas na gestão de carreiras e expectativas, levando em consideração as necessidades específicas de cada estudante e de cada profissional. Isto já está a acontecer? Flávio Ferreira responde que “a implementação de ofertas formativas atualizadas e adaptadas às necessidades reais do setor do turismo e da hospitalidade tem sido progressivamente colocada em prática em Portugal, mas ainda enfrenta desafios, como iniciativas de formação contínua, como cursos especializados em sustentabilidade, enoturismo e tecnologias digitais, são exemplos de adaptações às necessidades do setor, e uma  integração mais forte entre instituições de ensino, empregadores e estudantes é fundamental para garantir que as necessidades específicas do setor e dos profissionais sejam plenamente consideradas”.

Flávio Ferreira, presidente da Escola Superior de Hotelaria e Turismo (ESHT) Porto

Por sua vez Mafalda Patuleia dá-nos conta que a Universidade Lusófona “tem desempenhado um papel ativo nesta transformação”. E está a adaptar os currículos para incorporar competências práticas e transversais, trabalhando em estreita colaboração com empresas do setor e associações profissionais para garantir que os seus programas estão alinhados com as exigências do mercado, promovendo formações flexíveis e personalizadas. Exemplo disso, referiu, “é o trabalho que fazemos com algumas associações profissionais e de empregadores”, (APAVT, APOTEC e ADHP) na verificação prévia dos conteúdos programáticos de unidades curriculares como agências de viagens e operadores turísticos, contabilidade, gestão e análise financeira de empresas turísticas, gestão da restauração e gestão hoteleira.

Por outro lado, na aprendizagem baseada em problemas (PBL), em que, conforme contou, os alunos são desafiados a resolver problemas reais ou simulados pelo mercado de trabalho, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades práticas, colaborativas e também o pensamento crítico.

Em termos de competências, os profissionais de turismo devem desenvolver em áreas como, segundo Mafalda Patuleia, formação intercultural, fundamental numa atividade tão global; tecnologia e digitalização, com destaque para sistemas de gestão de reservas, big data, realidade virtual e inteligência artificial; sustentabilidade e responsabilidade social, integrando práticas que respeitem o ambiente e as comunidades locais; gestão de experiências personalizadas, respondendo às expectativas de clientes cada vez mais exigentes; resiliência e capacidade de adaptação, face à volatilidade do mercado.

Já o presidente da Escola Superior de Hotelaria e Turismo (ESHT) do Politécnico do Porto elenca: Digitalização e tecnologias de informação, gestão de sustentabilidade, análise de dados, comunicação intercultural, liderança e trabalho em equipa, inovação e criatividade, foco no cliente e personalização, gestão ética e responsável, sublinhando que a instituição de ensino que dirige estabelece uma forte ligação com o mercado de trabalho, “garantindo que os seus estudantes estejam preparados para responder às necessidades reais do setor”, apontando que essa ligação é realizada através de diversas iniciativas e estratégias que promovem a integração entre a formação académica e o ambiente profissional.

Entre as principais ações destaca: Todos os cursos incluem períodos de estágio obrigatórios em empresas do setor (nacionais e estrangeiras), proporcionando uma experiência prática essencial; A organização de almoços, jantares e eventos enogastronómicos permite que os estudantes coloquem em prática os seus conhecimentos em situações reais; O bar e restaurante de aplicação são espaços utilizados pelos estudantes para simular o ambiente de trabalho, sob a orientação de docentes e em colaboração com profissionais convidados”. Além disso, a ESHT “mantém uma relação próxima com confrarias gastronómicas e associações do setor, envolvendo os estudantes em atividades e eventos que promovem networking e reforçam a ligação ao mercado”.

 

“Estamos a ultimar esforços para responder à procura na área do turismo digital. Estas áreas atraem estudantes por oferecerem perspetivas de carreira diversificadas e pela ligação com setores emergentes que valorizam a inovação e criatividade”, Sofia Almeida

Atualmente, as competências mais valorizadas no setor do turismo refletem, conforme sublinha Sofia Almeida “a necessidade de adaptação às rápidas mudanças e à diversificação do mercado. O domínio de competências digitais, como o uso de plataformas de reservas online, inteligência artificial e análise de dados, é essencial para melhorar a experiência do cliente e otimizar operações”, e o grande desafio deste ano letivo foi abrir o primeiro e único curso de licenciatura em Turismo, lecionado 100% em inglês. “Estamos sozinhos nesta oferta, mas arriscámos. E sabemos que estamos no caminho certo, pois houve um aumento do interesse dos alunos de Erasmus nesta licenciatura, e isto reflete-se no aumento da procura relativa aos anos anteriores”.

Indicou, ainda, e em primeira mão que a Universidade Europeia viu este ano letivo, as suas duas licenciaturas em Turismo e Gestão Hoteleira serem (re)acreditadas pela A3Es pelo período máximo de 6 anos sem alterações. Para o próximo ano letivo, 2025-2026 “posso já adiantar que o nosso grande desafio é ter uma Licenciatura em Gestão turística e hoteleira e um Mestrado em Gestão do Turismo e Hotelaria acreditados no Ensino à Distância (EAD)”.

Na opinião da coordenadora da Licenciatura em Turismo no ISAG, algumas das competências mais valorizadas “passam pela orientação para o cliente e pela excelência no atendimento, a capacidade de trabalhar em ambientes multiculturais, os conhecimentos em marketing digital e redes sociais, a resiliência e proatividade perante novos desafios e as habilidades em inovação e sustentabilidade”.

Recorrer às escolas para os melhores talentos
Refira-se, ainda, que as empresas do setor recorrem à ESHT para obter apoio na implementação de estratégias inovadoras, envolvendo docentes e estudantes nesses processos, ao mesmo tempo que esta instituição de ensino superior organiza eventos onde empresas do setor turístico e hoteleiro apresentam as suas ofertas e realizam entrevistas com os estudantes, facilitando o recrutamento. De destacar que ex-estudantes da ESHT que já atuam no mercado de trabalho frequentemente retornam à Escola para partilhar experiências, criar parcerias e motivar os atuais estudantes.

Também o Turismo da Lusófona estabelece parcerias estratégicas com empresas nacionais e internacionais, proporcionando estágios curriculares, projetos de investigação aplicada e programas de mentoria. A sua diretora do Departamento de Turismo conta-nos que, nos últimos anos, a UL tem dado muito ênfase ao estabelecimento de parcerias internacionais, proporcionando aos seus alunos a realização de estágios curriculares em contextos fora do país. Neste sentido, verificou-se um aumento do número de alunos em mobilidade (out) que passou de 8 alunos em 2022 para 20 alunos em 2023.

Por outro lado, disse, “estimulamos o desenvolvimento de projetos de investigação aplicada com parceiro internacionais, como é o exemplo da candidatura vencedora, na qual a Universidade Lusófona faz parte, ao Programa Horizon Europe, FUTOURWORK – Improving Tourism and Hospitality Worker Well-Being Through Social Dialogue, com o objetivo estudar e promover um maior bem-estar e melhores condições de trabalho para os trabalhadores do Turismo e Hospitalidade”.

 

“Os desafios incluem a necessidade de atualização constante dos planos de estudos para acompanhar a procura do mercado resultante, nomeadamente das mudanças ocorridas no comportamento dos consumidores”, Susana Mesquita

Também “achamos relevante o desenvolvimento de Programas de Certificação, como por exemplo o Protocolo que temos com a Travelport, na Certificação do Programa de GDS/Galileo, através da formação indoor e respetivo exame na empresa”.

Além disso, “promovemos eventos regulares, como feiras de emprego, workshops e palestras com profissionais da área, para encurtar a distância entre a academia e o mercado”. Por outro lado, “incorporamos no nosso corpo docente, profissionais da área que estimulam a aquisição de competências práticas e o desenvolvimento de uma rede de contactos relevante”, explicou.

Formação em contexto de trabalho precisa-se
Na ESHT há uma ampla gama de programas de formação contínua e cursos de especialização para profissionais em exercício, permitindo-lhes: atualizar competências técnicas e comportamentais; adaptar-se às novas exigências tecnológicas e ambientais do setor; desenvolver uma visão estratégica sobre gestão e liderança.

Através de iniciativas como workshops, dias de recrutamento e mentoring, a ESHT promove a retenção de talento ao criar oportunidades de crescimento profissional, ao mesmo tempo que utiliza plataformas digitais, simulações e ferramentas tecnológicas para preparar os profissionais para os desafios digitais no turismo, como gestão de reservas, marketing digital e análise de dados. Por outro lado, a Escola participa ativamente em iniciativas como o programa Eco-Escolas, que fomenta a educação ambiental, e desenvolve projetos de investigação aplicada que promovem a sustentabilidade no setor turístico.

Também a Lusófona oferece programas de Mestrado e de Pós-Graduação. Atualmente há dois Mestrados a funcionar: O Mestrado em Desenvolvimento e Gestão de Destinos Turísticos e o Mestrado online em Gestão e Inovação em Turismo e Hospitalidade. É o primeiro mestrado online na área do Turismo e funciona em parceria com o Centro Universitário Lusófona do Porto e com o ISMAT em Portimão, que, entre outras razões, assenta num modelo de ensino que permite a gestão do tempo de forma eficiente entre a vida profissional e pessoal.

Com todas as valências destes dois exemplos de ensino superior, o facto é que existe um número bastante elevado de pessoas a trabalhar no setor sem formação.

Mafalda Patuleia explica que, “infelizmente, os dados estatísticos, divulgados pela tutela são sistematicamente referentes ao alojamento, à restauração e similares e não ao turismo. Provavelmente esta situação não tem lugar nas agências de viagens e nos operadores turísticos, nos guias intérpretes, nos transportes aéreos, nos cruzeiros e outros que compõem a constelação do turismo”. No entanto, lembra que segundo o Turismo de Portugal (2024) pela 1ª vez a maioria (55%) dos empregados nas áreas do alojamento, restauração e similares têm o ensino secundário e superior.

Com o setor das viagens e turismo em constante mutação, numa indústria de pessoas para pessoas, os recursos humanos são a chave do seu desenvolvimento, e acarreta desafios, como é óbvio. Assim sendo, Mafalda Patuleia defende que “é preciso identificar quais são as profissões que existem e criar um plano de carreiras no turismo por forma a promover a sua valorização e, por conseguinte, conquistar o reconhecimento social”.

A ligação com o mercado de trabalho é essencial na estratégia formativa da Universidade Europeia. A coordenadora da Área de Turismo & Hospitalidade daquela instituição de ensino superior dá conta que “criamos pontes entre a academia e o setor de turismo e hospitalidade, preparando os estudantes para os desafios do mercado e oferecendo oportunidades de carreira, colaboramos com empresas do setor para estágios, projetos e aprendizagem prática, muitos dos nossos docentes trazem experiências do mercado, enriquecendo o ensino, e organizamos eventos como feiras de emprego e workshops para promover o networking e o conhecimento de tendências”. Igualmente, o Gabinete de Empregabilidade “orienta os estudantes na definição de objetivos e facilita o acesso a vagas. Projetos integradores e consultoria com empresas fortalecem as competências dos alunos. Focamo-nos também no desenvolvimento de competências transversais, como liderança e comunicação, essenciais para o sucesso profissional. Essa abordagem prepara os estudantes para se destacarem no mercado de trabalho e contribuírem para a evolução do setor”.

Da mesma forma, na Universidade Europeia, “temos desempenhado um papel ativo na formação contínua dos profissionais de turismo, focando-nos em áreas essenciais como a retenção de talento, inovação tecnológica e sustentabilidade. Oferecemos programas de pós-graduação, mestrados e cursos especializados que integram as últimas tendências e desafios do setor, capacitando os profissionais para lidar com as mudanças rápidas e as novas exigências do mercado. Sobre as pós-graduações, gostava de acrescentar que apesar da nossa oferta presencial, temos duas pós-graduações em Gestão Hoteleira e Gestão de Eventos, lecionadas 100% online”.

E vai mais além. “Através da nossa colaboração com empresas do setor, proporcionamos experiências práticas que ajudam os alunos a desenvolver competências digitais e a aplicar soluções inovadoras, particularmente no uso de tecnologias emergentes”. Por outro lado, “destacamos a importância da sustentabilidade, oferecendo formação em práticas responsáveis que promovem o turismo sustentável e a responsabilidade social, fruto de uma parceria com uma instituição com o mercado”. Neste sentido, segundo Sofia Almeida, “acreditamos que a formação contínua é essencial para garantir que os profissionais de turismo possam não só adaptar-se, mas também liderar as transformações que o setor exige, contribuindo assim para a evolução e o sucesso da indústria”.

Susana Mesquita, coordenadora da Licenciatura em Turismo no ISAG – European Business School

Por sua vez, comenta Susana Mesquita, existem várias formas de estabelecer a ligação entre as instituições e o mercado do trabalho. “No nosso caso temos várias parcerias com empresas de diversos subsetores, promover estágios curriculares, realizar eventos de networking e desenvolver programas de mentoria com profissionais do setor entre outras iniciativas”. Assim, considera que este aspeto constitui uma oportunidade para fomentar a formação contínua, criando programas acessíveis que capacitem os profissionais e elevem o padrão do setor.

Uso da Inteligência Artificial
Parece que, em alguns casos, os planos de estudos ainda não incluem tecnologias com inteligência artificial, “no entanto, não invalida que não sejam utilizadas como exemplos nas aulas”, conforme diz Flávio Ferreira, mas esclarece que os professores começaram a utilizar no ano passado exemplos de plataformas de geração de conteúdos (textos, imagens e vídeos), em particular nas unidades curriculares de informação e comunicação tecnológica, nos cursos de licenciatura, e de tecnologias e marketing digital, nos cursos de mestrado.

Contrapondo, Mafalda Patuleia refere que a UF já integra formação em inteligência artificial, análise de dados, automação e outras tecnologias emergentes, nas unidades curriculares de tecnologias digitais aplicadas ao turismo (1º Ano) e de transformação digital no turismo (3º Ano). Estas competências são abordadas em aulas práticas, simulações e projetos em parceria com o setor, preparando os alunos para os desafios da digitalização.

Finalmente, colocámos aos responsáveis pela área formativa em turismo, no Porto e em Lisboa, a seguinte questão: Quais são as competências mais valorizadas atualmente no setor do turismo?

Para o presidente da ESHT, elencou as seguintes: competências digitais; habilidades para implementar práticas de turismo sustentável; capacidade de gerir experiências e lidar com feedbacks negativos; saber criar pacotes turísticos inovadores e roteiros adaptados a diferentes públicos; habilidades de comunicação e interculturalidade.

Mas para a diretora do Departamento de Turismo da UL, além de competências técnicas, as competências transversais são cada vez mais valorizadas. Assim, no seu entender, “um profissional de turismo, enquanto mediador cultural, tem de possuir uma compreensão profunda das diferenças culturais, demonstrar empatia e capacidade de adaptação, e promover o respeito mútuo. Deve ter uma comunicação eficaz, empatia, trabalho em equipa, resolução de problemas e capacidade de adaptação”. Adicionalmente, a literacia financeira, a literacia digital e o domínio de línguas estrangeiras continuam a ser requisitos fundamentais”, enalteceu.

Também, na Universidade Europeia, alguns planos de estudo já incluem formação sobre o uso de tecnologias como a Inteligência Artificial, refletindo a crescente digitalização do setor do turismo. Na Universidade Europeia, esclareceu, “abordamos ferramentas como análise de dados, sistemas de gestão baseados em IA, chatbots, automação de processos e tecnologias de personalização da experiência do cliente. Estas tecnologias são introduzidas através de projetos práticos, simulações e estudos de caso, permitindo que os estudantes desenvolvam competências aplicáveis e compreendam como utilizá-las para melhorar a eficiência, a tomada de decisões e a experiência dos clientes. Já existe esta oferta noutras áreas da Universidade, mas o nosso desafio é trazer esta realidade para dentro dos cursos de Turismo”.

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ESHTE lança pós-graduação em “Criação e Gestão de startups em Turismo”

A nova pós-graduação da ESHTE reforça a contínua aposta formativa da instituição e prepara os estudantes para um setor cada vez mais competitivo com a modalidade online a torná-la acessível a um maior número de estudantes.

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A Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril (ESHTE) abriu as inscrições, até 14 de março, para a pós-graduação em “Criação e Gestão de startups em Turismo”, reforçando o seu compromisso com a diversificação da oferta formativa, desta vez, com o objetivo de preparar os estudantes para enfrentar desafios únicos, que incluem a necessidade de inovação e diferenciação num mercado competitivo, bem como a gestão eficiente de recursos e a adaptação a novas tendências e tecnologias no setor do turismo.

“Fomos sentindo que os já diplomados na área do Turismo e Hotelaria identificam oportunidades que surgem no mercado, no entanto, sentem necessidade de desenvolver as ferramentas necessárias para criar e gerir o seu próprio negócio. Esta pós-graduação pode dar resposta às suas dúvidas, bem como as bases essenciais para atingir o sucesso”, realça a professora e coordenadora do curso, Maria de Lurdes Calisto.

Esta nova pós-graduação, tal como a de “Turismo Literário” lançada anteriormente, dá a oportunidade aos estudantes de obterem o reembolso integral das propinas (250 euros), caso concluam com mérito o primeiro semestre. Este apoio financeiro poderá ser aumentado com base no desempenho académico ao longo de todas as unidades curriculares do curso.

O plano curricular, completo e diversificado, está direcionado para empreendedores, em qualquer setor de atividade do Turismo e Hotelaria – alojamento, restauração, animação turística, agências de viagens, entre outras atividades -, e concentra-se em diversas áreas como o marketing, finanças, recursos humanos, financiamento e critérios e processos de licenciamento.

Depois de concluírem esta pós-graduação, os estudantes vão ser capazes de responder às mais diversas exigências associadas ao empreendedorismo e à gestão de pequenas e médias empresas, identificar novas oportunidades de negócio em turismo e de desenvolver modelos de negócio inovadores, colocando em prática o que adquiriram ao longo de toda a estrutura curricular.

Para a professora e coordenadora da pós-graduação, Maria de Lurdes Calisto, “quem estiver dedicado a criar e a gerir o seu negócio, num mercado tão competitivo como este, não pode abdicar de temas como a transformação digital e a sustentabilidade”, reforçando ainda que “esta pós-graduação não é só para quem pretende dar os primeiros passos no empreendedorismo, mas também para quem quer fazer crescer ainda mais o seu negócio”.

De referir ainda que a ESHTE posicionou-se entre as instituições de ensino superior com melhores índices de inserção profissional em Portugal, depois de, em 2024, ter atingido uma taxa de empregabilidade de 95,9%.

As inscrições estão disponíveis no Portal de Candidaturas online da ESHTE.

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Escola de Hotelaria e Turismo do Porto promove formação executiva Geoturismo by Geoparques

Capacitar os formandos de conhecimentos técnicos que lhes permitam acolher, informar e guiar os visitantes e turistas nos territórios dos geoparques, é a nova formação executiva que vai ser ministrada pela Escola de Hotelaria e Turismo do Porto, de 17 de março a 12 de abril.

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Os geoparques da UNESCO representam territórios de notável importância geológica, cujas paisagens e formações naturais são reconhecidas como património da humanidade. Estes locais combinam a preservação ambiental com o desenvolvimento sustentável das comunidades locais, promovendo a educação, o turismo responsável e a investigação científica, lembra o Turismo de Portugal na sua página oficial.

Assim, dar a conhecer os aspetos mais relevantes dos geoparques, de forma a fazer da visita uma experiência; bem como interpretar o património natural, cultural e paisagístico destes territórios, descrevendo e explicando as suas inter-relações, de forma a desenvolver o interesse a compreensão e o desfrute dos visitantes e turistas, contribuindo para a sensibilização da preservação do património, é o objetivo desta formação destina a profissionais do setor turístico, empresas turísticas e outras entidades dinamizadoras dos territórios.

Os conteúdos passam por: Rede de Geoparques UNESCO Portugal; Geodiversidade e Turismo; Património Natural e Cultural em Territórios Geoparque; Turismo Sustentável e Responsável;

Geoturismo; Segurança e Gestão de Risco em Turismo; Estruturação do Produto Turístico; As Novas Tendências Turísticas; Técnicas de Marketing e Comunicação; Visitas de Campo, que serão da responsabilidade de cada um dos seis Geoparques, sendo que cada formando deverá optar por apenas uma das opções (Naturtejo, Arouca, Açores, Terras de Cavaleiros, Estrela e Oeste).

A obtenção do certificado fica sujeita à presença mínima em 90% da ação, sendo que a avaliação assume um caráter formativo e sumativo, assente em estudos de casos e metodologias ativas e apresentação de uma reflexão crítica, indica o Turismo de Portugal.

A duração da formação será de 43 horas, das 19h00 às 22h00 e de forma presencial. Inscrição e mais ​informação sobre o curso: Academia Digital do Turismo de Portugal​.​​

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Nova Edição: Entrevista a Catarina Paiva (Turismo de Portugal), Dakhla, Euroairlines e dossier Companhias Aéreas

A próxima edição do Publituris faz capa com a entrevista a Catarina Paiva, vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal. Além disso, viajámos até Dakhla, entrevistámos o CEO da Euroairlines e dedicamos o dossier às Companhias Aéreas.

Publituris

A entrevista a Catarina Paiva, vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal, faz capa da nova edição do Publituris. A responsável pela área da formação do Turismo de Portugal faz o ponto da situação dos projetos que estão a ser desenvolvidos nas 12 Escolas de Hotelaria e Turismo, iniciativas que, conforme afirmou, “refletem o compromisso em preprar os profissionais para os desafios atuais e futuros, contribuindo para a competitividade e sustentabilidade do setor. Catarina Paiva avança ainda que “estamos permanentemente atentos às necessidades de mercado para poder dar respostas alinhadas com o que os profissionais e empresas precisam”.

Prémios
Esta edição do Publituris divulga, novamente, a 13.ª edição dos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2025”.

Com 89 nomeados, as 15 categorias são: Melhor Operador Turístico, Melhor Agência Corporativa, Melhor Consolidador, Melhor DMC, Melhor Distribuidor B2B, Melhor GSA Aviação, Melhor Sistema Global de Distribuição, Melhor Empresa de Gestão Hoteleira, Melhor Empresa de Software de Gestão Hoteleira, Melhor Startup, Melhor Consultoria e Assessoria em Turismo, Melhor Formação Turismo, Melhor Parceiro Segurador, Melhor Empresa de Organização de Eventos, Melhor Venue para Eventos e Congressos, existindo ainda a categoria de Personalidade do Ano, prémio atribuído diretamente pela redação do Publituris.

Os vencedores serão conhecidos no primeiro dia da BTL – Better Tourism Lisbon Travel Market 2025, a 12 de março, a partir das 11h00.

Dakhla
Situada no sul de Marrocos, Dakhla é onde o mar beija o deserto, numa dança mágica, revelando-se como um destino de sonho para os amantes da natureza, da aventura e do bem-estar. O Publituris foi visitar a região a convite do Turismo de Marrocos.

Euroairlines
No ano em que celebra o 25.º aniversário, a Euroairlines registou um incremento de 150% na faturação, ultrapassando os 12 milhões de euros. Na FITUR, o Publituris conversou com Antonio López-Lázaro, CEO da companhia, que revelou que o objetivo é duplicar as receitas já em 2025.

Dossier: Companhias Aéreas
Em 2024, a procura por transporte aéreo manteve-se em alta e assim deve continuar no próximo verão IATA, esperam as companhias aéreas que operam em Portugal e que anteveem um verão de oportunidades, apesar das incertezas económicas e outros desafios que devem marcar a próxima época alta da aviação, que vigora entre 30 de março e 25 de outubro.

O próximo verão IATA vai, de resto, ficar marcado pela abertura de várias rotas e pelo aumento de capacidade de muitas das companhias aéreas que operam em Portugal. O Publituris conta tudo.

Pulse Report
O Publituris PULSE Portugal, uma parceria entre o Publituris e a Guestcentric, mostra que a evolução da procura no mês de janeiro de 2025 apresenta-se como a maior de sempre em termos de reservas em noites, com +7% face a janeiro de 2024.

Com a estrutura de mercado a ser igual a 2024, os EUA lideram com 29%, seguidos do mercado nacional (19%) e Reino Unido.

No que diz respeito ao desempenho por regiões, é a Madeira que lidera, com um crescimento de 29%, em janeiro de 2025 face ao mesmo mês de 2024, seguindo-se o Porto (+16%) e o Norte (+14%).

Já nas expectativas de fevereiro, é o Norte que lidera, com um crescimento de 51% face a fevereiro de 2024, seguindo-se o Algarve (+37%) e o Alentejo (+19%).

Opiniões
As opiniões desta edição pertencem a Francisco Jaime Quesado (economista e gestor) – “A agenda da sustentabilidade”; Ana Jacinto (secretária-geral da AHRESP) – “Turismo: O melhor ‘destino’ para o amor”; Tiago Afonso Pais (NAU São Rafael Suites) – “Como combater a sazonalidade e manter a qualidade da oferta?”; e Pedro Castro (SkyExpert) – “Não nos SAFamos”.

Leia a edição completa aqui

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