Viagens de negócios em recuperação, mas lenta
De acordo com os analistas, as viagens de negócios, em algumas áreas, estão a recuperar, mas continuam ainda muito abaixo dos níveis pré-pandémicos.

Victor Jorge
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Para viagens de negócios, o retorno à normalidade pré-pandémica continua adiado em dois anos, estimando os analistas ouvidos na conferência promovida pela Global Business Travel Association (GBTA), durante a ITB Berlim 2023, que esta recuperação só deverá acontecer em 2026.
A inflação, os problemas económicos da China e os efeitos nas cadeias de fornecimento globais estão entre os motivos listados pela GBTA, admitindo Suzanne Neufang, CEO do GBTA, que “os parâmetros básicos relativos às viagens de negócios também mudaram”.
“Após a queda em 2020, a curva atingiu um pico acentuado por volta de 2021/22, mas desde então caiu novamente, em parte devido à abertura rápida da China e consequente ressurgimento de infeções”, prevendo a responsável que “a curva ainda aponta para baixo, provavelmente até 2026, altura em que se poderá dar a recuperação”.
Durante as viagens de negócios em período pandémico, os decisores aprenderam que as reuniões virtuais ofereciam vantagens em alguns aspetos, mesmo que, por outro lado, não houvesse um substituto fundamental para a reunião pessoal, frisou Neufang. Além disso, “a sustentabilidade estava a tornar-se, cada vez mais, um problema, e menos viagens de negócios significavam uma pegada de carbono menor, apesar de as viagens de negócios não terem saído totalmente do radar, mas para reuniões internas”, salientou a CEO da GBTA.
As empresas financeiras e seguradoras são as que lideram a lista dos setores que fazem viagens de negócios novamente a níveis mais ou menos pré-pandémicos, disse Neufang, em contraponto com as ONG e fundações.
Apesar desta realidade, é certo que os dados apontam para que 45% dos gestores de viagens aumentaram os seus orçamentos. “O que passou a acontecer é que muitos deles começaram a realizar viagens combinadas e a prolongar uma viagem de negócios por alguns dias de descanso no respetivo destino”. Uma pesquisa entre gestores de viagens revela que as empresas estão divididas quanto às viagens combinadas, sendo que 41% são a favor, com tendência em alta, enquanto 42% são contra.
Resumindo, Suzanne Neufang, listou cinco tendências para as viagens de negócios: a China permanece difícil de prever, os viajantes de negócios como tal têm expectativas mais altas, a procura por viagens ecológicas estão a aumentar, a mudança tecnológica desacelerou as coisas e as viagens pessoais passarão a desempenhar, novamente, um grande papel”.