“Trapalhada” na política portuguesa prejudicará o crescimento de 2022, aponta Oxford Economics
Para a Oxford Economics, a atual conjuntura política portuguesa poderá prejudicar o crescimento apontado para 2022, bem como o investimento inicialmente previsto.

Victor Jorge
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O mais recente relatório da Oxford Economics não abunda muito a favor de Portugal, com a análise a indicar que a “trapalhada” política prejudicará o crescimento económico do país em 2022.
Na realidade a consultora refere que a turbulência política em Portugal vai “atrasar a execução de alguma recuperação da UE financiar e congelar as principais medidas de estímulo planeadas para o próximo ano”. Consequentemente, a Oxford, reduz a perspetiva de crescimento em 2022 de “5,2% para cerca de 4,5%”.
No comunicado que informa esta situação pode ainda ler-se que “uma grande parte da produção perdida deve ser recuperada em 2023-2024 após um novo Governo voltar a gastar o dinheiro da UE”.
Mas a Oxford Economics chama a atenção para o facto de existir um “risco importante”, dado que um novo Governo “pode decidir desviar-se do plano atual, dificultando ainda mais, ou mesmo colocando em risco, o desembolso dos fundos de recuperação”.
Embora a crise política não seja uma notícia bem-vinda para os investidores, a primeira resposta dos mercados foi “silenciada”, conforme escreve o senior economist, Ricardo Amaro. Segundo o mesmo, “os rendimentos dos títulos a 10 anos de Portugal têm aumentado nos últimos dias”, apesar do nosso país não ser o único que se encontra a viver esta situação, admitindo a análise que “o aumento é semelhante ao que afeta outros países da periferia da zona do euro”.
Segundo as contas da Oxford Economics, “o Governo tinha, originalmente, planeado gastar quase seis mil milhões de euros dos fundos de recuperação da UE no ano de 2021 e no ano seguinte (35% do total do pacote)”. Contudo, na perspetiva da consultora, a estimativa é que o investimento seja mais baixo, “em cerca de quatro mil milhões de euros”, salientando que “mesmo esse valor parece agora muito otimista”.
Assim, a nova estimativa aponta para que “apenas cerca de 2,5 mil milhões de euros (ou cerca 15% dos fundos totais) seja gasto em 2022”.
Curiosa não deixa de ser, também, a sondagem que a Oxford Economics tem por base (Eurosondagem), que dá uma nova vitória ao Partido Socialista, embora, os resultados datem de 25 de outubro, ou seja, antes da votação do Orçamento de Estado 2022 ter sido votado e chumbado no Parlamento.
Contudo, não deixa de ser surpreendente a percentagem dada ao PS, assim como ao Chega que se coloca como terceira força política a ter em conta.