Alojamento e serviços de restauração de Lisboa recuperam em 2022
O PIB da cidade de Lisboa deve crescer, em 2021, cerca de 4% com o alojamento e serviços de restauração a recuperarem para níveis pré-pandemia em 2022.

Victor Jorge
SET destaca a importância de “distribuir os eventos por todo o território”
“Este é um setor de soluções e não de problemas”, assume presidente da APECATE
Soltour reforça operação para a Tunísia com voos de Lisboa e do Porto
4º Encontro da Rede das Estações Náuticas de Portugal reúne 170 participantes em Odemira
GEA faz balanço positivo das suas reuniões regionais
Mercado das Viagens promove ciclo de formações
2024 regista novo recorde nas reservas no AL
Procura por alojamento na Páscoa em Portugal cresce 22,1% com tarifa média diária a subir 13,7%
Lisboa e Porto Alegre voltam a estar ligadas com voos da TAP
90% dos gestores de viagens empresariais já utilizam IA, mas “muitos continuam a enfrentar obstáculos”
Lisboa está entre as cidades europeias que deverá recuperar o Produto Interno Bruto (PIB) para níveis pré-pandemia em 2022, revela uma recente análise da Oxford Economics, embora assinale sete cidades em que essa recuperação para números pré-COVID possa acontecer já em 2021. Contudo, o que a análise da Oxford mostra é que, apesar dessas sete cidades – Bucareste, Dublin, Oslo, sofia, Estocolmo, Varsóvia, Zurique – recuperarem a sua riqueza já este ano, o setor do alojamento e serviços de restauração só recuperará a posteriori.
A capital portuguesa é, aliás, das cidade que mais rapidamente recupera nesta alinha do alojamento e serviços de restauração, com a Oxford Economics a apontar 2022 como o ano da recuperação para níveis pré-pandemia, realidade que não acontece, por exemplo, com as artes, entretenimento e lazer.
De resto, das 30 cidades analisadas pela Oxford para esta report, todas elas registaram uma quebra do PIB, em 2020, realidade, estima-se que, seja invertida já em 2021, com a cidade de Lisboa, após uma quebra acima dos 6%, a ser assinalada com uma subida a rondar os 4%. A análise aponta, de resto, que a quebra do PIB das cidades seguiu a descida dos respetivos países, com as maiores quebras nas cidades a serem registadas no Reino Unido e Espanha.
Nos setores analisados pela Oxford Economics – PIB; retalho; transporte e logística; alojamento e serviços de restauração; artes, entretenimento e lazer – Lisboa, Atenas e Birmingham e Manchester são as únicas cidades com subidas previstas para o 2022 no alojamento e serviços de restauração, existindo cidades para as quais as perspetivas de crescimento, ou melhor, retoma, só são estimadas para 2024 e, até mesmo, para depois de 2025, como são os casos de Dublin, Oslo e Bruxelas.
Para estas 30 cidades, os dados analisados estimam um forte crescimento para os anos de 2021 e 2022 e evoluções mais modestas a partir de 2023, caso de Lisboa, cidade para a qual é apontado um crescimento médio entre 2019 e 2025 na ordem dos 5%, acima dos 3% de Roma, mas muito distante das cidades do Leste que apresentam um crescimento médio acima dos 13%.