Presidência portuguesa da UE quer “construir um modelo sustentável de turismo”. Conheça as medidas
Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, apresentou, esta terça-feira, as prioridades a curto, médio e longo prazo que Portugal pretende promover no decorrer da sua presidência para o Turismo.

Raquel Relvas Neto
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Portugal iniciou este mês de janeiro aquela que vai ser a sua quarta presidência da União Europeia desde 1986, ano em que integrou a comunidade. Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, apresentou, esta terça-feira, numa audição por videoconferência na comissão de Transportes e Turismo do Parlamento Europeu, as prioridades a curto, médio e longo prazo que Portugal pretende promover no decorrer da sua presidência para o Turismo, setor economicamente importante para a maioria dos estados-membros, onde se inclui Portugal.
Construir uma Europa “mais social, mais verde, mais resiliente e mais global” é um dos motes que norteia as medidas que a presidência portuguesa pretende dinamizar no setor do Turismo. Para tal, Rita Marques avançou que vão ser implementados “princípios de desenvolvimento sustentável e de transição verde e digital” nas medidas que vão acompanhar a reabertura do turismo, numa altura em que se atravessa um momento difícil devido à situação pandémica. “A nossa presidência irá propor um documento de conclusões do Conselho que pretende ser uma afirmação de que em conjunto e por via do Turismo podemos contribuir para a retoma socioeconómica da Europa e também naturalmente para uma Europa mais sustentável, mais verde, mais digital”, referiu a representante portuguesa.
O documento pretende apresentar visões a curto, médio e longo prazo para o Turismo. A curto prazo, Rita Marques destacou a manutenção do suporte financeiro que permita ou viabilize a sobrevivência, “precisamos de continuar a trabalhar para salvar empresas e empregos”.
Importante também a curto prazo é o trabalho coordenado dos estados-membros dentro da União Europeia, sobretudo ao nível do “reconhecimento dos testes, certificação das vacinas, uniformização dos ‘passenger locator cards’”. Ou seja, “trabalhar para mitigar as restrições à livre circulação e assegurando sempre informação clara para os consumidores”, defendeu.
Médio e longo prazo
Já a médio e longo prazo, a presidência portuguesa pretende “melhorar a resposta financeira da União Europeia a um dos sectores mais afectados pela pandemia acelerando a sua recuperação”, de forma a melhorar “a sua resiliência e aumentando a sua sustentabilidade”.
“Construir um modelo sustentável de turismo garantindo que este é ambientalmente equilibrado e economicamente saudável e não impeça as gerações futuras de satisfazer as suas necessidades” é outra das medidas a longo prazo anuncidas pela governante portuguesa ao comissão dos Transportes e Turismo do Parlamento Europeu. Assim, como principais ações, Portugal pretende “manter um diálogo muito regular com todos os atores do setor, incluindo o Parlamento”, mas também melhorar as estatísticas do turismo desenvolvendo “uma gestão digital do big data, de tantos números e informações que nos podem ajudar a ter um melhor conhecimento”.
A criação de um guia para as empresas de turismo que reúna todas as regras ligadas ao financiamento comunitário, mas ainda a criação de um painel de avaliação do turismo – EU Tourism Scoreboard -, “uma ferramenta que será muito útil para melhor conhecer e gerir o setor”, são outras das medidas que se pretende dinamizar. A presidência portuguesa pretende desenvolver também uma agenda do turismo europeu, 2030-2050, que será trabalhada na reunião minesterial prevista para o mês de maio.
“O lema da presidência portuguesa é “É tempo de agir”, e é isso que estamos a fazer, agir hoje para garantir um futuro melhor de todos os que trabalham ou vivem do setor do turismo e de todos aqueles que encontram no turismo ou nas viagens o orgulho de ser europeu”, concluiu a responsável.