Mercado nacional não chegou para compensar a quebra em Agosto
O crescimento de 6,1% do mercado nacional, correspondente a 2,3 milhões de dormidas, não chegou para compensar a perda de 9,7% dos mercados internacionais, geradores de 3,1 milhões de dormidas. […]

Fátima Valente
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O crescimento de 6,1% do mercado nacional, correspondente a 2,3 milhões de dormidas, não chegou para compensar a perda de 9,7% dos mercados internacionais, geradores de 3,1 milhões de dormidas. Assim, os dados do INE relativos a Agosto dão conta de -3,5% de dormidas (total de 5,4 milhões) do que em igual período do ano passado. Já os proveitos totais atingiram 259,4 milhões de euros e os de aposento 192 milhões, correspondendo a variações homólogas negativas de 6% e 5,4%, respectivamente.
Em Agosto último, a hotelaria registou 1,7 milhões de hóspedes, valor sensivelmente igual
ao do mês homólogo (+0,4%). Mantendo a tendência dos meses anteriores, as pousadas e os motéis apresentaram resultados bastante positivos por comparação com o período homólogo, com acréscimos das dormidas superiores a 10%. Os restantes tipos de estabelecimentos revelaram uma evolução negativa, embora os hotéisregistem uma certa tendência de estabilização (-1,6%).No período em análise, o principal mercado emissor foi Espanha, com uma quota de 23,7% do total de
dormidas de não residentes, tendo sido o único a apresentar uma evolução positiva (+1,7% do que
em Agosto de 2008). O Reino Unido, a Alemanha, a França, os Países Baixos e a Itália que, no seu
conjunto, concentraram mais de 50% das dormidas de não residentes, tiveram um desempenho
negativo, sobretudo no que respeita ao mercado britânico (-21,5%), que foi o segundo mercado emissor
mais importante neste mês.
No que respeita à distribuição regional, o Alentejo foi a região com resultado mais positivo (+23,5%), semelhante ao dos meses anteriores. O Norte (+3,6%) e Lisboa (+0,9%) apresentaram igualmente crescimentos homólogos, mas de menor dimensão. As restantes regiões permanecem com
reduções no número de dormidas que, nas Regiões Autónomas, superam os 10%: os Açores tiveram -11,6% e a Madeira -10,6%.
O Algarve, a Madeira e os Açores foram as regiões que apresentaram as taxas de ocupação mais
elevadas. No entanto, face a Agosto de 2008, estes valores traduzem uma redução da taxa de ocupação
nas Regiões Autónomas, superior a 8 p.p.. A estada média foi de 3,2 noites, ligeiramente inferior à do mês homólogo (3,3).
No que respeita ao Rendimento Médio por quarto (Rev Par), no mês de Agosto, os estabelecimentos
hoteleiros registaram 259,4 milhões de euros de proveitos totais e 192 milhões de euros de proveitos
de aposento, equivalendo a quebras homólogas de 6,0% e 5,4%, respectivamente.
No acumulado de Janeiro a Agosto de 2009, há a referir que os estabelecimentos hoteleiros acolheram cerca de nove milhões de hóspedes que originaram 25,9 milhões de dormidas, movimento que, em comparação com o mesmo período de 2008, se traduz numa evolução negativa de 3,9% e 6,6% respectivamente.
O INE alerta, contudo, que “estas variações são contudo menos negativas do que as verificadas em períodos anteriores”, afirmando mesmo que “esta evolução é semelhante à que se tem verificado a nível internacional”, invocando para o efeito as as últimas estimativas disponibilizadas pela
Organização Mundial de Turismo, e que publicámos na semana passada.